Quem aí tinha um anel brucutu? Cuidado para não denunciar se você é jovem, velho ou dinossauro na resposta. Esse foi mais um tema que gerou muitos comentários no “Você é Curioso?”.
O “anel brucutu” foi uma febre criada pela Jovem Guarda. Inspirados por Roberto e Erasmo Carlos, os rapazes achavam o máximo usar um anel enfeitado com o tal brucutu. “Brucutu” era uma pecinha do Fusca responsável por esguichar água no para-brisa do carro, com o autoexplicativo nome técnico de “bico ejetor de água para o para-brisas”.
O apelido veio de uma música homônima de Roberto Carlos, lançada no álbum “Roberto Carlos canta para a juventude” (1965). Clique na fitinha k-7 pra ouvir!
A moda de roubar o brucutu para fazer anel ganhou tanta força que era difícil encontrar um Fusca intacto. Afinal, valia tudo para conquistar aqueles brotos, mora?
Mais uma dica do antenado César Monteiro no programa “Você é Curioso?”. Uma empresa de telefonia inglesa promoveu uma ação de marketing que teve um resultado muito acima do esperado. A empresa mandou um convite pelo celular: “Esteja na Trafalgar Square no dia 30 de abril às 18h”. E nada mais foi dito.
Ninguém sabia o que ia acontecer, mas a adesão ultrapassou a mais otimista das expectativas. Na hora determinada apareceram cerca de 13.500 pessoas. Alguns acharam que poderia ser um concurso, outros que iam dançar como tem acontecido em outras mobilizações desse tipo. Na hora, centenas de microfones foram distribuídos e a enorme aglomeração fez um karaokê gigante, de surpresa!
Todo mundo que estava na praça, quem estava passando, quem nem sabia do convite cantou junto. O resultado foi incrível. Se você curte os Beatles, vai entender. Somente uma música como a que eles cantaram conseguiria arrebatar e unir milhares de pessoas de povos diferentes. Confira o vídeo. É de arrepiar!
Mais uma dica do César Monteiro, consultor em tecnologia, no “Você é Curioso?” de ontem. John Lennon e George Harrison “ressuscitaram” e aparecem juntos com outros membros dos Beatles, Paul McCartney e Ringo Starr, no comercial de televisão do esperado jogo de videogame da lendária banda de Liverpool. The Beatles – Rock Band é a versão para videogames de última geração XBox, PS3 e wii, lançado este mês.
No comercial, as cenas recriam a sessão fotográfica para o disco “Abbey Road” (1969), cujo 40º aniversário foi comemorado no mês passado. John Lennon, George Harrison, Paul McCartney e Ringo Starr cruzam a célebre faixa de pedestres de Abbey Road. Só que, no comercial, aparecem mais sorridentes e saem acompanhados de dezenas de fãs que dançam e tocam instrumentos musicais.
Com imagens daquela época e alguns truques gerados por computador, o quarteto se mistura aos admiradores, entre os quais uma menina de traços orientais que entrega uma guitarra a George Harrison. O vídeo mescla imagens de arquivo manipuladas e atores. Não há confirmação oficial, mas especula-se que a voz do narrador seja de Dhani Harrison, filho de George Harrison. Há quem diga que, no vídeo, ele interpreta o pai.
Pouca gente lembrará quem foram os ganhadores da premiação VMA (Video Music Awards) 2009, da MTV, mas todo mundo se recordará do rapper Kanye West interrompendo o discurso de agradecimento da loirinha Taylor Swift. “Estou feliz por você, mas a Beyoncé tem um dos melhores vídeos de todos os tempos”.
A cantora country ficou sem palavras, Beyoncé levou um susto e a platéia veio abaixo em vaias. Até o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, resolveu se intrometer na história, deixando escapar que Kanye West “é um idiota”. A declaração foi postada no twitter de um jornalista e se espalhou pela web.
Aos 19 anos, Taylor Swift faz parte da nova safra de ídolos adolescentes, que inclui também Miley Cyrus, Demi Lovato e os três irmãos do Jonas Brothers. Taylor, inclusive, chegou a namorar o irmão do meio, Joe Jonas. De acordo com ela, o namoro terminou com uma ligação de 30 segundos do músico. Relacionamentos amorosos a parte, Joe Jonas sabe bem o que é pagar mico.
No VMA do ano passado, ele tropeçou em uma estrutura de vidro durante a música S.O.S.. Além disso, os irmãos postaram no YouTube sua própria versão do “melhor vídeo de todos os tempos” – Single Ladies, de Beyoncé.
É a Britney, hein?!? Em meio a um verdadeiro inferno astral, Britney Spears subiu no palco do VMA de 2007 e fez uma coreografia desajeitada, acima do peso e aparentemente alcoolizada de “Gimme More”.
Caetano Veloso perdeu as estribeiras durante o Vídeo Music Brasil de 2004. Falhas no som durante sua apresentação com o músico David Byrne motivaram o cantor a interromper o show e pedir “respeito” à “emetevê”.
Em 1992, o líder do Nirvana Kurt Cobain causou uma saia justa durante a premiação da MTV. A direção da emissora havia proibido a execução da polêmica música “Rape Me” (”Estupre-me”). Kurt subiu ao palco, tocou o primeiro verso da música, deu uma risada e emendou com “Lithium”. Um empolgado Chris Noveselic jogou o baixo pra cima, atingindo a própria cabeça. A banda ainda conseguiu arranjar briga com o vocalista do Guns N’ Roses, Axl Rose.
Três anos depois, Courtney Love, a eterna “Sra. Cobain”, interrompeu uma entrevista da Madonna , tirando a rainha do pop do sério durante a festa da MTV.
Será que o VJ da MTV leu o livro “Chega de Falar de Mim”? Lá, a jornalista Jance Dunn dá várias dicas de como driblar celebridades alteradas e malucas.
Quando você pensa em um clube esfumaçado, decorado de amarelo, verde e vermelho, com pessoas dançando passos de reagge, “Águas de Março” é a última música que seus ouvidos esperam ouvir, certo? Não se você estiver em um show da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana.
Afinal, o grupo formado por 9 músicos se dedica a interpretar clássicos da música brasileira com um tempero bem jamaicano. A Orquestra Brasileira de Música Jamaicana nasceu das cabeças do guitarrista e vocalista Sérgio Soffiati e do trompetista Felippe Pipeta de montar uma “big band de ska”. O ritmo – uma das primeiras manifestações pop da música jamaicana – é perfeito para fazer o público dançar, cantar e se divertir. Uma pesquisa revelou que diversas bandas na Europa (e até uma no Japão!) usavam músicas brasileiras, mas que não havia nenhuma do Brasil. “A gente estava dando mole”, diz Sérgio Soffiati.
Além de Sérgio e Pipeta, a “Orquestra” é formada por Ruben Marley (trombone), Marcelo Cotarelli (trompete e flugel), Fernando Bastos (sax tenor e flauta), Igor Thomaz (sax barítono e alto), Fabio Luchs (bateria), Rafael Toloi (baixo) e Lulu Camargo (teclados).
Entre os arranjos curiosos do grupo está uma animada versão de “O Guarani”, a ópera de Carlos Gomes eternizada na abertura do programa de rádio “A Voz do Brasil”, “Tico-Tico No Fubá” e “Trem das Onze”.
Ficou curioso? O show de estréia da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana acontece nessa sexta-feira, 18 de setembro, a partir das 22 horas, no Aldeia Turiassu (Rua Turiassu, 928; Perdizes; São Paulo). Dá pra ouvir o trabalho da banda no MySpace e saber todas as novidades pelo Twitter.
Roberto Carlos era fã do “Vaqueiro Alegre”. Quando criança, o rei gostava de colar o ouvido nos radinhos sintonizados na Rádio Nacional e ouvir as “canções de caubói” de Bob Nelson. O cantor, cujo nome verdadeiro era Nelson Roberto Perez, nasceu na cidade de Campinas (SP) em 12 de outubro de 1918. Reza a lenda que, quando Carmen Miranda se apresentou em Campinas no ano de 1939, ele a acompanhou no show. Na época, já cantava no “Grupo Cacique”.
Inspirado pelo filme “Idílio nos Alpes”, começou a arranhar o ritmo tirolês (também conhecido como “yodel”) no início dos anos 1940. Em 1943, Bob Nelson faz uma adaptação para o português de uma tradicional canção norte-americana. Música premiada na rádio Cultura, “Oh,Suzana” torna-se um de seus maiores sucessos. A música também catapultou Bob Nelson para um evento histórico.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o dono dos Diários Associados, Assis Chateaubriand, resolveu homenagear o comandante norte-americano General Douglas MacArthur. Não teve dúvidas: mandou chamar Bob Nelson e sua “Oh, Suzana”. A homenagem funcionou: Douglas MacArthur era natural do Arkansas e adorou a versão brasileira de uma música sobre a Guerra da Secessão nos Estados Unidos. Ao final da apresentação, o general subiu ao palco e abraçou o cantor. Também foi Chatô quem deu o dinheiro para que Bob Nelson comprasse a sua primeira fantasia de caubói, com direito a chapéu e revólver no coldre.
Em 1944, Bob Nelson gravou seu primeiro disco com “Oh, Suzana” e “Vaqueiro Alegre”. Ao longo da década de 1940, apresentou-se em diversos programas de rádio e gravou músicas usando o nome artístico “Bob Nelson e seus Rancheiros”. Foi mais ou menos nessa época que ele se tornou o ídolo das estrelas da Jovem Guarda, Roberto e Erasmo Carlos.
A dupla gravou até mesmo uma música em homenagem ao caubói brasileiro: “A Lenda de Bob Nelson”, lançada em 1974. Um dos primeiros artistas a misturar a música sertaneja do interior com o country norte-americano, Bob Nelson ainda arranjava tempo para desfilar no Carnaval, sempre pela escola de samba Império Serrano. Foi no Rio de Janeiro que ele morreu, no último dia 28 de agosto, aos 91 anos.
Jordy foi salvo pelo rock n’ roll. Sim, aquele menininho de cabelos espetados, olhos azuis e trocando de dentes agora pinta os olhos de preto, bebe cerveja direto da garrafa e não tem medo de afirmar que gosta de “experimentar posições do Kama Sutra”. Nada parecido com a criança que fazia as pistas de 1992 ferverem com o hit “Dur dur d’être bébé”:
Como todo rebelde sem causa que se preze, Jordy Lemoine teve uma família turbulenta. Depois do sucesso do filho, os pais – Claude Lemoine e Patricia Clerget, ele produtor musical e ela cantora – criaram uma espécie de parque de diversões chamado “La Ferme de Jordy” e foram acusados pelo governo francês de exploração de menor. Na época, em 1994, Jordy foi proibido de aparecer na televisão e suas canções sumiram das emissoras de rádio. Dois anos depois, Claude Lemoine e Patricia Clerget se divorciaram e Jordy começou uma precoce jornada rumo ao ostracismo.
Jordy Lemoine nasceu em 14 de janeiro de 1988 na cidade francesa de Saint-Germain-en-Laye. “Pochette surprise”, seu disco de estréia, vendeu milhões de cópias no mundo todo. O disco era alavancado pela música “Dur dur d’être bébé” (”É duro ser um bebê”). Ele foi o mais jovem artista a atingir o topo das paradas. No auge, Jordy até mesmo passou pelo Brasil, em programas como o de Hebe Camargo. Em 2005, aos 18 anos, ele reapareceu no reality-show “Celebrity Farm 2″, uma espécie de “A Fazenda” francesa.
Em 2006, a ex-criança prodígio lançou a autobiografia “Je ne suis plus un bébé” (”Eu não sou mais um bebê”), escrita em conjunto com sua mãe.
Ostentando um visual à lá Sid Vicious, Jordy lançou o álbum “Vint’Age” com sua banda “JOrDy and the Dixies”. A julgar pelo nome do selo pelo qual o disco foi lançado (”DurDurProd”), algumas coisas realmente nunca mudam.
Lembra quando a cantora Britney Spears – do alto de seus 17 anos - escandalizava todo mundo com a música e com a coreografia provocante de “Baby One More Time”?
O tempo passa, o tempo voa! Hoje em dia, a princesinha do pop é divorciada, mãe de dois filhos e, aparentemente, possui fãs em todas as faixas etárias. Esse animado grupo de velhinhos resolveu dar seu toque pessoal para o primeiro sucesso da cantora. Com vocês, a versão para maiores de 60 anos de “Baby One More Time”! A brincadeira, na verdade, foi feita para um comercial de uma escola de inglês da Rússia.
Filha do Rolling Stone Mick Jagger, Georgia May Jagger abraçou a carreira de modelo e fez fotos bem ousadas para uma marca de jeans. Aos 17 anos, a modelo apareceu de topless, usando apenas calças apertadas na foto – e ainda declarou “Eu e meu pai usamos jeans do mesmo tamanho”. Será que o autor de “I Can’t Get No (Satisfaction)” aprovou as fotos da filha?
Os astros do rock possuem um talento especial para compor belas músicas – e belos filhos! Uma das principais obras do vocalista do Aerosmith, Steven Tyler, é a modelo e atriz Liv Tyler. A beldade é filha de uma ex-coelhinha da Playboy e só descobriu que Steven Tyler era seu verdadeiro pai na adolescência. Depois da descoberta. Liv adotou o sobrenome paterno e até participou do clipe “Crazy”:
Em 2002, Ozzy Osbourne embarcou com toda a sua família no reality-show da MTV “The Osbournes”. O programa catapultou a carreira da filha adolescente do roqueiro, Kelly Osbourne. A então adolescente arriscou até uma versão da música “Papa Don’t Preach” da Madonna em seu disco de estréia:
A inglesa Daisy Rebecca Lowe nasceu em 27 de janeiro de 1989. A filha do líder da banda Bush, Gavin Rossdale, começou a carreira de modelo com 2 anos de idade. A exemplo de Liv Tyler, Daisy só descobriu a verdadeira identidade de seu pai em 2004. Atualmente, Gavin Rossdale divide os lençóis com a vocalista do No Doubt, Gwen Stefani, com quem teve mais dois filhos: Kingston James McGregor Rossdale e Zuma Nesta Rock Rossdale.
Já a contribuição de Bob Dylan para a lista veio com um pouco mais de testosterona. Nascido em dezembro de 1969, Jakob é o mais novo dos quatro filhos do cantor Bob Dylan e o único que seguiu carreira no mundo da música. Jakob Dylan é vocalista da banda The Wallflowers desde 1989 e em 2008, lançou o álbum solo “Seeing Things”.
Ah, mesmo que você não suporte rock’n roll, um Feliz Dia dos Pais!
Dizem que não se deve julgar um livro pela capa. Será que o mesmo ditado se aplica às antigas capas de discos? Afinal, se dependesse da capa, esses discos nunca sairiam das prateleiras das lojas. Você consegue imaginar a cara de satisfação de Wayne Newton ao receber seu disco?
Responda com sinceridade: que criança não teria pesadelos com um disco desses? Olha só a cara sinistra da menininha da direita!
Não sei como é a música dessa tal de Rosamel, mas o quarto dela é pra lá de estranho.
Essa dupla guarda uma estranha semelhança com um certo tenista brasileiro. Será que eles são parentes do Guga?
Esse rapaz tem um jeitão de ventríloquo, não é? Vai ver quem canta mesmo é esta bonequinha que fica no ombro dele.
O que falar desse “botinão” na sala do Durval Vieira, hein? É impossível não notar… O nome do disco é “O Sapatão”.
Os Sherwood adotaram o estilo “trios” de vasos. Haja chapinha!
Mais uma: essa outra dupla caprichou nas jaquetas de couro. Um aviso: se alguém tirar sarro da cara deles, o pastor alemão ataca!
Capa bem apropriada. É um disco com músicas para “ocasiões alegres”.
Aliás, alegria e empolgação é o que não falta pra essa turminha aí em cima, não?
Esse grandão aí de cima leva o prêmio de “piores poses do mundo”. A montagem dele saindo da água é uma piada!
Descobrimos a fonte de inspiração da Amy Winehouse!
Algum cavalheiro aceitaria bailar com essa distinta dama?
Confira outras capas de discos bastante estranhas já publicadas pelo Blog do Curioso. Clique aqui
É jornalista e autor da série de livros “O Guia dos Curiosos”. É um dos “Loucos por Futebol” da ESPN-Brasil, apresenta o “Você é Curioso?” na Rádio Bandeirantes e escreve no Jornal da Tarde. Na internet, atualiza diariamente o site www.guiadoscuriosos.com.br e comanda o programa “TV Curioso”. Leia mais »