Balanço | Deborah Bresser

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terça-feira, 7 de junho de 2011 Balanço, Desfiles, Fashion Weeks | 19:58

Um troféu à carioca

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Costumo distribuir troféus ao término de cada semana de moda, por minha conta e risco, e nunca antes tinha feito isso no Fashion  Rio. Mas esta temporada de verão 2012 foi especial. Teve imagens marcantes, top transex de biquíni de lacinho, top caindo na passarela, zumbis, meninos com cara de meninas, enfim… Merece, né, Brasil? Tá pedindo… Com vocês, meu brinde ao Rio.

Quem brilhou mais: Lea T.  A top trans de biquíni de lacinho para a Blue Man foi imbatível… e o debate de onde ela guardou os documentos ganhou o mundo.

LeaT

Troféu Zé do Caixão: Zombie Boy. Impactante a imagem do modelo canadense, todo tatuado, na passarela da Aüslander. Aplausos para ele e para a grife, que soube fazer barulho com a tal geração Y

Zombie Boy

Taça Ariadna: Andrej Pejic, o menino moça da Aüslander. Operar pra que, né?

Andrej Pejic

Quem roubou a cena: A plateia da Lenny na Lagoa. Os 20 anos da marca foram comemorados com um desfile bapho, mas as convidadas estavam mais interessantes do que a coleção, ah… estavam…

Mico da temporada: As cópias. Nunca antes na história deste país se viu tanta coleção igual à coleções ‘lá de fora’… Duvida? Confira aqui http://copypastefashionweek.blogspot.com/

Troféu sacode a poeira: Ana Claudia Michels para Blue Man. Palmas para Ana Beatriz Barros

Taça Arnold Schwarzenegger: Deborah Secco na TNG. Onde ela vai com aquele pernão?

Deborah Secco

Troféu Vim fazer o que aqui mesmo?: Olivia Palermo, no desfile da Coca-Cola Clothing

Troféu mamãe eu cresci: British Colony. O que foi que houve com a marca livre, leve e solta de Maxime Perelmuter? Virou gente grande!

Melhor cenário: A Lagoa para Lenny

Melhor trilha sonora: Olhos nos Olhos para Alessa. Drama para combinar com aquela coleção exagerada da estilista

Modelo da vez: Josephina Cisternas, chilena e chique

Taça Prada: para Coven e suas listras, para TNG e seus jeans

Melhor coleção feminina: Totem

Taça  Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado: Salinas. Alguém precisa ir a desfile pra ver biquíni cortininha?

Taça ‘eu não desisto nunca’:  Alessa. Vai continuar bailando na passarela até ser selecionada para o Dança dos Famosos

alessa

A estilista Alessa durante o Fashion rio Verão 2012

Troféu sacolinha: A capa para cadeira de praia da Blue Man

Melhor coleção masculina: R.Groove

Melhor estampa: os ícones das redes sociais no blazer cropped da Têca

Melhor acessório: A bolsa no formato de máquina fotográfica do Herchcovitch

Troféu Bofiscândalo:  Rael Oliveira, ui!

Taça não vai dar para viver sem: um vestido geométrico da Cantão, um blazer de alfaiataria do Walter Rodrigues e um jeans do Herchcovitch

CONFIRA A COBERTURA COMPLETA DAS SEMANAS DE MODA

Notas relacionadas:

  1. O que salvou o Fashion Rio
  2. O melhor e o pior do primeiro dia da SPFW
  3. Troféu SPFW Inverno 2011: um olhar pitoresco sobre o tal mundo da moda
Autor: Deborah Bresser Tags: ,

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 Balanço, Desfiles, Fashion Weeks | 10:42

Troféu SPFW Inverno 2011: um olhar pitoresco sobre o tal mundo da moda

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Esta foi a temporada da auto-referência e do auto-elogio, a começar pelo evento em si, que como estava comemorando 15 anos resolveu olhar mais do nunca para o próprio umbigo e fazer uma releitura de seus melhores momentos. A trajetória estava principalmente nas exposições fotográficas e nas vinhetas, que foram resgatadas de outras estações. A Osklen fez o mesmo e, por conta do incêndio em sua fábrica, tratou de resgatar a memória da grife. Sommer, em Do Estilista, por sua vez, abriu o baú e chamou as amigas para desfilar seu brechó privado. Lino Villaventura disse que estava homenageando a aniversariante (a SPFW), um evento que todos os que ajudaram a construir agora parecem querer um pedacinho do bolo. Mas, “como as salas são pequenas” (frase repetida por 10 entre 10 assessores das marcas para justificar a ausência de convites para a imprensa credenciada), nem todo mundo pode fazer parte da festa. Fiquei de fora estacionando os carros, como diria Cazuza…  Com vocês, mais uma premiação divertida e bem-humorada de tudo o que vimos e vivemos nestes últimos seis dias dentro da Bienal. Em junho tem mais…

Quem brilhou mais:  Os fotógrafos. Nunca se falou tanto neles como nesta temporada. Vaiaram celebridades, foram acusados de mal educados, aguentaram hoooras de espera de pé, sem água, naquele sufoco, e ainda protagonizaram um protesto no último desfile por conta dos furtos de equipamentos que sempre acontecem na SPFW. A galera do pit deu um verdadeiro e compreensível piti desta vez.

Quem roubou a cena: Os seguranças. O tal ‘choque de ordem’, que apertou a exigência de convites, gerou uma epidemia da síndrome do pequeno poder entre os grandões. A presença de celebs internacionais também colaborou para a truculência dos  homens de preto sob pretexto de proteger os convidados ilustres.

Mico da temporada: O não-desfile de Ashton Kutcher. Trazer o cara de Hollywood para mandar tchauzinho pra plateia?  Não, né?

Troféu eclipse: Paris Hilton. A luz das outras estrelas apagou a dela…

Taça eu vim e nem sei pra onde: Geisy Arruda. A garota do vestido pink estava na Fila A do desfile de Fause Haten, mas não sabia nem qual era o desfile, o estilista, o evento… nada.

Troféu Eu sou você amanhã: Christina Aguilera. Ela é ou não é uma versão gringa da Geisy Arruda?

Taça onde eu vim parar: Demi Moore. A mulher escandalosamente maravilhosa de Ashton Kutcher fez cara de “voltem para a jaula”  quando ouviu os uivos das vaias dos fotógrafos. Sem contar que trouxeram a estrela para ver um desfile da Colcci….

Troféu Bolshoi: Fause Haten, que promoveu um espetáculo de dança como parte de seu desfile. Bailarino gosta de dançar seja onde for, né? Bom para eles…

Troféu Laerte:  Lea T, ryca, phyna, chique e elegante, crossdresser versão top internacional. Só atrapalhou porque ficou todo mundo esperando ela entrar no desfile de Alexandre Herchcovitch, e ninguém nem viu a roupa. Só queriam ver Lea T.

Melhor cenário: O espelho d’água montado na Bienal e a chuva artificial da Cavalera. Na falta de uma locação externa…

Melhor trilha sonora: Lobão para Reserva. Tudo bem que o povo estava mais era querendo que ele fizesse um show, e nem todos olharam para as roupas, mas valeu a performance.

Modelo da vez, toda vez: Gisele Bündchen, sempre que vem, causa. E olha que desta vez ela só abriu o famigerado desfile da Colcci, mas como veio de hot pant e corpete, como há muito não se via…

Troféu Lexotan: Para todos os que, como nós, precisaram enfrentar a tal ‘fila das grifis’  na sala de imprensa para retirar convites com as assessorias de imprensa. E que depois ainda tinham de ficar ao redor do cercadinho no help desk mendigando uma entradinha… Haja paciência.

Taça Tavi:  Para as IT blogueiras da Fila A, com todo meu amor e carinho, e a torcida para que, algum dia, possam virar ‘she’ ou ‘he’…

Troféu vale-transporte: Reinaldo Lourenço. Sempre vale a viagem até a Faap para ver o desfile dele, mas desta vez o estilista caprichou.

Melhor coleção feminina: Reinaldo Lourenço. A calça de alfaiataria de couro (foto)e os bordados são, de longe, os mais bem-feitos do inverno 2011.

Taça  Eu Sei o que Vocês Fizeram no Inverno Passado: Do Estilista. Essa história de auto-referência às vezes compromete. Sommer, que já fez coleções tão impactantes, desta vez abriu o baú e pegou o que tinha encalhado. Só pode ser…

Troféu Mary Poppins:  Amapô. Vai fazer mistura de tecido assim lá na passarela. Supercalifragilisticexpialidocious mil vezes!!!

Taça ‘eu não desisto nunca’: Iódice. Toda temporada é aquela mesma quantidade de um ombro só, cinturas marcadas, longos esvoaçantes, micros insinuantes, tudo ao mesmo tempo agora. Parece até essas peruas que se montam pra arrumar marido rico, né?

Troféu Carpideiras de Ouro: Para Alexandre Herchcovich, que criou a versão luto de luxo com sua coleção de inverno 2011.

Taça ajoelhou tem de rezar: João Pimenta. Se ele não for excomungado nem queimado na fogueira, ainda vai dar muito o que falar. Precisa e bem construída, a coleção de noviços rebeldes foi uma das melhores da temporada.

Taça agulha de ouro: Lucas Nascimento. Como ele mostrou aqui coleção com a marca Ghetz, a gente dá uma roubada no Troféu e arruma um jeito de premiar o estilista, que desponta como o maior talento atual da moda brasileira. Ele desfilou no Rio com sua marca, mas poderia estar em Paris.

Troféu ZZZZZ:  Osklen. Se era para emocionar a plateia com o video do incêndio na fábrica (que foi uma tragédia, isso ninguém nega), o resultado na passarela foi o avesso. A coleção veio sonolenta ao revisitar suas cinzas. E bote cinza nisso, hein, Brasil. Oskar Metsavaht é o rei do moletom vendido a preço de seda pura.

Troféu sacolinha: O relógio da Mondaine distribuído por Reinaldo Lourenço. Parceiro generoso é isso aí.

Melhor coleção masculina: Cabe um debate. A Reserva fez uma coleção impecável para vestir os homens de hoje, de garotões a quarentões metidos a garotões. Mas é de João Pimenta a passarela com mais ideias novas para o armário dos rapazes, inclusive para os que não vão sair de dentro dele nunca.

Hit do pit: ‘ARIADNA’…. Grito solto por algum fotógrafo antes de o desfile feminino de Herchcovitch (que teria a participação da transex e top Lea T) começar.

Melhor estampa: Os azulejos de Athos Bulcão transformados em roupa por Ronaldo Fraga, que mais uma vez deu uma aula de brasilidade sem apelação.

Melhor acessório: A bolsa marmita de Maria Bonita. Danielle Jensen (assim como Ronaldo Fraga) também se inspirou em Brasília para fazer sua coleção, mas olhou para os candangos e trouxe deles a versão cluch do marmitex.

Taça Victor Valentin: André Lima. Assim como Ariclenes, da novela Tititi, o estilista parece que está sempre fazendo roupa para vestir boneca. É tanto laço, tanto drapeado, tanto franzido, que se você não for a Barbie vai ser difícil de assimilar.

Troféu Erasmo Carlos: Bi campeonato para Marcelo Sommer, Do Estilista, com seu persistente casting de um milhão de amigas.

Troféu Bofiscândalo: para Asthon Kutcher. Ele pode não ter desfilado, mas não dá para negar que aqueles quatro palmos de pessoa de ombro a ombro são todo um Hopi Hari. Feliz da Demi, né, Brasil?

Taça não vai dar para viver sem: uma roupa rendada e uma peça de couro. T.O.D.O mundo fez alguma. É só achar a marca que combine mais com você e se jogar. Feliz inverno 2011 para todos.



Notas relacionadas:

  1. Moda para públicos variados
  2. A moda praia, a saia de cabelos e os famosos
  3. As imagens que ficam da SPFW, verão 2011
Autor: Deborah Bresser Tags: , , , ,

quinta-feira, 10 de junho de 2010 Fashion Weeks | 18:07

O melhor e o pior do primeiro dia da SPFW

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Tufi Duek:  uma surpresa esse desfile da grife Tufi Duek. A opção dos controladores da marca de não utilizar mais o nome Forum pode causar estranheza no grande público, ainda que isso, segundo a marca, não vá respingar no varejo. Mas diante da mudança de posicionamento da coleção, talvez tenha sido uma boa alternativa. O que se viu no primeiro dia de SPFW foi uma mulher completamente diferente da mulher Forum original. Sem Tufi Duek, quem diria, a grife perdeu o ar de roupa de paquera. A sedução explícita foi trocada por linhas retas, tecidos tecnológicos com aparência de celofane e vazados que lembram rendas.

Ponto alto: saia envelope com cós duplo

Crédito: Tricia Vieira/ Fotoarena

Erika Ikezili: Experimentação demais, misturas em excesso e pouca limpeza de formas. Desta vez, a estilista que é famosa pelo delicado trabalho de construir origamis com tecidos, deixou a desejar.  A confusão visual faz a roupa parecer feita de retalhos (cheia de recortes, junções e remendos intencionais), de comprimento predominantemente míni.

Ponto alto: a bolsa tipo saquinho com cabelo artificial à moda rastafári

Crédito: Tricia Vieira/ Fotoarena

Priscilla Darolt: camurça para o verão pode até ser uma boa alternativa, mas o material deixou ainda mais rígidas as formas propostas pela estilista.

Ponto alto: combinação de cinza e branco, elegante e delicada

Crédito: Tricia Vieira/ Fotoarena

Rosa Chá: o estilista Alexandre Herchcovitch manteve um olhar distante da praia ao conceber a segunda coleção da marca e pouco se viu ali de peças para um banho de mar ou de sol. A coleção ficou com cara de roupa de passeio, ou roupa de baixo com vontade de se mostrar. Os itens coloridos funcionam melhor, especialmente os vestidos xadrezes. Mas que não tem nada ali com cara de roupa de banho, ah…não tem.

Ponto alto: o vestido longo de babado xadrez

Reserva: os meninos da marca carioca de moda masculina investiram em estamparia floral exagerada, com margaridas coloridas fazendo par com as listras e estampa de leopardo, o que pode parecer um exagero mas, curiosamente,

Ponto alto: cardigã com estampa animal

Crédito: Tricia Vieira/ Fotoarena

Cia Marítima: Um casting de mulheres maravilhosas e uma coleção de biquínis e maiôs sem grandes inovações, intercalada com saídas de praia equivocadas, e alguns raros bons momentos, como os biquínis tomara que caia dourados e as tangas pequenas com tops largos.

Ponto alto: o biquíni desfilado por Isabeli Fontana, com gola bordada de dourado

Crédito: Tricia Vieira/ Fotoarena

Notas relacionadas:

  1. Moda para públicos variados
  2. A moda praia, a saia de cabelos e os famosos
  3. O que salvou o Fashion Rio
Autor: Deborah Bresser Tags: ,

terça-feira, 8 de junho de 2010 Coleções, Fashion Weeks | 10:32

O que salvou o Fashion Rio

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Sete desfiles. Não deixa de ser uma boa média para um evento que, há bem pouco tempo, não empolgava ninguém. Desta vez, a temporada carioca sinalizou alguns rumos para o verão 2011 e trouxe belas imagens de moda.  O melhor desfile da temporada foi o da British Colony. O retorno da marca de Maxime Perelmuter foi marcado por uma coleção madura e refrescante. Há um perfume de Osklen, mas sem toda aquela pretensão de fazer arte que a grife de Oskar Metsavaht tem. E certamente é mais barato na loja. No masculino ou  no feminino, a British Colony apresentou roupas possíveis, usáveis, sofisticadas e limpas. Não é pouca coisa.

Lucas Nascimento fez o segundo  melhor desfile da temporada. Com peças de tricô, transparências certeiras e sainhas plissadas que mais pareciam adereços, o estilista convenceu a plateia e mostrou que é possível construir peças justas e estampadas sem perder o refinamento.

Isabela Capeto, com os bordadinhos feitos de materiais como a ráfia, sementes pintadas e aplicadas sobre estampas miudinhas e elegantes vestidos, fez o que sabe fazer melhor: peças artesanais, com jeitão de roupa fina.

Maria Bonita Extra manteve a qualidade de sua silhueta e fez um verão com peças que toda mulher gostaria de ter no armário, pelo menos aquelas que adoram modelos criativos e bem-feitos. Os vestidos são as peças mais importantes da marca, e há alguns, como os bordadinhos e os florais, que já nasceram hits.

OEstudio se destacou entre as marcas de moda jovem, especialmente pela ousadia das propostas de materiais, como o plástico bolha, ou o vestidinho que imita post it. 

Na moda praia, toda atenção para a Blue Man e para a Lenny. Lenny sempre aposta em luxo para quem vai passear de iate. Coisa para mulheres e maduras que precisam encarar Angra com dignidade, sem mostrar o que não dá mais para ser revelado, e manter a pose. Já a Blue Man, outra marca que retornou  ao line up do evento, além de fazer o show mais bonito do Fashion Rio, com bailarinas de Flamenco, Yamandú Costa ao violão, ao vivo, e Ney Matogrosso, todo trabalhado no paetê prateado, cantando, trouxe os melhores biquínis e maiôs do verão carioca. A grife encontrou o equilíbrio entre a tal moda praia de luxo e a moda praia real. As peças são elaboradas, têm estampas e modelagens feitas no capricho, mas podem ir ao sol, sem correr o risco de transformar a cliente em um amontoado de marcas indesejáveis por conta de recortes desnecessários.

Agora, que venha o SPFW.

Notas relacionadas:

  1. Quipapá e as sombrinhas
  2. Fashion Rio, primeiras impressões
  3. A moda praia, a saia de cabelos e os famosos
Autor: Deborah Bresser Tags: ,

quarta-feira, 2 de junho de 2010 Sem categoria | 04:21

Fashion Rio, último dia

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Último dia de Fashion Rio, e já dá para ter algumas certezas sobre o que a gente vai usar no verão, ou não.  Os bustiês talvez a gente não tenha coragem , assim como as hot pants. Nem os look com tiras de lycra recortadas que  a Triya abriu seu desfile de estréia no Fashion Rio. Difícil tomar sol com os looks  propostos  pela grife. O verão 2011 da marca vem selvagem. Começa com folhagens e vai evoluindo, até chegar nas animal prints. Passa por construções de tricô, dessas feitas com agulhas grossas, dando forma a vestidos e camisetas. Os biquínis vem bem largos, tanto na calcinha como nos tops, que mais parecem blusinhas de verão e têm até manga. O excesso de recortes torna as peças inviáveis para os banhos de sol. Mas para um passeio no calçadão, ok, dá para usar.  Onças, tigres e estampas misturadas dão colorido especial para a coleção. Atenção ainda para os looks finais, com a lycra trançada, e costurada em diversas camadas.

Confira o vídeo com imagens do balanço do 6º dia de Fashion Rio

A coleção da Lucas Nascimento foi uma boa mostra de como é possível trabalhar com estamparia e silhueta justa ao mesmo tempo, e dar certo. O jovem tricoteiro apresentou os elementos com os quais melhor trabalha e soube construir um verão chique e renovado. Os decotes, que cobrem o colo e deixam as saboneteiras à mostra, funcionaram bem nas peças. Os bodies de tricô adotam estampas gráficas com combinações equilibradas de cores. Há volumes localizados, como o cinto com bolso, ou ombreiras de vinil. O mix de estampas é bem dosado. As peças são limpas, como o macaquinho ou o vestido amarelo. Enfim, pudemos ver Maas propostas há algumas temporadas pela Neon). Aqui, entretanto, ganham uma verão usável e refinada, fazendo par com maiôs de tricô. A transparência que aparece no fim do desfile, porém, foi exagerada.

Com um vestido floral marrom, com alças cruzadas nas costas e arrematado em laço na frente, a estilista Andrea Marques deu início à apresentação de suas propostas para o verão 2011. Trata-se de uma marca da qual se espera sempre peças simples e sofisticadas ao mesmo tempo. Desta vez, parece que Andrea estava um pouco confusa. Há referências quase contraditórias. A silhueta, por exemplo, vai das túnicas amplas, com golas e barras abertas e soltas, aos vestidinhos com cintura bem marcada, tops ajustados e sainhas godê. A estamparia vem bem, com folhagens de selva. Fica bom com fundo verde ou marrom. As barras são enviezadas, mais curtas na frente e longas atrás. O melhor fica para o vestidinho engana-mamãe, que une a parte de cima e a de baixo na frente, mas deixa as costas de fora, e para a duplinha de short de cintura alta e top frente-única.

Garotas de colégio, com uniformes que misturam a delicadeza das meninas com inspiração militar. Assim, contrapondo feminino e masculino, a estilista Helô Rocha montou a coleção da Têca para o verão 2011. Os tecidos são leves e vêm em rupas  fluidas, soltas. A silhueta apresenta vestidinhos com cintura marcada e releituras do trenchcoat, que surge transformado em camisa  longa,. A modelagem evasê é realçada por  transparências, cintura no lugar, pregas, babados e decotes em V. Moda para mulheres delicadas e românticas, como são as clientes das marcas.

Muita gente pode se perguntar qual é o objetivo de existir um desfile de acessórios por aqui. Bem…a New Order não é uma marca qualquer… É uma grife do empresário Oskar Metsavaht, também dono da Osklen, o que talvez justifique a presença da grife por aqui. Esta foi a segunda temporada da New Order na passarela, e o que se viu foram muitos coturnos coloridíssimos, mochilões pesados e  estamparia de plantas carnívoras, abelhas, flores e pólen. As mochilas, por sinal, são peça fundamental da coleção, feitas de cetim, náilon e tela metalizada. Atenção para o modelo tipo saco, em tamanho gigante. A capa de chuva é transparente, com estampa que imita um arame farpado.  O tradicional preto e branco da New Order ganha nova leitura e chega ao verão 2011 na forma de estampa de zebra. O artesanal merece destaque, e aparece em peças bordadas com paetês e miçangas. Nós pés, as anabelas, sempre um hit da grife, ganham solados de juta.

Isabela Capeto  voltou a fazer desfiles no Fashion Rio, valorizou o line up do evento, e ficou com a responsabilidade de encerrar a temporada. Sua moda sempre tão delicada veio ainda mais minuciosa para o verão 2011. Trouxe bordados feitos com materiais improváveis, como a ráfia, pintou miçangas, bordou flores e o resultado foi uma coleção visualmente impecável. A modelagem não traz grandes novidades, mas nem precisa. Os vestidos da abertura são deliciosamente bordados, em tom de verde água. Os florais miúdos ganham corais. O vestido longo com babados e bordado de ráfia é um primor. Já a proposta de jeans, camiseta e coletinho não rolou, bem como a blusa que já vem com o colar havaiano.

Notas relacionadas:

  1. Um desfile impecável
  2. Ideias para o verão 2011
Autor: Deborah Bresser Tags: ,

terça-feira, 1 de junho de 2010 Sem categoria | 02:21

Ideias para o verão 2011

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 Penúltimo dia de Fashion Rio e algumas propostas vão ficando claras por aqui. O verão terá, obrigatoriamente, bustiês de cetim, inspirados nas lingeries dos anos 50. Também será um tempo de estampas florais, de minivestidos, decotes de um ombro só, hot pants e transparências de organza. Hoje algumas dessas se repetiram nas passarelas armadas no Píer Mauá.

Balanço do dia 5 no Fashion Rio 

Míni camisas voltaram a aparecer na passarela do Fashion Rio, desta vez pelas mãos de Giulia Borges, estilista que abriu os trabalhos na segunda-feira no Píer Mauá. Fazendo moda com cetim, a jovem trouxe cores fortes para a temporada, o que não necessariamente é bom, especialmente em uma base brilhante como o tecido. Em contraponto, adotou o estruturado neoprene para inventar um efeito de laise, como vazados no formato de florezinhas. O problema aí foi o caimento, que ficou comprometido por conta da estrutura do material. Atenção para os tops, que lembram lingeries antigas. Cuidado com os recortes em excesso, que quebram a silhueta e fazem picadinho da elegância.

A Patachou veio na sequência e usou o vestido curtinho como peça principal da coleção. As alterações surgem nos materiais e nos decotes. Alguns têm um ombro só, outros são tomara-que-caia, pouco têm mangas. O preto e o branco são as cores de base, e aparecem em telas de organza sobrepostas a bodies, em maxipaetês e em frisos no short de inspiração anos 80. Parece aqueles shortinhos de fazer ginástica, sabe como? Ainda mais curtas e justas são as hot pants, que ensaiam de fato sair às ruas no verão. Se você não for a Lady Gaga é capaz de não dar certo.  O melhor da coleção Patachou foram as saias, que aparecem em modelagens variadas, abertinhas em A, com cintura alta, arredondadas nos quadris, sempre curtinhas. Atenção para a estampa floral. Cuidado com o amarelo ouro, demais até para o verão.

 Após um período de ausência das passarelas, a British Colony, de Maxime Perelmuter, que desfilava na São Paulo Fashion Week, fez um retorno implacável neste Fashion Rio. Mostrou como é possível renovar os clássicos, sem precisar apelar para exageros de espécie alguma. As camisetas, que poderiam ser só camisetas, se renovam com a adoção de materiais novos, como malhas bem fininhas, ou desconstruídas, sem as costas.  Peças de alfaiataria servem de inspiração para coletes, calças e vestidos. Feitos de algodão, ganham em volume e perdem o ar de escritório. É o caso dos coletes usados como aventais, das palas de camisas de smoking, que viram enfeites nos vestidos, ou dos sapatos tipo Oxford, que chegam vazados ao verão. Para eles, há novidades na silhueta das bermudas e das calças.  As bermudas são mais longas e bufantes. As calças têm cintura alta e comprimento acima do tornozelo, sempre afuniladas. Para elas, seguem os curtos. A exceção fica para o macacão longo e vazado. Atenção para a salopete usada com bustiê e para o vestido com alças diferentes, mas deliciosamente estampado de aquarela azul e branco. Uma coleção consistente ,equilibrada e jovem. Bem –vindo, Maxime.

 Um verão curto e colorido. Assim será a temporada de 2011 na visão da estilista Juliana Jabour, que levou à passarela do Fashion Rio saias, vestidos e macaquinhos pouco abaixo da linha do pênalti, se é que vocês me entendem. Chapeuzinho de palha na cabeça, enfeitados com  tiras coloridas, sandália abotinada de camurça nos pés, e lá vai a garota Ju Jabour exibir as pernocas no verão. Os shorts são arredondados, bem como as saias. A parte de cima apresenta alguns recortes na altura da saboneteira, um tanto desnecessários. Há peças de um ombro só, com manga estruturada, outras com mangas bufantes, e algumas ainda com babados, como os bolerinhos. A silhueta é ajustada, com cinturinha afunilada, e babadinhos marcando as ancas.  É verão para garotas bem torneadas, como são, ou desejam ser, as clientes da grife carioca.

 Vamos combinar que se um vestido insiste em não ficar no lugar nem no corpo de uma modelo, ele jamais ficaria no corpo de uma mulher comum, certo? O que dizer, então, dos microvestidinhos que o Carlos Tufvesson criou para o verão 2011? As modelos entraram na passarela brigando com a roupa, puxando pra baixo, enquanto o vestido insistia em subir. Usar Carlos Tufvesson exige, digamos, uma dose de ousadia. Além de curtos e justos, muitos vestidos ainda tinham recortes, tiras, estampas e cores vibrantes. O jeanswear da marca segue a mesma trilha: microshorts mostrando até o que não devia, e calça espremendo até o que não podia. Melhores os looks finais do desfile, com carinha de festa de lançamento de novela, com muito lurex, decotes, fendas, tudo para as cariocas, sedutoras e sensuais, brilharem na noite.

 Espaço Fashion foi do começo ao fim com uma idéia fixa na cabeça: sainhas armadas, bustiês justinhos, estampas florais e muito cetim. Roupinha de borboleta, feita de papel crepom. As referências se repetem à exaustão. Tem muito macaquinho, hot pants e decotes de um ombro só, muitos com bordados. Collants, transparências e uma infinidade de tecidos vazados sobrepostos também estão entre as ideias para o verão 2011. As cores são mimosas, lembram roupas de maternidade, tudo muito rosinha, azulzinho, ingênuas, doces. Ao final, uma coleção de vestidos com carinha de festa de 15 anos, à tarde. Muito volume, organzas, aplicações, em modelos que podem, realmente, cair no gosto da moçada da matinê.

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Notas relacionadas:

  1. Um desfile impecável
Autor: Deborah Bresser Tags: ,

segunda-feira, 31 de maio de 2010 Fashion Weeks | 02:52

A moda praia, a saia de cabelos e os famosos

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Domingão de sol e, por mais que os cariocas reclamem do “frio”, para quem vem de fora o clima é absurdamente agradável. Fica ainda melhor quando a programação inclui um desfile matinal para ver a volta da Blue Man às passarelas. A grife de moda praia é um patrimônio do Rio de Janeiro e se refaz do baque que foi a perda de seu criador,  David Azulay. O desfile foi tudo de bom. Teve show de flamenco, Yamandú Costa tocando violão ao vivo, Ney Matogrosso cantando, e os biquínis e maiôs com as modelagens mais equilibradas entre as propostas até o momento, chiques, mas liberadas para a praia. A estamparia vem refinada, com inspiração na Espanha, com fundos escuros e florais, grafismos e estampas de leques bem coloridos em destaque. 

À tarde, na Bienal, a expectativa maior era para o desfile de Melk Z-da, que mostrou a que veio com uma coleção toda trabalhada na organza, em transparências e volumes. A maior parte das peças é branca, mas tem lá um toque forte de vermelho.  Enquanto a Filhas de Gaya adotou os jardins como tema, refletidos nas estampas sobre o cetim, na forma estruturada, de cup cake, das saias e calças, nos plissados e transparências, a Cavendish preferiu um verão de cores fortes, com cartela que lembra um pacote de drops coloridos. Efeito bala Soft. São vestidinhos curtos, bustiês, decotes V nas costas e, atenção, casaquinhos e vestidos de rochê dourado usados como sobreposição.

OEstudio, com suas propostas inovadoras, trouxe ideias curiosas, como a saia de cabelos e a blusa de plástico bolha. Falando assim parece estranho… e é. Mas é interessante e pelo menos desta vez o coletivo de criadores foi menos pretensioso do que nas últimas temporadas. Fechando a noite, a TNG apresentou sua moda jovem de consumo rápido tendo como apoio de cena o casal romântico da novela das oito, Passione, Carolina Dieckmann e Marcello Antony. Destaque para as propostas nas padronagens. Além de listrados e do xadrez quadriculado, a marca propõe muitas bolas, de diversas dimensões. E na modelagem a aposta é nas calças cigarrete e nos shorts mais curtos, para meninos e meninas.  O jeans de verão, preparem-se, virá bem clarinho, seja blue ou black.

Notas relacionadas:

  1. Quipapá e as sombrinhas
  2. Vai pegar!
  3. Moda para públicos variados
Autor: Deborah Bresser Tags: ,

domingo, 30 de maio de 2010 Fashion Weeks | 22:22

Moda para públicos variados

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Um sábado no Rio de Janeiro, com sol fraquinho, de inverno, bem agradável, já é uma delícia. Um sábado de sol no Rio de Janeiro com desfile da Maria Bonita Extra, ui, fica perfeito. A grife foi uma das cinco a desfilarem no terceiro dia do evento, previsto para seis, e mostrou que não por acaso é uma das mais celebradas da moda nacional. Pelo menos para mulheres jovens, que gostam de se vestir com qualidade, conforto e sofisticação.

Parece clichê, mas poucas palavras cabem tão bem em um desfile daqueles como essas. Folhagens diversas enfeitavam a passarela, que teve o vestido longo com babados como peça de resistência, a estamparia doce como ponto de equilíbrio, e os mini bordados de rosas como foco de desejo de consumo imediato.  A Printing também teve os jardins como inspiração, mas os ingleses, não os tropicais. O resultado da inspiração funciona bem nos bordados e acessórios. Algumas peças ficaram quentes demais para o verão, com calças compridas e casacos pesados além da conta.

Para os mais jovens, duas marcas apresentaram suas propostas: Cantão e Auslander. A primeira, com muita cor e misturas de materiais, não trouxe grandes novidades, mas tem público cativo. A Auslander idem. No máximo adotou o rock como mantra e fez ícones do estilo, como camisetas com mensagens e camisa xadrez, tanto para meninos como para meninas. No fim do dia, a estilista Alessa acreditou com toda fé e misticismo na força dos plissados. Faltou criar mais e estampar menos.

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Autor: Deborah Bresser Tags: ,

sábado, 29 de maio de 2010 Fashion Weeks | 23:52

Vai pegar!

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O verão demora a chegar à vida real, mas aqui do mundo da moda, que funciona como uma espécie de ‘universo paralelo’, onde os produtos, roupas, acessórios e maquiagens chegam antes, já podemos ter algumas ideias das propostas que deverão sair por aí quando chegar a hora.  Vamos fazer uma lista completa no final das temporadas de moda, mas já dá para saber que não vai dar para viver sem:

- um boné de palha

- uma hot pant

-uma blusa transparente

- tranças nos cabelos

-batom azul

- vestido com babados

- shorts para homens

- rosa, também para eles

- decote V nas costas

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db

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