A vez do México aprovar a descriminalização do aborto
<img hspace=8 src=”http://delas.blig.ig.com.br/2007/04/a-vez-do-mexico-aprovar-a-descriminalizacao-do-aborto.htmlimagens/ultrasomm.jpg” align=left vspace=8 Reforma?.
Depois de Portugal ter sancionado a lei que descriminaliza o aborto no começo do mês(10 de abril), do outro lado do Atlântico, a Assembléia do México acaba de entrar para o mesmo time e aprovar a mesma lei que permite a interrupção da gravidez com até 12 semanas.
Agora qualquer mulher que desejar submeter-se a um aborto, por motivos financeiros ou familiares, poderá solicitar o procedimento, inclusive em hospitais públicos.
A decisão dividiu o México e causou polêmica num país onde 92% da população considera-se católica. O Papa Bento XVI enviou uma carta à Conferência do Episcopado Mexicano, apoiando a condenação à descriminalização do aborto.
O governo da Cidade do México estima que cerca de 1.500 mulheres morram por ano na capital devido a complicações de abortos clandestinos.
NesSe embate, 57% dos mexicanos são contrários à decisão do governo, enquanto 38% apóiam a descriminalização. A pesquisa foi publicada ontem pelo jornal mexicano “Reforma”.
No Brasil, o número chega a ser ainda maior, 65% da população é contra mudanças na lei do aborto, enquanto cerca de 1 milhão de mulheres continuam interrompendo a gravidez todos os anos, ilegalmente.
Resultados da enquete no Delas
Há algumas semanas atrás, nós fizemos uma enquete para saber a opinião das leitoras sobre a idéia de discriminalizar – ou não – o aborto no Brasil através de um plebiscito.
A grande maioria, 43% não é a favor da votação popular e se consideram absolutamente contra o aborto e qualquer tipo de discussão à respeito. Para elas o ato de interromper uma gravidez deve ser considerado crime.
No entanto, 35% das leitoras são favoráveis ao referendo, alegando que está na hora de começar uma discussão menos religiosa e mais voltada para saúde pública.
Em seguida vieram as pessoas que são a favor da votação: 13% consideram que o povo tem direito de ajudar na decisão, enquanto os 9% restantes, não confiam na maturidade plena dos brasileiros para decidir um assunto complexo e delicado como esse.
No total, o embate ficou acirrado: 52% das leitoras do Delas são contra o plebiscito enquanto 48% se colocaram a favor da consulta popular.
Mais informações:
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