Quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, depois das bombas japonesas caírem sobre Pearl Harbor em dezembro de 1941, os homens norte-americanos foram para o front.
Mais do que nunca, a indústria bélica operava com força total. E, com os homens no campo de batalha no Pacífico e na Europa, sobrou às mulheres – que àquela altura da história rarissimamente trabalhavam fora de casa – assumir a operação das linhas de montagem.
Assim, por pura necessidade, a emancipação feminina deu mais um passo. Para incentivar as moçoilas que, outrora acostumadas a lavar, passar e cozinhar, não titubearam em meter a mão na massa e montar aviões de guerra e bombas, surgiu a personagem “Rosie the Riveter”.
“Rosie, a Rebitadora” ganhou uma música gravada por Kay Kyser no começo de 1943. E um pôster intitulado “We Can Do It”, assinado por J. Howard Miller, que sintetiza todo o espírito que as mulheres tinham à época: “Nós Podemos Fazer Isso!”.
É legal lembrar destas histórias porque, embora motivadas por outros impulsos e ocorridas em outros países e épocas, elas ainda nos inspiram a desafiar e acreditar. E isso, desafiar e acreditar, infelizmente ainda é preciso para nós, mulheres.
* As imagens deste post foram extraídas do Flickr, que juntou várias fotografias tiradas por anônimas em homenagem à Rosie, the Riveter, além de compilar também fotografias das verdadeiras Rosies disponíveis na Biblioteca do Congresso Americano, como estas aí embaixo.
Acho que a onda começou com a Elle francesa de abril deste ano. Estampada com a manchete “Estrelas sem maquiagem”, a revista prometia oito mulheres “ousando a beleza-verdade”. As oito capas diferentes traziam mulheres como Monica Bellucci e Eva Herzigova, sem maquiagem, sem retoques, sem photoshop.
O resultado surpreende. Afinal, as revistas criaram um novo tipo de mulher. Um tipo de mulher que não existe, a não ser no esforço conjunto das artes de maquiagem, iluminação e computação gráfica.
Daí, quando nos deparamos com mulheres incríveis – como a belíssima Monica – em sua forma comum, a primeira reação é de que tem algo errado. Não parece uma capa de revista!
Mas, é claro, é só pensar um bocadinho mais adiante para entender a proposta e apreciar aquele beleza – a beleza de verdade.
Tanto que a edição de setembro da Harper’s Bazaar reuniu as modelos mais famosas dos anos 90 – quase todas aquelas que vimos esbanjando glamour e brilho no clipe do George Michael, “Freedom ‘90″ – e fez um ensaio “de cara limpa”. Claudia Schiffer (foto abaixo), Cindy Crawford e Amber Valletta posaram para as lentes de Peter Lindbergh usando nada além de sua beleza natural – e arrasaram.
Leia notícia completa e veja mais fotos das musas dos anos 90 no site da Erika Palomino.
Nossa pergunta é: quando uma revista brasileira vai ter essa atitude, revelando e valorizando a beleza natural? Mal podemos esperar!
E, caso alguma revista feminina de coragem resolva levar essa pauta adiante, que grandes mulheres brasileiras você acha que arrasariam na beleza-verdade?
Update (18/08, 11h57) – olive nos avisa, em comentário, que a Época publicou há pouco uma matéria com esta pauta. Ficamos felizes em saber! Para conferi-la, clique aqui.
Um caso curioso me chamou a atenção esta semana. Uma americana do estado de Wisconsin descobriu que o marido estava tendo um caso. Aliás, um não. Vários, com várias mulheres diferentes.
Em vez de confrontar o esposo, pedir o divórcio ou, sei lá, jogar todas as coisas dele para fora de casa, Tracy resolveu fazer um tipo de vingança bem mais elaborada: contatou as amantes (que pensavam também serem as únicas mulheres da vida dele) e armou um encontro.
O marido foi atraído para um encontro por uma das amantes. Ela amarrou-o na cama e, quanto ele estava totalmente imobilizado, chamou as outras – que o espancaram, roubaram sua carteira e celular e, cereja do sorvete, colaram seu pênis à barriga com supercola.
Isso mesmo. O cara teve o pênis colado à barriga.
As mulheres foram indiciadas por cárcere privado e podem pegar até seis anos de prisão.
Seguindo a resolução das escolas públicas, muitas escolas particulares por todo o país também adiaram a volta às aulas, que costumeiramente aconteceria agora, no começo do mês.
Parece uma tática segura e prudente para conter o avanço da gripe A, popularmente chamada de gripe “suína”. Afinal, no inverno, as crianças ficam nas salas fechadas por quase todo o tempo da aula.
Mas será que a ameaça da epidemia pode ser contida assim? Não seria melhor que as escolas se tornassem um órgão combativo, ensinando e pondo em prática as medidas preventivas corretas?
Além dos mais, e os pais que precisam deixar os filhos na creche ou na escola para poderem trabalhar? No vídeo abaixo, a repórter encontrou pais de alunos das escolas e creches públicas enfrentando dificuldades — e também entrevistou a diretora de uma escola particular que resolveu manter as aulas, adotando medidas preventivas.
Você já deve ter percebido que o Delas, canal feminino do iG, está de cara nova. Repensamos o desenho do site, acompanhando a recente mudança na página principal do iG.
O conteúdo está mais organizado, facilitando seu acesso às notícias que publicamos todos os dias. Agora, seus temas de interesse ficam na parte superior da página, em um menu horizontal: Comportamento, Saúde, Sexo & Amor, Trabalho & Carreira, Família & Filhos e Noivas.
Clicando sobre cada um dos temas, você tem acesso a todo o conteúdo das seções. Os Blogs & Colunas do canal também estão ali, separados por nome logo abaixo do menu horizontal e listados em sequência. Assim você pode escolher se prefere ler apenas textos de uma colunista ou acessar todo o conteúdo postado por elas.
As imagens ganharam mais espaço e o texto tem letras maiores, tornando a leitura mais leve e agradável.
Seja bem-vinda ao novo Delas! Navegue, explore e opine sobre as mudanças. Estamos ansiosas para ouvir sua opinião.
* Atualização (segunda, 6 de julho, 13:30): o horóscopo continua disponível no canal Astral, que você acessa por aqui: http://astral.ig.com.br/
Responda honestamente: seu marido, namorado ou companheiro que divide o teto com você divide também as tarefas domésticas? Essa divisão é justa?
Acho que pouquíssimas mulheres podem responder “sim” às duas questões anteriores. Muitas vezes, inclusive, somos permissivas com eles, justificando a nossa sobrecarga com argumentos do tipo “mas ele trabalha tanto fora de casa” ou “prefiro fazer eu mesma, porque faço os serviços domésticos mais rápido”.
Se continuarmos pensando assim, tiramos deles a oportunidade de aprender e de se responsabilizar, efetivamente, pela manutenção de um bem-estar que também serve a eles. Afinal, todo mundo prefere olhar para uma pia limpinha, com a louça lavada, do que para uma bagunça geral na cozinha, certo?
Pensando nisso, uma associação espanhola formada apenas por homens lançou uma campanha pela igualdade também no âmbito doméstico. A ideia é que os homens ajudem também no lar e se comprometam a dividir de fato as tarefas domésticas — sim, porque ele levar o lixo para fora enquanto você prepara o jantar, lava a louça, põe a roupa na máquina de lavar e faz a cama não é lá uma grande igualdade.
O bacana é que, além de defenderem esse envolvimento masculino, eles também oferecem cursos rápidos de cozinha, costura, arrumação e limpeza da casa. Ou seja, agora os homens podem esquecer a velha desculpa do “amor, é melhor você, que faz melhor, fazer logo isso para a gente poder pegar um cineminha”. Pelo menos na Espanha…
Aqui, enquanto não surge nenhuma associação deste tipo, podemos nós mesmas começar a convencê-los da importância de uma divisão justa também dentro de casa — e agir para isso. Afinal, posar de politicamente correto entre os amigos e se negar a lavar uma loucinha é coisa do passado. Tem que ser.
Ontem me surpreendi com a notícia de uma ex-modelo britânica que foi condenada por bigamia.
Emily Horne, de apenas 30 anos, já se casou cinco — isso mesmo, cinco! — vezes, sem ter se divorciado em nenhuma delas.
Tem gente que tem compulsão por compras; outros por jogo ou comida. Aparentemente, Emily é compulsiva por casamentos. O primeiro ela contraiu um dia após completar 18 anos.
Como a poligamia é crime, ela será processada — e pode ser condenada (pela segunda vez) a passar um tempo no xilindró.
O juiz que condenou a mulher à prisão da outra vez, em 2004, definiu-a como “uma mulher muito atraente, mas muito predatória”. E a questão que muitas leitoras levantaram, diante dos comentários de leitores que se apressaram em tachar Emily de nomes poucos lisonjeiros, foi: se fosse o caso de um homem polígamo, a reação seria a mesma?
Faz tempo que as capas das revistas masculinas são dominadas por ex-BBBs, mas nem sempre foi assim. Atrizes como Maitê Proença, Vera Fischer e Christiane Torloni já foram as estrelas da Playboy antes da era das dançarinas do tchan e das famigeradas ex-BBBs.
Não dá para negar que a presença destas mulheres dava um ar um pouco mais sofisticado aos ensaios fotográficos. Afinal, elas eram personalidades que, se não posassem nuas, já tinham sua fama e uma carreira à parte de mostrar os dotes mais ou menos retocados eletronicamente.
Mas, independentemente da escalação dos ensaios, as mulheres costumam folhear revistas como a Playboy e similares com olhos muito críticos: “aposto que apagaram uma celulite aqui!”, “nossa, como ela é vulgar” e “ah, mas ela nem é tudo isso para esse cachê” são as frases mais ouvidas quando um grupo de moças confere o conteúdo da última revista de pelada nas bancas.
Nestas frases, verdades (como o borrachão na celulite — gente, convenhamos, todo mundo tem) e preconceitos se misturam.
Mas hoje vamos tentar deixar as maldades de lado, meninas, e responder com sinceridade: vocês posariam nuas? Por qual cachê e sob quais condições (ter um fotógrafo famoso fazendo os cliques, ambientar o ensaio em alguma cidade chique ou exótica, ter poder de veto sobre as fotos que serão publicadas)?
* Aviso aos meninos, que são bem-vindos para dar sua opinião também e inclusive comentar se teriam ciúme caso as namoradas ou mulheres topassem um ensaio ao natural: comentários de baixo calão ou que não tenham nada a ver com o tema serão vetados, por razões óbvias. A casa agradece!
Li hoje, no Último Segundo, que um casal britânico completou nada menos que 81 anos de casamento. Isso mesmo, 81!
Frank tem 101 anos e Anita tem 100. Eles se casaram dois anos depois de se conhecerem, em um clube de dança da Associação Cristã de Moços. Passaram pelos bombardeios da Segunda Guerra e tiveram dois filhos, cinco netos e sete bisnetos.
Ambos moram em uma casa de repouso e dizem que ainda têm pequenas discussões — mas sempre se beijam e se abraçam antes de dormir.
(Parêntese para um pequeno ataque de fofura: awwwwwwwwwwn, que bonitinhos!
Pronto, passou).
Será que existe um segredo para esse sucesso, gente? Gostaríamos de saber. Para um dos filhos do casal, eles simplesmente são felizes juntos.
E você, o que acha? Qual o segredo para fazer um casamento duradouro?
Não é de se estranhar que o “assunto” tenha sido quase totalmente ignorado pela imprensa, uma vez que vivemos tempos de incerteza, e medo por conta da tal Gripe Suína (desculpem, mas ainda não aderi à nova nomenclatura da doença, estabelecida pela OMS). E também pelas “trocentas” homenagens prestadas no dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher.
Confesso que eu não sabia desta comemoração de 30 de abril. Quem me contou foi a Juliana, editora do iG Beleza e responsável pelo blog Truques de Beleza. Portanto, parabéns em verde e amerelo para todas nós.
Ah, quase deixei passar. Me chamou atenção uma notícia de hoje, sobre mulheres que estão fazendo UMA SEMANA de greve de sexo no Quênia, em protesto contra as disputas dentro do governo de coalizão do país. Segundo as ativistas, a ação (ou, não ação) é uma tentativa de evitar que se repita a onda de violência que afetou o país depois das eleições de 2007.
Determinadas, elas estão dispostam a pagar prostitutas para que suspendam suas atividades e também pedem às mulheres do presidente e do primeiro-ministro do Quênia para que se unam ao protesto.
>>O que você acha? Estas mulheres estão se privando de seus prazeres por uma boa causa? É uma alternativa poderosa e poderá impedir uma nova onda de violência no Quênia?
**estou assinando como Clarissa Passos, que é a “dona” deste blog. Mas, quem escreve é a Marie, editora do iG Gourmet, e a última a se juntar ao querido núcleo feminino do iG. Muito prazer!