Eu adoro sandálias e chinelos em geral. Acho que são uma opção inteligente – para homens e mulheres – nesses dias de calor senegalês. Sou do tipo que acha válido passar o fim de semana inteiro com os pés relaxados em chinelos de borracha. Esse tipo de chinelo, que passou muito tempo sendo usado apenas para trabalhos braçais, ganhou as ruas e o mundo da moda. Virou acessório cool e símbolo do life style brasileiro.
É claro que chinelos não funcionam no ambiente de trabalho – com raras exceções (salva-vidas, empregados domésticos, por exemplo). Chinelo lembra folga, relax, férias, praia e piscina. Portanto, não vão bem quando você tem que mostrar serviço – e essa hora sempre chega, infelizmente.
Em profissões menos formais, as mulheres podem usar sandálias, desde que obedeçam às regras do bom senso. Mostrar o pé demais, com tirinhas muito finas, não costuma ser um bom negócio. Saltos altos e finos também ficam estranhos – lembram festa e não reuniões importantes. As que são à prova de erro têm tiras mais grossas, sobre o peito do pé, e saltos médios e quadrados.
Para os homens, infelizmente, não há modelo de sandália que eu ache adequado para trabalhar. Todas acabam sendo informais demais. Talvez porque, em tempos recentes, o homem tem mostrado menos os pés. O jeito, no caso de um trabalho informal, é partir para os mocassins e para os “sapatênis”. E deixar as sandálias para usar fora do escritório.
Agora, o que vale para todo mundo, em qualquer ambiente e ocasião, é o seguinte: quem quiser mostrar os pés tem de, primeiro, cuidar bem deles. Calcanhares rachados, unhas compridas, sujas ou disformes são terríveis e indesculpáveis. E não tem sandália de grife ou rostinho bonito que resolva. Infelizmente, quando estão expostos, os pés parecem “gritar” para serem olhados. E aí, o estrago está feito.