Arquivo da Categoria pergunte que respondo
19/11/2009 - 20:17
Estou sem ventilação nos quartos da minha casa,o que devo fazer? devo colocar janelas dentro de casa nos quartos ? Que tipo de janelas?
Olá Lílian, fiquei com medo…Colocar janelas dentro dos quartos?COM CERTEZA,desde que dêem para fora da casa, se não você nem conseguiria uma aprovação para a construção!!!
Janela serve para ventilar e também para a iluminação natural do ambiente.O cálculo rápido que fazemos é que vc deve ter pelo menos 0,6m2 de área e ter dimensões proporcionais à área do cômodo. Para insolação de quartos, e salas destinamos no mínimo 15 % da área do ambiente e 8% da área para ventilação.Isso quer dizer que num quarto de 3×3 você deve ter uma janela com no mínimo 1,15×1,15 de área de vidro e a metade para a ventilação.O tipo de janela, na verdade tanto faz, desde que combine com o estilo da casa.Madeira dá mais trabalho, mas são as mais bonitas,aluminio são as mais práticas , existem as de ferro que talvez sejam as mais baratas, mas podem enferrujar, e as de pvc que vedam super bem, mas os valores estão ainda maiores.
Veja um belo exemplo de casa bem iluminada e ventilada, fazendo muito bom uso de ventilação cruzada, neste caso foram usadas painéis de madeira envernizada pivotantes e sanfonados (portas-camarão) e janelas superiores basculantes


Confira quem fez
Projeto: Fernando Vianna Peres
Colaboração: Ana Paula Cairrão
Construção: Venício de Lourdes Lopes
Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, pergunte que respondo
Tags: iluminação natural, portas e janelas
17/11/2009 - 19:30
Olá, tenho uma sala de aprox 50m2 para eventos. Essa sala é retangular 10×5 e altura de 4m. Tem um porta e sem janelas. Tem um eco infernal e quase não dá para conversar dentro da sala. O que devo fazer para tirar esse eco? Vitor
Olá Vitor, lá vou ao assunto de acústica de novo!
Bom, um lugar com eco precisa de absorção sonora, o que pode ajudar a absorver o som?
Tecidos grossos como veludo nas janelas, tapeçarias nas paredes, projeção de material isolante no forro como jateamento de fibrocelulose, etc etc. A solução , é claro, vai depender de quanto $$ você poderá investir.
Para ser sincera existem muitas formas de você “atacar” acusticamente um ambiente.Você pode conseguir uma ótima absorção dos ruídos, mas o som ambiente do seu evento vai ficar abafado e sem ser difundido.Neste caso você também irá precisa de um difusor sonoro para difundir o som, sem alterar substancialmente o RT (tempo de reverberação sonora). São normalmente aplicados de forma centralizada sobre superfícies de madeira ou alvenaria.Veja este exemplo:



Laboratório de Acústica e Áudio
Rua Heitor de Morais, 1125, Perdizes
São Paulo SP
CEP: 01237-000
Tel.: (11) 3801-1410 / (11) 3862-4209
Cel.: (11) 8115-1277
e-mail: jorgeknirsch@byknirsch.com.br |
By Knirsch Áudio & Vídeo Ltda.
R Vespasiano, 795, Vila Romana
São Paulo SP
CEP: 05044-050
Tel.: (11) 38011410 / (11) 3672-2071
Cel.: (11) 8115-1277
e-mail: byknirsch@byknirsch.com.br |
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Um bom lugar para você “atacar” também é o forro.Usados normalmente para distribuir as instalações de segurança, ar-condicionado e iluminação, os forros ganharam outra função e vêm sendo indicados por suas funções termoacústicas. Os modelos chamados de acústicos são aqueles com alto desempenho de absorção sonora. Podem ser feitos de materiais porosos ou fibrosos, perfurados ou ranhurados, rígidos ou semirrígidos, ou de estrutura microcelular.
“Eles proporcionam uma adequada absorção sonora nos ambientes internos, melhorando o tempo de reverberação do som. Também propiciam maior privacidade, atenuando a transmissão do som através do plenum de um ambiente para outro”, explica Mitsuo Yoshimoto, físico do Laboratório de Conforto Ambiental e Sustentabilidade dos Edifícios/Cetac, do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo).
Os forros acústicos devem atuar em conjunto com outros elementos, como pisos e paredes. A recomendação é a de que sejam especificados por profissionais especializados em acústica e já no início do projeto, para que haja uma análise mais ampla e de forma coerente e econômica. “As tentativas de corrigir a acústica de ambientes já construídos normalmente caem em soluções pouco eficazes e muito onerosas”, justifica o professor da Faculdade de Engenharia da Unesp-Bauru, o engenheiro João Candido Fernandes em sua apostila Acústica e ruído.
“Dentre todos os elementos, o teto é a principal área de reflexão dos sons gerados dentro de um ambiente”, lembra a arquiteta Danubia de Lima Grotta em sua dissertação Materiais e técnicas contemporâneas para controle de ruído aéreo em edifícios de escritórios: subsídios para especificações. Além disso, os forros são mais disponíveis para o tratamento acústico que os outros elementos. “Seja por questões estéticas, higiênicas ou até de manutenção”, alega Nelson Solano, arquiteto e consultor de conforto ambiental da Geros.

CONTROLE DO SOM NO AMBIENTE
Os forros também podem apresentar a propriedade de atenuar e articular o som de forma a oferecer privacidade acústica entre dois ambientes adjacentes, principalmente em espaços corporativos, onde o som pode penetrar no plenum e ser transmitido para outras áreas.
Apesar de depender de vários fatores, a qualidade acústica do local pode ser resumida em inteligibilidade do som, ou seja, a porcentagem de som que um ouvinte consegue entender. Uma das causas da falta de inteligibilidade nos espaços é a reverberação. A absorção do som pelo forro acústico é uma das formas de controlar a reverberação e auxilia na uniformização do campo acústico, garantindo a inteligibilidade e o conforto. “Mas o uso de materiais absorventes deve ser encarado com cuidado, pois eles não absorvem igualmente todas as frequências, causando distorções no som”, alerta Fernandes. Se a preocupação é a conversa, os níveis padrão de absorção sonora serão entre 500 Hz a 4.000 Hz. Para a absorção de ruídos de baixa frequência, como o ronco de um motor com frequência abaixo de 500 Hz, deve-se buscar um produto que apresente bom desempenho nessa faixa.

O FORRO IDEAL
O desempenho dos forros varia de acordo com sua espessura, montagem e acabamento. “A absorção sonora depende muito da altura do plenum e do acabamento aplicado na placa”, explica Yoshimoto.
O uso mais comum do forro acústico acontece em espaços corporativos, principalmente em open space, como forma de organizar o som interno e propiciar maior conforto.
Segundo estudos realizados pela Armstrong, o impacto do ruído em escritórios panorâmicos é significativo, e pode ser corrigido com um bom projeto de acústica. Está comprovado que o ruído das conversas e dos equipamentos reduz a efetividade do trabalho e o nível de satisfação dos empregados, que o identificam como o principal fator causador de stress, distração e perda de produtividade.
Apesar da popularização do forro acústico ainda há espaços como restaurantes e salas de aula que não se beneficiam das qualidades do produto ou onde são aplicados de forma errada. “O forro de gesso liso é usado erroneamente em restaurantes e escritórios criando verdadeiros hospícios acústicos”, revela Solano, para quem a carência de tratamento nas salas de aula é mais problemática. “Afeta o rendimento, o aprendizado e a sociabilidade da criança”, afirma.
Ao escolher o forro acústico, considere os fatores:
Tipo de ocupação
Ambiente a construir ou construído
Propriedades termoacústicas
Resistência ao fogo
Sistema de suspensão e fixação
Influência da absorção na isolação do som, associada à isolação térmica, tratando-se de entreforros
Soluções de piso, paredes e áreas imediatamente acima dos ambientes em uso
Interferências no tempo de reverberação, na difração e na reflexão do som
Atendimento às normas ambientais
Compatibilização com coberturas, pé-direito e iluminação
Facilidades de instalação, manutenção e reposição de peças
Modulações, cores e padrões
Grau de sustentabilidade do material

Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, dicas, fornecedores para obra, pergunte que respondo
Tags: acustica, amenizar problemas de acustica, forros acusticos, tratamento acustico
12/11/2009 - 12:27
Prezada Mari !
Não me canso de ler todas as matérias do seu blog, nesse primeiro contato solicitarei uma indicação, mas saberei entender se não houver tempo para me atender.
Acabo de adquirir um terreno no Itanhangá, RJ, de fundos para uma mata fechada onde há um riacho e dentro de um arejado condomínio de 23 lotes. O meu é o menor, 1260 m², sendo 20 F x 47,5 E x 39 D e 32m de fundos, com declive acentuado. Começa com cota 45m e termina cota 20m.
Pretendo algo em torno de 120 m², talvez em tijolo ecológico, madeira e blindex ou vidros grandes para contemplar a área verde. Penso em dois andares internos acompanhando o desnível do terreno, para não acabar num precipício. Haveria algum projeto estilo rústico, com telhado diferenciado e vidros para clarear?
Atenciosamente
Jorge
Nossa Jorge, entendi bem? 25m de desnível? Veja se é isso mesmo!!
Como você pretende construir poucos metros, achei que deveria necessariamente utilizar dois níveis. Sendo o social em cima e com acesso mais fácil, e uma garagem vindo da rua e os quartos abaixo.
Pesquisando na internet, acabei topando com este projeto muito legal e simples para exemplificar um projeto interessante. Foi para um concurso da Empresa Masisa de compensados. O segundo colocado, o arq. André Eisenlohr, fez este projeto abaixo:

Com o conceito orgânico de integração com o entorno, o arquiteto optou por deixar a casa com toda sua estrutura aparente, composta por pilares de eucalipto e vigas de muiracatiara, espécies que vem sendo reflorestadas de forma sustentável.
A cobertura é composta por telhas de fibra vegetal. Situada em um terreno em declive acentuado, a execução da obra permitiu que o arquiteto usasse sua experiência em técnicas de alpinismo e montanhismo, como o uso de reduções de peso com cordas e polias.
A casa foi construída com maneira artesanal, além de mão de obra reduzida e especializada. Foram usadas placas de 15 mm de OSB para o fechamento das paredes, formando um “sanduíche” com 5 cm de distância entre elas, o que proporciona um melhor conforto e isolamento termo-acústico e possibilita a passagem da fiação elétrica de forma simples e racional.
A escolha do sistema de construção seca com OSB foi feita pela facilidade e rapidez de montagem, além de sua resistência, leveza e textura visual, que deixa aparente o conceito orgânico e o partido ecológico do projeto, visando o mínimo impacto ambiental e a máxima integração com a natureza.
O custo da obra foi reduzido em função do preço do material, da redução do tempo de construção, do sistema construtivo e da mão de obra.
www.iabpr.org.br
www.masisa.com/
arquitetandonanet.blogspot.com


Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, desenhos, fornecedores para obra, pergunte que respondo, sustentabilidade
Tags: boas ideias em implantação no terreno, casas de madeira, casas ecologicas, implantação de casas
11/11/2009 - 18:01
Olá!!!
Pretendo cobrir a caixa da escada de 2,60×4,00 da minha casa com vidro ou policarbonato.
Qual o mais indicado, em função do barulho que faz quando chove forte?
O a telha de vidro comum é melhor?
Por favor me ajude a decidir…
Olá Rosa, muito bem lembrado, vidro ou policarbonato?Existem vantagens e desvantagens.O policarbonato geralmente vai custar uns 30% mais barato e sua estrutura também, pois é um material mais leve e pode trabalhar bem com aluminio.Só que quando chove…
O vidro pode ser mais resistente e ter maior durabilidade se for laminado e portanto bem mais caro, mas fará bem menos barulho.
Comparando vidro laminado com policarbonato compacto , o vidro será mais caro porém terá melhor desempenho acústico e maior vida útil.Os dois produtos você irá encontrar em vários tipos de cores e uma preocupação de desempenho térmico que é outro fator que você deveria se preocupar.O policarbonato compacto tem adição de filme que filtra porcentagens de luz solar, idem os vidros laminados, com a especificação para isso.
Cuidado para não cosntruir uma caixa de luz e fazer dela um forninho!
É preciso bolar com seu construtor ou fornecedor, uma saída de ar lá em cima fazendo o efeito “chaminé”, assim você tem uma ventilação cruzada e ajuda a refrescar a casa pela escada.Importante disso é poder controlar esta abertura, já que nos dias frios você pode precisar do efeito ao contrário!!!Fora os insetos etc.
Os vidros tem um peso bem maior, então contrate empresa credenciada que fará um projeto sob medida, de preferencia para empresas tocadas por engenheiros ou arquitetos. Hoje posso te indicar a VOCON aqui de São Paulo



monteiro ribeiro coberturas

-
- cobertura Silent Gliss
A cobertura Silent Gliss está sendo considerada uma verdadeira evolução de tecnologia e design no controle da luminosidade e o calor em greenhouses e ambientes com tetos ou coberturas em vidro. Este sistema de proteção solar tem uma excelente relação custo/benefício e protege objetos de decoração, pisos e quadros dos raios solares.
Guiado por dois trilhos laterais, o tecido forma dobras elegantes com a aparência de uma cortina Romana e traz um toque clássico ao projeto. Os trilhos podem ser curvados e adaptados às várias formas e inclinações de teto de vidro, atendendo com facilidade projetos complexos ou com alto nível de dificuldade.
Algumas informações do fornecedor PRODUTEK que trabalha com policarbonato:
- Coberturas em policarbonato ( Transparência) – Nos ambientes onde são instaladas
- as coberturas em policarbonato tem um aproveitamento da luz natural, criando uma sensação de amplitude em locais reduzidos, principalmente quando são escolhidas as cores claras para fazer a cobertura em policarbonato
- Coberturas em policarbonato (Segurança ) – As coberturas em policarbonato são inquebraveis , o policarbonato são excelentes para substituir o telhado em diversas areas , o policarbonato suporta impactos, o policarbonato resiste ao sol ..
- Menor Peso – As chapas compactas pesam metade que as de vidro e as alveolares têm apenas 10% de seu peso.
- Estética – As chapas de policarbonato, para uso externo, possuem um tratamento contra o ataque dos raios ultra-violeta, mantêm a transparência e a resistência ao impacto ao longo dos anos de exposição direta ao sol.
- Versatilidade para seus projetos – Podem ser usadas em formas planas, como janelas e tetos, por exemplo. Adaptam-se também a formas curvas, com raios menores que os permitidos pelo acrílico. Em projetos mais sofisticados, o policarbonato pode submeter-se ao processo de termoformagem a quente e manter suas propriedades originais.
- Uso contínuo – As chapas de policarbonato podem receber uma proteção superficial anti-risco ou auto-limpante. Com essa proteção especial, podem ser utilizadas em portas de acesso, vitrines, aparadores e balcões. Ficam perfeitas para utilização em locais sujeitos à abrasão e que exigem limpeza constante.
- Prevenção de incêndios – Por ser um material auto extinguível, o policarbonato evita a propagação de fogo e os gases gerados são menos tóxicos que os do acrílico.
- Economia – O peso necessário de uma estrutura que suporte a chapa de policarbonato é muito menor que a do vidro, o que se traduz em uma enorme economia.
- Os gastos com manutenção são muito menores uma vez que a manutenção é mínima. As chapas podem ser manipuladas no local onde será realizada a instalação. É mais eficiente no aspecto térmico, uma vez que sua condutibilidade térmica é menor que a do vidro.Graças a sua propriedade retardante de combustão, os custos atribuídos a segurança contra incêndio não necessitam de maiores investimentos.
- Alveolar – Chapa de policarbonato alveolar, com tratamento contra o ataque dos raios ultra-violeta em um dos lados, também pode ser curvada a frio.
- As chapas de policarbonato alveolar podem ser utilizadas nas mais variadas situações, tais como: coberturas de piscinas, sheds, lanternins, clarabóias, jardins de inverno, garagens, estufas de plantas etc.
- Compacta – Placa maciça, com tratamento contra os raios ultravioleta em um ou dois dos lados.
- Por sua transparência o policarbonato compacto é muito semelhante a um vidro temperado/laminado, porém com possibilidade de ser curvado a frio e com uma resistência a impacto muito superior.(250 vezes mais que o vidro)
- Telhas – As telhas em policarbonato possuem tratamento contra o ataque dos raios ultravioleta, garantindo assim uma vida útil muito maior do que as telhas de fibra de vidro ou PVC, não amarelam ou perdem transparência. Recomendadas para todas as aplicações onde se requeira iluminação natural com baixo custo.
Autor: arquiteta - Categoria(s): dicas, fornecedores para obra, pergunte que respondo
Tags: coberturas de policarbonato, coberturas de vidros, coberturas transparentes
09/11/2009 - 10:20
Desculpa, mas ainda não entendi onde podemos enviar perguntas, etc…
O blog é fantástico, com dicas bem bacanas.
Gostaria que vc postasse algumas dicas para transformar o quarto de dependência em escritório e área de estudo.
Abs,
Olá Solange!As perguntas são os próprios comentários mesmo, só que infelizmente não consigo responder de todo mundo!!Quem sabe se vocês pedirem a IG eles me autorizarem eu poderia responder umas 10 perguntas por semana!
Bom , quanto à sua dúvida, vamos lá.
Quartos de empregada geralmente têm 1,40×1,90…Aliás que absurdo estas construtoras nos entregam!!!Greve contra isso já!
Neste layout simplificado acima vemos uma bancada de 55com de profundidade simples, gaveteiro para pastas supensas sob a bancada para documentos, e sobre a bancada locar outro armário que poderá ir até o teto para livros, pastas etc com 35cm de profundidade.Os acabamentos podem ser de laminado branco texturizado ou os que imitam a madeira para aquecer o visual.No armário superior pode fazer com portas deslizantes de vidros ou basculantes.Entre a bancada e o armário superior deixar de 50 a 60cm de folga na alturaNesta parte poderá colocar um panile de fotos ou mural de recados e lembretes feito de metal, lousa ou cortiça pintada.Não esquecer de uma boa iluminação fluorescente sob o armário de cima.
Vai ficar lindo!
Autor: arquiteta - Categoria(s): condominios, desenhos, pergunte que respondo
Tags: espaços minusculos, quarto de empregada
03/11/2009 - 16:52
Não achei o local para perguntas e dúvida por isso estou postando aqui.
Fiz um quarto TV para as crianças com toras de eucalipto, uma cima da outra criando paredes. O que usar para vedar as frestas grandes que ficaram entre uma tora e outra?
Olá Luciano.Atualmente, os movimentos ambientalistas e a conscientização popular sobre a finitude dos
recursos naturais pressionam para que as atividades na construção civil adotem soluções e
critérios construtivos menos impactantes, que garantam o manejo e o uso das edificações
alicerçadas em bases conceituais sustentáveis.Então é muito válido fazer uma cosntrução neste sentido, mesmo que seja pequena!

Entre as espécies de reflorestamento cultivadas, o eucalipto é um gênero de rápido
crescimento, com boa aparência, características físicas e mecânicas razoáveis e com
condição de melhoramento, facilitando o seu uso como matéria‐prima alternativa no
mercado madeireiro. No âmbito da construção civil, o eucalipto é amplamente utilizado de
forma transitória (escoras, formas e andaimes), na execução de obras de engenharia em
geral (pontes, pórticos, etc.) e em edificações comerciais e residenciais, na forma roliça,
serrada ou laminada e colada.
Abaixo algumas dicas importantíssimas para quem está pensando em construir em madeira toda a casa que pesquisei em dissertações de Cristina Steiner e Emanuella Sossai Altoé
ÁREAS CRÍTICAS – MEDIDAS PREVENTIVAS
Elementos estruturais dos pisos
térreos das edificaçõesUtilizar fundações de concreto tipo sapata corrida, com o piso elevado do
solo, provendo drenagem superficial ao redor da edificação.
Locais enclausurados, úmidos e
mal arejados, exemplo: espaço entre barroteamento
Propiciar ventilação do espaço entre o barroteamento e o solo, com o
envenenamento do solo.


Canalizações de água e esgoto
fixos na madeira
Propiciar o acesso fácil a rede de água e esgoto. Não deixar a madeira em
contato com a umidade, colocando uma interface de material impermeável.

Batentes de portas e janelas em
contato com paredes úmidas
Impermeabilização, emprego de espécies mais resistentes e proteção de
pintura a óleo.
Tacos, assoalhos, assentados
sobre pisos em que a água do solo tenha acesso por capilaridade
Impermeabilização do contra‐piso em argamassa e a utilização de sarrafos
de fixação com pintura impermeável, deixando espaços entre a última
tábua do assoalho e a parede.

Peças de madeira em áreas
úmidas como cozinha e banheiro.Receber revestimentos impermeáveis, tais como: tinta esmalte e tinta óleo,
tomando‐se cuidado nas extremidades das peças.
Lambris externos
Distanciamento mínimo recomendado do solo de 30 cm. Quando se trata
de dois pisos a transição dos lambris externos verticais deve receber
proteção metálica fazendo o papel de pingadeira. Emenda de topo dos
lambris devem sempre deixar espaço na sua junta.
Elementos estruturais em
contato direto com o solo ou embutido em concreto
Tratamento por processo de impregnação pressurizada. Sugere‐se que o
concreto não seja impermeabilizado, pois normalmente na sua interface
surgem frestas que permitirão infiltrações de águas de chuva. É importante
garantir a drenagem do concreto. Uma solução é utilizar dispositivo
metálico deixando a extremidade do pilar ventilado.
Peças de telhados, próximas a
rufos, calhas e telhas.
Devem receber atenção especial no seu detalhamento e as peças que
ficarão em contato direto com as telhas devem receber tratamento
químico, além de adotar medidas visando facilitar a substituição das
mesmas.
Os topos expostos das peças de madeira da cobertura (caibros,
terças) absorvem umidade com maior facilidade.

Detalhes construtivos para proteger estas extremidades; corte em ângulo
reto das extremidades dos caibros; colocação de peças como testeira que
evitam a exposição direta das extremidades possibilitar maior rigidez do
beiral.
Fendas, juntas e áreas ao redor de conectores como parafusos,
pregos, etc.
Além do desenho, pode‐se fazer uso de borracha como espaçadores de
maneira para não permitir a permanência de água.
Soleira inferior do diafragma e os topos inferiores dos
montantes verticais.
Necessitam de cuidados em relação à umidade do solo. Os usuários devem
receber uma orientação sobre a prática de limpeza interna da edificação,
como não lavar o piso por exemplo. Caso o piso for cerâmico, o rodapé
deve ser do mesmo material cerâmico (10 cm).
todas as imagens pertencem a:
http://www.fapes.es.gov.br/publicacoes/anexos/3-01/69/dissertacao_final.pdf
O Tratamento das frestas existentes em peças internas como foi citado pelo internauta podem ser seladas com mastique, produto espanhol à base de silicone,
que além de resgatar a estanqueidade da tora, possui como vantagem estética o tom
aproximado à cor da madeira (figura 100).
Segundo informações cedidas pela empresa responsável o produto utilizado por ela
apresenta bom desempenho, mas não é encontrado no país. Quando não é feita a aquisição,
dependendo da situação de uso, utilizam o silicone transparente que, apesar de não
proporcionar um efeito estético favorável, mantém a estanqueidade da peça.

Figura 100 – Peça com a utilização de mastique
Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, dicas, pergunte que respondo, sustentabilidade
Tags: casa; madeira, casas de madeira, casas ecologicas, madeira, projetos de casas, projetos sustentáveis
30/10/2009 - 15:30
Boa noite, gostei dos seus comentários e também necessito de uma opinião. Possuo um terreno de 1.981m², plano, retirado da cidade, tipo de casas de campo. O problema é que ele é desigual, parece um losango e ainda possui uma boa quantidade de árvores que me encantam. O que me sugere? Posso construir um sobrado, com a parte superior maior, apoiada sobre pilotis (area)? Por favor, emvie-me a resposta.
Olá Nelma, você tem um bom terreno e árvores nele…Que maravilha!Só resta aproveitar este visual da melhor forma possível.Construindo um sobrado você aproveita melhor o terreno para jardins e etc.Construir sobre pilotis é uma graça divina!Todo mundo sabe o que são pilotis?
Isso quer diser que você não precisa da área de baixo e pode dispor dela, talvez usando para garagens ou salão de festas ou lazer aberto.A casa fica leve, arejada e elegante.
maravilhoso este projeto em pilotis em madeira de Mauro Munhoz em Itu.
Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, pergunte que respondo
Tags: casa alta, casa de madeira, casa em pilotis, casa; madeira, casas de madeira
30/10/2009 - 13:27
Boa tarde!!!
Por motivo de saúde, minha mãe precisa morar comigo e meu marido,temos 2 filhos e meu aptº tem somente 2 quartos.Pensamos em construir mais um quarto( é possível,pois tem 83m2 ),porém não podemos abrir uma nova janela.É possível fazer uns círculos na parede que ligará os quartos das crianças para aproveitar a ventilação e a luminosidade?
Por favor me esclareça.
Olá Aline, interessante esta idéia.Folheando a revista arquitetura e construção deste mês (outubro) num projeto residencial de uma casa tem uma idéia assim.Entre dois quartos de crianças foi criado uma grande janela redonda que além de ser lúdica liga os quartos de dois meninos e aumenta a ventilação.Mas talvez o processso de abrir e fechar não seja dos mais eficientes no dia a dia…O ideal seria colocar portas de correr de venezianas abertas entre os dois quartos o existente e o novo a ser criado.Para fechar somente a noite quando a sua mãe for dormir.O ideal seria usar uma de 1,20m de largura no mínimo pois daria bastante iliminação e ventilação.Veja alguns modelos de portas balcão em madeira.
É claro que você poderia pintar igual as suas portas originais para uniformizar.
.

Autor: arquiteta - Categoria(s): interiores, pergunte que respondo
Tags: portas de correr, portas e janelas, venezianas
27/10/2009 - 21:43
Estou terminando de fazer uma casa de sitio rustica de tijolinhos e madeira de demolição, as portas e janelas são de madeiras antigas, estou em duvida qual a cor que devo pintar as janelas?
Olá Margarida, realmente vai pintar as madeiras de demolição??São mais bonitas aparentes, pois mostram a história delas…
Se quiser fazer um destaque entre as janelas e a parede crie uma moldura e pingadeira de cimento e pinte de uma cor diferente como um cinza claro, ou verde claro.OU então fazer uma pátina no tijolo aparente para clarear o visual e não brigar com a madeira!
Veja uns exemplos executados pela Demolidora 3 irmãos de Embu-SP.



Olha que sem graça quando fica pintada de branco…

Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, dicas, fornecedores para obra, pergunte que respondo
Tags: casa; madeira, janelas de demolição, madeiras de demolição
15/10/2009 - 19:38
Olá, me interessei no tópico, pois tenho um terreno em declive e sempre achei que aterrar é desperdício de espaço e dinheiro. Penso em fazer uma edícula com possibilidade de expansão para ser a casa principal. É um terreno de 12X32m (384m²) com declive de 1,70, onde pretendo fazer quartos em baixo e uma cozinha conjugada com área para churrasco acima deles.
Uma dúvida é: a impossibilidade de fazer banheiros abaixo do nível da rua não torna os quartos “antipráticos” principalmente à noite? Outra ideia que tenho é a de fazer uma casa o mais próximo possível do ecologicamente correto, com cisternas que acumulem água das chuvas e utilizar tijolos de solocimento. O que me sugeriria?
Obrigado.
Érico, Ilha Solteira – SP
Olá Érico, legal que tenha se interessado, realmente é difícil fazer o convencimento do cliente que adora aterrar terrenos em declive para ter uma casa alta e imponente!! Mais fácil seria se comprasse logo um terreno em aclive!
Bom é um belo lote este seu, mas não entendi a impossibilidade de fazer banheiros abaixo da rua? Seu esgoto e águas pluviais não descem para o lote de baixo em sistema de servidão? Quartos sem banheiros realemente NÃO dá! Olha como seu declive é pequeno! Os casos que citei anteriormente são para terrenos com 3 m de declive ou mais.

Construção ecológica se baseia em muitos aspectos, você pode ter partes ecológicas e outras não. Não adianta muito construir em solo cimento se para vir o material até a obra, irão ser consumidos fretes e diesel para ser transportados. O melhor material é aquele que poderá ser feito no local, se a terra é boa pode ser feito em solo cimento, se tiver pedras, usar as pedras, e respectivamente com outros materiais nativos. E sobre armazenamento de água é uma ótima pedida, gera um investimento alto no começo mas costuma se pagar ao longo de 5 a 10 anos.
Veja algumas dicas de solo cimento:

“O solo-cimento é um material obtido através da mistura homogênea de solo, cimento e água, em proporções adequadas e que, após compactação e cura úmida, resulta num produto com características de durabilidade e resistências mecânicas definidas.
Este material de construção vem suprir boa parte das necessidades de instalações econômicas na maioria das regiões rurais e suburbanas no Brasil.
O uso do solo-cimento no Brasil vem, desde 1948, ajudando na satisfação de tais necessidades, encontrando-se hoje já bastante difundido.
A presente comunicação relata aspectos técnico-econômico-sociais de alguns anos de trabalho com esta modalidade de construção na CEPLAC/EMARC-UR.
Nesses quase 25 anos de experiência na região cacaueira, destacam-se obras no meio rural e urbano, em particular a construção de uma creche com 1.240 m2 em Juçari-Ba, sendo a segunda maior obra de solo-cimento no Brasil.
A tecnologia do solo-cimento é aplicada às construções das populações de baixa renda e foi introduzida na comunidade da região cacaueira porque tem como benefícios: a economia de tempo e material, bem como facilidade de execução atendendo a segmentos da população na faixa de pobreza, como é o caso dos “sem-terra”, permitindo o uso de mutirões.
CAMPO DE APLICAÇÃO
A principal aplicação do solo-cimento em habitações populares no meio urbano é a construção de paredes monolíticas.
Por afinidade, seu emprego pode ser estendido para construções de casas, depósitos, galpões, aviários, armazéns, etc.
O solo-cimento pode ainda ser empregado na construção de fundações, pisos, passeios, muros de contenções, barragens e blocos prensados.
VANTAGENS
O solo-cimento vem se consagrando como tecnologia alternativa por oferecer o principal componente da mistura – o solo – em abundância na natureza e geralmente disponível no local da obra ou próxima a ela.
O processo construtivo do solo-cimento é muito simples, podendo ser rapidamente assimilado por mão-de-obra não qualificada.
Apresenta boas condições de conforto, comparáveis às construções de alvenarias de tijolos cerâmicos, não oferecendo condições para instalações e proliferações de insetos nocivos à saúde pública, atendendo às condições mínimas de habitabilidade.
É um material de boa resistência e perfeita impermeabilidade, resistindo ao desgaste do tempo e à umidade, facilitando a sua conservação.
A aplicação do chapisco, emboço e reboco são dispensáveis, devido ao acabamento liso das paredes monolíticas, em virtude da perfeição das faces (paredes) prensadas e a impermeabilidade do material, necessitando aplicar uma simples pintura com tinta à base de cimento, aumentando mais a sua impermeabilidade, assim como o aspecto visual, conforto e higiene.
SOLO-CIMENTO – MATERIAIS CONSTITUINTES
SOLO
Os solos adequados são os chamados solos arenosos, ou seja, aqueles que apresentam uma quantidade de areia na faixa de 60% a 80% da massa total da amostra considerada.
Quando este tipo de solo não for encontrado, pode-se fazer uma correção granulométrica no solo encontrado (70% de areia e 30% de silte e argila), misturando uniformemente e peneirados, obtendo-se o mesmo resultado.
Nas misturas usuais, as quantidades variam na faixa de 12 a15 partes de cimento para 100 partes de solo seco, em massa, o que corresponde, em média, à proporção cimento:solo. Desta maneira, é facilmente notada a importância que a escolha de um solo adequado representa para a produção de um solo-cimento com qualidade.
Na obtenção do solo, para grande volume de obras, a dosagem do cimento deve ser determinada em laboratório, atendendo não só a qualidade final, mas também à economia, pois um traço exageradamente rico em cimento poderia comprometer a construção.
Escolhido o material e determinada a dosagem (traço), o construtor prepara a mistura de forma semelhante a que se faz para outras argamassas.
Quando o volume de obras é pequeno, existem testes para a avaliação das características granulométricas de um solo. Alguns deles são feitos, como o Teste da garrafa e o da Retração do solo.
PREPARO DA MISTURA
Deverá ser feito o peneiramento do solo numa malha ABNT de 4,8mm. Esta operação tem por função promover a pulverização do material, sendo o resíduo destorroado e, então, repeneirado. Deverão ser descartados apenas aqueles pedregulhos maiores que a abertura da malha.
O solo é espalhado em uma superfície lisa (bandeja de madeira ou chão batido), devidamente peneirado. Adiciona-se o cimento e faz-se a mistura até obter uma coloração uniforme ao longo de toda a massa. Logo após, coloca-se água em pequena quantidade, de preferência com o uso de regador com pequeno chuveiro adaptado, evitando a sua concentração em determinados pontos.
Na prática, a umidade da mistura é verificada através de procedimentos simplificados, baseados na coesão apresentada pela massa fresca. Quando a amostra está seca, não existe a formação de um bolo compacto, com marca nítida dos dedos em relevo, ao apertarmos na mão a massa de forma enérgica. Outro método complementar muito utilizado consiste em deixar cair o bolo formado, de uma altura aproximadamente um metro, sobre a superfície rígida. No impacto o bolo deverá se desmanchar, não formando uma massa única e compacta. Se houver excesso de água, a massa manterá úmida e rígida após o impacto, fato não desejável.
FERRAMENTAS NECESSÁRIAS
BÁSICAS: cavador, enxada, enxadete, pá, picareta, cordão de nylon, martelo, escala numérica, serrote, colher de pedreiro, balde, nível de bolha, mangueira de nível, esquadro, carro de mão, prumo, peneira, etc.
ESPECIAIS: forma para estaca de concreto, forma para compactação de parede com parafusos específicos.
COMENTÁRIOS FINAIS
As possibilidades de aplicação do solo-cimento na área rural e urbana estão longe de serem esgotadas.
Por ser um processo de fácil assimilação por qualquer pessoa, utilizando somente materiais locais, não necessitando de energia de qualquer natureza para sua produção, nem mesmo animal, a tecnologia do solo-cimento certamente se constitui no processo que permitirá uma verdadei-ra revolução nas construções rurais e urbanas brasileiras, pois associa um baixo custo a uma elevada qualidade.
A EMARC-URUÇUCA dispõe de informações específicas sobre as diferentes aplicações do solo-cimento, disponibilizando-se para fornecer maiores detalhes das técnicas construtivas.
*Eng°. Agrimensor, Técnico em Assuntos Educacionais (Escola Média de Agropecuária Regional da CEPLAC/EMARC – URUÇUCA – BAHIA).”
texto de:Efren de Moura Ferreira Filho
É importante saber que na construção civil, o solo-cimento pode ser usado de quatro maneiras diferentes: em tijolos ou blocos, nos pisos e contrapisos, em paredes maciças e também ensacado. Vejamos:
Tijolos ou blocos — São produzidos manualmente ou em pequenas prensas, dispensando a queima em fornos. Eles só precisam ser umedecidos para se tornar muito resistentes e com excelente aspecto.
Paredes maciças – Técnica similar à taipa de pilão usada no período colonial. A a massa é compactada diretamente na forma montada no próprio local da parede, em camadas sucessivas, no sentido vertical, formando painéis inteiriços sem juntas horizontais.
Pavimentos — O solo-cimento também é compactado no local, com o auxílio de formas, mas em uma única camada. No final, o piso fica constituído por placas maciças, totalmente apoiadas no chão.
Ensacado – A mistura de solo-cimento, em formato de uma “farofa úmica”, é colocada em sacos que funcionam como formas. Os sacos têm a boca costurada, depois são colocados na posição de uso, onde são imediatamente compactados, um a um. O resultado é similar à construção de muros de arrimo com matacões, isto é, como grandes blocos de pedra.
Autor: arquiteta - Categoria(s): construção, pergunte que respondo, sustentabilidade
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