Mulheres no governo: alguns felizes, outros nem tanto
Entre a poderosíssima secretária de estado americana, Condolezza Rice, a chanceler alemã Angela Merkel e até a brasileira chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, as mulheres ocupam cada vez mais as cadeiras políticas.
Na Espanha, a ex-ministra da Habitação Carme Chacón sobe mais um degrau nas conquistas ao se tornar a primeira mulher à frente do Ministério da Defesa da Espanha. A imagem de Carme, 37 anos e grávida de sete meses, passando as tropas em revista é extremamente poderosa para a forma como vemos as mulheres e como nos inserimos no mundo.
O país comandado por José Luis Rodríguez Zapatero tem maioria feminina no Ministério. “É o primeiro governo em que uma mulher está no ministério da Defesa, e é o primeiro governo em que há mais ministras do que ministros”, disse Zapatero em matéria para o Último Segundo.
Mas se o aumento da presença feminina em cargos executivos anima alguns, ainda incomoda outros. O recém-reeleito premier italiano Silvio Berlusconi declarou, em jocosa entrevista a uma rádio, que Zapatero “terá problemas para governá-las [as mulheres nomeadas]… mas foi ele quem procurou”.
Berlusconi é conhecido por sua posição centro-direitista e por não ser exatamente sensível às questões femininas. Em março deste ano, em campanha, uma eleitora p questionou sobre as dificuldades de sustentar uma família na atual conjuntura econômica da Itália. Impávido, o político disse que ela devia “arrumar um marido”.
E aí? Mulheres no governo ajudam ou complicam? Deixe seu comentário.
Com colaboração de Mayara Geraldini
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