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Arquivo da Categoria sustentabilidade

12/11/2009 - 12:27

Casa suspensa no ar

Prezada Mari !
Não me canso de ler todas as matérias do seu blog, nesse primeiro contato solicitarei uma indicação, mas saberei entender se não houver tempo para me atender.

Acabo de adquirir um terreno no Itanhangá, RJ, de fundos para uma mata fechada onde há um riacho e dentro de um arejado condomínio de 23 lotes. O meu é o menor, 1260 m², sendo 20 F x 47,5 E x 39 D e 32m de fundos, com declive acentuado. Começa com cota 45m e termina cota 20m.

Pretendo algo em torno de 120 m², talvez em tijolo ecológico, madeira e blindex ou vidros grandes para contemplar a área verde.  Penso em dois andares internos acompanhando o desnível do terreno, para não acabar num precipício. Haveria algum projeto estilo rústico, com telhado diferenciado e vidros para clarear?
Atenciosamente
Jorge

Nossa Jorge, entendi bem? 25m de desnível? Veja se é isso mesmo!!

Como você pretende construir poucos metros, achei que deveria necessariamente utilizar dois níveis. Sendo o social em cima  e com acesso mais fácil, e uma garagem vindo da rua e os quartos abaixo.

Pesquisando na internet, acabei topando com este projeto muito legal e simples para exemplificar um projeto interessante. Foi para um concurso da Empresa Masisa de compensados. O segundo colocado, o arq. André Eisenlohr, fez este projeto abaixo:

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Com o conceito orgânico de integração com o entorno, o arquiteto optou por deixar a casa com toda sua estrutura aparente, composta por pilares de eucalipto e vigas de muiracatiara, espécies que vem sendo reflorestadas de forma sustentável.

A cobertura é composta por telhas de fibra vegetal. Situada em um terreno em declive acentuado, a execução da obra permitiu que o arquiteto usasse sua experiência em técnicas de alpinismo e montanhismo, como o uso de reduções de peso com cordas e polias.

A casa foi construída com maneira artesanal, além de mão de obra reduzida e especializada. Foram usadas placas de 15 mm de OSB para o fechamento das paredes, formando um “sanduíche” com 5 cm de distância entre elas, o que proporciona um melhor conforto e isolamento termo-acústico e possibilita a passagem da fiação elétrica de forma simples e racional.

A escolha do sistema de construção seca com OSB foi feita pela facilidade e rapidez de montagem, além de sua resistência, leveza e textura visual, que deixa aparente o conceito orgânico e o partido ecológico do projeto, visando o mínimo impacto ambiental e a máxima integração com a natureza.

O custo da obra foi reduzido em função do preço do material, da redução do tempo de construção, do sistema construtivo e da mão de obra.

www.iabpr.org.br

www.masisa.com/

arquitetandonanet.blogspot.com

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casa

Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, desenhos, fornecedores para obra, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , ,
03/11/2009 - 16:52

Log home ou Casa de tora

Não achei o local para perguntas e dúvida por isso estou postando aqui.
Fiz um quarto TV para as crianças com toras de eucalipto, uma cima da outra criando paredes. O que usar para vedar as frestas grandes que ficaram entre uma tora e outra?

Olá Luciano.Atualmente, os movimentos ambientalistas e a conscientização popular sobre a finitude dos

recursos naturais pressionam para que as atividades na construção civil adotem soluções e

critérios construtivos menos impactantes, que garantam o manejo e o uso das edificações

alicerçadas em bases conceituais sustentáveis.Então é muito válido fazer uma cosntrução neste sentido, mesmo que seja pequena!

Untitled-2

Entre as espécies de reflorestamento cultivadas, o eucalipto é um gênero de rápido

crescimento, com boa aparência, características físicas e mecânicas razoáveis e com

condição de melhoramento, facilitando o seu uso como matéria‐prima alternativa no

mercado madeireiro. No âmbito da construção civil, o eucalipto é amplamente utilizado de

forma transitória (escoras, formas e andaimes), na execução de obras de engenharia em

geral (pontes, pórticos, etc.) e em edificações comerciais e residenciais, na forma roliça,

serrada ou laminada e colada.

 

Abaixo algumas dicas importantíssimas para quem está pensando em construir em madeira toda a casa que pesquisei em  dissertações de Cristina Steiner e Emanuella Sossai Altoé

ÁREAS CRÍTICAS – MEDIDAS PREVENTIVAS

Elementos estruturais dos pisos

térreos das edificaçõesUtilizar fundações de concreto tipo sapata corrida, com o piso elevado do

solo, provendo drenagem superficial ao redor da edificação.

Untitled-1 

Locais enclausurados, úmidos e

mal arejados, exemplo: espaço entre barroteamento

Propiciar ventilação do espaço entre o barroteamento e o solo, com o

envenenamento do solo.

Untitled-5

Untitled-6

Canalizações de água e esgoto

fixos na madeira

Propiciar o acesso fácil a rede de água e esgoto. Não deixar a madeira em

contato com a umidade, colocando uma interface de material impermeável.

Untitled-3

Batentes de portas e janelas em

contato com paredes úmidas

Impermeabilização, emprego de espécies mais resistentes e proteção de

pintura a óleo.

 

Tacos, assoalhos, assentados

sobre pisos em que a água do solo tenha acesso por capilaridade

Impermeabilização do contra‐piso em argamassa e a utilização de sarrafos

de fixação com pintura impermeável, deixando espaços entre a última

tábua do assoalho e a parede.

Untitled-4

Peças de madeira em áreas

úmidas como cozinha e banheiro.Receber revestimentos impermeáveis, tais como: tinta esmalte e tinta óleo,

tomando‐se cuidado nas extremidades das peças.

 

Lambris externos

Distanciamento mínimo recomendado do solo de 30 cm. Quando se trata

de dois pisos a transição dos lambris externos verticais deve receber

proteção metálica fazendo o papel de pingadeira. Emenda de topo dos

lambris devem sempre deixar espaço na sua junta.

 

Elementos estruturais em

contato direto com o solo ou embutido em concreto

Tratamento por processo de impregnação pressurizada. Sugere‐se que o

concreto não seja impermeabilizado, pois normalmente na sua interface

surgem frestas que permitirão infiltrações de águas de chuva. É importante

garantir a drenagem do concreto. Uma solução é utilizar dispositivo

metálico deixando a extremidade do pilar ventilado.

 

Peças de telhados, próximas a

rufos, calhas e telhas.

Devem receber atenção especial no seu detalhamento e as peças que

ficarão em contato direto com as telhas devem receber tratamento

químico, além de adotar medidas visando facilitar a substituição das

mesmas.

Os topos expostos das peças de madeira da cobertura (caibros,

terças) absorvem umidade com maior facilidade.

Untitled-7

Detalhes construtivos para proteger estas extremidades; corte em ângulo

reto das extremidades dos caibros; colocação de peças como testeira que

evitam a exposição direta das extremidades possibilitar maior rigidez do

beiral.

 

Fendas, juntas e áreas ao redor de conectores como parafusos,

pregos, etc.

Além do desenho, pode‐se fazer uso de borracha como espaçadores de

maneira para não permitir a permanência de água.

Soleira inferior do diafragma e os topos inferiores dos

montantes verticais.

Necessitam de cuidados em relação à umidade do solo. Os usuários devem

receber uma orientação sobre a prática de limpeza interna da edificação,

como não lavar o piso por exemplo. Caso o piso for cerâmico, o rodapé

deve ser do mesmo material cerâmico (10 cm).

  

 

 

 

 todas as imagens pertencem a:

http://www.fapes.es.gov.br/publicacoes/anexos/3-01/69/dissertacao_final.pdf

 

 

 

O Tratamento das frestas existentes em peças internas  como foi citado pelo internauta podem ser seladas com mastique, produto espanhol à base de silicone,

que além de resgatar a estanqueidade da tora, possui como vantagem estética o tom

aproximado à cor da madeira (figura 100).

Segundo informações cedidas pela empresa responsável o produto utilizado por ela

 

 

apresenta bom desempenho, mas não é encontrado no país. Quando não é feita a aquisição,

dependendo da situação de uso, utilizam o silicone transparente que, apesar de não

proporcionar um efeito estético favorável, mantém a estanqueidade da peça.

 

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 Figura 100 – Peça com a utilização de mastique

Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, dicas, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , , , ,
15/10/2009 - 19:38

Construção mais sustentável em terrenos em declive

Olá, me interessei no tópico, pois tenho um terreno em declive e sempre achei que aterrar é desperdício de espaço e dinheiro. Penso em fazer uma edícula com possibilidade de expansão para ser a casa principal. É um terreno de 12X32m (384m²) com declive de 1,70, onde pretendo fazer quartos em baixo e uma cozinha conjugada com área para churrasco acima deles.

Uma dúvida é: a impossibilidade de fazer banheiros abaixo do nível da rua não torna os quartos “antipráticos” principalmente à noite? Outra ideia que tenho é a de fazer uma casa o mais próximo possível do ecologicamente correto, com cisternas que acumulem água das chuvas e utilizar tijolos de solocimento. O que me sugeriria?
Obrigado.
Érico, Ilha Solteira – SP

 

Olá Érico, legal que tenha se interessado, realmente é difícil fazer o convencimento do cliente que adora aterrar terrenos em declive para ter uma casa alta e imponente!! Mais fácil seria se comprasse logo um terreno em aclive!

Bom é um belo lote este seu, mas não entendi a impossibilidade de fazer banheiros abaixo da rua? Seu esgoto e águas pluviais não descem para o lote de baixo em sistema de servidão? Quartos sem banheiros realemente NÃO dá! Olha como seu declive é pequeno! Os casos que citei anteriormente são para terrenos com 3 m de declive ou mais.

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Construção ecológica se baseia em muitos aspectos, você pode ter partes ecológicas e outras não. Não adianta muito construir em solo cimento se para vir o material até a obra, irão ser consumidos fretes e  diesel para ser transportados. O melhor material é aquele que poderá ser feito no local, se a terra é boa pode ser feito em solo cimento, se tiver pedras, usar as pedras, e respectivamente com outros materiais nativos. E sobre armazenamento de água é uma ótima pedida, gera um investimento alto no começo mas costuma se pagar ao longo de 5 a 10 anos.

Veja algumas dicas de solo cimento:

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“O solo-cimento é um material obtido através da mistura homogênea de solo, cimento e água, em proporções adequadas e que, após compactação e cura úmida, resulta num produto com características de durabilidade e resistências mecânicas definidas.

Este material de construção vem suprir boa parte das necessidades de instalações econômicas na maioria das regiões rurais e suburbanas no Brasil.

O uso do solo-cimento no Brasil vem, desde 1948, ajudando na satisfação de tais necessidades, encontrando-se hoje já bastante difundido.

A presente comunicação relata aspectos técnico-econômico-sociais de alguns anos de trabalho com esta modalidade de construção na CEPLAC/EMARC-UR.

Nesses quase 25 anos de experiência na região cacaueira, destacam-se obras no meio rural e urbano, em particular a construção de uma creche com 1.240 m2 em Juçari-Ba, sendo a segunda maior obra de solo-cimento no Brasil.

A tecnologia do solo-cimento é aplicada às construções das populações de baixa renda e foi introduzida na comunidade da região cacaueira porque tem como benefícios: a economia de tempo e material, bem como facilidade de execução atendendo a segmentos da população na faixa de pobreza, como é o caso dos “sem-terra”, permitindo o uso de mutirões.

CAMPO DE APLICAÇÃO

A principal aplicação do solo-cimento em habitações populares no meio urbano é a construção de paredes monolíticas.

Por afinidade, seu emprego pode ser estendido para construções de casas, depósitos, galpões, aviários, armazéns, etc.

O solo-cimento pode ainda ser empregado na construção de fundações, pisos, passeios, muros de contenções, barragens e blocos prensados.

VANTAGENS

O solo-cimento vem se consagrando como tecnologia alternativa por oferecer o principal componente da mistura – o solo – em abundância na natureza e geralmente disponível no local da obra ou próxima a ela.

O processo construtivo do solo-cimento é muito simples, podendo ser rapidamente assimilado por mão-de-obra não qualificada.

Apresenta boas condições de conforto, comparáveis às construções de alvenarias de tijolos cerâmicos, não oferecendo condições para instalações e proliferações de insetos nocivos à saúde pública, atendendo às condições mínimas de habitabilidade.

É um material de boa resistência e perfeita impermeabilidade, resistindo ao desgaste do tempo e à umidade, facilitando a sua conservação.

A aplicação do chapisco, emboço e reboco são dispensáveis, devido ao acabamento liso das paredes monolíticas, em virtude da perfeição das faces (paredes) prensadas e a impermeabilidade do material, necessitando aplicar uma simples pintura com tinta à base de cimento, aumentando mais a sua impermeabilidade, assim como o aspecto visual, conforto e higiene.

SOLO-CIMENTO – MATERIAIS CONSTITUINTES

SOLO

Os solos adequados são os chamados solos arenosos, ou seja, aqueles que apresentam uma quantidade de areia na faixa de 60% a 80% da massa total da amostra considerada. 

Quando este tipo de solo não for encontrado, pode-se fazer uma correção granulométrica no solo encontrado (70% de areia e 30% de silte e argila), misturando uniformemente e peneirados, obtendo-se o mesmo resultado.

Nas misturas usuais, as quantidades variam na faixa de 12 a15 partes de cimento para 100 partes de solo seco, em massa, o que corresponde, em média, à proporção cimento:solo. Desta maneira, é facilmente notada a importância que a escolha de um solo adequado representa para a produção de um solo-cimento com qualidade.

Na obtenção do solo, para grande volume de obras, a dosagem do cimento deve ser determinada em laboratório, atendendo não só a qualidade final, mas também à economia, pois um traço exageradamente rico em cimento poderia comprometer a construção.

Escolhido o material e determinada a dosagem (traço), o construtor prepara a mistura de forma semelhante a que se faz para outras argamassas.

Quando o volume de obras é pequeno, existem testes para a avaliação das características granulométricas de um solo. Alguns deles são feitos, como o Teste da garrafa e o da Retração do solo.

PREPARO DA MISTURA

Deverá ser feito o peneiramento do solo numa malha ABNT de 4,8mm. Esta operação tem por função promover a pulverização do material, sendo o resíduo destorroado e, então, repeneirado. Deverão ser descartados apenas aqueles pedregulhos maiores que a abertura da malha.

O solo é espalhado em uma superfície lisa (bandeja de madeira ou chão batido), devidamente peneirado. Adiciona-se o cimento e faz-se a mistura até obter uma coloração uniforme ao longo de toda a massa. Logo após, coloca-se água em pequena quantidade, de preferência com o uso de regador com pequeno chuveiro adaptado, evitando a sua concentração em determinados pontos.

Na prática, a umidade da mistura é verificada através de procedimentos simplificados, baseados na coesão apresentada pela massa fresca. Quando a amostra está seca, não existe a formação de um bolo compacto, com marca nítida dos dedos em relevo, ao apertarmos na mão a massa de forma enérgica. Outro método complementar muito utilizado consiste em deixar cair o bolo formado, de uma altura aproximadamente um metro, sobre a superfície rígida. No impacto o bolo deverá se desmanchar, não formando uma massa única e compacta. Se houver excesso de água, a massa manterá úmida e rígida após o impacto, fato não desejável.

FERRAMENTAS NECESSÁRIAS

BÁSICAS: cavador, enxada, enxadete, pá, picareta, cordão de nylon, martelo, escala numérica, serrote, colher de pedreiro, balde, nível de bolha, mangueira de nível, esquadro, carro de mão, prumo, peneira, etc.

ESPECIAIS: forma para estaca de concreto, forma para compactação de parede com parafusos específicos.

COMENTÁRIOS FINAIS

As possibilidades de aplicação do solo-cimento na área rural e urbana estão longe de serem esgotadas.

Por ser um processo de fácil assimilação por qualquer pessoa, utilizando somente materiais locais, não necessitando de energia de qualquer natureza para sua produção, nem mesmo animal, a tecnologia do solo-cimento certamente se constitui no processo que permitirá uma verdadei-ra revolução nas construções rurais e urbanas brasileiras, pois associa um baixo custo a uma elevada qualidade.

A EMARC-URUÇUCA dispõe de informações específicas sobre as diferentes aplicações do solo-cimento, disponibilizando-se para fornecer maiores detalhes das técnicas construtivas.

*Eng°. Agrimensor, Técnico em Assuntos Educacionais (Escola Média de Agropecuária Regional da CEPLAC/EMARC – URUÇUCA – BAHIA).”

 

texto de:Efren de Moura Ferreira Filho

 É importante saber que na construção civil, o solo-cimento pode ser usado de quatro maneiras diferentes: em tijolos ou blocos, nos pisos e contrapisos, em paredes maciças e também ensacado. Vejamos:

Tijolos ou blocos — São produzidos manualmente ou em pequenas prensas, dispensando a queima em fornos. Eles só precisam ser umedecidos para se tornar muito resistentes e com excelente aspecto.

Paredes maciças – Técnica similar à taipa de pilão usada no período colonial. A a massa é compactada diretamente na forma montada no próprio local da parede, em camadas sucessivas, no sentido vertical, formando painéis inteiriços sem juntas horizontais.

Pavimentos — O solo-cimento também é compactado no local, com o auxílio de formas, mas em uma única camada. No final, o piso fica constituído por placas maciças, totalmente apoiadas no chão.

Ensacado – A mistura de solo-cimento, em formato de uma “farofa úmica”, é colocada em sacos que funcionam como formas. Os sacos têm a boca costurada, depois são colocados na posição de uso, onde são imediatamente compactados, um a um. O resultado é similar à construção de muros de arrimo com matacões, isto é, como grandes blocos de pedra.

Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , , , ,
06/10/2009 - 20:18

Painéis de madeira reciclada

Bom dia.
Por favor gostaria de saber se você tem algum projeto de reaproveitamento de tacos sintecados em paredes.
Tenciono colocar piso frio na casa toda e não gostaria de que os tacos antigos ( 35 anos) fossem jogados fora.
Depois que conheci seu pessoas como você, que desejam um mundo melhor e são conscientes, passei analisar tudo o que pode ser reaproveitado.

Muito obrigada.
Felicidades !!!!
Elisa

 

Que legal sua pergunta Elisa!Acho ótimo aproveitar os tacos!Se não vai poder usá-los no piso eles podem usados numa mesa de centro ou num painel, cabeceira…

Para isso é bom você consultar especialistas em raspagem de pisos pois eles podem te indicar pelo tipo de taco, já que existem alguns modelos e várias espessuras, se podem colar direto num painel de mdf de 15mm  fomando um efeito de canjiquinha , vai ficar muito interessante, aconchegante e melhorar as caracteríticas de conforto termo-acústico.E se colocar cortado de lado? Assim você poderá ter espessuras diferentes criando uma textura irregular muito bonita com iluminação de foco.Acho que vale o investimento para conseguir este efeito irregular.Não é o máximo?

 

i141076Fernanda Marques

 

i141079Simone Bigoto e Ana Paula Marinho

 

i141074Renata Schüssel e Sandra Quezada

Autor: arquiteta - Categoria(s): interiores, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: ,
14/08/2009 - 13:24

Onde achar eucalipto tratado

Gostaria de saber custo médio de construção usando este material e se existe uma casa especalizada para fornecer o material.

Olá Hélio

O setor da construção civil também tem aderido ao consumo de madeira tratada. Entre elas os troncos roliços de eucalipto. A madeira de eucalipto na construção civil tem um custo bem menor que a madeira de florestas nativas. Para comparação de valores o m³ de madeira nativa tem um custo de R$ 1.200,00, com a utilização do eucalipto esse custo cai para R$ 500,00 o m³.

O uso do eucalipto tratado também significa economia na construção de cercas, chegando a uma diferença de 50% nos custos. A variação no tempo de vida útil entre a nativa e a tratada chega a uma média de 15 anos. O que contribui para isso são fatores como a alta resistência à ação das chuvas e a inibição à corrosividade dos metais em contato com a madeira.

Como é a estrutura de madeira para uma residência?As vigas e os pilares (encaixados, parafusados, pregados ou ligados por ferragens) formam o esqueleto da casa. Pode-se usar toras ou peças roliças (em geral pínus ou eucalipto), madeira serrada, aparelhada (aplainada) ou lavrada a machado. O valor de uma armação instalada no local custa de 15% a 20% do total da construção.

 

E vale a pena usar?

Algumas das vantagens são leveza (o que implica fundações menos robustas e caras) e limpeza na obra (sem formas nem mistura de cimento, por exemplo). O material é prático em terrenos acidentados, de difícil acesso ou onde o canteiro de obras é inviável. A montagem também pode ser bem rápida – especialmente se as peças forem previamente cortadas e chegarem ao canteiro com os encaixes preparados.

E em que casos deve-se evitá-la?

Sensível à umidade, a madeira não vai bem em construções enterradas, com subsolos ou porões. Portanto, no caso de haver contato com a humidade, usa-se uma conexão metálica entre o pilar de madeira e a fundação de concreto. Outra peculiaridade: não se acha madeira com mais de 6 metros – essa é a medida máxima encontrada no mercado. Quem deseja vencer grandes vãos precisa adotar peças industrializadas de madeira laminada colada (várias ripas unidas formando vigas e pilares longos).

Como fazer para ter uma?

O primeiro passo é ter em mãos um projeto detalhado da estrutura, feito por quem entende do assunto. Cabe ao arquiteto elaborar o projeto com um engenheiro calculista que o ajude a dimensionar as peças da armação. A execução fica a cargo de carpinteiros, empreiteiras ou construtoras especializadas. Também há empresas que assumem todo o processo: fazem o projeto de arquitetura, calculam e constróem o arcabouço de madeira.

E a mão-de-obra?

Artesanal, o trabalho de carpintaria responde por boa parte do custo dessa solução. “As toras exigem encaixe minucioso e, por isso, têm montagem mais trabalhosa e cara”, diz a arquiteta Miriam Inoue, da construtora paulista Habitate. “Inicialmente mais dispendiosas, as peças aparelhadas compensam pela montagem mais rápida e barata”, completa. “No final das contas, os custos desses diferentes sistemas podem se igualar.”

Essa é uma alternativa ecológica?

Causa menos impacto ambiental que o concreto, o aço e o alumínio, materiais que consomem energia ao serem industrializados. Também é um recurso renovável, apesar de a derrubada das florestas ameaçar várias espécies.

Alguns fornecedores que podem fazer orçamentos mais completos da construção ou lojas que vendem o material:

Ita Construtora

Orbital Estruturas

Edo Callia

Habitate

http://www.fahels.com.br/

Arte Eucalipto Comércio de Eucalipto Tratado em Curitiba
Rodovia Br-116, nº 1820 – Atuba (em frente à Divesa Caminhões)
CEP 82590-100 – Curitiba – PR
Fone: (41) 3256.3234

Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, fornecedores para obra, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , ,
07/08/2009 - 08:17

Casa de praia em madeira

Olá
Gostaria de saber se é viável construir uma casa de de madeira roliça na praia?

Ola Graciela, se é viável?

SUPER VIÁVEL!

Veja neste projeto de João Mansur executado pela Callia estruturas de Madeiras:

O que sabemos é que as estruturas de madeira devem estar fora do alcance  da umidade do solo para isso são feitas bases de concreto ou inserts metálicos. Este é detalhe de uma base de pilar metálica que serve como transição do concreto para a madeira. Esta base metálica, galvanizada à fogo, eleva o pilar de madeira do solo, evitando o contato do mesmo com o concreto. Com isso, a água nesta região evapora rapidamente, evitando o apodrecimento do pé do pilar.

O cálculo estrutural é fundamental para se obter uma construção enxuta e segura.

Veja também estes projetos no exterior em Bambu, que vem entrando aos poucos no nosso mercado da construção sendo muito versátil, maleável e ecologicamente correto.

Segundo o site da Callia Estruturas:

O BAMBU É um material leve, o que permite baixar o peso da construção, o que é um fator importante para edificações resistentes ao sismo;

- Especialmente as suas fibras exteriores são muito resistentes aos esforços axiais
- A relação entre peso e carga máxima e sua forma tubular, apto para forças axiais o fazem um material perfeito para estruturas espaciais, onde trabalhas somente forças axiais;
- O rápido crescimento do bambu o faz economicamente competitivo;
- O bambu é um recurso renovável e sustentável;
- O rápido crescimento e a alta densidade de varas por área significa uma produtividade muito importante e uma biomassa considerável;

Algumas desvantagens:

- A resistência a forças perpendiculares às fibras (cortantes) é muito baixa o que significa que o bambu tende a rachar facilmente paralelamente às fibras;
- Uma construção com bambu necessita uma proteção (em projeto) que assegura que o bambu não receba nem umidade e nem raios solares;
- O bambu pega fogo e como é vazio queima muito rápido;
- Ainda não foi encontrada uma solução definitiva de proteção contra fungos;
- O comportamento mecânico do bambu pode variar muito entre espécies, considerando o local onde foi plantado, a idade, o conteúdo de umidade e a seção;
- Ainda não existe nenhuma norma técnica oficial que ofereça classificações estruturais para o bambu;

Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, miscelanea, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , ,
01/07/2009 - 13:25

Sustentabilidade , esperamos que a moda pegue

Casa Cor 2009: Até que ponto a sustentabilidade é uma realidade nos projetos de interiores?

Que interessante o texto que recebi falando da sustentabilidade.Está tão na moda, que é preciso realmente entender um pouco do assunto antes de achar que usar madeira de demolição torna o projeto reciclável, ou outras materiais naturais…Não podemos nos enganar com este assunto tão sério.Hoje existem profissionais habilitados para nos dar consultorias nesta área, propondo que desde o início do projeto tudo seja pensado sustentavelmente, ou seja, tentar fazer uma edificação se SUSTENTE.É uma tarefa diifcílima, pois temos que quebrar paradigmas de custos um pouco mais altos inicialmente para implantação e a cara dos materiais que nem sempre são as mesmas.

O cliente tem que repensar seus gostos e orçamentos para dar o pontapé inicial num projeto “sustentável”.Existem certos graus de sustentabilidade.Por isso existem orgãos certificadores como o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) que “pontua” produtos e edificações para estarem o mais perto possível de serem sustentáveis.Já existem no Brasil algumas edificações com o selo e alguns produtos também.O cliente deve estar atento na hora de comprar e especificar produtos que sejam ecologicamente corretos.Como por exemplo materiais de origem reciclada e recicláveis como piso laminado da DURAFLOOR ou tijolos de solo cimento que não são queimados e eliminam desperdício de material além de minimizar o tempo da obra.

Abaixo o texto do Nucleo de Decoração que merece nossa atenção:

“Tema central da Casa Cor 2009, a sustentabilidade ganha destaque nos projetos e na mídia. Mas até que ponto já é uma realidade no cotidiano dos Arquitetos e Designers de Interiores e seus clientes? Basta utilizar produtos ecologicamente corretos? O que torna um projeto sustentável?

O termo sustentabilidade aplicado à causa ambiental surgiu na década de 80 e se tornou um padrão seguido mundialmente. Uma comunidade é sustentável quando satisfaz plenamente suas necessidades de forma a preservar as condições para que as gerações futuras também o façam. Da mesma forma, as atividades processadas por agrupamentos humanos não podem interferir prejudicialmente nos ciclos de renovação da natureza e nem destruir esses recursos de forma a privar as gerações futuras de sua assistência.

Seguindo este conceito, para que um projeto possa (de fato) ser considerado sustentável, precisa ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. Portanto, deve ter um conjunto de características, que vai além da simples utilização de produtos e materiais de origem certificada e cuja utilização não represente um risco ao meio ambiente.

Eventos como as mostras de decoração, que de alguma forma incentivam e mobilizam a população em torno de um futuro mais sustentável para o planeta representam um bom começo para uma arquitetura de interiores sustentável.

Empreendimentos enquadrados no conceito de sustentabilidade devem ser capazes de impactar positivamente os grupos humanos por ele afetados. Para isso, é preciso que a interligação entre esses imóveis (e seus interiores) e a qualidade de vida das pessoas afetadas possa ser observada através do uso racional dos recursos ambientais, o trato dos resíduos decorrentes da sua implantação e uso.

Ao dar preferência por produtos ecologicamente corretos e sistemas que utilizem de forma inteligente os recursos naturais, tanto o profissional, como os empresários e os clientes (população em geral) estarão contribuindo para a aplicação do conceito de sustentabilidade.

Mais que uma estratégia de marketing, a elaboração de projetos de interiores sustentáveis (ou o mais próximo possível do conceito) ainda é um desafio. Entre os principais entraves estão o custo de produtos e revestimentos, ainda elevado, e a aspectos culturais.

Aspectos importantes que definem um projeto sustentável:

- Não deve utilizar CFC ou HCFC no Ar condicionado ou outros equipamentos;
- Possuir um projeto de eficiência energética ou automação, de modo a utilizar a energia da forma mais racional e inteligente (se possível renovável);
- Proporcionará separação, armazenagem e coleta de recicláveis; uso de materiais sustentáveis para limpeza, operação e manutenção;
- Sistema de gerenciamento do lixo proveniente da construção;
- Oferecer a possibilidade de reaproveitamento e de redução do consumo de água potável.
- O imóvel não pode estar localizado em área contaminada ou próxima de mananciais; deve estar próximo de estações de trem ou metrô, incentivando o uso de transporte coletivo pelos moradores;
- O projeto paisagístico deve estar integrado ao habitat;
- Uso de tintas e vernizes, adesivos e selantes, carpetes e compensados com baixa emissão de COV;
- Iluminação natural

O Projeto Sustentabilidade na Prática foi criado pela Silva Porto Consultoria Ambiental com o objetivo de difundir o conceito de sustentabilidade entre as empresas e cidadãos. O Projeto se baseia na ideia de que temos que repensar nosso modo de viver e de produzir para alcançar o desenvolvimento sustentável.

A base do Projeto é o Método REPENSAR, onde são propostas oito ações básicas para quem quer praticar a sustentabilidade. As letras iniciais de cada ação são as que compõem a palavra REPENSA

Reduzir o consumo de recursos naturais e energia
Eliminar substâncias tóxicas e persistentes
Propagar o conceito de sustentabilidade
Empregar energia limpa
Notar a importância das pessoas
Substituir materiais virgens por materiais reciclados
Abolir o envio de resíduos para destinação final
Reutilizar e remanufaturar materiais, produtos e equipamentos

Exemplos na Casa Cor São Paulo 2009:

Helena Viscomi projetou o Loft Sustentável propondo soluções que possam minimizar as agressões ao meio ambiente, que vão desde a base estrutural em aço galvanizado até o fechamento das paredes internas, externas e telhas com placas de material reciclado. A iluminação em LED garante a redução do consumo de energia. Para piso, parede e móveis usou madeira de demolição. Ela instalou um sistema de aquecimento solar para água, instalou um reservatório, receptor de águas pluviais de pias e de drenagem de jardim, desta forma, todo o volume de água pode ser tratado e reutilizado para jardinagem e vasos sanitários.


 

 

 

Em toda a mostra, este é o único espaço totalmente sustentável, pautado para propor soluções de decoração e arquitetura que possam minimizar as agressões ao meio ambiente. Apesar disso, na visão dos jornalistas que participaram da eleição dos melhores projetos da mostra, o Refúgio do Navegador de Débora Aguiar, é o mais sustentável da mostra. Neste espaço, os móveis foram produzidos em madeira ecológica. A mesa de jantar, por exemplo, é produzida em tora reaproveitada e o aparador de madeira tem tampo de fibra natural.

 

 

Em praticamente todos os espaços é possível encontrar exemplos de uso de revestimentos, mobiliários e acessórios ecologicamente corretos. Pisos de madeira de demolição ou reaproveitamento de tacos, ou mesmo as cerâmicas da Lepri – produzidas com o reaproveitamento do vidro de lâmpadas fluorescentes são as principais apostas. Entre os móveis, os destaques são as fibras naturais e a madeira certificada. Produtos reciclados, como o plástico usado por Marcelo Faisal no Jardim da Criança (Casa Kids), e o porcelanato especificado por Jóia Bergamo para o Lobby Concierge (Casa Hotel) têm esta característica.”

 

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, sustentabilidade Tags: , ,
29/05/2009 - 10:35

Projetos que respeitam a vida

Alguns projetos de escritórios de arquitetura que atuam no exterior, podem mostrar a nós todos, como se pode projetar e construir com o mínimo de impacto na natureza que cerca o site de implantação.Que tal estes projetos de condomínios em morros em Acapulco México do escritório TEN ARQUITECTOS?

Dá para notar que não parece haver corte no terreno, formando aqueles platôs áridos, destruindo o perfil natural do terreno como estamos tão acostumados em ver nos condomínios e conjuntos habitacionais por aqui…

Talvez a arquitetura possa ser melhorada, mas a idéia merece destaque e merece que os incorporadores enxerguem melhor os problemas e a população reivindique mais loteamentos que mexam minimamente com terraplanagem e corte de vegetação nativa.

A população também deve ter esta consciência quando constroe a propria casa em terrenos com declives ou aclives, não basta culpar o governo, pelas consequências de deslizamentos tantas vezes trágicos.

 

O planeta agradece por estas iniciativas!

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, condominios, construção, sustentabilidade Tags: , , , ,
14/01/2009 - 13:34

Entendendo as cidades: Como melhorar a nossa?

Spacing Toronto

Vendo cidades pelo mundo podemos entender um pouco da nossa também. Ainda estou pesquisando, mas acho São Paulo parecida com Toronto, com um pouco de Londres, se formos comparar com os mapas acima, é lógico! Não as cidades em si.

Mas existe muita discussão em torno de qual modelo é melhor? Qual modelo atrai mais pedestres às ruas?Qual é o que dá mais segurança aos cidadãos? Alguns dizem que os modelos mais concêntricos, como o de Paris, funcionam melhor.

Nada disso vale se as ruas não forem bem calçadas, com acessos a deficientes, e bem arborizadas e iluminadas.

Passei ontem pela Radial Leste, em São Paulo, e vi que existe uma idéia de ciclovia sendo efetivada. Achei maravilhosa a iniciativa, mas temerosa para a saúde, já que andar de bicicleta ao lado desta via pode ser bem perigoso devido à poluição e ao fato de estar ao lado de ônibus e caminhões em alta velocidade. Também num dia de sol, é bem difícil imaginar pedalar ao lado dos carros emanando calor sem ter árvores de porte que façam sombra!

Imagino que as árvores plantadas, se sobreviverem, vão dar sombra daqui a uns 5 anos. Até lá, é preciso ter paciência e pedir novas iniciativas, como esta, de preferência que se liguem a transportes públicos.

Estes transportes públicos devem ser capacitados para carregarem bicicletas, ou seja, ter espaço nos vagões para que estes ciclistas continuem sua jornada. Não acho isso impossível. E você?

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, sustentabilidade Tags:
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