O estilo dos técnicos na Copa 2010
De que adianta terno francês se falta educação às atitudes? O comportamento do técnico da seleção francesa, Raymond Domenech, que virou de costas para Carlos Alberto Parreira e deixou o técnico da seleção sul-africana com o aperto de mão pendurado no ar, comprova que uma roupa de qualidade não basta para garantir elegância.
O conceito de elegância vai além e exige compostura, algo que também faltou para a Dunga, o técnico da seleção brasileira, na entrevista coletiva que concedeu após o jogo com a Costa do Marfim, e, qual um Zé Buscapé, ficou balbuciando palavrões e xingamentos com o microfone aberto. No caso de Dunga, a deselegância não está apenas na forma de agir.
Respinga sobre suas escolhas à beira do gramado. No jogo de estreia, causou furor no twitter a declaração do estilista Alexandre Herchcovitch, assumindo que era de su
a coleção inverno 2006 o casacão com pespontos brancos usado pelo técnico. È aquilo… em certos casos, nem Herchcovitch salva. E o que dizer daquela blusa cinza de gola rulê. No segundo jogo a coisa ficou ainda pior. Com um outro casacão preto, ele conseguiu fazer uma mistureba de cores, com camiseta verde e camisa laranja, mais calça cinza, uma lambança completa. A patrulha fashion acionou as sirenes e fez mais barulho do que mil vuvuzelas. O estilo dos técnicos de futebol oscila do esportivo ao clássico, e eles costumam acertar mais exatamente quando ficam nos extremos: de terno ou de agasalho. As tentativas de looks casuais, como as de Dunga, nem sempre dão certo.
Vamos dar uma olhadinha nas escolhas que alguns deles fizeram, até o momento, para desfilar na beira do gramado.