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09/06/2008 - 15:30

De repente, 30

Você percebe que está ficando velha quando passa a pagar mais de R$ 50 em um potinho de creme. Isso era inviável quando eu era mais nova, por duas razões principais:

1. eu era uma duranga: principiante na profissão, meu salário era menor que a mensalidade da facul (que eu ainda nem tinha terminado);

2. eu era muito preocupada em *não* parecer bonita e estufava o peito para reclamar do absurdo que é gastar R$ 50 num cosmético.

Quando você fica mais velha, deixa de achar que sua personalidade tem que estar calcada em uma coisa só – por exemplo, no seu papo, nos seus gostos ou no seu intelecto.

Você percebe que usar um creminho não é “desespero para se enquadrar” ou “coisa de mulher desesperada para arrumar homem, deus-que-me-livre, isso eu passo, vivo muito bem sozinha”.

O creminho – ou o batonzinho, ou a manicure toda semana, ou o gel especial de limpeza de pele, ou qualquer coisa que seja – passa a ser um presentinho, uma delicadeza com você mesma. Um cuidado que só pode ser oferecido e aceito por alguém que não se importa mais em *não* parecer só mais um rostinho bonito – simplesmente porque já sabe que não é só isso.

Com isto entendido, 30 é uma delícia. Agora, mal posso esperar pela minha primeira ruga! :-)

(E não sou só eu: descobri outras irmãs na vaidade pós-30 na matéria da Ju Arruda).

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:

18 comentários para “De repente, 30”

  1. carol disse:

    vixe, era sobre isso mesmo q eu queria falar…fui na net pesquisar os preços de uns produtos para tratamento de pele, e achei uns com uns preços acessíveis. queria saber sua opinião sobre eles, se prestam ou qual é melhor…desde já, brigadinha!!

    tô querendo comprar um adstringente e um esfoliante e tô em dúvida de qual marca é melhor? l’oreal ou nívia? e tambem: gel de limpeza ou esfoliante, o q é mais apropriado??? ah e tbm se tu conhece uma marca chamada clean&clear…sabe se é boa?? qual q tu me recomenda…mas olha lá…sou estudante e meu orçamento é baixo

  2. Alexandra disse:

    As mulheres que chegam aos trinta não deveriam se preocupar porque estão ficando velha, mas sim, colocar pensamentos positivos que estão mais experientes e com muita capacidade para fazer muitas coisas,ou seja levar sua vida numa boa fazendo caminhada, praticar esporte, namorar muito que faz bem para saúde e principalmente,esquecer a palavra velhice e fazer tudo que teve vontade de fazer há alguns anos atrás enão teve oportunidade. A velhice está nas pessoas negativas e amargas da vida. beijos

  3. Amanda disse:

    ah, eu espero demorar muuuuuuuuuuuuuuuito tempo até começar a usar cremes “de 30″ ;)

    mas não adianta, quando a gente vê já estamos nos enquadrando nas seções de cremes da avon :(

  4. Arnaldo Massari disse:

    Muito bonita, sob as tranças da juventude e pelos tracejados felizes bem aparentes, tendo feito as suas regulares e antecipadas aberturas de praxe, acercando-se dos quase trinta anos, resolvia fechar questão ao do casamento. Começava a aperceber-se do etário temerário. Daquele que institui, em nada contribui! Entretanto, apostava em suas cartas pelas fortes razões das copas e dos paus.

    Sempre sendo mais vista do que via, repentinamente, ascendeu-se na atenção. O que esteve no despercebido, sem nenhum sentido, passava, então, a ser objeto e objetivo. Delineado ficava o que bem queria: um guapo bem-sucedido, hígido, no pertinho do grisalho. Aquele do olhar determinante e coadjuvante. Bem provido e provedor às ansiedades feminis, provador emérito de longa data. Enfim, com muita prática na temática variada. Seguro de si, confiante e dominante. Apenas, como todos, naquela cegueira em que nem binóculo faz enxergar.

    Não demorou… As rolhas do champagne espocaram em conjunto com as luzes das fotos. Um sonho realizava-se. Aquele véu, não muito mandatário, porém, institucionalizava a vontade e a razão para um comportamento bem diferente. Sossegado ao do então diverso – o das proas e das popas às guinadas dos ventos e dos velames. No começo, os resorts, o caviar, limousines, alta costura, mídia! Verdadeiro desbunde…

    Vivendo e acontecendo! A vida corre e escorre como um filete d’água. Quase imperceptível. Rigorosa, nada harmoniosa. O calendário não segura nem um pouco o cair das suas folhas. Recordares aos em céus de ontem, nos chãos do hoje. Subseqüências que não sustentam tão-somente os prazeres, os aconteceres amenos. Trazem, igualmente, as sínteses de coisas outras. – Como são inúmeras!

    De maneira muito diversa, perversa, às vezes, acontecem os desgastes e os desgastantes. Sob todas as ordens, nomenclaturas, observações e conteúdos. Em falados ou em fadados, cunho é que, relacionamento a dois mais destempera do que contempla. É quando o compulsório das aceitações mútuas se faz em conquista ao do dia seguinte. Paciente vitória para os sábios do equilíbrio ao do prosseguir sob o mesmo teto. No desfrute da mesma teta, do mesmo peito.

    Apenas para constar, não tanto ao de preocupar ou assustar, há casos nos matrimoniais em que uma terceira pessoa pode resolver. No sabido escondido, ou em ostensivo partilhado! Nesse sintomático, o que não pode haver é o egoísta. Fica ruim. Traz implicações outras…

    Não obstante, formalizações e açodamentos, fora à parte.

    Voltando ao marido deste então, cheiroso e charmoso, envolvido nos negócios até o pescoço. Ânsia ao que nada traz! Apenas ao bolso dos herdeiros. Com mais presença naquelas reuniões dos errares em democrático, ao do que no desfrute do abraço e da cama não interesseira. Contumaz ausente do onde deveria estar presente, em efetivo! Mesmo que ainda fosse sob uma necessária criatividade, algo parecido e despendido no do negocista. Ainda assim, curiosamente, livre das rígidas protuberâncias cranianas. Agraciado pelo simples cumprimento das juras daquele capcioso véu do enlace. Avis rara…

    O tempo segue rápido, resoluto, não clemente! Nem sequer avisa, porque assim não precisa. Supressivo, é possessivo de destinos. Cerimonial, nunca cerimonioso!

    A verdade do feliz é transitória fantasia. Não segue em igual sempre ao depois. É irregular de ímpares e de pares em uma aritmética aleatória. Em intempestivo, traz os piripaques. Não escolhe a idade, não ratifica qualquer vontade. Considera os em não considerados.

    Aquele Executivo não tão executante! Sim, e muito, mantenedor das incontáveis vitrinas da feminilidade. Ardoroso negocista que, num extemporâneo e repentino desavisado de alfaiataria, ganha um requintado e vistoso paletó de madeira.

    No ínterim daquele baixar à sepultura, em presencial e atraente viuvez, aquele vulcão dispunha-se no temporário das próprias lavas. No entremeio do funeral, discretamente, lá já estavam os olhares ao recém-disponibilizado. Sedentos ao cedido. Diversos fitares masculinos dissimulados, lânguidos de pesar momentâneo, ordinários em essência. Construindo em mental, sem perda de tempo, uma voluptuosa conciliação de prazeres. Aqueles irromperes aos caminhos novos, nos dadivosos das viúvas frescas.

    Na volta, em casa, desnudando-se do seu impecável vestido preto, o primeiro comparecimento foi ao do espelho. Lá, via uma bela fêmea no pilar dos seus recém-passados quarenta anos. Contudo, a famigerada decadência corporal, em manso, no ranço, começava no seu de irreversível.

    A expressão daquela então beleza não mais era a da tanta certeza ao do masculino exigente – o refinado em bem-acostumado. Dava lugar a muitas temerosas dúvidas e aflições. Olhava para as suas coxas! Os seus peitos não mais eram aqueles parecidos com ganchos. Não bastante haver em tamanho! A rigidez e o formato são determinantes! Merde!

    Após a missa do sétimo dia, algo precisava ser feito! Uma vontade imensa ao prazer desmedido e ao não tempo a perder aplacava-se em riste de desagravo:

    — Que o prezado descanse em paz!

    Afinal, por que não escancarar dentro de quatro paredes, em duas ou quatro portas? Ninguém sabendo, vendo, não haverá o deitar das falas. O cuidado que o agora apresenta é bem outro: a quem, onde, quando? Mostrar a coisa mais antiga e conhecida do mundo é sempre novidade para quem ainda não viu. Entretanto, a curiosidade tem limites.

    É preciso ter em mente que validade e vontade não se coadunam. Não adianta somente querer exibir, dar. É preciso haver o conteúdo e, não o combalido. As desistências podem ser frustrantes. Insurretas! Vá que no passar do tempo ninguém queira!… Melhor agora, em sussurros, em gemidos ou em urros – pouco importa – do que ter de mais tarde apelar para o Turismo Sexual: pegando e pagando…

    A juventude é um prêmio ultra-fugidiço. O adulto, quando em conseqüente, é a gritante verificação. A velhice, apenas, o pesado fardo do tudo que chegou sem muito avisar.

    Sem os exultantes, um burlesco de corporal, mesmo que em réplicas de súplicas, é encontrar o alguém para dar a cobertura. Os samaritanos são raríssimos!

    O sentimento do em perdendo, naquele justapor, é o arauto para todas as apressadas decisões: os sorrisos à procura de imissões. Realidade inelutável!

    A viuvez, quando at %!@$&@# não reluz e não deduz a coisa alguma de passado. O que manda é o latejar da inquieta libido. Um grande e feroz sentido ao do tempo.

    Espólio de sexual valioso, novos legatários! A vida é mesmo assim: rasa, irreverente, simplista. Aos que não concordam, o bastar da leitura de um sem-número de páginas viradas.

    Quase sempre, os mimos dos cônjuges, mesmo que em deixados valiosos de feitos e feitios, em pelúcias e em carinhos havidos, no definitivo de uma ausência, turvam-se. As resplandecências daquele tão dividido e solidário restam-se, às vezes, no relicário de apenas longínquos e vagos valores.

    O materialismo afoga o sentimentalismo. O corpo e a alma sempre foram inimigos declarados…

    —————————————- —————————————

  5. Excelente blog. E o que é mais importante: COM CONTEÚDO! Virarei assíduo, mesmo sendo homem, ok? Até porque “tentar” entender as mulheres é minha meta de vida. hehehe. E acho que pode rolar uma interação legal entre blogs. Confere o nosso. Será um prazer. (me procura por “Jurandir”)

    - O Equilibrador de Pratos -

    O que os homens pensam?

    Relacionamentos. Teorias. Discussões. Comentários. Mulheres. Sexo. E pratos equilibrados em varinhas. Bem-vindo à vida real.

    3 amigos (B. Sacamano, Hannibal e Jurandir, pseudônimos, claro) que resolveram fazer um blog tratando de assuntos que abordam o “Universo Homem + Mulher = Relacionamentos”. Retrata todos assuntos citados acima, com textos bem escritos, humorados, ácidos, sarcásticos, irônicos e, sinceros ao extremo. Vale dar uma conferida. E que atire a primeira pedra quem não se identificar com algo.

    Blog: http://www.oequilibradordepratos.blogspot.com

    E-mail: oequilibradordepratos@hotmail.com

    MSN: oequilibradordepratos@hotmail.com

    PS: por que o nome “O Equilibrador de Pratos”? Entre no blog e descubra. Será um “soco no rim”. No bom sentido, é claro.

  6. Clarissa disse:

    Meninas,

    Estamos com tudo mesmo! :)

    Foi ótimo saber que não sou só eu que me sinto assim ao entrar nos 30.

    E, Maiza, certamente terei prazer em escrever um novo texto a cada década virada!

  7. Simone Souza disse:

    É isso aí, temos que nos cuidar porque nos amamos, porque somos lindas, não importa nossa idade. Quem não entender isso…

    Bem, se alguém não entende isso

    não merece nosso tempo perdido para pensar neles.

    Somos feleizes por sermos mulheres, pessoas maravilhosas e isso nos basta, e isto é o que importa!!!

    Beijos para todas

    Simone

  8. Débora Baroni disse:

    Olá, dia 12 de agosto faço 30 anos, não sei o que mulheres nesta idade pensam, mas, sinceramente, estou muito bem; estou me achando, a mulher super independente e única…Estou passando o melhor momento da minha vida…De bem com meu esposo, com minha família, com meu Deus e minha fé, com meu trabalho….com minha pele, cabelo etc etc….

    bjs para todas vcsss…

  9. Bia disse:

    hahahah me identifiquei muito!

  10. Que engraçadas vocês! Falam dos trinta anos como se isso fosse uma coisa do outro mundo. Meu Deus, vocês são uns bebês. Tenho cinquenta e dois, comecei a cuidar da minha pela desde os quinze e olhe, tenho pele de trinta. Mas não trocaria nada pelos meus ciquenta e dois anos! Se vocês pensam que pensam, vamos lá, o tempo vai passar e vocês vão ver como é muito, muuito booom envelhecer com segurança e sabendo muito bem o que se quer. Beijos a todas.

    Maiza Viana

  11. Maria Paula disse:

    Adorável a reflexão!

    É assim mesmo quando chegamos aos 30. Mas é impressionante o quão caros ficam os creminhos aos 40!!! hihihi

  12. Denise Gattolin disse:

    Aos trinta anos, descobri a mulher verdadeira que sou!

    Luto muito mais, amo muito mais e sou muito, muito mais bonita e feliz!

    Nunca é tarde pra ser verdadeiramente feliz!!!!!!!

    Viva as Balzaquianas!

  13. Aos 30 anos senti a necessidade de ser mais útil ao nosso planeta terra. Por isso criei o projeto Transforme ruas Periféricas em ruas Ecológicas, juntei um grupo de amigos para sermos voluntario do movimento Projeto Gente com consciência. Quem quiser saber mais entre no site http://www.silviaferreira.com.br/projetoeco.htm e blog http://gentecomconsciencia.zip.net

  14. kellen disse:

    Meninas, adorei o blog!! Sobre o post, a gnt gasta mto p se manter mais ou menos, heheh!!! parabens, bjãooo

  15. Para este tipo de problema é necessário utilizar os produtos adequados para seus cabelos. Cuidar dos cabelos não é comprar qualquer tipo de shampoo.
    Existe um Portal de Beleza que se chama Akbox… lá vc é capaz de encontrar os melhores produtos para cabelos, corpo, maquiagem e entre outros!
    Além do mais, existe uma sistema onde vc preenche o perfil dos seus cabelos ele monta um kit na com os melhores produtos para vc. É maravilhoso! Nunca havia visto antes! Entre cadastrei e comprei os produtos!
    Meus cabelos melhoraram em 100%. O melhor de tudo? Recebi os produtos no mesmo dia da compra! A entrega é rápida! Sensacioanal!!!
    Indico ele: http://www.akbox.com.br (maravilhoooosssoooo) rs…
    Ai vai a dica!
    Espero tê-la ajudada!

  16. Emiliam disse:

    Tava na internet procurando por creminhos,vim parar aqui!Tenho 44 e gostaria que fizessem uma matéria a respeito de cremes de beleza,marcas interessantes,o que usar,etc.Mas sejam conscientes,afinal a grana anda um pouco curta.Uma reportagem com cremes e preços acessíveis a nós,reles mortais,e por favor,não venham com aqueles creminhos franceses,americanos,burgueses,ok?Lembrem-se,somos BRASILEIRAS!

  17. Adriene disse:

    Achei hilários o blog e os comentários. Tenho 37 anos e tb fiquei aturdida com a chegada aos TRINTA…Uso meus creminhos , tinjo os fios brancos, mas sei que idade , no fundo, é um estado de espírito…O que importa ,de fato, é envelhecer bem.BJS

    Achei hilários os comentários e o blog. Tenho 37 anos e a chegada aos 30!!! trouxe uma crise existencial, deprê mesmo. ..Mas procurei ver o lado bom . Uso meus creminhos e pinto os cabelos sem me estressar…com o inevitável. Idade, no fundo, é um estado de espírito…

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