08/11/2009 - 08:50

Joanna Krupa defende a nudez - e seu lucro - como afirmação da mulher. Foto: Reprodução
A modelo e atriz Joanna Krupa, estrela do programa “Dancing with the Stars” norte-americano, causou sensação esta semana. Capa da mais recente edição da Playboy gringa, ela declarou que posar nua, ao contrário do que defendem as feministas, é um ato de poder feminino.
“Há muitas razões para mulheres famosas fazerem fila para fotografar para a ‘Playboy’: é um trabalho em que, finalmente, uma mulher é mais bem paga do que um homem para fazer; ela pode definir as regras e trabalhar em equipe com outras mulheres – já que muitos cargos importantes na revista são ocupados por mulheres!”, disse a modelo à Fox News.
Para Joana, é hipocrisia achar que posar nua é alimentar a visão machista que os homens têm da mulher como objeto. “Ela (a modelo) participa do processo criativo, se envolve na seleção das fotos e termina com um produto que ela ajudou a criar desde o início”.
Enquanto isso, no Brasil, a espera pela Playboy de Fernanda Young foi alimentada pelo vazamento de fotografias que seriam da capa da edição. Nelas, a escritora aparece como as clássicas coelhinhas da publicação.
E você, o que acha? Posar nua é uma afirmação poderosa ou uma submissão feminina?
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
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01/11/2009 - 08:57

Não tinha como dar outra: Michelle Obama, a primeira-dama norte-americana, é a estrela da capa da edição de dezembro da revista feminina “Glamour” – edição que destaca as mulheres do ano.
Na reportagem, Michelle aparece com sete estagiários da Casa Branca e é reconhecida como uma grande mentora e exemplo para as jovens. Ela também confirma sua personalidade “pé no chão” ao falar sobre seus ídolos e fontes de inspiração:
“Eles foram as pessoas da minha vida. Minha mãe, com certeza. Meu pai. Os professores. Para mim, o ídolo era imediato, estava ao meu alcance… É por isso que queremos encorajar as mães, professoras e pais para serem presentes na vida de suas crianças, nas suas comunidades, porque isso realmente faz a diferença”.
A edição chega às bancas dos Esrados Unidos na semana que vem, com as outras 11 mulheres do ano – que serão homenagadas em evento no Carnegie Hall, em Nova York, no dia 9 de novembro.
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: glamour, michelle obama, mulher do ano
21/10/2009 - 08:20
Com a proposta de celebrar a beleza do corpo feminino em todas a sua variação e diversidade, o “Love Your Body Day” chega hoje à sua 12a edição.
O movimento foi criado pela norte-americana NOW – National Organization for Women (Organização Nacional das Mulheres). Em 1998, alarmada pelo índice cada vez maior de mulheres que desenvolvem problemas alimentares — sem contar a sensação psicológica de exclusão dos padrões –, a instituição sugeriu um dia anual para as mulheres curtirem seu corpo, além de organizar uma listagem de propagandas que ofendem ou distorcem a condição feminina.
Para celebrar, vale tudo, das menores às maiores atitudes: dar um tempo na sua autocrítica com o espelho; agendar uma boa massagem e, depois, comer sua sobremesa favorita sem culpa; mandar um cartão virtual para espalhar a ideia – ; escrever no seu blog a respeito (veja a proposta do Duplamente Venusiana aqui).
Depois conta para a gente o que você achou do movimento – e como você comemorou este dia.
É hoje: celebre seu corpo no “Love Your Body Day”
Com a proposta de celebrar a beleza do corpo feminino em todas a sua
variação e diversidade, o “Love Your Body Day” chega hoje à sua 12a
edição.
O movimento foi criado pela norte-americana NOW – National
Organization for Women (Organização Nacional das Mulheres). Em 1998,
alarmada pelo índice cada vez maior de mulheres que desenvolvem
problemas alimentares — sem contar a sensação psicológica de
exclusão dos padrões –, a instituição sugeriu um dia anual para as
mulheres curtirem seu corpo, além de organizar uma listagem de
propagandas que ofendem ou distorcem a condição feminina.
Para celebrar, vale tudo, das menores às maiores atitudes: dar um
tempo na sua autocrítica com o espelho; agendar uma boa massagem e,
depois, comer sua sobremesa favorita sem culpa; mandar um cartão
virtual para espalhar a ideia -
http://loveyourbody.nowfoundation.org/sendcard/; escrever no seu blog
a respeito (veja a proposta do Duplamente Venusiana aqui -
http://duplamentevenusiana.blogspot.com/2009/10/blogaem-coletiva-dia-
de-amar-seu-corpo.html).
Depois conta para a gente o que você achou do movimento – e como você
comemorou este dia.
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
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14/10/2009 - 16:36

O Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli
Em 1998, o peso médio de uma modelo era 23% mais baixo do que o ponteiro da balança marcava, em média, entre as mulheres em geral. Vinte anos antes, essa diferença era de apenas 8%. Alarmadas com este quadro, as mulheres da fundação norte-americana NOW – National Organization for Women (Organização Nacional das Mulheres) decidiram criar um dia especial, para alertar as mulheres sobre a importância de encontrar sua própria beleza, em vez de tentar alcançar os padrões de revistas e passarelas – que, cá entre nós, só existem à base de muito make up e photoshop. Nascia o Love Your Body Day – algo como “Dia de Amar o Seu Corpo”.
Este ano, em sua 12ª edição, o Love Your Body Day será celebrado em 21 de outubro. Popular nos Estados Unidos, ele repercute principalmente entre a comunidade de blogueiras e ativistas pelos direitos da mulher.
O dia é um convite para a reflexão, para toda mulher parar um minuto e prestar atenção em qual beleza ela busca. A beleza impossível das capas de revista ou a beleza verdadeira, de um corpo saudável e uma pele bonita, mas que transpareça os anos vividos?

Suzana Vieira naturalmente bonita aos 66 anos, em dezembro do ano passado, ou surrealmente retocada, nas páginas de uma revista em maio deste ano?
Além disso, o site da campanha sugere algumas coisinhas práticas para você fazer e curtir sua beleza natural. Por exemplo, comemorar com as amigas, promovendo uma festa sem culpa, onde a lei é usar roupas realmente confortáveis e comer comidinhas engordativas sem pensar nas calorias.
Outra dica é se inteirar de pesquisas e estatísticas que mostram o impacto negativo da propaganda na relação das mulheres com seus corpos. Por exemplo, 10 milhões de mulheres sofrem com anorexia ou bulimia, só nos Estados Unidos. E 81% das meninas de 10 anos – veja bem, 10 anos, quando sua preocupação deve ser com outras coisas – morrem de medo de engordar. O que isso quer dizer?
Eles também têm uma listinha com 10 maneiras de amar seu corpo, recomendando yoga, leitura, sexo seguro e alguma condescendência consigo mesma. Afinal, que mal tem em perder os limites por um pudim ou um pote de sorvete? Leia aqui, em inglês.
Além disso, a fundação também lista tanto as propagandas consideradas ofensivas para a imagem da mulher, quanto as que nos retratam com respeito e positividade.
E então? Vamos celebrar? O que você pensa em fazer no Dia de Amar o Seu Corpo?
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: autoestima, beleza, beleza natural, Love Your Body Day
23/09/2009 - 19:19
Quando criança eu adorava, com a permissão generosa e paciente da minha mãe, invadir o guarda-roupas dela e me “fantasiar” com vestidos, echarpes, brincos e sapatos – de salto alto, claro. Acho que toda menina já teve essa mesma vontade.
Lembrei-me disso porque esta semana foram divulgadas fotos da Suri, a hiperfotografada filha do astro Tom Cruise e da atriz Katie Holmes, passeando ao lado da mãe. Até aí, nada de mais. Mas a menina, de singelos 3 anos, aparecia encarapitada num belo (e meio grande) par de sapatos de salto alto.

Sabemos que a Suri é uma fashionista nata. Desde bebê de colo, ela aparece com as roupinhas mais fofas; não é de se estranhar que seja alvo de tantos flashes.
Mas se sapato de salto causa sérios problemas para a saúde de uma mulher, imagina para uma criancinha?
Tudo bem, vai ver a Suri só quis brincar de “gente grande” – e a mãe dela foi paciente para levá-la para uma voltinha rápida pela vizinhança…
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: brincadeira, crianças, filhos, katie holmes, mãe, sapatos, suri cruise
07/09/2009 - 08:14
No striptease mais famoso do cinema, a dançarina tira apenas uma luva.
Assim é a cena de “Gilda” em que Rita Hayworth, no auge da sensualidade, se apresenta no clube noturno.
Ao som de “Put the Blame on Mame”, ela prova que sensualidade não tem nada a ver com exposição gratuita. Consegue ser estonteantemente sexy mostrando apenas… uma mão.
O slogan do filme, “Nunca houve mulher como Gilda”, de certa forma reflete a vida amorosa da atriz: Rita casou-se cinco vezes e divorciou-se de todos os maridos.
Ela cunhou uma frase que se tornou tão famosa quanto seu primoroso striptease de uma só luva: “os homens se apaixonam por Gilda, mas acordam comigo”.

Não deixa de ser um interessante alerta para nós que, até hoje, insistimos em personagens. Não adianta fazer a femme fatale se, no dia seguinte, vamos ficar ao pé do telefone esperando ele ligar e sonhando com o casamento.
Assim como não vale a pena posar de moça casadoira se, oras bolas, suas preocupações para o momento são viajar, trabalhar e curtir você mesma. Não tem nada de errado com isso. Toda mulher é única e precisa saber ouvir a si mesma, antes das amigas, da família, da sociedade, das revistas e das novelas.
Rita aprendeu isso depois de encarnar nas telas a mulher de sensualidade incomparável, o furacão Gilda. Realmente, nunca houve mulher como Gilda. Assim como nunca haverá uma mulher como você!
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: amor, divórcio, femme fatale, gilda, personagens, relação, rita hayworth, sensual, striptease
02/09/2009 - 16:26
A marca de roupas American Apparel teve um de seus anúncios censurado pela Advertising Standards Authority, órgão que regulamenta a propaganda na Grã-Bretanha.
Segundo os censores, a propaganda – composta de uma sequência de imagens ao estilos de fotografias caseiras, com a modelo em várias poses com a blusa anunciada – parece mostrar uma jovem de menos de 16 anos.
A empresa declarou que a modelo tem 23 anos e que a ideia da campanha era mostrar os “vários usos da peça de roupa”, além de mostrar que a roupa é “suave ao toque”.
Veja o anúncio – veiculado em uma revista dirigida a leitores de 18 a 34 anos – e me diga o que você acha.

Não sou a favor da censura, mas essa menina não está mostrando os vários usos da jaqueta, não…
Para a Advertising Standards Authority, a nudez da modelo “não era tão obviamente gratuita”, mas o órgão concluiu que o conteúdo era “impróprio e pode causar grande ofensa para alguns leitores”.
E aqui no Brasil? Quais propagandas você acha que deveriam ser censuradas – seja por nudez gratuita, apelação ou qualquer outro motivo?
Eu censuraria as propagandas de cerveja, que são sempre iguais: cheias de mulheres turbinadas de biquíni em praias, bares ou outras baladas. Como se o cara que consome litros da bebida estivesse sempre cercado de belas mulheres, sendo que o mais provável é que ele acabe sozinho, no banheiro, passando mal e botando os bofes para fora.
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: apelação, censura, exposição, propaganda, striptease
28/08/2009 - 17:02
Quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, depois das bombas japonesas caírem sobre Pearl Harbor em dezembro de 1941, os homens norte-americanos foram para o front.
Mais do que nunca, a indústria bélica operava com força total. E, com os homens no campo de batalha no Pacífico e na Europa, sobrou às mulheres – que àquela altura da história rarissimamente trabalhavam fora de casa – assumir a operação das linhas de montagem.
Assim, por pura necessidade, a emancipação feminina deu mais um passo. Para incentivar as moçoilas que, outrora acostumadas a lavar, passar e cozinhar, não titubearam em meter a mão na massa e montar aviões de guerra e bombas, surgiu a personagem “Rosie the Riveter”.

“Rosie, a Rebitadora” ganhou uma música gravada por Kay Kyser no começo de 1943. E um pôster intitulado “We Can Do It”, assinado por J. Howard Miller, que sintetiza todo o espírito que as mulheres tinham à época: “Nós Podemos Fazer Isso!”.




É legal lembrar destas histórias porque, embora motivadas por outros impulsos e ocorridas em outros países e épocas, elas ainda nos inspiram a desafiar e acreditar. E isso, desafiar e acreditar, infelizmente ainda é preciso para nós, mulheres.

* As imagens deste post foram extraídas do Flickr, que juntou várias fotografias tiradas por anônimas em homenagem à Rosie, the Riveter, além de compilar também fotografias das verdadeiras Rosies disponíveis na Biblioteca do Congresso Americano, como estas aí embaixo.


Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: ensaio fotográfico, feminismo, fotografia, guerra, história, homenagem, II guerra mundial, mulher, rosie the riveter
26/08/2009 - 13:13
Ok, o título deste post mais parece uma manchete do grande “Meia Hora”, jornal carioca famoso pelo sensacionalismo escrachado e hilário.
Mas é fato: a supermodelo Cindy Crawford, ícone dos anos 90, disse em entrevista recente à revista gringa “Redbook” que tem celulite.
Isso nem devia lá ser muito estranho – afinal, pouquíssimas mulheres escapam desse mal. Mas, nesta era de imagens, é bem bacana ela ter admitido que também tem celulite.
E, mais legal ainda, Cindy segue dizendo que não está nem aí. “Tenho celulite”, ela declarou, completando: “Mas tem alguns dias em que eu digo: ‘dane-se, quero usar um biquíni e vou usar’”.
A modelo lembrou, ainda, que tem 43 anos – e não 25 – e sabe como as revistas de fofocas adoram pegar os defeitos dos famosos.
>> Leia notícia completa aqui
Grande Cindy!

Inspirada em Cindy, vou confessar: eu sou magra, mas tenho barriga. Aquela barriguinha de magra, sabe?, que às vezes fica mais saliente ainda. E não pretendo parar de usar biquíni.
E você, o que achou da atitude da modelo? Aliás, o que você gostaria de “admitir”?
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: autoestima, biquíni, celulite, cindy crawford
16/08/2009 - 08:32

“O termo ayus é a combinação de corpo, órgãos dos sentidos, mente e alma”. Essa é a definição do Caraka Samhita, texto fundamental da medicina ayurvédica, milenar tradição médica originária da Índia.
Para a medicina ayurvédica, o homem é formado pelos mesmos cinco elementos que compõem o universo, constituindo um microcosmo dentro do macrocosmo e se relacionando com ele. O tratamento ayurvédico busca equilibrar estes elementos e suas influências.
A massagem ayurvédica se encontra dentro destes princípios. A convite do Tanggüh, espaço que oferece diversas terapias dedicadas ao bem-estar, fui experimentar a técnica.
A massagem é aplicada em um tatame, em uma sala com iluminação especial e outros detalhes que propiciam o relaxamento. Antes da sessão, a massagista faz uma breve anamnese, para diagnosticar eventuais problemas crônicos ou condições do paciente.
São usados óleos, essenciais nesta técnica. Segundo a tradição, os óleos – escolhidos de acordo com a condição do paciente – são nutrientes que, absorvidos pela pele, nutrem e ajudam a restabelecer o equilíbrio.
Para quem está acostumado às massagens tradicionais, a ayurvédica tem alguns movimentos diferentes. Há alongamentos específicos e posições que se alternam: ora você é massageada deitada, ora sentada.
É recomendável que se faça, ao menos, 10 sessões mensais para sentir os efeitos. A massagem ayurvédica promete, por exemplo, “ativar a circulação irrigando todos os tecidos com sangue rico em oxigênio e energia, produzindo uma espécie de analgésico curativo natural que alivia dores crônicas e agudas”.
Mesmo tendo feito só uma sessão, posso dizer que saí de lá sentindo meu corpo muito presente e “desperto” – mas, ao mesmo tempo, leve.
Para a ayurveda, “o corpo armazena a história de vida de cada um, suas emoções e sentimentos”. Por isso, a massagem também dá uma sensação emocional diferente do que costumamos sentir numa massagem tradicional. Talvez parte da sensação de “leveza” do depois venha daí.
Num momento em que a Índia está mais na moda do que nunca, vale a pena sair um pouco da frente da TV e aproveitar o embalo para conhecer as tradições médicas, tão diferentes das nossas, desta cultura tão antiga.
———————————————-
Serviço
Espaço Tanggüh – http://www.tangguh.com.br/
Rua Mato Grosso, 306 – sala 611
São Paulo – SP
(11) 3151-2525
* Estacionamento na rua Mato Grosso, 104
Autor: Clarissa Passos - Categoria(s): Sem categoria
Tags: ayurvédica, bem-estar, índia, massagem, relaxamento, saúde
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