Os hindus ensinam: na hora do amor, música suave, perfumes, flores, petiscos, tudo à luz de velas…E mais: há exercícios milenares que prometem ajudar você a extrair o máximo de sua noite de amor.
O êxtase amoroso, a verdadeira porta para encontrar o divino: na tradição tântrica da Índia antiga, a energia sexual era vista como uma ferramenta para o desenvolvimento humano.
Daí nasceram técnicas supersofisticadas com o obejtivo de extrair o máximo de prazer na vida sexual. Técnicas, diga-se de passagem, repetidas e imitadas até hoje.
Nos anos 1950, o médico americano Arnold Kegel fez uma releitura das técnicas tântricas, adaptando-as para nossa visão ocidental.
É bom que se saiba, a ênfase dos rituais e exercícios não era colocada no orgasmo, ao contrário do que poderíamos pensar. Muitas das técnicas tinham como objetivo justamente retardar (e até mesmo reter) a ejaculação, de modo a intensificar e fazer durar por um tempo indeterminado o êxtase. Sofisticações do Oriente que vêm inspirando muitos de nós, na cama, aqui no Ocidente…
RECUPERAMOS PARA VOCÊ ALGUNS SEGREDOS (PRÁTICOS) DO TANTRA. ACOMPANHE AQUI.
O sexo é uma meditação a dois e qualquer ato sexual, um acontecimento sagrado. Durante o ritual tântrico de amor, a mulher se transforma na deusa Shakti e o homem, em Shiva, seu consorte. Juntos, eles se misturam à energia do universo. A deusa Shakti é o coração do Tantra. Ela é o poder e a intensa energia feminina que conduz ao êxtase e à iluminação. Identificada com a Grande Mãe ou Mãe Divina, é ela que apóia todas as formas de vida — mental, afetiva, biológica — do planeta.
Prepare o seu corpo Os ensinamentos tântricos não deixam escapar nenhum detalhe na hora de fazer do amor uma arte.
Prepare o ambiente. Os tantrismo acredita que a energia erótica nasce de vários tipos de estímulo. Os mais diretos, relacionados ao ato sexual propriamente dito, e aqueles mais sutis, como música suave, perfumes, alguma bebida excitante (talvez), flores (sempre), e frutas e outras comidinhas.
Antes de começar, os parceiros devem ficar em silêncio, relaxando e visualizando o aspecto divino um do outro.
Nos rituais tântricos, isto é feito sobre uma mandala ou um yantra, que são símbolos propícios para a meditação e para o encontro com o divino.
Durante o maithuna (coito) tântrico, o foco da atenção não é a ejaculação, ao contrário, a idéia é retardar este momento o máximo possível.
Segundo os adeptos não só do Tantra, mas também de algumas teorias mais modernas referentes à sexualidade, a ejaculação, de certa forma, “mata” o amor, fazendo o homem não desejar mais qualquer proximidade com a mulher e impedindo o prolongamento do prazer.
No Tantra, o orgasmo é descrito como um estado abençoado de expansão da consciência, muito parecido ao êxtase religioso. Deve, portanto, ser lenta e cuidadosamente preparado e usufruído.
No Tantra, o homem-Shiva “não copula com uma vagina, mas se une a um ser total, à mulher física, psíquica e cósmica, ou seja, a encarnação da Shakti”. A energia sexual deve sair dos órgãos sexuais e percorrer todo o corpo, cada célula deve vibrar e, assim, despertar a serpente Kundalini que dorme na base da nossa coluna vertebral, segundo a visão hindu. Para os hindus, Kundalini é a energia criativa que está na base da nossa consciência (por isso a imagem de que ela dorme enroscada na base da nossa espinha).
Quando estamos impregnados desta energia criativa, então estamos vivendo plenamente nosso potencial. Esta é a base do Yoga Tântrico. Não admira que o êxtase sexual seja considerado um estado alterado de consciência!