De volta ao Brasil, vou publicar aqui no blog algumas coisas engraçadas que vi nas minhas andanças por Frankfurt, na Alemanha, e por Lisboa, capital portuguesa. Começo com um cartão postal que comprei na cidade alemã, que mostra, de um jeito divertido, a evolução (será essa a palavra correta?) da calcinha.
Até o início do século XIX, a roupa de baixo era apenas um camisão largo e algum tipo de calção. Feita para não ser vista por ninguém a não ser o usuário, a peça de baixo tinha pouca importância. A única exceção foi durante o período em que a cintura e o busto da mulher eram apertados e aumentados. O corpete acabou sendo criado para dar o tal efeito aerodinâmico.
Os historiadores da moda registram uma grande mudança nas roupas de baixo por volta de 1830. Elas tornaram-se mais pesadas, mais compridas, e praticamente obrigatórias. Não usar roupa de baixo significava falta de asseio. Os médicos também alertavam sobre os perigos de ficar com o “corpo resfriado”. As roupas de baixo então eram brancas, normalmente engomadas, e feitas de cambraia branca, de chita grossa ou flanela. Em 1860, as roupas de baixo das mulheres começaram a ganhar sensualidade e, vinte anos depois, a seda conquistou seu espaço. Mas foi por volta dos anos 1950 que elas foram diminuindo de tamanho.
Na pequena cidade alemã de Dankerode, existe um famoso roteiro de trilhas e caminhadas ecológicas que atrai os adeptos do naturismo. E eles fazem o passeio como manda o figurino: completamente nus.
A trilha de 18 quilômetros está localizada dentro da propriedade de Heinz Ludwig, onde também funciona um acampamento e um restaurante. Heinz, um entusiasta tanto do naturismo quanto de caminhadas ao ar livre, alerta: “Se você não quer ver gente pelada, não deve passar desse ponto!”
O naturismo surgiu na Alemanha em meados do século XIX. O primeiro campo oficial do país foi aberto em 1906. Os adeptos da prática preferem o uso do termo “naturismo” em vez de “nudismo”. De acordo com eles, a palavra “nudismo” adquiriu uma conotação negativa e erótica ao longo dos anos, algo que contradiz a filosofia naturista, que prega principalmente o respeito ao próximo e ao meio ambiente. No Brasil, o naturismo ganhou força a partir de 1950, quando a atriz Luz del Fuego criou o Partido Naturista do Brasil.
Durante a Copa de 2006, na Alemanha, apresentei um quadro na ESPN-Brasil chamado “Copo do Mundo”. Fiquei experimentando algumas bebidas curiosas do país. Um exemplo foi a visita que fiz à cidade de Marktl, terra natal do papa Bento XVI. Num barzinho bem em frente à casa onde Sua Santidade nasceu, encontrei a “Papst-Bier”. Santa cerveja!
Encontrei dois sucos curiosos num supermercado de Munique. O suco de beterraba até que foi fácil de encarar. Mas o suco de repolho… que horror! Aquilo me traumatizou. O cheiro da bebida me deu o maior enjôo. Dei o primeiro gole e senti uma ânsia de vômito… Tudo isso estava sendo gravado.
Outra descoberta foi a “cerveja mais forte do mundo”. Ela é fabricada pela Mühlfelder Brauhaus, uma cervejaria familiar. Tem 25,4º de teor alcoólico. O antigo recorde pertencia a uma cervejaria de Boston, nos Estados Unidos (23,8º). Quer saber mais? Assista à reportagem completa, com direito à degustação no final:
É jornalista e autor da série de livros “O Guia dos Curiosos”. É um dos “Loucos por Futebol” da ESPN-Brasil, apresenta o “Você é Curioso?” na Rádio Bandeirantes e escreve no Jornal da Tarde. Na internet, atualiza diariamente o site www.guiadoscuriosos.com.br e comanda o programa “TV Curioso”. Leia mais »