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Arquivo da Categoria Comportamento

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 Comportamento, moda | 10:26

Chineladas

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No meu tempo, escola era lugar aonde se ia “bem composto”. Claro que, a partir do momento que o meu colégio permitiu – e a minha vaidade quase não cabia mais em mim – eu passei a “customizar” o uniforme. Colocava uma blusinha colorida por baixo, usava um lenço no pescoço, usava broches no casaco e por aí vai. Mas nunca, nunca mesmo, fui de chinelos para a escola. Nem sequer me perguntei se isso seria permitido. Simplesmente, nunca me ocorreu tal “despojamento” (para dizer o mínimo).

Pois bem, agora ficou comum. Já cansei de ver jovenzinhos nas portas dos colégios usando jeans/bermudas/saias e chinelos de borracha nos pés. Eu sei que a moda e os modismos são reflexos do comportamento e da vida em sociedade. E é por isso que essa história de ir para a escola tão desleixado me preocupou. Nos meus tempos de estudante, por mais rebeldes que fôssemos a escola era vista com certa reverência. Os professores, bedéis e afins eram nossos mestres, tínhamos respeito por eles. O momento de estudo ainda era sagrado e merecia um ritual que incluía escolher a roupa certa – que deveria satisfazer nossos anseios de juventude, mas estar dentro de alguns limites, que sempre soubemos quais eram. Isso mudou, pelo jeito. Fico me perguntando se a coisa ainda vai piorar. Ainda vamos topar com estudantes em trajes de banho, na sala de aula?

Autor: Vanessa Barone Tags: , , ,

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 Comportamento, moda | 12:27

Minha bolsa, minha vida

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Foto da nova campanha de inverno da Shoestock (crédito: Feco Hamburger)

Mesmo sendo mulher, há coisas que não entendo no nosso gênero. Um exemplo: como algumas conseguem sair sem bolsa? Refiro-me a bolsa de qualquer tipo: pochete, mochila, tira-colo, de ombro, frasqueira, carteira ou um reles saquinho de pano. Já vi mulheres sem bolsa em restaurante, no teatro, passeando em ruas de comércio e em festas. Normalmente, estão acompanhadas de seus homens o que me faz acreditar que ele seria o financiador de qualquer gasto que essa mulher precisasse ou quisesse fazer. Não vejo problema em aceitar a gentileza. Mas me pergunto se essa mulher não gostaria de se sentir independente para, por exemplo, pegar um táxi ou comprar um absorvente? Depender do dinheiro do companheiro até para uma garrafa de água me parece demais. E se o cara comete uma cafajestagem qualquer, tipo paquerar a garçonete? A mulher sem bolsa faz o quê? Engole o choro para não perder a carona pra casa? Ah, não!

Fora outros problemas práticos: onde carregar os óculos, as chaves de casa, o espelho, o Tic-tac, os documentos ou o telefone celular? Nos bolsos do marido/namorado é que não vai ser, porque ele já tem os penduricalhos próprios para tomar conta. Feliz ou infelizmente, nós, seres urbanos globalizados, temos sempre coisas a carregar. Para a mulher do nosso tempo, a bolsa é quase uma extensão do corpo. É claro que, às vezes, cansa ter sempre algo para carregar – e foi para isso que inventaram a (duvidosa, porém prática) pochete. O que não dá é para confundir estar de mãos livres com liberdade. Sair sem bolsa é abrir mão não só da independência (tão duramente conquistada). É matar e enterrar a própria personalidade.

Autor: Vanessa Barone Tags: , , ,

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 Comportamento, moda | 11:19

Elegância não tem idade

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Em meu último post falei do absurdo com que tratamos as pessoas que estão fora dos padrões estéticos deste século XXI. O tema é vasto e me fez lembrar outra questão, também ligada à moda. Há tempos, em minhas pesquisas sobre moda no Brasil, que procuro por grifes especializadas em mulheres maduras. Com a população vivendo mais e melhor era de se esperar que a indústria da moda acordasse para a necessidade de vestir – com elegância – as mulheres que passaram dos 50 anos.

Mas, infelizmente, não é isso que ocorre. Ainda são poucas as marcas que apostam neste nicho. Não sei se por medo, falta de visão ou pura ignorância, a indústria da moda, no Brasil, privilegia claramente as mulheres jovens. Quem já passou dos 50 e teve o corpo modificado pelo tempo – o que é inevitável – tem poucas opções de roupas modernas, estilosas e com o corte correto. Pergunte a uma mulher dessa faixa etária se ela consegue achar, por exemplo, calças jeans que tenham a cintura no lugar e as pernas retas? Quase não há modelos para elas, em meio a um derrame de calças de cintura baixa e justas que só vestem bem em adolescentes.

Mas o que me deixa mais assustada é que as poucas marcas que criam roupas para as mulheres maduras têm vergonha de assumir isso publicamente. Em várias ocasiões, estive diante de coleções inteiras que eram claramente pensadas para esse público. Mas ao perguntar para que faixa etária elas se dirigiam, sabe o que ouvi? “Para mulheres entre 25 e 35 anos”. Ah? Como assim? Acho perigosa essa valorização excessiva da juventude. E não consigo entender como nenhuma grife de peso decidiu-se por abocanhar esse filão de mercado. Certamente ganharia dinheiro.

Autor: Vanessa Barone Tags: , ,

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 Comportamento | 18:35

Questão de peso

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Há poucos dias, algumas mulheres foram reprovadas em exames médicos para serem professoras na rede estadual de ensino, em São Paulo. Motivo: seriam obesas, segundo os médicos que as avaliaram, e essa “doença” poderia prejudicar o desempenho em classe. Esse preconceito não é novidade. Várias pesquisas já apontaram: pessoas acima do peso costumam ser preteridas em entrevista de empregos. Isso quando não são vistas como preguiçosas ou menos competentes. Daí me vem a pergunta: por que essa paranóia toda por conta da silhueta? Ok, todo mundo conhece os malefícios da obesidade e é fato que a população do mundo está engordando. Mas por que no lugar de atacar quem está fora dos padrões considerados “normais” não impedir que a indústria alimentícia coloque essa quantidade absurda de gordura nos alimentos? Por que não se faz uma campanha séria para que as empresas criem ambientes e horários para os seus funcionários se exercitarem? E, por fim, por que não se faz uma política séria de melhoria do transporte público – aliada à reforma das calçadas – para que as pessoas tenham prazer em andar a pé?

Ah, não. Melhor apontar para o “gordinho” ou a “gordinha”, deixá-los à margem e ficar rezando para não ficar igual a eles.

Autor: Vanessa Barone Tags: , ,

domingo, 30 de janeiro de 2011 Comportamento | 18:40

Vai passar

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A gente passa boa parte da juventude esperando o nosso auge. Pessoas normais – com exceção dos gênios – normalmente só chegam ao auge na vida profissional e pessoal com o passar do tempo. Claro que tudo depende da profissão. O auge pode ser aos 20 (como as modelos e os jogadores de futebol), aos 30 (como os atletas variados), aos 40 (como os médicos, advogados, jornalistas, engenheiros, arquitetos…) ou mesmo aos 50 (como políticos, professores, filósofos, escritores…). Também é claro que há exceções: conheço ótimos jornalistas de 30 e poucos e já vi péssimos médicos passados do 40 – e por aí vai.

Mas o ponto que quero chegar é o seguinte: como reconhecer que nosso auge já passou? Como tomar a triste consciência de que já não somos mais o máximo, que há outros melhores ou, pelo menos, mais desejáveis do que nós? Difícil. Mais do que isso: triste. Perceber que nosso tempo passou, seja no âmbito profissional ou nos relacionamentos, é levar um golpe duro. Uns gritam, esperneiam, não querem admitir tal absurdo. Outros aceitam, porque é mesmo inevitável. Mesmo com toda a nossa bagagem emocional, cultural, com toda a nossa experiência adquirida e pela qual exigimos respeito, nosso dia – um dia – passa. E a única forma de lidar com isso, com menos dor, é com uma silenciosa e elegante dignidade.

Autor: Vanessa Barone Tags: , ,

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011 Comportamento, moda | 14:46

Meu querido pé

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Eu adoro sandálias e chinelos em geral. Acho que são uma opção inteligente – para homens e mulheres – nesses dias de calor senegalês. Sou do tipo que acha válido passar o fim de semana inteiro com os pés relaxados em chinelos de borracha. Esse tipo de chinelo, que passou muito tempo sendo usado apenas para trabalhos braçais, ganhou as ruas e o mundo da moda. Virou acessório cool e símbolo do life style brasileiro.

É claro que chinelos não funcionam no ambiente de trabalho – com raras exceções (salva-vidas, empregados domésticos, por exemplo). Chinelo lembra folga, relax, férias, praia e piscina. Portanto, não vão bem quando você tem que mostrar serviço – e essa hora sempre chega, infelizmente.

Em profissões menos formais, as mulheres podem usar sandálias, desde que obedeçam às regras do bom senso. Mostrar o pé demais, com tirinhas muito finas, não costuma ser um bom negócio. Saltos altos e finos também ficam estranhos – lembram festa e não reuniões importantes. As que são à prova de erro têm tiras mais grossas, sobre o peito do pé, e saltos médios e quadrados.

Para os homens, infelizmente, não há modelo de sandália que eu ache adequado para trabalhar. Todas acabam sendo informais demais. Talvez porque, em tempos recentes, o homem tem mostrado menos os pés. O jeito, no caso de um trabalho informal, é partir para os mocassins e para os “sapatênis”. E deixar as sandálias para usar fora do escritório.

Agora, o que vale para todo mundo, em qualquer ambiente e ocasião, é o seguinte: quem quiser mostrar os pés tem de, primeiro, cuidar bem deles. Calcanhares rachados, unhas compridas, sujas ou disformes são terríveis e indesculpáveis. E não tem sandália de grife ou rostinho bonito que resolva. Infelizmente, quando estão expostos, os pés parecem “gritar” para serem olhados. E aí, o estrago está feito.

Autor: Vanessa Barone Tags: , , ,

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 Comportamento, moda | 14:12

Fashionista classudo

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Desfile Dior

Vai dar pinta em um dos desfiles de inverno, que ocorrem no eixo Rio-São Paulo este mês? Ótimo. Então saiba como sobreviver com a imagem intacta no mundinho fashion – seja você um profissional do meio ou um mero observador-fã da moda.

 - Para começar: vá de táxi. É chique, prático e você evita de enfiar o salto na grama, depois de encontrar uma vaga no outro extremo do parque (no caso do SPFW).

- Cada convite vale para apenas uma pessoa. Não vai adiantar argumentar com os seguranças, que já estão escolados no assunto.

- Leve o convite com você. Não adianta chegar sem convite e, na porta do evento, mandar chamar “Fulano, gerente de marketing da grife X”.

- Uma vez dentro da sala, sente no seu lugar. É para isso que existem os números escritos no convite. Não é rifa.

- Mesmo que você seja um ex-participante de reality show não está autorizado a sentar no lugar de outro. Sim, a vida é injusta e a fama, passageira.

- Você bate carteira? Rouba coisas no supermercado? Então, não comece sua carreira pegando o brinde alheio. Se ele está na poltrona de outro é porque tem dono.

- Apesar de ser um evento de moda, cuidado para não exagerar na produção. A boa medida é estar bonita (o) sem parecer que se preocupou demais com isso.

- Evite usar a roupa da grife X no desfile da grife X só para mostrar que pertence àquela tribo. A menos que te paguem pra isso, claro.

- Permanecer de óculos escuros dentro da sala de desfile não faz de você alguém mais poderoso, inteligente ou “cool”. Guarde-os na bolsa e pegue de volta lá fora, filhinha.

Autor: Vanessa Barone Tags: , , ,

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 Comportamento | 18:50

Balanço de fim de ano (parte 2)

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No último post eu sugeri um teste para cada um fazer uma autoavaliação sobre o seu comportamento no ambiente de trabalho. Agora, a enquete é especial para os chefes. Quer saber se você serve de inspiração para os seus subordinados ou se não passa de um chefe medíocre? Faça o teste abaixo.

 Neste ano que passou você:

 1-    Deu bronca em público em um subordinado?

2-    Gritou, deu murros na mesa ou qualquer outro tipo de “piti” diante de algo que não saiu como você queria?

3-    Diante de um projeto que saiu errado, você assumiu a culpa junto com a sua equipe?

4-    Diante de um projeto que deu certo, você distribuiu os louros?

5-    Chegou atrasado, demorou demais no almoço ou saiu mais cedo mais vezes do que qualquer um de seus subordinados?

6-    Deixou sua equipe trabalhando no fim de semana, enquanto você curtia um show de rock na praia de Ipanema?

7-    Falou mal de um subordinado para outro subordinado?

8-    Acreditou que os seus problemas pessoais fossem mais graves do que os de todo mundo?

9-    Fritou algum funcionário daquele jeito que você sabe que é feio, mas foi incapaz de resistir?

10-  Repassou para seus subordinados a bronca vinda de cima, mas “esqueceu-se” de repassar os elogios?

 Respostas corretas:

 1-    Não

2-    Não

3-    Sim

4-    Sim

5-    Não

6-    Não

7-    Não

8-    Não

9-    Não

10-  Não

Acertou menos da metade?

Desculpe, mas você não merece ser chefe. Você pode até achar que seus funcionários te respeitam, mas, na verdade, eles têm medo (e às vezes pena) de você. Saia de fininho enquanto pode. É mais digno.

 Acertou metade?

Bom, ninguém pode dizer que você não está se esforçando. Mas ainda falta um bom caminho antes de merecer de fato este cargo. Tente não dar tanta bola fora ano que vem?

 Acertou todas?

Tem vaga aí no seu departamento?

Autor: Vanessa Barone Tags: , ,

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 Comportamento | 14:51

Balanços de fim de ano (parte 1)

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Final de ano é tempo de balanço. Em todos os sentidos. Quer refletir sobre as suas atitudes neste ano que passou? Uma sugestão:comece por analisar sua atuação no ambiente de trabalho. Sim, afinal é lá que você passa a maior parte do dia, certo? Consequentemente são os seus colegas que aguentaram as suas manias, vitórias, dificuldades, defeitos e qualidades.

 E aí? Você tem sido um bom colega de trabalho? Faça o teste abaixo (com sinceridade, ninguém está olhando):

 Em 2010 você:

1- Ficou de cochichos pelos corredores para falar mal de algum colega?

2- Resolveu seu problema com um colega diretamente, com educação e objetividade, sem envolver outras pessoas?

3- Ficou pendurado no telefone do escritório, discutindo com o cara da TV a cabo que faltou no dia combinado?

4- Usou o e-mail da empresa para espalhar spans ou campanhas em prol de filhotes de focas, ursos pandas, gorilas ou baleias?

5- Convidou um colega para almoçar, ignorando as outras pessoas que estavam ao lado?

6- Foi espaçoso, folgado e pegou coisas da mesa do outro sem pedir – contrariando o que sua mãe te ensinou?

7- Esqueceu o celular ligado sobre a mesa e saiu (deixando ele “berrar” o tema da novela “A Escrava Isaura” a tarde toda)?

8- Fez piadinhas infames sobre seu chefe, junto com outros colegas?

9- Disse “bom dia” para os porteiros, faxineiros, auxiliares, secretárias e colegas em geral?

10- Foi ético todos os dias, com você e os outros?

 Respostas corretas:

 1-   Não

2-   Sim

3-  Não

4-  Não

5-  Não

6-  Não

7-  Não

8-  Não

9-  Sim

10-  Sim

 Acertou menos de cinco?

Olha, vamos colocar a coisa desta maneira: vai ser difícil você ser escolhido como o “funcionário do mês”. Se, em 2011, você mudar de emprego, todo mundo vai sentir – alívio!

 Acertou cinco?

 É você não foi de todo mal. Mas ainda está agindo como uma criança mimada que não entendeu que o mundo não surgiu quando você nasceu. Aproveite 2011 para reparar no seguinte: o mundo (e o seu escritório) pode ser um lugar melhor – e isso também depende de você.

 Acertou todas

 Parabéns! Tomara que seu chefe tenha notado a pessoa bacana que você é. Na dúvida, mande o teste pra ele.

Autor: Vanessa Barone Tags: , ,

terça-feira, 30 de novembro de 2010 Comportamento | 16:22

O bom velhinho

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“Como é que Papai Noel, não se esquece de ninguém/Seja rico, seja pobre, o velhinho sempre vem”. Ouvi essa canção natalina de minha filha, outro dia. E lembrei que eu mesma cantava esses versos, quando o Natal estava perto. E da mesma forma que minha filha, eu também não me dava conta de como essa singela canção é falsa. O “velhinho” não vem para todo mundo, infelizmente. Mas estou quase certa de que ninguém me disse isso, quando eu era pequena. Atitude que eu agora repito. Sim, ouvi a musiquinha calada, sem coragem de tirar essa ilusão da minha filha (já bastou eu ter contado, há alguns meses, que Papai Noel não existe – mas foi porque ela perguntou, que fique claro!).

Voltando ao assunto, queria dividir a minha angústia: qual a melhor atitude neste caso? Contar que, para muitas crianças, não há presentes no Natal? Ou deixar que ela sonhe com uma festa mágica e democrática, em que cada menino ou menina ganhe o presente de seus sonhos? Não sei… Minha tendência é tentar tirar o foco do consumismo desenfreado e ensinar que o Natal é mais do que uma árvore recheada. É um momento de reflexão, de fé, de amor e de união. Mas aí me deparo com outra realidade: ano passado, participei da campanha de Natal dos Correios (e vou participar novamente), que entrega presentes para crianças de comunidades carentes. Elas escrevem para o “Papai Noel” e os Correios encaminham as cartas a pessoas que desejam ajudar. Fui a uma agência para escolher uma cartinha, esperando encontrar pedidos de bonecas, carrinhos, bicicletas, bolas… Mas que nada: a criançada quer computador e celular. Claro, sua besta!, pensei. Essa moçada também é bombardeada diariamente por propagandas histéricas dos grandes magazines e se enchem de sonhos – alguns possíveis outros nem tanto – como qualquer criança. E se no lugar de celular, ganhar bola, terá certeza de que “o velhinho nem sempre vem”. Que sinuca….

Autor: Vanessa Barone Tags: , ,

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