13/08/2009 - 15:06
Acho que a onda começou com a Elle francesa de abril deste ano. Estampada com a manchete “Estrelas sem maquiagem”, a revista prometia oito mulheres “ousando a beleza-verdade”. As oito capas diferentes traziam mulheres como Monica Bellucci e Eva Herzigova, sem maquiagem, sem retoques, sem photoshop.

O resultado surpreende. Afinal, as revistas criaram um novo tipo de mulher. Um tipo de mulher que não existe, a não ser no esforço conjunto das artes de maquiagem, iluminação e computação gráfica.
Daí, quando nos deparamos com mulheres incríveis – como a belíssima Monica – em sua forma comum, a primeira reação é de que tem algo errado. Não parece uma capa de revista!
Mas, é claro, é só pensar um bocadinho mais adiante para entender a proposta e apreciar aquele beleza – a beleza de verdade.
Tanto que a edição de setembro da Harper’s Bazaar reuniu as modelos mais famosas dos anos 90 – quase todas aquelas que vimos esbanjando glamour e brilho no clipe do George Michael, “Freedom ‘90″ – e fez um ensaio “de cara limpa”. Claudia Schiffer (foto abaixo), Cindy Crawford e Amber Valletta posaram para as lentes de Peter Lindbergh usando nada além de sua beleza natural – e arrasaram.

Leia notícia completa e veja mais fotos das musas dos anos 90 no site da Erika Palomino.
Nossa pergunta é: quando uma revista brasileira vai ter essa atitude, revelando e valorizando a beleza natural? Mal podemos esperar!
E, caso alguma revista feminina de coragem resolva levar essa pauta adiante, que grandes mulheres brasileiras você acha que arrasariam na beleza-verdade?
Update (18/08, 11h57) – olive nos avisa, em comentário, que a Época publicou há pouco uma matéria com esta pauta. Ficamos felizes em saber! Para conferi-la, clique aqui.
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: beleza verdadeira, capas de revista, elle, estrelas, feminina, fotografia, mulher, sem maquiagem
18/03/2009 - 18:59
A Clarissa é editora do iG Delas, tem 30 anos e acredita no poder do exercício para uma vida melhor (mas desiste da caminhada semanal quando está chovendo). A Juliana é editora do iG Beleza e Dieta, tem 23 anos e, entre casar ou comprar uma bicicleta, diz “não, obrigada” para os dois.
As duas foram convidadas pela Contours, uma academia especializada em treino para mulheres, para fazer um “test drive” de um mês do programa de exercícios. Estes foram os resultados.
SEMANA 4, por Clarissa
Conseguimos! Entre trancos e barrancos e alalaôs, Jules e eu fizemos nossas quatro semanas de academia feminina.
Fomos as alunas mais aplicadas? Não fomos, não vou mentir para você… A recomendação da assessora foi bem clara, e foi reforçada pelas professoras: o ideal é ir todos os dias. Se isso é impossível, ao menos três vezes por semana. Menos que isso compromete os resultados.
Pois bem, confesso que teve semanas em que fui duas vezes. E, mesmo assim, achei que tive resultados ótimos – mas isso porque eu defino “resultados” como mais disposição e vitalidade. Claro que não perdi nenhum dos meus míseros 43 quilos, graças a Deus, senão eu podia sumir. Mas, como eu disse, não levei a periodicidade do projeto a ferro e fogo.
Vou confessar mais: fiquei com vontade de continuar por conta própria! Estranho, né?, vindo de alguém que começou a experiência detestando academia. Não sei se foi o clima amigável do lugar, ou a diversidade de tipos que apareciam por lá… Ainda acho que música de academia é um saco, mas até entendo que precisa ser algo com ritmo, para marcar os movimentos dos exercícios.
E aprendi uma lição valiosa com esta experiência: meninas, perseverem! Não se entreguem à preguiça. O importante dos exercícios físicos é não sucumbir àquela preguicinha de um dia. Quando pensar “ai, não vou treinar hoje…”, lembre-se que você pode ficar na cama amanhã, ou faça uma promessa meio maluca, sei lá. O ponto é: não pare. Fica muito mais difícil recomeçar depois…
Outro ponto importante é: preste atenção ao seu corpo. Você sabe quanto exercício está te fazendo bem, e quanto a mais vai fazer mal – machucar, exaurir, viciar. Fique atenta ao seu ritmo e observe como se sente depois da aula: disposta ou acabada?
Ainda estou pensando se vou continuar ou não… Acho que isso já foi um resultado surpreendente para mim!
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SEMANA 4, por Juliana
Deve ter uma explicação, daquelas bem pós-modernas, para eu não conseguir permanecer entusiasmada com as tais atividades físicas. Sim! Consegui chegar a quarta e última semana sã e salva, porém com uma disposição zero para ir à academia.
Isso poderia ser totalmente negativo, mas fazendo um balanço das últimas semanas, diria que mesmo não conseguindo manter o ritmo, evolui muito no abandono da vida sedentária, quando percebi os benefícios de se fazer exercícios físicos.
Pode parecer um monstro, mas acordar mais cedo e malhar dá muita disposição durante o resto do dia; olhar para as mudanças do corpo (sim elas aconteceram! Um tanto tímidas, mas deu pra notar) é bem animador; deixar o corpo com mais resistência; e mandar o stress embora são alguns fatores que afetaram diretamente meu dia-a-dia.
Mas a partir do momento que se inclui na rotina uma atividade física, você acaba mudando outros hábitos relacionados à saúde também: passei a prestar mais atenção na alimentação, diminui os cigarros diários, estabilizei meu sono, e até comecei uma atividade física paralela. (Tudo bem que faz uma semana que não corro, mas de qualquer forma, comecei!)
A principal mudança de tudo isso foi começar, por isso acredito que de qualquer forma o resultado desse um mês de malhação já era positivo desde o dia que aceitei mudar um pouco o estilo de vida. Agora o desafio é arrumar caminhos para fazer durar!
Quer relembrar a saga desde o início? Pois leia aqui como as editoras encararam a primeira, a segunda e a terceira semanas.
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: academia, contours, exercícios, feminina, ginástica, mulheres, treino