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30/07/2009 - 08:25

Dance me to the end of love

O título deste post foi emprestado da bela música de Leonard Cohen, que para mim ficou melhor ainda na versão da Madeleine Peyroux; ouça aqui.

“Dance comigo até o fim do amor” fala de um convite para dançar ao longo de todas as fases possíveis e imagináveis pelas quais a gente passa quando se apaixona, e sugere dançar na beleza e no medo, a sós e na hora do casamento, com ternura e através de todos os caminhos.

Eu nunca fui lá uma grande dançarina; sou meio atrapalhada e me falta ritmo. Mas acho a coisa mais linda e expressiva ver casais dançando.

Podem ser aqueles profissionais, que são capazes de desafiar a gravidade e fazem todo aquele movimento parecer uma coisa natural.

Como eles aqui, ó: Fred Astaire e Ginger Rogers em cena de “Swing Time”, de 1936.

(Se não conseguir assistir, clique aqui)

E também podem ser aqueles amadores, que provavelmente se aplicam em aulas semanais de dança de salão. Como estes anônimos aqui, que encontrei por acaso ao procurar pela irresistível “Too Darn Hot”, cantada por Ella Fitzgerald.


(Se não conseguir assistir, clique aqui)

Embora saibam, lá no fundo, que talvez nunca impressionem uma plateia, eles se aplicam e se divertem à beça dançando. E aprendem a respeitar o ritmo, servir de apoio e acompanhar um ao outro — quesitos tão essenciais para se dançar com alguém até o fim do amor.

Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , ,
11/12/2008 - 12:18

Eutanásia: você teria coragem de ajudar alguém querido a morrer?

Ontem li uma notícia muito tocante. Pela primeira vez na história, a televisão britânica vai exibir um documentário que mostra um suicídio assistido — ou seja, uma eutanásia.

O professor universitário americano Craig Ewert permitiu que sua morte fosse filmada. Sofrendo de uma grave doença neurológica incurável, ele escolheu morrer (o que é contra a lei na maioria dos países) a ficar sendo mantido por aparelhos.

>> Leia a notícia na íntegra aqui

Mas o que mais me tocou foi a atitude de sua esposa, Mary, que apoiou a decisão dele todo o tempo. Casados por 37 anos, pais de dois filhos, eles se despediram assim: ele escreveu que gostaria de continuar, mas não conseguia mais.

Ela então perguntou se podia lhe dar um beijo e disse: “Faça uma boa viagem. Ainda te vejo um dia”.

Não consigo imaginar o que eu faria no lugar dela.

E você? Acha a eutanásia válida? Teria coragem de ajudar um ente querido, como um companheiro de uma vida inteira ou um filho, a partir?

>> Leia as impressões de uma repórter que assistiu ao documentário aqui no Fronteira Livre

Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
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