“Miss Freira”: pode?
Fiquei curiosíssima ao receber uma notícia da BBC Brasil com a seguinte manchete: “Ordem superior leva padre a suspender concurso de Miss Freira”.
Em primeiro lugar, sério que um padre pensou em fazer um concurso de beleza entre as freiras?
O clima na redação foi de estranhamento. A vaidade é um pecado capital; soa realmente estranho um concurso de beleza entre as mocinhas que abdicam da vida secular, dos batons e namorados, do trabalho e da maternidade pela vocação de servir a Deus.
Claro que fui ler a matéria (veja aqui, na íntegra) e descobri que a coisa era ainda mais bizarra: o padre ia fazer o concurso via internet, em seu blog. Sim, o padre tinha um blog.
Digo “tinha” porque, com o imbróglio todo, ele tirou do ar. Pena, fiquei louca para ver o blog do padre.
Mas o ponto é que, ao ler a matéria, entendi melhor do que se tratava – e achei uma pena terem cancelado.
A idéia do padre era aproveitar os novos meios de comunicação para evangelizar. Nisso, ele estava certo: não tem meio de comunicação mais democrático e eficiente do que um blog.
Além do mais, o concurso traria fotos das irmãs acompanhadas de seus perfis – onde constariam seus trabalhos sociais e projetos.
Uma pena terem proibido. Até porque seria bem divetido escolher a freira mais bonita da Itália! Não seria?
