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Arquivo da Categoria cidade e cidadania

23/03/2010 - 19:16

Podemos dar uma pequena contribuição para nossa cidade

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Para quem precisa fazer uma garagem no seu jardim, térreo de prédio, ou pavimentar um grande espaço do seu quintal, calçadas, garagens e precisa manter a permeabilidade do solo chegaram novidades bonitas e práticas para revestir estes pisos.Ideal para a pessoa que não quer pisar em pisos enlameados por falta de sol, mas não pode e não quer impermeabilizar totalmente o solo.

Estes produtos que já foram testados garantem esta qualidade que cada vez mais, numa cidade como São Paulo, devia ser obrigatoriamente um dever de todos nós.Afinal, nosso solo das grandes cidades estão tão impermeabilizados que toda a água que cai vai logo para as ruas, bueiros e rios e daí, é um pulo para as enchentes cada vez maiores.

Buscar produtos com esta vertente é altamente indicado!

lançamento da SOLARIUM

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, condominios, construção, dicas, fornecedores para obra, sustentabilidade Tags: , , , , , ,
22/02/2010 - 20:30

telhado ecologico = telhado vivo

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Boa tarde Mariche. Primeiramente, sou leitor assíduo de sua coluna. Estou pensando seriamente em colocar um telhado ecológico em casa, vasculhei a net em busca de informações a respeito. Minha intenção é colocar para ajudar na temperatura da casa, que é muito quente. Procurei na sua coluna, mas não encontrei nada a respeito. Caso eu não tenha “comido bola” voce pode escrever algo a respeito? Os fornecedores dizem que este tipo de produto oferece conforte térmico e acústico (evita reverberação). É isso mesmo?
Obrigado.
Rafael

Olá Rafael, muito oportuna sua questão!

 

Telhados ecológicos! O que são??

 

Podem ser várias coisas, ou assumir várias formas Vou abordar os telhados vivos que são diferentes de telhas ecológicas que podemos abordar num próximo post!

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Os primeiros registros de utilização de telhados vivos vêm dos tempos da Babilônia

Os Jardins da Babilônia, considerados uma das sete maravilhas do mundo antigo, eram irrigados pela água bombeada do rio Eufrates.

Nessas coberturas, estavam plantadas árvores e flores tropicais, além de alamedas de palmeiras.

 

Principais benefícios

 

Custos: as despesas para instalação da estrutura completa de uma cobertura ecológica – incluindo o subtelhado – é em torno de R$ 150 por metro quadrado, valor similar a de um telhado de cerâmica envernizada, com bom acabamento. Pluvial: o telhado ecológico pode diminuir o risco de enchentes em áreas urbanas. Durante a chuva, a água se acumula no substrato, retardando em praticamente 15 minutos a velocidade de escoamento para os bueiros. Esse processo dá tempo para que haja uma maior vazão no sistema pluvial

 

Redução do aquecimento urbano: a água acumulada nos substratos da ecotelha consome energia do ambiente para evaporar, acarretando o arrefecimento do calor urbano aglomerado em áreas asfaltadas e com grandes massas de concreto.

 

Conforto térmico: em função de ser uma estrutura compacta, a cobertura viva tem um grande poder de isolamento térmico, evitando a perda de calor dos ambientes internos para o exterior em períodos de frio. No verão, o ecotelhado acaba arrefecendo as dependências por meio da evapo-transpiração das plantas.

 

Conforto acústico: pela sua massa o telhado, consegue evitar a reverberação dos sons internos para a rua, assim como impede a penetração dos sons do exterior para dentro da cobertura.

 

As plantas mais utilizadas são as xerófilas, similares aos cactos, que economizam água e podem sobreviver em condições adversas em cima do telhado.

 

Essas espécies não necessitam de regas nem de podas Antes da instalação das ecotelhas, o subtelhado é coberto com uma geomembrana extremamente forte que impede a passagem de umidade no telhado, assim como a entrada de insetos e animais. São instaladas quatro telhas por metro quadrado Módulos de cimento com dimensões de 68cm x 35cm, onde são cultivadas plantas que exigem pouco substrato e pouca irrigação.

 

 

O telhado vivo pode amenizar o superaquecimento urbano, além de auxiliar na retenção da água da chuva – afirma o engenheiro agrônomo João Manuel Linck Feijó, que há três anos desenvolve o sistema arquitetônico.

Essa nova opção de design também cria um diferenciado visual paisagístico nas cidades, em espaços até então tomados pelo concreto.

 

Vejam esta seqüência de preparação para colocação das espécies e as perguntas e respostas do internautas deste site sobre o produto

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1) O ECOTELHADO vegetado atrai insetos?

Existem insetos que são caracteristicos do interior de casas como baratas, moscas, mosquitos, pulgas, que em geral são atraidos por detritos humanos.

O Telhado vivo atrai insetos como borboletas, besouros e outros de hábitat externo a moradia. Esses insetos são essenciais a vida de outros seres como pássaros.

Uma das vantagens dos telhados verdes é reestabelecer o espaço vital para outras espécies nas cidades.

2) Como se dá a manutenção do ECOTELHADO?

Todo Telhado Verde requer alguma manutenção em algum tempo. Para o ECOTELHADO recomenda-se fazer uma ou duas visitas anuais que possa verificar a presença de espécies indesejadas como arbóreas. Em caso de notar fraqueza nas plantas, pode se utilizar fertilização com algum composto orgânico em pequena quantidade. Esse fertilizante pode ser encontrado em floriculturas, casas rurais e supermercados.

3) É necessário irrigação?

É recomendável reservar um ponto de água com boa pressão para irrigação ou sistema de irrigação automatizado para telhados maiores, mesmo que para uso eventual. Em locais do Brasil de estiagens prolongadas o uso da irrigação é imprescindível. As plantas selecionadas para o ECOTELHADO possuem o mecanismo de fotossíntese chamado metabolismo ácido das crassuláceas, que as faz resistentes à seca. Elas fecham os estômatos durante o dia e trocam os gases durante a noite de forma a não perder água. Isto faz com que o metabolismo seja mais lento.

4) É preciso podar o telhado de grama?

No sistema modular ecotelhado, não recomendamos a grama porque ela exige muita água e tambem cortes frequentes. Utilizamos plantas de porte baixo como os sedum que não exigem poda e requerem pouca água.

Quando faz-se necessário o uso da grama optamos pelo sistema laminar para lajes planas.

5) As ECOTELHAS (módulo ecotelhado) agüentam uma pessoa caminhando sobre elas?

Sim, foram projetadas para suportar tráfego ocasional durante as manutenções. Entretanto não é recomendável o pisoteio das plantas.

6) O ECOTELHADO funciona como um telhado comum? Ele passa umidade?

O ECOTELHADO é composto do conjunto formado pela Ecotelha vegetada e sub-telhado que pode ser de telha de fibrocimento, metálica, laje de concreto impermeabilizada, telha cerâmica e/ou Geomembrana de PEAD. O sub-telhado fornece a estanqueidade do telhado enquanto que a Ecotelha possui os outros atributos que se quer de uma cobertura. A impermeabilização constituída pela telha e/ou Geomembrana PEAD isolam totalmente o interior do ambiente, da umidade, enquanto que a Ecotelha vegetada, que vai sobreposta ao sub telhado, tem a finalidade principal do isolamento térmico e acústico, além dos benefícios ecológicos ao ambiente e à beleza natural da vegetação.

7) Porque eu trocaria meu telhado comum por um telhado de grama?

Porque o telhado vivo é muito bonito; Porque transmite bem estar e empatia a quem olha; Porque tem excelente conforto térmico no inverno e verão; Porque tem ótimo isolamento acústico, absorvendo ruídos; Porque reduz o calor urbano; Porque reduz o impacto de dióxido de carbono, a poluição de nitrogênio e neutraliza o efeito da chuva ácida; Porque reduz o volume do pluvial e seu impacto sobre cursos d’água; Porque vivem melhor, as pessoas que estão em harmonia com a natureza. Porque o telhado verde proporciona conforto térmico excepcional.

8) O que é a ecotelha? De que é feita?

A ecotelha é composta de um substrato rígido com características de drenagem ideais e componentes retentores de umidade e nutrientes. O conjunto previamente plantado com espécies selecionadas pode ser transportado com facilidade.

9) O ECOTELHADO não é muito mais pesado que o telhado tradicional?

O Sistema Modular Ecotelhado é classificado como extensivo e seu peso saturado é de 50kg/m² que é o peso de um telhado cerâmico convencional.

10) Qual a diferença de preço entre o Ecotelhado e os telhados tradicionais?

O valor do investimento é em geral o mesmo, considerando-se um telhado de boa qualidade.O ecotelhado pode ser colocado diretamente sobre a laje impermeabilizada, não necessitando de armação de madeira.

Quando levamos em conta os benefícios de conforto térmico, retenção de água, limpeza do ar e vida útil de duas a três vezes maior, a vantagem é grande a favor do telhado verde.

11) O sistema ECOTELHADO é aplicável a grandes terraços ou nesse caso, seria mais adequado utilizar uma cobertura de solo e plantas diretamente sobre a laje?

O Sistema é vantajoso tanto em casos de pequenas como grandes áreas, planas ou inclinadas. Proporciona uma boa fixação para as plantas com boa drenagem com suprimento de água adequado. A estrutura rígida da ecotelha (módulo ecotelhado) evita a compactação do substrato nutritivo e do sistema radicular das plantas. O módulo Ecotelhado evita a erosão do substrato em telhados inclinados.

Uma das vantagens é a do módulo do telhado vivo poder ser movido com facilidade em caso de eventual manutenção sem perda das plantas.

A ecotelha pode ser colocada sobre a geomembrana, proporcionando vantagens de rapidez, drenagem, mobilidade, isolamento térmico e acústico a custo reduzido quando comparada a outros métodos.

12) O Telhado Verde diminui o calor?

Os telhados convencionais feitos de concreto, telhas cerâmicas, telhas metálicas, ou fibrocimento, acumulam o calor e o transferem para dentro do prédio. No telhado verde a cobertura vegetal se encarrega de dissipar ou consumir esta energia pela evapotranspiração e pela fotossíntese, não restando nada a ser transferido para o interior da casa.

 

http://www.ecotelhado.com.br24_17

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, desenhos, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , , , , ,
05/02/2010 - 18:12

Terrenos difíceis

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Oi mary estou com um problema e gostaria muito que vc me ajudasse como um ótima arquiteta que é você. Tenho um terreno com nível abaixo do terreno com apenas 6 metros de frente e 23 de comprimento e 12 no fundo resumindo é um  triangulo. Só que já construí a minha casa assim mesmo abaixo do lote com 5 cômodos e uma varandinha na frente o meu quarto ficou na frente e teve que ficar como um triangulo. Agora gostaria de fazer uma garagem na frente e não quero que fica também fora do nível pensei em fazer co um alicerce nivelado com a rua somente a garagem e outro espaço deixaria para a entrada da casa com escadas. Porem não sei se é uma atitude certa e gostaria muito que vc me ajudasse.A minha casa ainda não é murada e pretendo murar neste mês já construindo  a garagem. dê uma dica xau bjsss.

 

Dicas para quem já construiu…Bom melhor seria se tivesse o projeto com um arquiteto antes… Depois é tentar reverter a situação…Como não tenho sua planta comigo te dou uma solução pára um terreno difícil em declive e triangular.

Na verdade um arquiteto pode pensar em milhões de soluções para o teu terreno e a sua garagem, então te mando uma bem simples, para que você saiba que pode fazer a garagem no nível da rua e criar um talude de contenção, entre a garagem e a casa.A casa estaria de 2 a 3 metros abaixo do nível da rua e, portanto escondida, o que pode ser bem interessante do ponto de vista da privacidade, acústica, mas nem tanto em relação à insolação.O problema é que você respeita o nível natural do terreno  e fica lindo, já seu vizinho vem e constrói uma mega casa tipo elefante no pires e acaba com seu sol!E você pensa, maldita hora que respeitei a declividade  e os recuos nesta cidade ou neste país sem lei e respeito pelos concidadãos…

Mas Não!Não desanime, pinte de branco os muros internos, e use e abuse de espelhos para refletir a luz do sol para o andar inferior, misture com plantas e “Voilá”!Vai matar de inveja seus vizinhos!

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Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, desenhos, miscelanea, pergunte que respondo Tags: , , ,
26/01/2010 - 19:31

A chuva

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Bastou chover e alagar nossa rua e para piorar ficarmos sem a internet…O eterno CAOS de São Paulo!

Vale ler e pensar no artigo de um colega arquiteto da USP  publicado ontem no Caderno 2 do Estado de São Paulo

”A cidade paga por não planejar” por GABRIEL MANZANO FILHO

“Enchentes, deslizamentos… Para o urbanista Kazuo Nakano, só quando entender a natureza São Paulo sairá dessa armadilha

 

Abram todos os seus guarda-chuvas, desviem das goteiras, cantem Parabéns… mas antes de apagar as velinhas prestem atenção: o grande presente que são Paulo deveria ganhar hoje, pelos seus 456 anos, seria um súbito ataque de paixão pelo planejamento urbano.

“É disso que a cidade mais precisa, para sair da armadilha em que caiu”, adverte o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano, do Instituto Pólis. É por não ter essa cultura, avisa ele, que em todos os verões a vida paulistana fica paralisada e a população condenada a ver pela TV a triste rotina de inundações, deslizamentos, avenidas entupidas de carros parados e uma crescente conta de vítimas fatais.

A causa disso – além de ser este o janeiro mais chuvoso dos últimos 70 anos – é o desprezo pela natureza. A mania de construir a cidade como se os rios não existissem. A incapacidade de entender que eles têm seu ritmo, que muitos transbordam no verão, que não se pode “fechar” o chão com cimento e asfalto. “Na Europa isso foi aprendido há séculos. Mas aqui continuaremos nessa armadilha enquanto não mudarmos de rota”, avisa o Nakano.

Velho conhecedor dos conflitos paulistanos, participante ativo de vários planos diretores, como os de São Paulo, Fortaleza e Vitória, o urbanista, formado pela FAU-USP, traz uma boa e uma má notícia. A má é que a cada ano os problemas se agravam, as soluções fica mais caras e a situação “vai piorar antes de melhorar”. A boa é que há saídas técnicas para o drama paulistano – basta ver como as cidades da Holanda, que vivem abaixo do nível do mar, fizeram para eliminar o problema. A seguir, trechos da entrevista.

Por que as chuvas, em São Paulo, deixaram de ser um incômodo para se tornarem tragédias?

Porque os problemas não são resolvidos e vão se agravando. Porque não existe uma cultura de planejamento urbano para resolvê-los. Porque os governantes se dedicam ao jogo político do toma lá, dá cá e a projetos de curto prazo. E quando as chuvas, como agora, batem todos os recordes, todo mundo grita.

Então, no ano que vem vai acontecer tudo de novo?

Se chover forte, sim. Este é o caso típico de uma tragédia anunciada. A cidade caiu numa armadilha e dela não vai escapar enquanto não entender e respeitar o ritmo de seus rios e córregos.

O que você quer dizer com ”entender e respeitar”?

É conviver com a natureza. Ao ocupar margens de rios, a população paga por não perceber como eles funcionam. Um destino que tantas outras cidades do mundo aprenderam a evitar. Veja a Holanda. Como metade de seu território fica abaixo do nível do mar, eles desenvolveram sofisticados sistemas de controle, com canais, comportas, um ritmo preciso de escoamento, monitorado o tempo todo. Resultado: eles até sabem que é possível, às vezes, construir perto das margens, e o fazem, mas deixando vazio o espaço de que o rio necessita.

Pode dar um exemplo?

Estive, no final do ano, na cidade de Leuven, na Bélgica. Ela é toda cortada por meandros de um rio – mas montaram uma rede de canais e comportas em seu curso, intercalando jardins e piscinões, antes que ele chegue à área urbana. Pode chover muito, que mesmo assim a vida da cidade não para.

Então, existe uma saída. Por que não é adotada?

Aqui vamos criando a cidade como se o Tietê e o Pinheiros não existissem. Alterar esse quadro exigiria um poder público forte, do qual não dispomos. E não dispomos porque o jogo político não deixa espaço para isso. Autoridades e lobbies dedicam-se a trocas, a obras de curto prazo, sem impacto na vida da cidade.

Mas também é preciso dinheiro.

Esse é o segundo problema: nossas prefeituras vivem na miséria. Recebem só 18% da arrecadação do País, enquanto o governo federal fica com 58% e o Estado com 24%. E a maior parte do bolo municipal vai para saúde, educação e custeio. O que isso significa? Que a capacidade de investimento nos espaços urbanos é quase zero.

As autoridades são pressionadas e tentam melhorar as coisas…

Mas se desgastam em coisas de curto prazo, do tipo inaugurar escola, asfaltar rua, abrir hospital, alargar avenida. Sempre deixam para depois o que é caro, ou difícil de aprovar.

Tem um caso concreto disso?

Enquanto chove e se discute a retirada de moradores dos morros e margens de rios, a região próxima à Cidade Tiradentes, na zona Leste, vem sendo rapidamente ocupada. É mais um grande problema em formação. Se não adotarmos o que chamo de cultura do planejamento, não vamos a lugar nenhum.

Dramas como os de Angra dos Reis são mais do mesmo?

Em grande parte, são. Mas não devemos nos limitar ao que aparece nas manchetes dos jornais. O mesmo drama se repete nas profundezas da Amazônia, em Maués e Tefé. E como estancar esse fenômeno se mesmo num Estado com São Paulo, o mais adiantado, apenas 10% das cidades têm engenheiros e arquitetos? Se as cidades não têm equipes técnicas, não há como formar uma massa crítica para pensar os desafios urbanos.

A Câmara paulistana começa a discutir a revisão do Plano Diretor, que é de 2002. O que você espera dela?

A revisão é uma coisa necessária, não se deve nunca ser contra, mas veja, estamos revisando um plano que ainda não foi avaliado, grande parte dele não foi levada à prática.

Qual parte?

As chamadas zonas especiais de interesse social são um exemplo. O plano propõe formas de instalar em áreas vazias populações que vivem à beira de rios e córregos. Há mais de mil áreas demarcadas no plano, mas o assunto não avançou. O novo texto da Prefeitura fez algumas alterações, não tão expressivas.

O que o novo plano fala sobre enchentes?

Tem boas intenções. Desimpermeabilizar o solo, implantar praças e parques lineares, preservar as várzeas e projetar modos adequados de ocupá-las. Isso é crucial e teria de ser aprovado e posto em prática com urgência.

Que nota você daria à qualidade de vida de São Paulo, comparada com 10 anos atrás?

Isso depende de definir um padrão. Mas posso dizer: a qualidade caiu, e bem. Se a nota anterior fosse 6, hoje seria 5, mas em queda. Pois não estamos vendo nenhum debate sobre o longo prazo.

Há cidades, no Brasil, com melhores exemplos para mostrar?

Temos casos, poucos, de sucessos de planejamento, mas pela metade. Curitiba é muito lembrada, pela integração dos transportes, mas se você olhar no entorno da cidade vai descobrir uma coroa de favelas. Também Belo Horizonte, Brasília e Palmas, em Tocantins, tiveram setores planejados, mas misturados com outros cheios de conflitos. A questão central é ter uma cultura de planejamento, que se faça presente nas decisões sobre o espaço urbano. Esse sim seria um grande presente para a cidade.”

Você pode se perguntar: E o quê eu tenho a ver com isso?Bom como cidadãos temos que buscar eleger as pessoas que procurem como meta o planejamento da cidade.Temos que cobrar dos que foram eleitos.Criar associações de bairros fortes e dar um bom exemplo nas atitudes mais corriqueiras do cotidiano, não jogar lixo fora do lixo, não impermeabilizar o solo do seu terreno, nem da sua calçada e não construir em áreas de risco!

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, sustentabilidade, vida de arquiteto Tags: ,
19/01/2010 - 18:39

Brincando de casa

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Novas assimetrias nos projetos têm se mostrado um novo  movimento na arquitetura.Como podemos intitular?Desconstrutivismo?Assimetrismo?

O espaço interno parece ficar mais insólito, obrigando os moradores a talvez reverem o seu “lifestyle”.Lógico que menos é mais nestes espaços internos, colocar um lustre de cristal ou um monte de mobiliário convencional vai brigar  com as formas arrojadas.Mas que tipo de cliente moraria numa casas dessas? Imaginou colocar cortinas?Tenho certeza que funciona como uma obra de arte habitável e de forma muito lúdica, mas você precisa “livrar a sua mente” no melhor estilo MATRIX para tanto.

 

O escritório autor destes belos projetos conceituais, porém habitáveis é o chileno Pezo Von Ellrichshausen Architects.São um pouco áridos para nossa realidade  úmida brasileira

 

     
PEZO VON ELLRICHSHAUSEN ARCHITECTS

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a surpresa pode reinar nestes espaços

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na falta de verde pinte a sua casa de verde

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nada mal , uma construção que não agrediu seu entorno

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Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, construção Tags: , ,
14/01/2010 - 19:26

Acústica

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Olá Mariche, que sorte a minha ter encontrado você ! Tenho devorado de ponta a ponta a Internet a procura de uma solução para o meu problema. A posição que a minha casa se encontra na rua favorece toda a entrada de som que vem de fora e lamentavelmente isso nos incomoda bastante e você nem imagina o nível de estresse que vivemos. Minha rua é muito barulhenta, crianças gritando, futebol na frente da minha casa,crianças andando de patinete, pessoas que passam conversando e barulho do som de carros que invade por toda a casa. A minha casa é geminada e não há como colocar janela para os lados. Moro em uma casa que é uma espécie de casa de vila. A escada para o andar superior é de frente a minha janela da sala e o pior de tudo é que o som também se propaga por todos os cômodos de cima. Não temos como mudar a escada de lugar porque seria uma obra muito grande.
A porta e janelas (envidraçadas) são para frente da calçada que serve de arquibancada para os vizinhos. Quanto a isso eu sei o que fazer, pretendo fazer um jardim e tentar amenizar o problema.
Não temos condições de colocar janelas anti-ruído porque o preço é bem superior ao que podemos pagar. Eu gostaria de saber se há algum tipo de ” janela de madeira” que pudesse amenizar o som que se propaga por toda a casa. Estou buscando pedreiros para fazer a obra, mas nem tenho idéia ainda do que poderia auxiliar na solução do meu problema. Se eu pudesse enviar uma foto para você ter uma idéia da minha situação seria o ideal. Obrigada pela sua atenção. Aguardo ansiosa a sua resposta.

 

Olá Lídia, o eterno problema do barulho né?Infelizmente jardim nenhum serve como bloqueio de som, pois plantas não formas volumes sólidos que formem uma barreira sonora.O ideal seria construir um muro de pelo menos 2,20m de altura,  não muito afastado das janelas da sala com no máximo de 1m de distancia e fazer a iluminação e ventilação pela parte superior do muro.Veja no esquema bem básico abaixo.Para incrementar e melhorar a acústica do andar superior você poderia fazer uma jardineira em ângulo que refletiria parte do ruído.E boa sorte!

 

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Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, desenhos, dicas, pergunte que respondo Tags: , ,
13/01/2010 - 19:58

Como aproveitar mais da luz natural?

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Sra. Mari, ainda sobre a questão de luz natural, a casa de meus pais foi construída num terreno em declive. Ao invés de estabelecer a construção a partir do nível da rua, praticamente tudo foi construído na parte de baixo, resultado – pouca luz natural e ventilação. Como minimizar essa situação haja vista que na parte superior temos a garagem, dois dormitórios e lavanderia? Os corredores internos de circulação para os cômodos, tanto na parte superior como inferior ocupam o mesmo espaço. Seria pertinente abrir as lajes e buscar a luz natural por esses corredores? Ou, rasgos na laje podem comprometer a estrutura? Substituir paredes por estruturas de vidro ajudaria? Obrigada pela atenção e, parabéns pelo trabalho.

 

Adoro estes problemas cabeludos arquitetônicos!

Bom Grasieli, fazer aberturas em laje, dependendo do modelo da laje pode afetar a estrutura sim, pois as aberturas,  para valer a pena,  teriam que ter pelo menos uns 80cm x 80cm  de largura em um numero de 3 ou 4 delas.O ideal era a casa ter sido pensada com estas aberturas e você poderia ter uma laje nervurada, ou um tipo de pergolado vazado.Quem sabe um engenheiro consultor não possa te dar uma idéia melhor sobre isso? Vale a pena!

Pergolado são estruturas de madeira ou concreto espaçadas entre si formando uma seqüência  de vazios e cheios, por onde atravessa a luz e ventilação.No primeiro andar fica mais fácil conceber esta idéia, já do primeiro para o térreo (que no seu caso é afundado) para se ter iluminação bastaria fazer um piso de vidro laminado ou utilizar blocos de vidro, só que para a ventilação complica.

A não ser que você use um piso de grade tipo industrial, que vai deixar a luz entrar e o ar, mas cuidado, por ser vazado pode danificar saltos de sapato e coisas podem cair…

Para conectar este “domus” interno aos demais ambientes daí sim você teria que colocar portas ou rasgos de vidro com venezianas

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esta solução  acima eu adotei no meu escritório para fazer uma passarela, que não tirasse luz nem ventilação, e usei estrutura metálica com a grade metálica vazada

 

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 vista do teto de um corredor…

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com uma parede assim não há problema de luz

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a escada também pode ser um túnel de luz

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o que dizer deste prédio no Japão com a fachada 100% de bloco de vidro?Um show de luz!

 estas imagens são do fabricante de blocos de vidro: http://www.sevesglassblock.com/pt/

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , ,
19/12/2009 - 18:39

um banho de luz natural

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Oi minha querida, tenho um quarto em minha casa que não tem janelas . o quarto é quente e escuro , pois a única parede que tenho disponível para colocação de uma janela dá para casa do vizinho já tentei conversar com ele dei ate a idéia de por uma janela mais alta já que minha parede tem três metros de altura , mais ele não quis acordo .
por favor se puder me dar alguma dica de como posso clarear e ventilar esse ambiente ficarei muito grata .

Olá Dani, na hora de construir este cômodo não deu para ver que iria ficar sem janela correto?

 Agora você não tem para onde correr e logicamente o seu vizinho não é obrigado a permitir que uma janela adentre o terreno dele.Acho que nem você iria querer…Realmente nada agradável.

Mas uma pergunta básica; você tem o quê no telhado? Se sua casa for térrea problema resolvido!

 

Com mais ou menos obra você irá conseguir solucionar este problema usando a boa e velha iluminação ZENITAL (iluminação zenital: Porção de luz natural produzida pela luz que entra através dos fechamentos superiores dos espaços internos. Zênite: Ponto situado na porção mais elevada do hemisfério celeste; caracterizado pelo ângulo de altura máximo de 90o.)

 

Se for telhado de telhas de barro ou fibrocimento, é só retirar algumas telhas numa superfície quadrada de 1m2 no mínimo, e subir uma nova estrutura de telhado a pelo menos 50cm do atual.Nas laterais você poderia instalar venezianas que podem ser fechadas quando quiser   sobre estas venezianas utilizar vidro fixo ou telhas de vidro ou ainda domus de acrílico .

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Outra opção seria fazer este mesmo rasgo de 1m2 na estrutura do telhado ou laje,  subir uns 70cm  e nestas laterais usar basculantes de vidro  que possam fechar e abrir conforme a sua necessidade assim você pode controlar o clima no frio ou calor Este modelo é um tipo de LANTERNIM.

 

Texto muito elucidativo sobre iluminação natural:

 

SHEDS

O shed é muito utilizado em fábricas, especialmente quando não é possível obter luz lateral, ou está deficiente pela excessiva largura do corpo do edifício.

Caracteriza-se por telhados em forma de dentes de serra (faces de pouca inclinação alternadas com outras quase verticais). Essas últimas são envidraçadas.

Fornecem uma iluminação em torno de três quartos do valor obtido com a mesma superfície iluminante localizada continuamente sobre um teto horizontal.

Pede uma estruturação mais elaborada da cobertura. Pois, para proporcionar iluminação e ventilação precisam ser guarnecidos com caixilhos ou com algo que possibilite essas funções, impedindo a penetração de chuvas.

Seu melhor desempenho é quando orientado a sul para latitudes compreendidas entre 24° e 32° S, no caso do Brasil.

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• LANTERNINS

  O lanternim, abertura na parte superior do telhado, ideal para se conseguir boa ventilação, já que, permite a renovação contínua do ar pelo processo de termossifão resultando em ambiente confortável.

Sua melhor orientação, no caso do Brasil, é Norte-Sul.

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• TETO DE DUPLA INCLINAÇÃO

O teto de inclinação dupla que contém superfícies iluminantes possui quase a mesma eficiência de um teto horizontal com superfícies envidraçadas, é da ordem de 90% de eficiência, todavia, normalmente está associado a grandes ganhos térmicos.

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• CLARABÓIAS

Clarabóia: Esta tipologia requer maior manutenção devido à posição mais horizontal da superfície iluminante. Deve-se ter cautela quanto à questão térmica, pois essas podem promover um aumento desagradável da temperatura do ambiente construído.

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Clarabóias tubulares: são domus com tubos reflexivos que conduzem a luz natural da cobertura até o ambiente a ser iluminado. Recomenda-se usar em áreas que possuem a cobertura com certa profundidade e em retrofits e espaços existentes.

 

• CÚPULA

Uma cúpula (ou domo ) é uma abóbada hemisférica ou esferóide . Se a base é obtida paralelamente ao menor diâmetro da elipse, resulta-se em uma cúpula alta, dando a sensação de um alcance maior da estrutura. Se a seção é feita pelo maior diâmetro o resultado é uma cúpula baixa.

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• ÁTRIO

Átrio é o espaço central de uma edificação, aberto na cobertura muito utilizado como estratégia de iluminação para captação de luz em edifícios com múltiplos andares.

Historicamente o átrio foi usado como um elemento condutor de luz para o centro de edifícios. Nas residências era o local onde aconteciam as reuniões familiares, uma área privada da casa, mas aberta para o exterior em seu topo. Em edifícios comerciais e residenciais de antigamente, a maior função do átrio era levar um pouco do ambiente externo, através da iluminação natural para as áreas destinadas à circulação de pessoas. Atualmente o átrio faz parte de uma arquitetura típica de prédios comerciais, como por exemplo, em centros de compras.

 

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É bom ressaltar que elementos tipo “shed”, tipo “lanternim” e tetos de dupla inclinação são os mais utilizados em edifícios industriais. O elemento zenital, de superfície iluminante horizontal é usado apenas ocasionalmente, apesar da sua maior eficiência luminotécnica, necessita de elementos protetores da luz solar direta que – uma vez colocados – reduzem consideravelmente a iluminação no local. Sua utilização implica também, em um custo de uso e manutenção maior que o de outros tipos de elementos zenitais.

Disciplina de Tecnologia da edificação I – ARQ 5661, ministrada pelo professor Anderson Claro. Desenvolvido pelos alunos Carolina Morgado de Freitas, Julian Piran e Thiago Hiroshi Arasaki, acadêmicos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina- UFSC

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03/09/2009 - 18:20

Acessibilidade requer espaço

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Tenho uma filha especial (cadeirante) e estou em obra na minha residência, construindo um cômodo na parte de cima. Queria saber o que seria melhor: uma escada ou rampa? E qual modelo?
Desde já agradeço a atenção.
Damião Mendes

Questão importante, né Damião? E tão esquecida nos projetos por aí. É claro que tem melhorado, mas encontramos muitas pessoas que não querem nem saber de acessibilidade.

O que fazemos para se dar acesso para que o cadeirante ele prório consiga ficar independente? Só conhecemos rampas e elevador. Se o espaço a ser construído em cima na sua casa é para sua filha, sugiro destiná-lo a outra pessoa, pois o espaço que você precisará para rampa é 10 vezes a altura que você precisa vencer. Exemplo: para subir 3 metros de altura você irá precisar de 30 metros de rampa!! Isso porque a inclinação máxima é de 10%.

O Governo do Estado de São Paulo apresentou na VIII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), o modelo de casa popular projetada conforme conceito do Desenho Universal (DU), que visa construir moradias que possam ser utilizadas não somente por indivíduos com deficiências, temporárias ou permanentes, mas também por aqueles com estatura diferenciada, obesidade e mobilidade reduzida, como idosos, gestantes e crianças.

Construída em tamanho real, a casa tem 63,5 m², três quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. As áreas de passagens, como corredores e portas, possuem largura de 90 centímetros, o que permite livre circulação de cadeira de rodas. A altura das janelas permite que qualquer pessoa tenha visão do exterior. O projeto foi Desenvolvido pela Secretaria da Habitação e pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), em parceria com a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD).

Os banheiros podem receber adaptações, como barras, louças sanitárias e chuveiros, com água aquecida por energia solar, o que gera economia nos gastos com a conta de luz. As pias podem ser instaladas em posição adequada para que cadeirantes se aproximem com facilidade. Os interruptores podem ser acessados por qualquer usuário. “Um imóvel adaptado não é somente para deficientes. É para qualquer pessoa, para o futuro, para os idosos. É uma casa para a vida toda”, afirmou o secretário da Habitação e presidente da CDHU, Lair Krähenbühl.

As diretrizes estabelecidas pelas duas secretarias preveem que as áreas condominiais e externas também contem com recursos de acessibilidade. São rampas, guias rebaixadas, piso tátil, calçadas com largura mínima de 1,20m, postes e telefones públicos instalados de forma a não obstruir a faixa de circulação e pontos de transporte público em distância confortável às pessoas com limitações de locomoção. “Estamos dando o primeiro passo em direção à construção de uma sociedade para todos, garantindo cidadania, equidade, direitos e oportunidades”, disse a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), Linamara Rizzo Battistella.

A adoção do Desenho Universal é parte da política estadual que prioriza a inclusão social de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Com esse objetivo, o governador José Serra assinou em setembro de 2008 decreto que institui o Desenho Universal nas moradias de interesse social produzidas pelo estado. Um grupo de trabalho, formado por técnicos das duas secretarias e entidades representantes dos deficientes físicos, se reuniu durante cinco meses para estabelecer as diretrizes para implementar o projeto apresentadas na feira.

Fonte: http://www.oserrano.com.br 

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, pergunte que respondo Tags: ,
04/08/2009 - 10:37

Lote comprido também é legal

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Eu tenho uma casa de dois andares que tem mais comprimento do que largura, mas esse espaço se torna muito pequeno pelo pouco espaço que fica na sala, nos quartos e no banheiro. Eu queria dicas de como aumentar esse espaço sem destruir paredes. Seria possível mandar fotos para vocês? Eu ficaria agradecida, pois às vezes não encontro uma maneira de decorá-lo.
Abraço

Olá Ana,

Este seu dilema é igual ao de milhões… O urbanismo que não tivemos nos deixou com estes lotes de pouquíssima frente e um mega comprimento. Sabe por quê? Dizem que foi para os portugueses que nos colonizaram gastarem menos com pavimentação nas ruas…

Bom os japoneses, por um motivo de falta de espaço (coisa que não temos por aqui), também apresentam uma configuração parecida. Mas acredito que a legislação ou então a criatividade lá é muito boa, o que permite ideias de projetos e interiores maravilhosos.

O ideal seria que as pessoas buscassem profissionais que ofertassem esta criatividade para poder cosntruir de cara um projeto pensado para espaços longilíneos. MAS você já está com tudo erguido e viu no que deu………

Eu diria: unificar os ambientes usando mesmos acabamentos em pisos, mas mudando de cores em cada aposento e usar muita janela grande e muita luz (utilizando em sancas para poder usar fluorescente).

Unificar os acabamentos de marcenarias usando as mesmas cores e padrões. Imaginando como se fosse um vagão de trem, um vagão de trem bem aconchegante , que tal?

imagens: eye candy

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, pergunte que respondo Tags: , , ,
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