Arquivo de fevereiro, 2009
Lambril continua na moda
Tipos de textura
Olá,
Estou reformando minha casa nova e gostaria de uma sugestão quanto à cor da minha sala, pois meu sofá é de canto vermelho. Na outra casa tinha uma parede em textura vermelha, mas como você já disse que agora não se usa mais, gostaria de uma sugestão da cor, sendo que na sala terá uma porta-janela.
Obrigada
Grayce
Olá Grayce,
É, a questão da textura é um tabu, mas existem outros tipos de pinturas artÃsticas, marmorizadas ou stucco. Você pode vê-las o site da Icoloridivenezia, que podem combinar com uma decoração mais clássica.
O padrão textura poderá ser alcançado se utilizando de outros materiais, por exemplo:
1. Papéis de parede que imitam palha, pedra, tijolo ou papel reciclado. Custo aproximado R$190,00/m²
2. Aplicação de pedras em filetes, mosaicos prontos. Custo aproximado R$ 250,00/m²
3. Painéis de madeiras filetadas ou ranhuradas. Custo aproximado R$ 200,00/m²
4. Crie sua própria textura: parede de tijolo aparente pintado, parede de concreto aparente, confecção de parede com fundos de garrafas de vidro ou pet, colocação de filetes ou cacos de cerâmica, colocação de tecido…
Falando especificamente do seu caso do sofá vermelho, vai depender do resto do ambiente. Se você tiver um piso de madeira eu sugiro usar tons beges e marrons claros, tipo 60yr 73/015 dentro da famÃlia dos neutros. Assim o ambiente fica aquecido e aconchegante. Se você mora em um clima muito quente e tem piso claro tipo porcelanato, recomendaria usar em apenas uma parede um tom mais cÃtrico verde, como o 70gy 50/242 da Coral.
E boa sorte!
Faça uma visita!
Quem ainda não conhece nosso site?
www.arquimariana.com.br
Textura grafiato NO MORE!
Coloquei uma sanca na sala, porta de madeira, janela batente de madeira com vidro blindex fumê, porta camarão, rodapé todos pintados em mogno brilhante e o piso é branco de carrara porcelanato. Queria saber se fica bom eu fazer um grafiato em uma das parede e qual cor devo usar para não carregar o ambiente. Sem mais. Obrigado.
Olá Sérgio,
Vou criar muitos inimigos agora: Não se usa mais grafiato!!!!!!!!! PLEASE!
Não posso dar dica usando grafiato, pois esta textura que já está bem batida e é de uso EXTERNO.
O que é tendência e sempre vai ser é pintura lisa acetinada aveludada. A cor? Bom a cor, no seu caso, poderia ser um verde com toques de marron ou cinza a cor no catálogo da CORAL é 10GY 30/104. É chique, combina com mogno, é serena e refrescante.
Boa sorte!
Remoção de tinta na madeira
Irei demolir uma casa antiga feita de peroba amarela e gostaria de aproveitar as madeiras para fazer um piso com a madeira maciça na casa nova que irei construir, mas estou enfrentando problemas para retirar a tinta antiga. As serrarias da minha cidade estão falando que o problema de passar nas plainas é o pó da tinta que desgasta rapidamente o fio da serra, segundo eles, o único problema está sendo este. Você conhece alguma técnica que poderia me ajudar a retirar a tinta antiga?
Olá Everson,
Tinta em madeira deve ser esmalte. Portanto, pode ser retirada com algum removedor. Para a remoção da tinta antiga, você pode utilizar dois produtos: Pintoff ou Removedor de Tinta Pastoso, da Maxxi Rubber (os dois servem para boa parte dos esmaltes sintéticos e tintas à óleo do mercado).
Eu recomendo o Removedor Pastoso, pois é mais econômico e eficiente que o Pintoff.
Para aplicar é fácil:
1) Abra a lata (com cuidado) e mexa bem o conteúdo;
2) Com o auxÃlio de um pincel, espalhe a pasta por toda a superfÃcie que deve ter a tinta removida;
3) Aguarde um pouco, até a tinta “pipocar” e raspe-a com uma espátula.
Obs.: Se a área total for muito grande, divida o processo acima em pequenas áreas, pois isto aumenta o rendimento e eficiência do produto.
Daà pra frente, é o processo normal: lixa-se a madeira, faz-se o tratamento necessário, e pinta-se normalmente.
Cuidado, pois o produto pode causar “queimaduras” quÃmicas na pele. Use com cuidado e boa sorte!
Que tipo de janela eu uso?
Estou construindo e estou com uma dúvida. Tem um cômodo em minha casa que fica entre a cozinha e a sala e nesse ambiente eu queria fazer uma sala de jantar. Gostaria de saber se devo colocar uma janela nesse cômodo, sendo que na sala já tem uma janela de três metros.
Obrigada
Olá Daniele,
Se você puder colocar uma janela ficará muito melhor, pois ela irá iluminar e arejar este ambiente. O importante é que você mantenha o tamanho padrão da janela. Se não puder colocar uma de três metros de largura, então faça uma menor, mas utilize o mesmo peitoril e altura e também os mesmos materiais de acabamento.
Se tiver um espaço legal do lado de fora, experimente usar uma porta balcão. No meu entender, é a melhor oção para salas de jantar. No mercado existem vários modelos em tamanhos padrão, assim você otimiza iluminação e ventilação usando menos largura da parede do seu ambiente. Mas lembre-se sempre: mantenha o mesmo material, se for madeira, faça de madeira, se for ferro, faça de ferro, etc
Boa sorte!
Estruturas de madeira
Já que são tantas questões e curiosidades sobre construções em madeira, resolvi pesquisar mais. Lendo a revista Arquitetura e Construção, da Abril, me deparei com uma reportagem suscinta, mas que tem comparativos e valores médios e resolvi reproduzi-la aqui.
Para quem me perguntou o que é a espera metálica para os pilares de madeira, quais as vantagens, se é ecológica… Enfim é bem interessante para quem está iniciando a pesquisa.
Esta reportagem vai explicar mais a questão da estrutura em madeira, incluindo o telhado, de como e quando se fazer uso dela. Sobre a questão da vedação completa em madeira,  já passei as dicas no post anterior.
Edição de setembro de 2005
Como é a estrutura de madeira?
Nesse jeito de construir, as vigas e os pilares (encaixados, parafusados, pregados ou ligados por ferragens) formam o esqueleto da casa. Pode-se usar toras ou peças roliças (em geral pÃnus ou eucalipto), madeira serrada, aparelhada (aplainada) ou lavrada a machado. “Também dá certo combinar mais de um tipo na mesma construção”, diz o engenheiro paulista Edo Callia. Quanto ao preço, “uma armação instalada no local custa de 15% a 20% do total da construção”, estima o engenheiro MaurÃcio de Almeida, da Orbital Estruturas de Madeira, de São Paulo. “Vale observar que essa conta geralmente inclui a armação da cobertura – diferentemente de outras estruturas, como as de concreto”, acrescenta.
Quando vale a pena usar?
Algumas das vantagens são leveza (o que implica fundações menos robustas) e limpeza na obra (nada de fôrmas nem mistura de cimento, por exemplo). O material cai como uma luva em terrenos acidentados, de difÃcil acesso ou onde o canteiro de obras é inviável. “Numa pirambeira, a estrutura de madeira mostra-se uma escolha técnica e economicamente coerente”, avalia Edo Callia. A montagem também pode ser bem rápida – especialmente se as peças forem previamente cortadas e chegarem ao canteiro com os encaixes preparados. Detalhe: nem pense em adotar esse sistema sem incluir no projeto recursos para proteger a madeira de sol e chuva, como beirais largos. Um bom plano de elétrica também reduz a chance de curto-circuito, grande causador de incêndios.
E em que casos deve-se evitá-la?
SensÃvel à umidade, a madeira não vai bem em construções enterradas, com subsolos ou porões. “Exceto as tratadas quimicamente”, diz Marcelo Sacco, da empresa de preservação de madeira Preservam. O material natural até pode ficar em contato com a água, mas apodrece se molhar e secar sucessivas vezes. “Uso uma conexão metálica entre o pilar de madeira e a fundação de concreto” conta o engenheiro paulista Hélio Olga, da Ita Construtora, de São Paulo. Outra peculiaridade: não se acha madeira com mais de 6 m – essa é a medida máxima encontrada no mercado. Quem deseja vencer grandes vãos precisa adotar peças industrializadas de madeira laminada colada (várias ripas unidas formando vigas e pilares longos). “Mas o pÃnus laminado custa o dobro do comum”, estima Marcelo. Além disso, a junção de paredes de alvenaria (uma das possibilidades de fechamento) com os pilares e vigas é muito suscetÃvel a trincas – causadas pela diferença de movimentação entre os materiais. Frisos de acabamento, cantoneiras metálicas e amarrações com pregos e ferros disfarçam o problema.
Como faço para ter uma?
O primeiro passo é ter em mãos um projeto detalhado da estrutura, feito por quem entende do assunto. Cabe ao arquiteto elaborar o projeto com um engenheiro calculista que o ajude a dimensionar as peças da armação. A execução fica a cargo de carpinteiros, empreiteiras ou construtoras especializadas. Também há empresas que assumem todo o processo: fazem o projeto de arquitetura, calculam e constroem o arcabouço de madeira. E lembre-se: um projeto minucioso reduz as ocorrências de erros comuns, como desperdÃcio e empenamento da madeira.
E a mão-de-obra?
Artesanal, o trabalho de carpintaria responde por boa parte do custo dessa solução. “As toras exigem encaixe minucioso e, por isso, têm montagem mais trabalhosa e cara”, diz a arquiteta Miriam Inoue, da construtora paulista Habitate. “Inicialmente mais dispendiosas, as peças aparelhadas compensam pela montagem mais rápida e barata”, completa. “No final das contas, os custos desses diferentes sistemas podem se igualar.”
Essa é uma alternativa ecológica?
Causa menos impacto ambiental que o concreto, o aço e o alumÃnio, materiais que consomem energia ao serem industrializados. Também é um recurso renovável, apesar de a derrubada das florestas ameaçar várias espécies. “Cerca de 90% da madeira comercializada vem de desmatamento ilegal”, alerta Lineu Siqueira Jr., do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e AgrÃcola (Imaflora). O ideal, então, é adotar madeira extraÃda em áreas de manejo, onde o corte ocorre de maneira criteriosa e permite que as florestas se recuperem (o selo do Conselho de Manejo Florestal, FSC em inglês, atesta isso; seu site traz a lista de fornecedores certificados). Mas o preço dessa opção supera em até 40% o da madeira sem o selo. Outra opção são os produtos oriundos de reflorestamentos (locais degradados destinados ao plantio de pÃnus e eucalipto). O porém, nesse caso, são os produtos quÃmicos injetados na madeira para que ela resista a fungos e cupins – uma vez tratada assim, ela deixa de ser biodegradável e não pode ser queimada, ou libera produtos tóxicos no ar. “É encontrada em serrarias ou usinas de tratamento”, diz Sérgio Brazolin, biólogo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). E há ainda a madeira reciclada .
Simulação: apesar de muitas variáveis alterarem o preço dessa estrutura, é possÃvel estimar seu custo tomando alguns exemplos. Veja o quadro. ”
| Condição/ Empresa |
Estrutura de eucalipto citriodora roliço, tratado quimicamente em autoclave. Na Callia Estruturas de Madeira. |
Estrutura de espécies nativas (itaúba ou pequiá) serradas e aparelhadas.Na Habitate Projetos em Madeira. | Pilares e vigas de madeira nativa serrada e aparelhada (peroba-rosa) e caibros de peroba-rosa de demolição. Na Orbital Estruturas de Madeira. | Estrutura de madeira nativa certificada pelo FSC, serrada e aparelhada. São usadas diferentes espécies, de cor parecida. Na Ecolog. |
| Custo aproximado por m2 da obra. Inclui o projeto da estrutura (mas não o de arquitetura), material e montagem | R$ 190. Com a estrutura do telhado e a colocação das telhas (não inclui as telhas). Usa conexões metálicas. |
R$ 280. Inclui a execução e o projeto do telhado (terças e caibros). Exclui os barrotes (esperas) no piso para o assoalho. | A partir de R$ 300, com o frete e a estrutura do telhado (terças e caibros). Utiliza ferragens galvanizadas a fogo nas conexões. |
R$ 350. Incluindo a estrutura do telhado (terças e caibros). Leva conectores metálicos nas junções. |
| Tempo de execução | 30 dias para 140 m2 |
20 dias para 150 m2 |
30 dias para 150 m2 ou mais |
15 dias para 100 m2 |
| Peculiaridades do sistema | O preço varia conforme o clima, a época do ano, o nÃvel do acabamento, a equipe de carpintaria, a sofisticação e as dificuldades do projeto arquitetônico ou estrutural. |
Valor para terreno plano (em local acidentado, os pilares são mais longos e usa-se mais material). O custo sobe se o projeto de arquitetura não seguir as medidas de mercado para a madeira. |
Distância da obra, dificuldade de acesso, terreno acidentado e grandes vãos encarecem. Se o projeto arquitetônico for pensado para a madeira (com medidas modulares, por exemplo), o preço cai. | Casas muito recortadas e cheias de detalhes, com mais de dois andares, ficam mais caras. |
Reformas de apartamentos: tipo LOFT
Abrindo nova discussão: Como podemos reformar e promover o retrofit em apartamentos aqui no Brasil?
designer Azin Valy – Soho – Nova Iorque


Estas fotos ilustram o trabalho da designer de interiores Azin Valy, dos Estados Unidos, que propôs um retrofit completo para este imóvel de 1902. Um casal e um filho de 18 anos convivem neste espaço que foi todo unificado, sala, cozinha e escritório. Somente os dormitórios, banhos e uma pequena área de serviço se escondem atrás das portas.
Como unificar ambientes?
Colocando o mesmo acabamento nas paredes e pisos
Dá para deixar pilares e vigas aparentes, já que as paredes serão derrubadas?
Com certeza sim, estes elementos estruturais do apartamento poderão ser revestidos de tinta, ou deixá-los em concreto aparente, ou ainda revesti-lo em madeira. No caso das vigas, elas poderão ser escondidas sobre forros de gesso desde que se tenha um pé direito mÃnimo de 2,50m. Ou então ficar aparentes.
Como é feita a distribuição de tomadas e luminárias então?
Ou se faz o embutimento tradicional, ou se utiliza os conduletes metálicos ou de PVC. Outra solução mais cara, porém bem prática, é a instalação de rodápés metálicos onde passam as fiações e são fixadas as tomadas. No teto, se não houver forro, se utiliza os conduletes, ou esquemas de trilhos com spots. Estes estão no mercado em diversos formatos.
Dica: não use neste caso, elementos de muito brilho, pingentes, vidros e cromados, estas peças são para iluminar e, portanto, são de efeito de luz. As luminárias de efeito cênico, como lustres, arandelas e abajures devem ser decorativas e posicionadas em pontos focais complementando a iluminação.
Continua…
Madeira na construção: produto ecológico?
Algumas construções ecológicas podem contar com processos de construção ecológicos e outras podem contar com produtos ecológicos. Neste caso acima (projeto da Ecovalle), o madeiramento estrutural e detalhes de guarda corpos e pergolados foram feitos com eucalipto roliço autoclavado (toras roliças). Por que é ecológico?
Madeira tratada é floresta preservada. Ambientalmente correto, o eucalipto não agride a natureza, pois é retirado de reflorestamento e portanto madeira renovável. O eucalipto é uma espécie originária da Austrália que se espalhou pelo mundo. Foi trazida para o Brasil por imigrantes em meados do século XIX. No inÃcio do século passado, o engenheiro Edmundo Navarro de Andrade, da extinta Companhia Paulista de Estradas de Ferro, começou a estudar espécies que poderiam substituir as árvores nativas nos dormentes das ferrovias e na produção de lenha. Foi assim que o eucalipto começou a se destacar.
A árvore tem um rápido crescimento, adquirindo mais biomassa em menos tempo em relação à s espécies nativas. Entre as aplicações do eucalipto estão siderurgias, carvão vegetal, móveis, portas, armações, postes, dormentes, aplicação rural, construção civil, paisagismo ou como matéria-prima para produção de papel e celulose, chapas e aglomerados, alcatrão, fenóis, tintas, resinas e pigmentos, o eucalipto está presente. Existem 600 espécies de eucalipto, plantado em mais de cem paÃses.
Algumas aplicações do eucalipto tratado: Quiosques, casa de madeira roliça, passarelas, ancoradouros, portais, pontes, escoramento, estrutural, cobertura, ornamental, cercas, pergolas, decks, pisos entre outras.
As dimensões variam: diâmetro 6 a 30 cm e comprimento com até 12 metros.






