28/08/2009 - 17:02
Quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, depois das bombas japonesas caírem sobre Pearl Harbor em dezembro de 1941, os homens norte-americanos foram para o front.
Mais do que nunca, a indústria bélica operava com força total. E, com os homens no campo de batalha no Pacífico e na Europa, sobrou às mulheres – que àquela altura da história rarissimamente trabalhavam fora de casa – assumir a operação das linhas de montagem.
Assim, por pura necessidade, a emancipação feminina deu mais um passo. Para incentivar as moçoilas que, outrora acostumadas a lavar, passar e cozinhar, não titubearam em meter a mão na massa e montar aviões de guerra e bombas, surgiu a personagem “Rosie the Riveter”.

“Rosie, a Rebitadora” ganhou uma música gravada por Kay Kyser no começo de 1943. E um pôster intitulado “We Can Do It”, assinado por J. Howard Miller, que sintetiza todo o espírito que as mulheres tinham à época: “Nós Podemos Fazer Isso!”.




É legal lembrar destas histórias porque, embora motivadas por outros impulsos e ocorridas em outros países e épocas, elas ainda nos inspiram a desafiar e acreditar. E isso, desafiar e acreditar, infelizmente ainda é preciso para nós, mulheres.

* As imagens deste post foram extraídas do Flickr, que juntou várias fotografias tiradas por anônimas em homenagem à Rosie, the Riveter, além de compilar também fotografias das verdadeiras Rosies disponíveis na Biblioteca do Congresso Americano, como estas aí embaixo.


Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: ensaio fotográfico, feminismo, fotografia, guerra, história, homenagem, II guerra mundial, mulher, rosie the riveter
13/08/2009 - 15:06
Acho que a onda começou com a Elle francesa de abril deste ano. Estampada com a manchete “Estrelas sem maquiagem”, a revista prometia oito mulheres “ousando a beleza-verdade”. As oito capas diferentes traziam mulheres como Monica Bellucci e Eva Herzigova, sem maquiagem, sem retoques, sem photoshop.

O resultado surpreende. Afinal, as revistas criaram um novo tipo de mulher. Um tipo de mulher que não existe, a não ser no esforço conjunto das artes de maquiagem, iluminação e computação gráfica.
Daí, quando nos deparamos com mulheres incríveis – como a belíssima Monica – em sua forma comum, a primeira reação é de que tem algo errado. Não parece uma capa de revista!
Mas, é claro, é só pensar um bocadinho mais adiante para entender a proposta e apreciar aquele beleza – a beleza de verdade.
Tanto que a edição de setembro da Harper’s Bazaar reuniu as modelos mais famosas dos anos 90 – quase todas aquelas que vimos esbanjando glamour e brilho no clipe do George Michael, “Freedom ‘90″ – e fez um ensaio “de cara limpa”. Claudia Schiffer (foto abaixo), Cindy Crawford e Amber Valletta posaram para as lentes de Peter Lindbergh usando nada além de sua beleza natural – e arrasaram.

Leia notícia completa e veja mais fotos das musas dos anos 90 no site da Erika Palomino.
Nossa pergunta é: quando uma revista brasileira vai ter essa atitude, revelando e valorizando a beleza natural? Mal podemos esperar!
E, caso alguma revista feminina de coragem resolva levar essa pauta adiante, que grandes mulheres brasileiras você acha que arrasariam na beleza-verdade?
Update (18/08, 11h57) – olive nos avisa, em comentário, que a Época publicou há pouco uma matéria com esta pauta. Ficamos felizes em saber! Para conferi-la, clique aqui.
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: beleza verdadeira, capas de revista, elle, estrelas, feminina, fotografia, mulher, sem maquiagem
17/06/2009 - 15:39
Faz tempo que as capas das revistas masculinas são dominadas por ex-BBBs, mas nem sempre foi assim. Atrizes como Maitê Proença, Vera Fischer e Christiane Torloni já foram as estrelas da Playboy antes da era das dançarinas do tchan e das famigeradas ex-BBBs.
Não dá para negar que a presença destas mulheres dava um ar um pouco mais sofisticado aos ensaios fotográficos. Afinal, elas eram personalidades que, se não posassem nuas, já tinham sua fama e uma carreira à parte de mostrar os dotes mais ou menos retocados eletronicamente.
Mas, independentemente da escalação dos ensaios, as mulheres costumam folhear revistas como a Playboy e similares com olhos muito críticos: “aposto que apagaram uma celulite aqui!”, “nossa, como ela é vulgar” e “ah, mas ela nem é tudo isso para esse cachê” são as frases mais ouvidas quando um grupo de moças confere o conteúdo da última revista de pelada nas bancas.
Nestas frases, verdades (como o borrachão na celulite — gente, convenhamos, todo mundo tem) e preconceitos se misturam.
Mas hoje vamos tentar deixar as maldades de lado, meninas, e responder com sinceridade: vocês posariam nuas? Por qual cachê e sob quais condições (ter um fotógrafo famoso fazendo os cliques, ambientar o ensaio em alguma cidade chique ou exótica, ter poder de veto sobre as fotos que serão publicadas)?
* Aviso aos meninos, que são bem-vindos para dar sua opinião também e inclusive comentar se teriam ciúme caso as namoradas ou mulheres topassem um ensaio ao natural: comentários de baixo calão ou que não tenham nada a ver com o tema serão vetados, por razões óbvias. A casa agradece!

Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: ensaio, fotografia, mulher, nua, pelada, playboy, posar, revista, sexy