Mulher ao volante, machismo constante
Ser mulher hoje em dia não é fácil, principalmente se você escolheu, como eu, trabalhar em uma área dominada por homens.
Sou jornalista automotiva e fui convidada a participar do Audi Driving Experience, realizado no dia 27 de novembro em uma fazenda em Indaiatuba. Pilotos profissionais tinham a responsabilidade de ensinar aos jornalistas convidados algumas manobras de pilotagem e de direção defensiva.
Já acostumada a ouvir que mulher não entende nada de carro, me sinto bem entre os colegas que profissão, que raramente demonstram preconceito com as mulheres que atuam na área. Por isso, qual não foi a minha surpresa quando, assim que os jornalistas desceram à pista para assumir o volante dos modelos da Audi, um dos instrutores perguntou para a outra mulher no grupo: “Você também vai dirigir?”
Imagino que milhões de respostas passaram pela cabeça dela naquele momento, assim como aconteceu comigo. Se existia alguma dúvida se todos os jornalistas na pista iriam dirigir, por que perguntar exatamente para uma das mulheres, que eram só duas entre onze homens? Ok, posso estar exagerando, ele não quis ser preconceituoso, apenas perguntou para a primeira pessoa que viu. E ela apenas respondeu “sim”.
Seguimos em direção a outro instrutor para a primeira série de exercícios. Pois não é que ele perguntou para as duas mulheres do grupo se nós íamos dirigir também? Peraí, o primeiro pode ter sido coincidência. Mas acontecer duas vezes? Sim, todos dirigiram. Seguimos para o segundo e depois para o terceiro exercício de direção defensiva. Mais uma vez, o instrutor perguntou às duas mulheres: “Vocês vão dirigir?”. Ah, por favor, três vezes não dá pra ser coincidência.
Com tantas mulheres conquistando seu espaço no automobilismo e provando que podem ser tão boas quanto os homens – veja o exemplo da americana Danica Patrick na Fórmula Indy -, me surpreende ver pilotos brasileiros demonstrarem esse tipo de preconceito com as mulheres. Será que passa pela cabeça deles que não somos capazes de guiar ou avaliar um carro como eles? Lastimável!
De volta aos “boxes”, os acontecimentos renderam uma breve discussão entre os jornalistas participantes. Pra não dizerem que sou feminista e também estou sendo preconceituosa, deixo claro que até mesmo os homens do grupo acharam machistas as perguntas. A impressão que ficou é que, para eles, as mulheres só poderiam ser a “acompanhante” de algum dos homens presentes.
Uma revista levou uma modelo à fazenda para fazer fotos ao lado dos carrões, o que me fez pensar que, talvez, eles pensassem que estávamos lá para fazer produção. Claro, porque eu não tenho cara de modelo e não consigo imaginar que ele pensou que esse fosse o meu caso também. Acho que seria até pior: mulher só serve pra posar?
De volta ao meu lar doce lar, comentei com um amigo sobre o acontecido e ele me contou que uma vez estava no carro com sua namorada quando ela parou para abastecer. O frentista, ao invés de perguntar para ela, se dirigiu a ele, no banco do passageiro.
Quando penso que a sociedade está evoluindo e ficando menos machista, enfrento situações como essa, que me fazem enxergar que o machismo não morreu. Na verdade, ele está em todo lugar e com força total.


O melhor comentário é o da Laurinha: se as mulheres colocam os homens como algo a ser superado, já estão reconhecendo sua superioridade pelo menos nas áreas em que, tradicional e historicamente, eles são bem sucedidos.
Aqui infelizmente os exemplos foram todos em torno da mulher ao volante, talvez porque o tema do texto seja esse.
Mulheres hoje dirigem até caminhão, mas não podemos tomar fatos isolados para dizer “olhem aí, as mulheres fazem o mesmo que os homens”, Infelizmente, o movimento feminista está masculinizado. Muitas mulheres não vêem que, dentro da sua especialidade, a maioria dos homens jamais conseguem penetrar – como alguns setores culturais, educação infantil, capacidade com lidar com problemas do sentimento.
E isso vem mostrar que o movimento feminista se ressente do domínio histórico dos homens, e há como uma revanche, um grande sentimento de culpa e desejo de vingança, afinal, se observarmos uma cela de chimpanzés, o macho bate na fêmea todo dia, e não é por causa de sexo, é que ele está irritado de ficar preso ali dentro e desconta sua raiva nela (observei isso num zoológico e a mullher que tomava conta dos bichos me disse que ela (a fêmea) estava nervosa e atirando pedaços de pau nele, porque apanha todo dia dele.
Até pouco tempo atrás se batiam em mulheres. O fato de isso ter se resolvido quase que totalmente, já não significa uma conquista?? a ciência comprovou que a mulher não é inferior ao homem, porque se levariam em conta as opiniões dos machistas?? Ademais, a questão da submissão pode ser imposta aos homens também por pais autoritários e machistas. Meu pai mesmo, não dizia somente à minha mãe que ela era incompetente em tudo, dizia a todos os filhos, que nós nunca iríamos ser nada na vida, que nunca seríamos iguais a ele. Graças a Deus né?? rsrss
Outra coisa: no comércio de sexo na internet o que se vê é a mulher submetida aos instintos masculinos – raramente se vê um homem mais do que 10 minutos fazendo uma preliminar nela, enquanto ela fica até 1 hora no sexo oral com ele – e muitas feministas chamam isso de “revolução feminista”. Algumas feministas também chamam de “revolução” o fato de a mulher cometer os mesmo erros que os homens. Assim, seria normal elas fazer sexo grupal e ter vários parceiros sexuais, uma vez que os homens historicamente agiram assim (principalmente nas sociedades poligâmicas).
Algumas teses sexistas de algumas feministas:
1- se a mulher faz sexo anal, ela é biscate, logo não se deve casar com ela.
2- Se a mulher faz sexo grupal – idem (com essa eu não me casaria, lógico rsrsr)
Sem falar da arrogância das que possuem capital e ocupam posições elevadas nas empresas – gerência, diretoria etc. Normalmente se tornam como homens, passam a ser avarentas e se imporem aos filhos e também socialmente.
Calma, que para vocês chegarem à podridão moral dos homens ainda vai demorar. Do ponto de vista sexista já chegaram ou até passaram da conta, isso não resta dúvida. Quanto ao mais, está longe ainda. Nós homens enxergamos a nossa brutalidade, seres revestidos dos mais instintos primitivos, quando nos revoltamos vendo uma sapatão de aspecto masculino bancando mimos para outra mulher… parece que estamos olhando num espelho, mas ainda temos algum fundamental que “elas” não tem, a saber que a sociedade é FALOCÊNTRICA, o FALO ainda é um símbolo de poder masculino, e o fato de a mulher estar sexualmente submetida a ele, mostra que o movimento feminsta deu grande passo de lado, e não para frente.