iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

Arquivo da Categoria cidade e cidadania

03/09/2009 - 18:20

Acessibilidade requer espaço

Tenho uma filha especial (cadeirante) e estou em obra na minha residência, construindo um cômodo na parte de cima. Queria saber o que seria melhor: uma escada ou rampa? E qual modelo?
Desde já agradeço a atenção.
Damião Mendes

Questão importante, né Damião? E tão esquecida nos projetos por aí. É claro que tem melhorado, mas encontramos muitas pessoas que não querem nem saber de acessibilidade.

O que fazemos para se dar acesso para que o cadeirante ele prório consiga ficar independente? Só conhecemos rampas e elevador. Se o espaço a ser construído em cima na sua casa é para sua filha, sugiro destiná-lo a outra pessoa, pois o espaço que você precisará para rampa é 10 vezes a altura que você precisa vencer. Exemplo: para subir 3 metros de altura você irá precisar de 30 metros de rampa!! Isso porque a inclinação máxima é de 10%.

O Governo do Estado de São Paulo apresentou na VIII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), o modelo de casa popular projetada conforme conceito do Desenho Universal (DU), que visa construir moradias que possam ser utilizadas não somente por indivíduos com deficiências, temporárias ou permanentes, mas também por aqueles com estatura diferenciada, obesidade e mobilidade reduzida, como idosos, gestantes e crianças.

Construída em tamanho real, a casa tem 63,5 m², três quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. As áreas de passagens, como corredores e portas, possuem largura de 90 centímetros, o que permite livre circulação de cadeira de rodas. A altura das janelas permite que qualquer pessoa tenha visão do exterior. O projeto foi Desenvolvido pela Secretaria da Habitação e pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), em parceria com a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD).

Os banheiros podem receber adaptações, como barras, louças sanitárias e chuveiros, com água aquecida por energia solar, o que gera economia nos gastos com a conta de luz. As pias podem ser instaladas em posição adequada para que cadeirantes se aproximem com facilidade. Os interruptores podem ser acessados por qualquer usuário. “Um imóvel adaptado não é somente para deficientes. É para qualquer pessoa, para o futuro, para os idosos. É uma casa para a vida toda”, afirmou o secretário da Habitação e presidente da CDHU, Lair Krähenbühl.

As diretrizes estabelecidas pelas duas secretarias preveem que as áreas condominiais e externas também contem com recursos de acessibilidade. São rampas, guias rebaixadas, piso tátil, calçadas com largura mínima de 1,20m, postes e telefones públicos instalados de forma a não obstruir a faixa de circulação e pontos de transporte público em distância confortável às pessoas com limitações de locomoção. “Estamos dando o primeiro passo em direção à construção de uma sociedade para todos, garantindo cidadania, equidade, direitos e oportunidades”, disse a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), Linamara Rizzo Battistella.

A adoção do Desenho Universal é parte da política estadual que prioriza a inclusão social de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Com esse objetivo, o governador José Serra assinou em setembro de 2008 decreto que institui o Desenho Universal nas moradias de interesse social produzidas pelo estado. Um grupo de trabalho, formado por técnicos das duas secretarias e entidades representantes dos deficientes físicos, se reuniu durante cinco meses para estabelecer as diretrizes para implementar o projeto apresentadas na feira.

Fonte: http://www.oserrano.com.br 

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, pergunte que respondo Tags: ,
04/08/2009 - 10:37

Lote comprido também é legal

Eu tenho uma casa de dois andares que tem mais comprimento do que largura, mas esse espaço se torna muito pequeno pelo pouco espaço que fica na sala, nos quartos e no banheiro. Eu queria dicas de como aumentar esse espaço sem destruir paredes. Seria possível mandar fotos para vocês? Eu ficaria agradecida, pois às vezes não encontro uma maneira de decorá-lo.
Abraço

Olá Ana,

Este seu dilema é igual ao de milhões… O urbanismo que não tivemos nos deixou com estes lotes de pouquíssima frente e um mega comprimento. Sabe por quê? Dizem que foi para os portugueses que nos colonizaram gastarem menos com pavimentação nas ruas…

Bom os japoneses, por um motivo de falta de espaço (coisa que não temos por aqui), também apresentam uma configuração parecida. Mas acredito que a legislação ou então a criatividade lá é muito boa, o que permite ideias de projetos e interiores maravilhosos.

O ideal seria que as pessoas buscassem profissionais que ofertassem esta criatividade para poder cosntruir de cara um projeto pensado para espaços longilíneos. MAS você já está com tudo erguido e viu no que deu………

Eu diria: unificar os ambientes usando mesmos acabamentos em pisos, mas mudando de cores em cada aposento e usar muita janela grande e muita luz (utilizando em sancas para poder usar fluorescente).

Unificar os acabamentos de marcenarias usando as mesmas cores e padrões. Imaginando como se fosse um vagão de trem, um vagão de trem bem aconchegante , que tal?

imagens: eye candy

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, pergunte que respondo Tags: , , ,
01/07/2009 - 13:25

Sustentabilidade , esperamos que a moda pegue

Casa Cor 2009: Até que ponto a sustentabilidade é uma realidade nos projetos de interiores?

Que interessante o texto que recebi falando da sustentabilidade.Está tão na moda, que é preciso realmente entender um pouco do assunto antes de achar que usar madeira de demolição torna o projeto reciclável, ou outras materiais naturais…Não podemos nos enganar com este assunto tão sério.Hoje existem profissionais habilitados para nos dar consultorias nesta área, propondo que desde o início do projeto tudo seja pensado sustentavelmente, ou seja, tentar fazer uma edificação se SUSTENTE.É uma tarefa diifcílima, pois temos que quebrar paradigmas de custos um pouco mais altos inicialmente para implantação e a cara dos materiais que nem sempre são as mesmas.

O cliente tem que repensar seus gostos e orçamentos para dar o pontapé inicial num projeto “sustentável”.Existem certos graus de sustentabilidade.Por isso existem orgãos certificadores como o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) que “pontua” produtos e edificações para estarem o mais perto possível de serem sustentáveis.Já existem no Brasil algumas edificações com o selo e alguns produtos também.O cliente deve estar atento na hora de comprar e especificar produtos que sejam ecologicamente corretos.Como por exemplo materiais de origem reciclada e recicláveis como piso laminado da DURAFLOOR ou tijolos de solo cimento que não são queimados e eliminam desperdício de material além de minimizar o tempo da obra.

Abaixo o texto do Nucleo de Decoração que merece nossa atenção:

“Tema central da Casa Cor 2009, a sustentabilidade ganha destaque nos projetos e na mídia. Mas até que ponto já é uma realidade no cotidiano dos Arquitetos e Designers de Interiores e seus clientes? Basta utilizar produtos ecologicamente corretos? O que torna um projeto sustentável?

O termo sustentabilidade aplicado à causa ambiental surgiu na década de 80 e se tornou um padrão seguido mundialmente. Uma comunidade é sustentável quando satisfaz plenamente suas necessidades de forma a preservar as condições para que as gerações futuras também o façam. Da mesma forma, as atividades processadas por agrupamentos humanos não podem interferir prejudicialmente nos ciclos de renovação da natureza e nem destruir esses recursos de forma a privar as gerações futuras de sua assistência.

Seguindo este conceito, para que um projeto possa (de fato) ser considerado sustentável, precisa ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. Portanto, deve ter um conjunto de características, que vai além da simples utilização de produtos e materiais de origem certificada e cuja utilização não represente um risco ao meio ambiente.

Eventos como as mostras de decoração, que de alguma forma incentivam e mobilizam a população em torno de um futuro mais sustentável para o planeta representam um bom começo para uma arquitetura de interiores sustentável.

Empreendimentos enquadrados no conceito de sustentabilidade devem ser capazes de impactar positivamente os grupos humanos por ele afetados. Para isso, é preciso que a interligação entre esses imóveis (e seus interiores) e a qualidade de vida das pessoas afetadas possa ser observada através do uso racional dos recursos ambientais, o trato dos resíduos decorrentes da sua implantação e uso.

Ao dar preferência por produtos ecologicamente corretos e sistemas que utilizem de forma inteligente os recursos naturais, tanto o profissional, como os empresários e os clientes (população em geral) estarão contribuindo para a aplicação do conceito de sustentabilidade.

Mais que uma estratégia de marketing, a elaboração de projetos de interiores sustentáveis (ou o mais próximo possível do conceito) ainda é um desafio. Entre os principais entraves estão o custo de produtos e revestimentos, ainda elevado, e a aspectos culturais.

Aspectos importantes que definem um projeto sustentável:

- Não deve utilizar CFC ou HCFC no Ar condicionado ou outros equipamentos;
- Possuir um projeto de eficiência energética ou automação, de modo a utilizar a energia da forma mais racional e inteligente (se possível renovável);
- Proporcionará separação, armazenagem e coleta de recicláveis; uso de materiais sustentáveis para limpeza, operação e manutenção;
- Sistema de gerenciamento do lixo proveniente da construção;
- Oferecer a possibilidade de reaproveitamento e de redução do consumo de água potável.
- O imóvel não pode estar localizado em área contaminada ou próxima de mananciais; deve estar próximo de estações de trem ou metrô, incentivando o uso de transporte coletivo pelos moradores;
- O projeto paisagístico deve estar integrado ao habitat;
- Uso de tintas e vernizes, adesivos e selantes, carpetes e compensados com baixa emissão de COV;
- Iluminação natural

O Projeto Sustentabilidade na Prática foi criado pela Silva Porto Consultoria Ambiental com o objetivo de difundir o conceito de sustentabilidade entre as empresas e cidadãos. O Projeto se baseia na ideia de que temos que repensar nosso modo de viver e de produzir para alcançar o desenvolvimento sustentável.

A base do Projeto é o Método REPENSAR, onde são propostas oito ações básicas para quem quer praticar a sustentabilidade. As letras iniciais de cada ação são as que compõem a palavra REPENSA

Reduzir o consumo de recursos naturais e energia
Eliminar substâncias tóxicas e persistentes
Propagar o conceito de sustentabilidade
Empregar energia limpa
Notar a importância das pessoas
Substituir materiais virgens por materiais reciclados
Abolir o envio de resíduos para destinação final
Reutilizar e remanufaturar materiais, produtos e equipamentos

Exemplos na Casa Cor São Paulo 2009:

Helena Viscomi projetou o Loft Sustentável propondo soluções que possam minimizar as agressões ao meio ambiente, que vão desde a base estrutural em aço galvanizado até o fechamento das paredes internas, externas e telhas com placas de material reciclado. A iluminação em LED garante a redução do consumo de energia. Para piso, parede e móveis usou madeira de demolição. Ela instalou um sistema de aquecimento solar para água, instalou um reservatório, receptor de águas pluviais de pias e de drenagem de jardim, desta forma, todo o volume de água pode ser tratado e reutilizado para jardinagem e vasos sanitários.


 

 

 

Em toda a mostra, este é o único espaço totalmente sustentável, pautado para propor soluções de decoração e arquitetura que possam minimizar as agressões ao meio ambiente. Apesar disso, na visão dos jornalistas que participaram da eleição dos melhores projetos da mostra, o Refúgio do Navegador de Débora Aguiar, é o mais sustentável da mostra. Neste espaço, os móveis foram produzidos em madeira ecológica. A mesa de jantar, por exemplo, é produzida em tora reaproveitada e o aparador de madeira tem tampo de fibra natural.

 

 

Em praticamente todos os espaços é possível encontrar exemplos de uso de revestimentos, mobiliários e acessórios ecologicamente corretos. Pisos de madeira de demolição ou reaproveitamento de tacos, ou mesmo as cerâmicas da Lepri – produzidas com o reaproveitamento do vidro de lâmpadas fluorescentes são as principais apostas. Entre os móveis, os destaques são as fibras naturais e a madeira certificada. Produtos reciclados, como o plástico usado por Marcelo Faisal no Jardim da Criança (Casa Kids), e o porcelanato especificado por Jóia Bergamo para o Lobby Concierge (Casa Hotel) têm esta característica.”

 

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, sustentabilidade Tags: , ,
29/05/2009 - 10:35

Projetos que respeitam a vida

Alguns projetos de escritórios de arquitetura que atuam no exterior, podem mostrar a nós todos, como se pode projetar e construir com o mínimo de impacto na natureza que cerca o site de implantação.Que tal estes projetos de condomínios em morros em Acapulco México do escritório TEN ARQUITECTOS?

Dá para notar que não parece haver corte no terreno, formando aqueles platôs áridos, destruindo o perfil natural do terreno como estamos tão acostumados em ver nos condomínios e conjuntos habitacionais por aqui…

Talvez a arquitetura possa ser melhorada, mas a idéia merece destaque e merece que os incorporadores enxerguem melhor os problemas e a população reivindique mais loteamentos que mexam minimamente com terraplanagem e corte de vegetação nativa.

A população também deve ter esta consciência quando constroe a propria casa em terrenos com declives ou aclives, não basta culpar o governo, pelas consequências de deslizamentos tantas vezes trágicos.

 

O planeta agradece por estas iniciativas!

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, condominios, construção, sustentabilidade Tags: , , , ,
27/01/2009 - 12:39

São Paulo completa 455 anos

Parabéns a São Paulo! 455 anos!

A cidade fez aniversário, mas não temos muito o que comemorar…

Segundo dados da Companhia de Restauro, são mais de 2 milhões de pessoas vivendo em favelas, 15 mil toneladas de lixo todos os dias, recordes diários de engarrafamentos, poluição ambiental a níveis alarmantes, pouco caso com nosso patrimônio, tanto das autoridades como de nós, cidadãos.

Vamos aprender a gostar de nossa cidade:

- Preservando nossas calçadas, muros e monumentos;
- Ajudando no cumprimento de regras de construções
- Respeitando as regras de trânsito e os pedestres e ciclistas
- Policiando a limpeza do seu bairro, com respeito a ruas, calçadas e sujeiras de animais
- Reivindicando melhorias no seu bairro, formando associações
- Entendendo que a cidade é nossa e buscando compartilhar mais espaços particulares ao público

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania Tags: ,
23/01/2009 - 15:02

Atenção, o amianto está proibido!

Eu queria vedar o meu telhado de amianto, pois está vazando por alguns lugares e não vale a pena trocar as telhas. Qual produto devo comprar e como eu devo aplicar?

Olá! Importantíssimo, o amianto é um composto das telhas que foi proibido em São Paulo devido à toxidade do produto, já fazem 5 anos. As telhas tipo onduladas são de fibrocimento. Existem também as telhas ecológicas:Telha Ecologica Reciclada

Aplicações:
Para telhados: Excelente alternativa para as telhas com amianto; afixar com parafuso telheiro nas duas extremidades e no centro.

Benefícios:
Leve, preço baixo, bonito e diferente, elevada resistência mecânica, testada e aprovada pelo Centro Tecnológico de Qualidade Falcão Bauer, auto-extinguível (não propaga chamas) e impermeável. Preserva a natureza e diminui o envio de lixo para os aterros (100% reciclado, pode ser reciclado várias vezes).

Capacidades:
Suporta 150Kg por m2; aceita pregos e parafusos sem trincar.


Características:
Produzida a partir de aproveitamento de aparas de tubos de creme dental 100% reciclados, sendo aproximadamente 25% de alumínio e 75% de polietileno.

Dimensões:
2,20 x 0,90m x 6mm; 14 Kg

O planeta e sua saúde agradecem!

Boa sorte!

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, construção Tags:
14/01/2009 - 13:34

Entendendo as cidades: Como melhorar a nossa?

Spacing Toronto

Vendo cidades pelo mundo podemos entender um pouco da nossa também. Ainda estou pesquisando, mas acho São Paulo parecida com Toronto, com um pouco de Londres, se formos comparar com os mapas acima, é lógico! Não as cidades em si.

Mas existe muita discussão em torno de qual modelo é melhor? Qual modelo atrai mais pedestres às ruas?Qual é o que dá mais segurança aos cidadãos? Alguns dizem que os modelos mais concêntricos, como o de Paris, funcionam melhor.

Nada disso vale se as ruas não forem bem calçadas, com acessos a deficientes, e bem arborizadas e iluminadas.

Passei ontem pela Radial Leste, em São Paulo, e vi que existe uma idéia de ciclovia sendo efetivada. Achei maravilhosa a iniciativa, mas temerosa para a saúde, já que andar de bicicleta ao lado desta via pode ser bem perigoso devido à poluição e ao fato de estar ao lado de ônibus e caminhões em alta velocidade. Também num dia de sol, é bem difícil imaginar pedalar ao lado dos carros emanando calor sem ter árvores de porte que façam sombra!

Imagino que as árvores plantadas, se sobreviverem, vão dar sombra daqui a uns 5 anos. Até lá, é preciso ter paciência e pedir novas iniciativas, como esta, de preferência que se liguem a transportes públicos.

Estes transportes públicos devem ser capacitados para carregarem bicicletas, ou seja, ter espaço nos vagões para que estes ciclistas continuem sua jornada. Não acho isso impossível. E você?

Autor: arquiteta - Categoria(s): cidade e cidadania, sustentabilidade Tags:
Voltar ao topo