07/09/2009 - 08:14
No striptease mais famoso do cinema, a dançarina tira apenas uma luva.
Assim é a cena de “Gilda” em que Rita Hayworth, no auge da sensualidade, se apresenta no clube noturno.
Ao som de “Put the Blame on Mame”, ela prova que sensualidade não tem nada a ver com exposição gratuita. Consegue ser estonteantemente sexy mostrando apenas… uma mão.
O slogan do filme, “Nunca houve mulher como Gilda”, de certa forma reflete a vida amorosa da atriz: Rita casou-se cinco vezes e divorciou-se de todos os maridos.
Ela cunhou uma frase que se tornou tão famosa quanto seu primoroso striptease de uma só luva: “os homens se apaixonam por Gilda, mas acordam comigo”.

Não deixa de ser um interessante alerta para nós que, até hoje, insistimos em personagens. Não adianta fazer a femme fatale se, no dia seguinte, vamos ficar ao pé do telefone esperando ele ligar e sonhando com o casamento.
Assim como não vale a pena posar de moça casadoira se, oras bolas, suas preocupações para o momento são viajar, trabalhar e curtir você mesma. Não tem nada de errado com isso. Toda mulher é única e precisa saber ouvir a si mesma, antes das amigas, da família, da sociedade, das revistas e das novelas.
Rita aprendeu isso depois de encarnar nas telas a mulher de sensualidade incomparável, o furacão Gilda. Realmente, nunca houve mulher como Gilda. Assim como nunca haverá uma mulher como você!
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: amor, divórcio, femme fatale, gilda, personagens, relação, rita hayworth, sensual, striptease
15/07/2009 - 16:17
A detenção do ex-jogador Romário por não pagamento da pensão alimentícia de seus filhos traz à tona aqueles velhos comentários-chavão. Meu preferido é o que diz que, “no Brasil, a única coisa que dá cadeia é não pagar pensão”. Como se não devêssemos punir uma falta, só porque outras não são punidas…

É lei: atraso no pagamento de pensão dá cadeia e pronto. Romário, segundo o mandado de prisão, deve R$ 89.641,44 à ex-esposa Mônica Santoro, valor referente à pensão alimentícia de seus dois filhos com ela (criativamente batizados de Romarinho e Moniquinha).
Muita gente se opõe à lei da pensão, achando que ela abre a possibilidade de uma mulher “fazer a vida” depois de engravidar por interesse.
Por outro lado, não é raro vermos mulheres que viram mães em “tempo integral” após o nascimento dos filhos, deixando de lado carreira e trabalho para cuidar das crianças (que, obviamente, são responsabilidade e produto dos dois).
Quando o casamento termina, elas se vêem num verdadeiro “mato sem cachorro”: além da dificuldade para voltar ao mercado depois de tanto tempo afastadas, ainda precisam rebolar para continuar cuidando diariamente das crianças (já que, geralmente, ficam com a guarda integral).
E você, o que acha? A pensão alimentícia é uma exploração ou um direito justo?
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: direitos, divórcio, família, filhos, pensão alimentícia, romario, separação
03/06/2009 - 11:18
Hoje, qualquer casal que queira se divorciar tem dois caminhos: pedir primeiro a separação judicial (e, depois de um ano, divorciar-se legalmente) ou, comprovando com testemunhas que a separação ocorreu há mais de dois anos, divorciar-se de uma vez. Ou seja, para se divorciar legalmente, você precisa ter se separado há dois anos – tempo mais que suficiente para repensar uma decisão, passar por voltas e reviravoltas e encarar um bocado de constrangimento por estar separada na prática, mas casada perante a lei.
Isso pode mudar em breve. Há uma emenda à Constituição, já aprovada pela Câmara Federal em primeiro turno, que propõe facilitar os trâmites do divórcio. O divórcio poderia sair no mesmo momento do pedido.
* Atualização: ontem a lei foi aprovada pela Câmara dos Deputados; agora, precisa passar pelo Senado. Veja o vídeo.
O autor da emenda é o deputado Sérgio Barradas Carneiro, do PT baiano. Para ele, “da maneira como funciona hoje, há gastos com a separação judicial e depois com o divórcio. Ainda toma tempo do Judiciário e, para muitos casais, implica prolongar a dor, primeiro com a separação judicial e depois com o divórcio”.
Leia a notícia aqui.
Por outro lado, há quem argumente que essa facilidade pode fragilizar ainda mais o núcleo familiar, aumentando o número de divórcios e diminuindo as chances do casal se reconciliar.
Veja o vídeo.
E você, o que acha? A lei que simplifica o divórcio deve ser aprovada?
** Post publicado originalmente em 22 de maio.
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: casamento, divorciada, divórcio, lei, muher, separação