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Arquivo de junho, 2007

26/06/2007 - 09:51

Mitos sobre a fertilidade feminina

Mesmo em meio a tantos avanços científicos, há lugares, no Brasil, onde a informação simplesmente não chega. Nesses lugares, a medicina é a popular, a prescrição médica é a recomendação do amigo, a reza vizinho ou a simpatia do parente.

O imaginário popular criou, ao longo dos tempos, uma série de idéias que foram se cristalizando como verdades absolutas, dando origem aos famosos “mitos” ou “preconceitos”.

O corpo feminino e a fertilidade da mulher têm sido fontes de inúmeras fantasias que, ao invés de ajudar as mulheres, criam obstáculos.

Joji Ueno, que coordena do curso de Especialização em Medicina Reprodutiva, ministrado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, afirma que já desmistificou muitas crenças e mitos sobre a fertilidade feminina e o funcionamento do corpo da mulher.

A seguir, o médico lista algumas das dúvidas mais comuns, que foi reunindo, ao longo dos mais de 20 anos de experiência médica:

- Quem é mais responsável pelos problemas de fertilidade do casal: o homem ou a mulher?

Não há um responsável pelo problema de fertilidade do casal. Ninguém é mais responsável que o outro pelas dificuldades de gerar filhos. Em cerca de 40% das vezes, a dificuldade provém do homem. Em outros 40%, da mulher, e, nos 20% restantes, os dois possuem problemas que impedem a gravidez.

- Quais são os principais motivos que impedem uma mulher de ter filhos?

São as alterações nas trompas – tubas uterinas – e no próprio útero, que representam aproximadamente 30% dos casos. As doenças sexualmente transmissíveis, a endometriose, as aderências causadas por cirurgias ou infecções, além das malformações no útero e nas trompas. Outra causa comum de infertilidade feminina, responsável por aproximadamente 20% dos casos, é o distúrbio ovulatório.

Outros distúrbios ovulatórios também podem ser causados pelo uso prolongado de pílulas anticoncepcionais. Existem ainda causas mais raras que alteram o funcionamento dos ovários, como a menopausa precoce – insuficiência ovariana prematura – que pode ter caráter genético.

- Por que a endometriose pode causar infertilidade

É fácil explicar a associação entre infertilidade e endometriose quando esta causa aderências nas trompas ou a obstrução total ou parcial das mesmas.

Nestes casos, a trompa não consegue captar o óvulo liberado pelo ovário no momento da ovulação. Em algumas situações, a endometriose pode interferir no processo de desenvolvimento do óvulo e na ovulação, bem como na formação do corpo lúteo.

- É verdade que a idade interfere na capacidade da mulher engravidar e que aos 37 anos não é mais possível ter filhos?

A partir dos 30 anos, e principalmente, após os 35 anos, ocorre um declínio no potencial reprodutivo. Após os 40 anos, a diminuição da fertilidade se acentua, ao passo que aumenta a taxa de aborto espontâneo. A queda na fertilidade com o avanço da idade é um fato biológico. Estima-se que a chance de gravidez por mês é de aproximadamente 20% nas mulheres abaixo de 30 anos, mas de apenas 5% nas mulheres acima dos 40.

- Injeções anticoncepcionais podem comprometer a fertilidade da mulher?

Com a interrupção da injeção mensal, a fertilidade da mulher logo retorna. Já com a medicação trimestral, permitida durante a amamentação, pode haver um atraso no retorno da fertilidade. Em média, costuma demorar quatro meses após o término do efeito da injeção.

- É preciso ter os dois ovários e as duas trompas para engravidar?

É possível engravidar com apenas um ovário e uma trompa.

- Relações sexuais nos dias da ovulação resultam sempre em gestação?

Não, mesmo se o casal tiver relações sexuais todos os dias, durante um mês, incluindo o período fértil, apenas 20% das mulheres irão engravidar. Por outro lado, muitas vezes, uma única relação, no mês, pode resultar em gravidez, principalmente no caso das mulheres mais jovens.

Clínica GERA

Rua Peixoto de Gomide, 515

Conjuntos 11 e 12

São Paulo- SP

de segunda a sexta-feira// entre 09:00 e 19:00// Tel: (11) 3266 7974// www.gerasp.com.br// E-mail: gera@gerasp.com.br

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/06/2007 - 10:55

Cirurgia plástica íntima?

Incômodo no ato sexual e questões estéticas levam mulheres a procurar a cirurgia plástica íntima, um procedimento com pequena dificuldade técnica para o cirurgião, mas que proporciona qualidade de vida

A cirurgia plástica íntima é um procedimento adotado pelos cirurgiões plásticos quando as pacientes do sexo feminino se queixam de problemas que causam incômodos físicos e estéticos.

Conforme explica o Dr. Alexandre Piassi Passos, da Clínica Passos e membro do corpo clínico do Hospital Sírio Libanês há basicamente quatro indicações para se realizar esse procedimento:

- Quando a cliente sofre de hipertrofia de pequenos lábios, há uma questão estética envolvida, ou seja, os pequenos lábios vaginais são grandes e marcam sob a roupa, causando um efeito indesejado. Neste caso, o cirurgião reduz o tamanho dos pequenos lábios em um procedimento cirúrgico.

- Outro problema que pode ocorrer é dor na relação sexual devido também ao tamanho dos pequenos lábios. O procedimento é chamado de ninfoplastia, no qual se corrige o tamanho dos pequenos lábios.

“Trata-se de um procedimento um pouco doloroso, que exige banho de assento no pós-operatório por ser uma região delicada, porém simples de ser realizado e de dificuldade técnica pequena para o cirurgião. Mas, para a paciente, representa um avanço importante em sua vida sexual”, diz Dr. Passos.

- Em pacientes de idade um pouco mais avançada, pode ocorrer a perda de gordura na região dos grandes lábios e monte púbico vaginal. Neste caso, o cirurgião plástico realiza a lipoenxertia, que corrige a atrofia e revigora os tecidos por meio do enxerto de gordura, proporcionando um aspecto satisfatório à pele.

- A quarta indicação médica para a realização da Cirurgia Plástica Íntima feminina, segundo o Dr. Alexandre Piassi Passos, é a correção de epsiotemia. “Trata-se de corrigir o corte na região vaginal na qual foi realizado o parto normal. Esta cicatriz, em alguns casos, pode ficar com a pele alargada, então há a necessidade de correção”, ensina o médico.

Para o Dr. Passos, essas são as cirurgias aceitáveis e dentro da ética médica. “Todas as técnicas descritas são consagradas e necessariamente devem ser realizadas por um cirurgião plástico.

Vale lembrar que, antes de qualquer procedimento, a paciente precisa certificar-se de que o médico deve pertencer à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica”, finaliza.

Sobre Alexandre Piassi Passos

É cirurgião-plástico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC). Médico Responsável pelo Ambulatório de Rinologia Funcional da Disciplina de Cirurgia Plástica da USP.

Atua em sua própria clínica – a Clínica Passos de Cirurgia Plástica – e também pertence ao corpo clínico de hospitais como Sírio Libanês, Oswaldo Cruz e Albert Einstein.

Update (13 de agosto/09): saiba mais sobre o assunto e veja como encontrar um cirurgião na sua cidade na matéria “Ninfoplastia melhora a autoestima de pacientes”.

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
13/06/2007 - 09:49

Rotina com purpurina para administrar a casa

Independente do tamanho da moradia ou do número de moradores, administrar a rotina doméstica é uma tarefa da qual ninguém consegue se ver livre.

Essa afirmativa foi o ponto de partida para Maria Eugenia Sahagoff preparar uma série de instruções que repassava de uma empregada e outra sempre que houvesse mudanças.

Em Rotina com Purpurina a autora apresenta regras básicas para o funcionamento de uma casa, organizadas em forma de um manual prático.

Dividido em capítulos, o livro traz informações úteis desde o planejamento da faxina, lista de compras, organização de armários, como colocar a mesa, e até como pregar botões, além da manutenção da casa daqueles que têm animais de estimação.

Entre as dicas têm informações para a seleção de pessoal doméstico e orientações sobre direito trabalhista, incluindo modelo de contrato de experiência, recibo de pagamento e de entrega de vale-transporte, comunicado de aviso prévio e carta de convocações no caso de abandono de emprego, elaborados pela autora que é advogada.

“Quando meus filhos tomaram cada um seu rumo, perceberam o que era tomar conta do próprio ninho. Pediram-me conselhos e fui repassando cópias de minhas anotações. Constatei que o método funcionava e resolvi organizar essa experiência sob forma de um manual prático que outras pessoas também pudessem dele se servir!”, afirma a autora.

Maria Eugenia Sahagoff é formada em Direito (PUC/RJ), em Artes Gráficas e Filisogia (UFRJ). Ela é também autora dos livros Feliz Ano-Novo!- Faça tudo para Consegui-lo publicado pela editora Cultrix (1999) e Graças e Desgraças do Leão (2001)

Autor: admin - Categoria(s): Sem categoria Tags:
05/06/2007 - 09:30

Casais gays podem ter filhos?

A fertilização “in vitro” não é mais uma alternativa somente para os casais héteros com problemas para engravidar. Esse procedimento já vem sendo usado também para os casais homossexuais que desejam ter filhos.

O assunto ainda gera polêmica entre políticos e religiosos, mas cientistas e médicos afirmam que tem aumentado o número de gays que procuram a fertilização para conceberem uma criança.

Os casais formados por mulheres são maioria na hora de procurar métodos de fertilização. “A cada dez casais, apenas dois são formados por homossexuais masculinos, o que nos leva a confirmar que a mulher – independentemente de sua orientação sexual – traz em si uma vontade muito grande de ser mãe”, diz a doutora Silvana Chedid, especialista em Reprodução Humana.

Segundo a médica, outro fator que favorece as mulheres na hora de ter filhos, é que enquanto elas podem recorrer ao esperma de um doador anônimo, os homens dependem de um ventre disponível.

“Embora a sociedade esteja mais flexível com relação à homossexualidade, o assunto ainda é muito delicado, e enfrenta sérias resistências não por parte da população, mas de autoridades governamentais e religiosas. Já para a medicina, o direito à maternidade e à paternidade não pode ser negado a ninguém, independentemente de sexo, raça ou religião”, conclui a doutora Silvana Chedid

Dra. Silvana Chedid , ginecolista especialista em Reprodução Humana, diretora da clínica Chedid Grieco(www.chedidgrieco.com.br) e chefe do setor de Reprodução Humana da Beneficência Portuguesa, em São Paulo

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