Descomplique! - Blog sobre estilo, elegância e etiqueta - iG

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segunda-feira, 21 de março de 2011 Sem categoria | 09:07

Queridos leitores

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Minha coluna aqui no IG está chegando ao fim. Adorei a companhia de vocês. Espero ter colaborado de alguma forma, para descomplicar essa nossa vida, que anda tão louca. Um mundo cada vez mais civilizado e elegante, é o que desejo para nós!

Beijos

Vanessa

Autor: Vanessa Barone Tags:

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 Comportamento, moda | 10:26

Chineladas

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No meu tempo, escola era lugar aonde se ia “bem composto”. Claro que, a partir do momento que o meu colégio permitiu – e a minha vaidade quase não cabia mais em mim – eu passei a “customizar” o uniforme. Colocava uma blusinha colorida por baixo, usava um lenço no pescoço, usava broches no casaco e por aí vai. Mas nunca, nunca mesmo, fui de chinelos para a escola. Nem sequer me perguntei se isso seria permitido. Simplesmente, nunca me ocorreu tal “despojamento” (para dizer o mínimo).

Pois bem, agora ficou comum. Já cansei de ver jovenzinhos nas portas dos colégios usando jeans/bermudas/saias e chinelos de borracha nos pés. Eu sei que a moda e os modismos são reflexos do comportamento e da vida em sociedade. E é por isso que essa história de ir para a escola tão desleixado me preocupou. Nos meus tempos de estudante, por mais rebeldes que fôssemos a escola era vista com certa reverência. Os professores, bedéis e afins eram nossos mestres, tínhamos respeito por eles. O momento de estudo ainda era sagrado e merecia um ritual que incluía escolher a roupa certa – que deveria satisfazer nossos anseios de juventude, mas estar dentro de alguns limites, que sempre soubemos quais eram. Isso mudou, pelo jeito. Fico me perguntando se a coisa ainda vai piorar. Ainda vamos topar com estudantes em trajes de banho, na sala de aula?

Autor: Vanessa Barone Tags: , , ,

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 Comportamento, moda | 12:27

Minha bolsa, minha vida

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Foto da nova campanha de inverno da Shoestock (crédito: Feco Hamburger)

Mesmo sendo mulher, há coisas que não entendo no nosso gênero. Um exemplo: como algumas conseguem sair sem bolsa? Refiro-me a bolsa de qualquer tipo: pochete, mochila, tira-colo, de ombro, frasqueira, carteira ou um reles saquinho de pano. Já vi mulheres sem bolsa em restaurante, no teatro, passeando em ruas de comércio e em festas. Normalmente, estão acompanhadas de seus homens o que me faz acreditar que ele seria o financiador de qualquer gasto que essa mulher precisasse ou quisesse fazer. Não vejo problema em aceitar a gentileza. Mas me pergunto se essa mulher não gostaria de se sentir independente para, por exemplo, pegar um táxi ou comprar um absorvente? Depender do dinheiro do companheiro até para uma garrafa de água me parece demais. E se o cara comete uma cafajestagem qualquer, tipo paquerar a garçonete? A mulher sem bolsa faz o quê? Engole o choro para não perder a carona pra casa? Ah, não!

Fora outros problemas práticos: onde carregar os óculos, as chaves de casa, o espelho, o Tic-tac, os documentos ou o telefone celular? Nos bolsos do marido/namorado é que não vai ser, porque ele já tem os penduricalhos próprios para tomar conta. Feliz ou infelizmente, nós, seres urbanos globalizados, temos sempre coisas a carregar. Para a mulher do nosso tempo, a bolsa é quase uma extensão do corpo. É claro que, às vezes, cansa ter sempre algo para carregar – e foi para isso que inventaram a (duvidosa, porém prática) pochete. O que não dá é para confundir estar de mãos livres com liberdade. Sair sem bolsa é abrir mão não só da independência (tão duramente conquistada). É matar e enterrar a própria personalidade.

Autor: Vanessa Barone Tags: , , ,

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 Comportamento, moda | 11:19

Elegância não tem idade

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Em meu último post falei do absurdo com que tratamos as pessoas que estão fora dos padrões estéticos deste século XXI. O tema é vasto e me fez lembrar outra questão, também ligada à moda. Há tempos, em minhas pesquisas sobre moda no Brasil, que procuro por grifes especializadas em mulheres maduras. Com a população vivendo mais e melhor era de se esperar que a indústria da moda acordasse para a necessidade de vestir – com elegância – as mulheres que passaram dos 50 anos.

Mas, infelizmente, não é isso que ocorre. Ainda são poucas as marcas que apostam neste nicho. Não sei se por medo, falta de visão ou pura ignorância, a indústria da moda, no Brasil, privilegia claramente as mulheres jovens. Quem já passou dos 50 e teve o corpo modificado pelo tempo – o que é inevitável – tem poucas opções de roupas modernas, estilosas e com o corte correto. Pergunte a uma mulher dessa faixa etária se ela consegue achar, por exemplo, calças jeans que tenham a cintura no lugar e as pernas retas? Quase não há modelos para elas, em meio a um derrame de calças de cintura baixa e justas que só vestem bem em adolescentes.

Mas o que me deixa mais assustada é que as poucas marcas que criam roupas para as mulheres maduras têm vergonha de assumir isso publicamente. Em várias ocasiões, estive diante de coleções inteiras que eram claramente pensadas para esse público. Mas ao perguntar para que faixa etária elas se dirigiam, sabe o que ouvi? “Para mulheres entre 25 e 35 anos”. Ah? Como assim? Acho perigosa essa valorização excessiva da juventude. E não consigo entender como nenhuma grife de peso decidiu-se por abocanhar esse filão de mercado. Certamente ganharia dinheiro.

Autor: Vanessa Barone Tags: , ,

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 Comportamento | 18:35

Questão de peso

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Há poucos dias, algumas mulheres foram reprovadas em exames médicos para serem professoras na rede estadual de ensino, em São Paulo. Motivo: seriam obesas, segundo os médicos que as avaliaram, e essa “doença” poderia prejudicar o desempenho em classe. Esse preconceito não é novidade. Várias pesquisas já apontaram: pessoas acima do peso costumam ser preteridas em entrevista de empregos. Isso quando não são vistas como preguiçosas ou menos competentes. Daí me vem a pergunta: por que essa paranóia toda por conta da silhueta? Ok, todo mundo conhece os malefícios da obesidade e é fato que a população do mundo está engordando. Mas por que no lugar de atacar quem está fora dos padrões considerados “normais” não impedir que a indústria alimentícia coloque essa quantidade absurda de gordura nos alimentos? Por que não se faz uma campanha séria para que as empresas criem ambientes e horários para os seus funcionários se exercitarem? E, por fim, por que não se faz uma política séria de melhoria do transporte público – aliada à reforma das calçadas – para que as pessoas tenham prazer em andar a pé?

Ah, não. Melhor apontar para o “gordinho” ou a “gordinha”, deixá-los à margem e ficar rezando para não ficar igual a eles.

Autor: Vanessa Barone Tags: , ,

domingo, 30 de janeiro de 2011 Comportamento | 18:40

Vai passar

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A gente passa boa parte da juventude esperando o nosso auge. Pessoas normais – com exceção dos gênios – normalmente só chegam ao auge na vida profissional e pessoal com o passar do tempo. Claro que tudo depende da profissão. O auge pode ser aos 20 (como as modelos e os jogadores de futebol), aos 30 (como os atletas variados), aos 40 (como os médicos, advogados, jornalistas, engenheiros, arquitetos…) ou mesmo aos 50 (como políticos, professores, filósofos, escritores…). Também é claro que há exceções: conheço ótimos jornalistas de 30 e poucos e já vi péssimos médicos passados do 40 – e por aí vai.

Mas o ponto que quero chegar é o seguinte: como reconhecer que nosso auge já passou? Como tomar a triste consciência de que já não somos mais o máximo, que há outros melhores ou, pelo menos, mais desejáveis do que nós? Difícil. Mais do que isso: triste. Perceber que nosso tempo passou, seja no âmbito profissional ou nos relacionamentos, é levar um golpe duro. Uns gritam, esperneiam, não querem admitir tal absurdo. Outros aceitam, porque é mesmo inevitável. Mesmo com toda a nossa bagagem emocional, cultural, com toda a nossa experiência adquirida e pela qual exigimos respeito, nosso dia – um dia – passa. E a única forma de lidar com isso, com menos dor, é com uma silenciosa e elegante dignidade.

Autor: Vanessa Barone Tags: , ,

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011 Comportamento, moda | 14:46

Meu querido pé

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Eu adoro sandálias e chinelos em geral. Acho que são uma opção inteligente – para homens e mulheres – nesses dias de calor senegalês. Sou do tipo que acha válido passar o fim de semana inteiro com os pés relaxados em chinelos de borracha. Esse tipo de chinelo, que passou muito tempo sendo usado apenas para trabalhos braçais, ganhou as ruas e o mundo da moda. Virou acessório cool e símbolo do life style brasileiro.

É claro que chinelos não funcionam no ambiente de trabalho – com raras exceções (salva-vidas, empregados domésticos, por exemplo). Chinelo lembra folga, relax, férias, praia e piscina. Portanto, não vão bem quando você tem que mostrar serviço – e essa hora sempre chega, infelizmente.

Em profissões menos formais, as mulheres podem usar sandálias, desde que obedeçam às regras do bom senso. Mostrar o pé demais, com tirinhas muito finas, não costuma ser um bom negócio. Saltos altos e finos também ficam estranhos – lembram festa e não reuniões importantes. As que são à prova de erro têm tiras mais grossas, sobre o peito do pé, e saltos médios e quadrados.

Para os homens, infelizmente, não há modelo de sandália que eu ache adequado para trabalhar. Todas acabam sendo informais demais. Talvez porque, em tempos recentes, o homem tem mostrado menos os pés. O jeito, no caso de um trabalho informal, é partir para os mocassins e para os “sapatênis”. E deixar as sandálias para usar fora do escritório.

Agora, o que vale para todo mundo, em qualquer ambiente e ocasião, é o seguinte: quem quiser mostrar os pés tem de, primeiro, cuidar bem deles. Calcanhares rachados, unhas compridas, sujas ou disformes são terríveis e indesculpáveis. E não tem sandália de grife ou rostinho bonito que resolva. Infelizmente, quando estão expostos, os pés parecem “gritar” para serem olhados. E aí, o estrago está feito.

Autor: Vanessa Barone Tags: , , ,

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 Sem categoria | 18:58

Fashionista classudo II

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Durante os meses de janeiro e junho não são só as roupas que brilham nas passarelas do Rio e São Paulo. Belas mulheres também surgem aos montes, deixando os marmanjos de queixo caído. E não há como negar que muitos frequentam os corredores do Fashion Rio e do São Paulo Fashion Rio sem a menor preocupação com o que será tendência nas próximas estações. Estão mesmo é de olho nas beldades, que deixaram as capas das revistas para habitar o mundo real (ou quase)!

Tudo bem. Como o nome diz, modelos são a personificação do ideal de beleza e mexem com a imaginação das pessoas comuns – sejam homens ou mulheres. O que pega mal, caros amigos que estão estreando no mundo fashion, é dar bandeira de que estão babando. Olhar pode. Deixar a imaginação vagar também. Já cochichar, apontar, fazer piadinhas infames ou – horror, horror – perseguir as ditas cujas pelos corredores do evento, nem pensar. Elas não estão ali a passeio. Estão trabalhando e se tiverem de encarar papinho furado de cada admirador, não tem desfile, certo? Pensando bem, até olhar demais pode ser indelicado. Sabe cachorro sem dono olhando frango de padaria? A imagem é mais ou menos a mesma. Então, o melhor é desistir de bancar o galã de Sessão da Tarde e encarar o evento com a seriedade que ele merece. À venda ali, só as roupas, tá?

Autor: Vanessa Barone Tags:

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 Comportamento, moda | 14:12

Fashionista classudo

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Desfile Dior

Vai dar pinta em um dos desfiles de inverno, que ocorrem no eixo Rio-São Paulo este mês? Ótimo. Então saiba como sobreviver com a imagem intacta no mundinho fashion – seja você um profissional do meio ou um mero observador-fã da moda.

 - Para começar: vá de táxi. É chique, prático e você evita de enfiar o salto na grama, depois de encontrar uma vaga no outro extremo do parque (no caso do SPFW).

- Cada convite vale para apenas uma pessoa. Não vai adiantar argumentar com os seguranças, que já estão escolados no assunto.

- Leve o convite com você. Não adianta chegar sem convite e, na porta do evento, mandar chamar “Fulano, gerente de marketing da grife X”.

- Uma vez dentro da sala, sente no seu lugar. É para isso que existem os números escritos no convite. Não é rifa.

- Mesmo que você seja um ex-participante de reality show não está autorizado a sentar no lugar de outro. Sim, a vida é injusta e a fama, passageira.

- Você bate carteira? Rouba coisas no supermercado? Então, não comece sua carreira pegando o brinde alheio. Se ele está na poltrona de outro é porque tem dono.

- Apesar de ser um evento de moda, cuidado para não exagerar na produção. A boa medida é estar bonita (o) sem parecer que se preocupou demais com isso.

- Evite usar a roupa da grife X no desfile da grife X só para mostrar que pertence àquela tribo. A menos que te paguem pra isso, claro.

- Permanecer de óculos escuros dentro da sala de desfile não faz de você alguém mais poderoso, inteligente ou “cool”. Guarde-os na bolsa e pegue de volta lá fora, filhinha.

Autor: Vanessa Barone Tags: , , ,

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 moda | 20:03

Faxina Fashion

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Você passou o ano inteiro com o guarda-roupa abarrotado de coisas que não usou. Agora, não tem desculpa: mexa-se. Porque não há nada mais azarento do que começar o ano com tanta energia estagnada. Sim. Coisas paradas e sem uso só servem para atrair mofo, traças e obstáculos à vida. Então, antes do raiar do novo ano – que para melhorar está iniciando uma nova década – faça aquela faxina fashion (ops, deu nó na língua), tirando da frente tudo aquilo que não tem mais a ver com você.

Passo número 1: observe-se diante do espelho. Repare primeiro no seu tipo físico, no que você gosta e no que não gosta no seu corpo. Descobriu os pontos positivos? Então, são eles que você vai destacar, com peças coloridas, estampadas e chamativas. O que você quiser disfarçar deve ser coberto por peças mais “limpas”, de linhas mais retas e sem excesso de interferências.

Passo número 2: perceba o seu estilo. Sim, antes você ia pra faculdade de sarongue. Mas hoje, trabalhando num escritório de advocacia não dá mais para usar suas saias indianas e seus tops de crochê. Conforme-se. Deixe no armário o que REALMENTE atende às necessidades de quem você é hoje – e não de quem você foi no passado.

Passo número 3: olhe para o armário com honestidade. Você engordou? Assuma. Ganhar uns quilos a mais ao longo da vida é normal, todo mundo ganha – menos a Gisele. Então não adianta ficar guardando aquela calça jeans superjusta que não te deixa respirar.

Passo número 4: tire TUDO de dentro do armário. Em seguida experimente TUDO. Nessa hora, é bom ter uma amiga por perto, daquelas bem sinceras, para dar uma força ao seu senso crítico. Não se conforme com roupas que não te caem bem. Elas não merecem o seu apreço.

Passo número 5: comece a separar o que você não tem usado ultimamente, sem dó. Se você passou o ano sem conseguir usar essas peças, é por algum motivo que certamente justifica a sua saída de cena. Organize as peças em pilhas para a doação e vá fundo. As roupas que atravancavam seu armário – e a sua vida – certamente farão alguém feliz.

Autor: Vanessa Barone Tags: , ,

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