Hoje é comemorado o Dia do Corintiano! Eu sou corintiano e até já escrevi um livro sobre isso.
A data foi escolhida por marcar o dia que todo corintiano que se preze conhece bem: 13 de outubro de 1977 . Aquele foi o dia em que time quebrou um jejum de 22 anos e se consagrou novamente campeão paulista. No livro “Fiel 100 anos”, que acaba de ser lançado, muitos torcedores deram suas versões para o “corintianismo”. Eu fui um deles, convidado pelo autor, o escritor Lázaro Simões Neto (Lalau).
O time nasceu no bairro paulistano do Bom Retiro, em 1910. Cinco funcionários da estrada de ferro São Paulo Railway ficaram impressionados com o clube inglês Corinthian Team (que naquele ano excursionava pelo Brasil) e resolveram criar também um time de futebol. O termo “Corinthian” era utilizado na Inglaterra no início do século XIX. Ele era aplicado aos cavalheiros e nobres que praticavam ou patrocinavam esportes. Quem sugeriu esse nome para o novo clube foi Joaquim Ambrósio, um dos fundadores. No entanto, nomes como “Santos Dumont Futebol Clube” e “Carlos Gomes” também foram considerados.
Estou em Lisboa! Quando entrei no avião a caminho daqui, recebi um exemplar de um jornal portugês. Na página de esportes, uma nota dava conta que apenas 10 mil dos 53 mil ingressos para o jogo Portugal x Hungria, no Estádio da Luz, haviam sido vendidos. Era um jogo chave para as pretensões de Portugal disputar a Copa de 2010. Ao desembarcar em Lisboa, larguei as malas no hotel e fui para as bilheterias. Consegui ingressos apenas para o anel superior. Paguei 15 euros pelo lugar na parte central (atrás dos gols, os ingressos mais baratos custam 10 euros). Era a chance de ver Cristiano Ronaldo em ação.
A estação de metrô mais próxima fica a 500 metros da entrada. Como os ingressos são numerados (que maravilha!), todos deixam para chegar em cima da hora. foi meio tumultuada. Mas cheguei a tempo de ver a entrada dos times, as vaias para o técnico Carlos Queiroz e a execução dos hinos. Cristiano Ronaldo ficou em campo apenas 25 minutos porque sentiu uma contusão. Mas foram deles os melhores momentos de Portugal. Quando o camisa 7 saiu, os portugueses caíram de produção. No final do primeiro tempo, quase a retranqueira Hungria empatou.
Durante o jogo, não há sorveteiros ou pipoqueiros passando na sua frente. No intervalo, o público sai para comprar cachorro-quente, cerveja sem álcoool, refrigerante, pipoca, sorvete. Eu experimentei as queijadinhas típicas de Sintra -cidade turística próxima a Lisboa. Uma delícia! Começa o segundo tempo. A torcida grita o tempo todo: “Pur-tu-gal! Pur-tu-gal!” ou “Só mais um!” Portugal obedeceu: ganhou por 3 x 0 – dois de Simão Sabrosa e um do brasileiro Liédson e eu, feliz, comprei o cachecol comemorativo do jogo por 5 euros na saída.
A primeira Copa Libertadores de Futebol Feminino está sendo disputada nas cidades de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. O Santos é o representante brasileiro e trouxe Marta, a melhor do mundo, para reforçar a equipe. Deve conquistar o título sem maiores problemas. São eventos assim que atraem cada vez mais a atenção do público.
O público também passou a se interessar mais pelo esporte por causa de suas musas. Em março de 2008, por exemplo, a atacante do Internacional Laisa Andrioli agraciou os leitores da “Sexy” com um ensaio de capa (foto à direita). A edição deste mês da edição brasileira da revista esportiva “FourFourTwo” traz uma boa entrevista com Laisa (foto à esquerda).
Para não dizer que são só os torcedores brasileiros que, às vezes, se esquecem do futebol das meninas, vale lembrar o caso da alemã Eva Roob. Eva não foi uma jogadora brilhante atuando pelo Nuremberg F.C. no Campeonato Alemão. Talvez por isso tenha pendurado as chuteiras para assumir a personalidade de Samira Summer. Ela decidiu se tornar atriz pornô. Sua estreia aconteceu no filme “Sweet Cheeks 10″.
O primeiro exemplo de jogadora a usar os dotes físicos para além do futebol é Isabel Cristina Nunes, a Bel. Ela posou na capa da “Playboy” em julho de 1995. Alguns meses antes, em janeiro, Bel havia sido campeã sul-americana pelo Brasil. Na foto ao lado, ela aparece com a camisa 21, ao lado da zagueira Cenira.
A gaúcha começou a carreira em 1983, no Pepsi Bola — time patrocinado pela marca de refrigerantes. Um ano depois, apareceu pela primeira vez na “Playboy”, de roupa, mas em poses sensuais. Como jogadora, passou ainda pelo Internacional e pelo Torino, da Itália.
Já a loira Cléo Brandão é mais conhecida pela passagem que teve como apresentadora na Rede Bandirantes. Ela esteve à frente de programas esportivos como “Band Esporte” e “Esporte Total”. Antes disso, em 1997, ela jogou no time feminino do São Paulo.
Assim como Bel, Cléo posou nua para a “Playboy”. A edição foi lançada em maio de 1999, quando ela não entrava mais em campo. Confira abaixo as capas de Bel e de Cléo Brandão.
E, já que estamos no meio futebolístico, não podemos esquecer da “Playboy” mais polêmica relacionada ao tema. A bandeirinha Ana Paula Oliveira saiu nua na edição de julho de 2007 e deu muito o que falar.
Na semana passada, a tenista italiana Flavia Pennetta declarou que não está nem aí para abstinência sexual antes e durante as competições. Sexo em vestiários e banheiros de avião eram comuns durante seu namoro com o tenista espanhol Carlos Moyá (abaixo). Flavia também contou que, apesar de várias jogadoras serem homossexuais, nunca foi assediada durante as competições.
É estranho que tenha gente que ainda fique chocada com esse tipo de declaração. Atletas estão cada vez mais falando sobre sexo. Já na década de 1920, o circuito de tênis era esquentado pela presença da francesa Suzanne Lenglen. Ela era conhecida na imprensa francesa como “A Divina”. Avessa ao comportamento considerado “adequado” para as mulheres de seu tempo, Suzanne bebia, colecionava amantes e – reza a lenda – não usava nada por baixo da saia comprida do uniforme.
Uma das maiores tenistas da década de 80, Martina Navratilova abriu o jogo em sua autobiografia “Being Myself”. Nascida na República Tcheca em 1956, Martina (abaixo, no centro) declarou que sempre se sentiu atraída por pessoas do mesmo sexo. Teve um relacionamento com a escritora Rita Mae Brown e, atualmente, pode ser vista desfilando com a ex-rainha da beleza Julia Lemigov.
Em entrevista à revista Veja, em 2004, o jogador Romário confessou que , “se pudesse, sairia da cama direto para o campo”. Ele também declarou que fidelidade nunca foi o seu forte, mas que “estava melhorando”. Também numa entrevista, o agora técnico Renato Gaúcho disse que, quando fazia festinhas em casa, “até o Cristo Redentor fechava os olhos”.
Nas Olimpíadas, o clima não é muito diferente. Na véspera da prova de salto em distância nas Olimpíadas de 1968 no México, o norte-americano Bob Beamon fez sexo na Vila Olímpica. A escapada pesou na consciência do atleta, que acreditava que o exercício sexual poderia prejudicar seu desempenho na prova. Felizmente, Bob preocupou-se à toa. Naquela competição, ele quebrou o então recorde histórico com um salto de 8,9 metros. A marca só foi superada 23 anos depois, pelo também americano Mike Powell.
Nos Jogos de Los Angeles, em 1984, Robson Caetano, hoje comentarista da Rede Globo, integrava a forte equipe brasileira de revezamento 4 x 100 metros, que tinha chance de ganhar uma medalha. Na véspera da prova, porém, cedeu ao convite de uma assessora contratada pela delegação do Brasil (uma bela loira americana de 24 anos) para jantar fora da concentração. Jantar… entendeu? Robson reapareceu apenas no dia seguinte, pouco antes da prova, e acabou desligado da equipe no próprio estádio.
No último sábado, o árbitro Charles Hebert Cavalcante Ferreira validou um gol totalmente irregular na partida entre Paraná e Ceará, pela série B do Campeonato Brasileiro. Ao receber um cruzamento, o atacante Wellington Silva, do Paraná, esticou a mão e colocou a bola dentro do gol, garantindo a vitória do Paraná sobre o Ceará por 1 x 0. A atitude do juiz provocou a fúria dos jogadores e houve até briga no final do primeiro tempo. O árbitro e a auxiliar que não viram o lance foram suspensos pela CBF. Mas… e o Wellington Silva? Fico imaginando se, ao chegar em casa depois do jogo, ele recebeu os cumprimentos dos pais. “Mamãe está orgulhosa do gol que você fez com a mão, filhinho. O importante é mesmo levar vantagem em tudo”. Quando encerrar sua carreira, daqui a muitos anos, o jovem Wellington ainda será lembrado por esse gol. Será que ele terá orgulho de contar essa história para seus filhos?
Desde o célebre gol com “La Mano de Díos”, que o argentino Maradona “inventou” na Copa de 1986, parece que ganhar roubado virou uma coisa exemplar. Não falo de lances polêmicos, de erros de interpretação de arbitragem. Não. No lance de sábado, Wellington Silva deveria ter parado o lance e ter pedido desculpas. Não dá para dizer que o Wellington enfiou a mão na bola sem querer, né?
Tal situação provocaria arrepios em um jogador conhecido pelo seu cavalheirismo. Nascido no dia 27 de novembro de 1883, o maranhense João Evangelista Belfort Duarte era um verdadeiro “gentleman” dentro e fora dos campos. Além de ter sido responsável pela tradução das regras do futebol do inglês para o português, Belfort Duarte acumulou as funções de capitão, técnico e dirigente do América Futebol Clube (RJ).
Apesar de toda a tranquilidade nos gramados, por ironia do destino, Belfort Duarte morreu de forma violenta, assassinado no seu aniversário de 35 anos, em 1918.
Em 1946, o Conselho Nacional de Desportos criou o Prêmio Belfort Duarte. Naquela época, o prêmio era concedido aos atletas que ficassem 10 anos sem receber punições e tivessem um “atestado de bons antecedentes”. O prêmio concedia uma medalha de ouro para os atletas amadores, medalha de prata para os profissionais e credenciais de livre acesso a todos os estádios brasileiros para os jogadores agraciados com o títulos. Foi extinto em 1981.
O primeiro jogador profissional a receber a medalha foi o jogador do Coritiba, Antonio Mota Espezim, em junho de 1948. Jogadores como Jayme de Almeida, do Flamengo, e Telê Santana, do Fluminense, também foram premiados pelo comportamento exemplar em campo.
Jogadores bem-comportados voltaram a ser homenageados em 2008, quando o prêmio foi recriado e teve suas regras reformuladas. Agora, o prêmio é dado para o jogador do Campeonato Brasileiro que cometer menos infrações ao longo da competição.
O primeiro vencedor da nova edição do prêmio foi o meio-campista do Vitória Ricardinho, que fez apenas 7 faltas em 25 partidas e não recebeu nenhum cartão ao longo do Campeonato Brasileiro.
Ricardinho ou Wellington Silva: qual deles terá mais orgulho de sua biografia no futebol?
Gostei da nova camisa número 3 do Corinthians. Ela mistura o preto com o roxo e foi anunciada como a camisa comemorativa do centenário corintiano, em 2010. É mais bonita que a toda roxa, embora parte da torcida continue não gostando dessa inovação. Os detalhes em dourado fazem lembrar a camisa usada na Libertadores de 2006. Era uma camisa linda, mas a eliminação traumática para o River Plate aposentou o modelo antes da hora. Só que mais legal que a camisa é o comercial que a Nike fez para seu lançamento. Os comerciais da Nike são mesmo incríveis!
O livro que aparece bem no começo do comercial já foi apresentado aqui: “A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil”. Outro detalhe mostra que esse novo modelo pode ter sido pensado no ano passado. Mas só agora foi utilizado. Repare que, aos 17 segundos do comercial, o designer aparece circulando o modelo em vermelho. O patrocinador que aparece naquele momento é a Medial, e não a Batavo.
Em tempo: já que este post deve estar sendo lido por uma maioria corintiana, aqui vai a dica do primeiro livro que trata dos 100 anos do Corinthians. Uma homenagem ao torcedor. “Fiel 100 Anos” já está nas livrarias. A noite de autógrafos será no próximo dia 10/09 na Saraiva do Shopping Anália Franco, em São Paulo.
Sabia que o Corinthians quase foi batizado com nome de gente? Na reunião de criação do time, as opções de nome eram Santos Dumont, o inventor do avião, e Carlos Gomes, o compositor. Nenhum dos dois agradou e, durante a votação, o Corinthians passou a se chamar Corinthians. Bem, mas se você procurar, vai encontrar outros times batizados com nome de gente.
O Robin Hood F.C., do Suriname, não podia roubar dos ricos para dar aos pobres. Isso porque em 1945, ano de fundação do clube, os jogadores ainda entravam em campo descalços, por falta de dinheiro. Robin Hood existiu ou não? Não se sabe. O chamado “Príncipe dos Ladrões” teria sido uma espécie de herói inglês do século XIII, nos tempos do rei Ricardo Coração de Leão. Já a Association Culturelle Jeanne D’Arc, fundada em 1921 no Senegal, pegou o nome emprestado de um personagem revolucionário. O país africano foi colonizado principalmente por franceses, o que talvez tenha influenciado na escolha do nome de Joana D’Arc, heroína da Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra.
Bernardo O’Higgins, um dos “libertadores da América”, dá nome a uma equipe do país que ajudou a libertar, o Chile. O Club de Deportes O’Higgins de Rancagua foi fundado em 7 de abril de 1955, mas não é tão vitorioso quanto o seu homenageado. Durante toda sua existência, nunca levantou uma taça de campeão.
Ainda na América do Sul, o nome do Club Presidente Hayes, do Paraguai, foi inspirado no político e presidente dos Estados Unidos Rutherford Hayes (foto ao lado), que foi mediador de uma briga diplomática entre paraguaios e argentinos. Veja se consegue adivinhar a favor de quem ele decidiu a pendenga… Uma coincidência interessante é que o maior craque da história do time foi o zagueiro Kiko Reyes, quase um homônimo do presidente que dá nome ao time.
Em Portugal, o escolhido para dar nome a um time de futebol foi o escritor Gil Vicente, autor de “Auto da Barca do Inferno”, entre outras obras. O Gil Vicente Futebol Clube foi fundado em 3 de maio de 1924, em Barcelos — mesma cidade em que Gil Vicente nasceu, 459 anos antes. Apesar do nome imponente, a melhor colocação do time no Campeonato Português foi um quinto lugar, na temporada 1999/2000.
De Cochabamba, na Bolívia, vem o Club Jorge Wilstermann. O nome é o mesmo do primeiro piloto de aviões comerciais do país, que nasceu na cidade onde o time foi fundado. Ele morreu em um acidente aéreo anos antes da fundação da equipe, que aconteceu em 24 de novembro de 1949. O aeroporto internacional da cidade de Cochabamba também leva o nome de Wilstermann. O escudo do time tem uma asa de cada lado. A estreia de Galvão Bueno como narrador esportivo na TV aconteceu em um jogo do Jorge Wilstermann. O time boliviano jogou duas vezes contra o Flamengo pela segunda fase da Libertadores de 1981, uma em 13 de outubro e a outra no dia 30 do mesmo mês.
E os times brasileiros? O mais curioso de todos é a Associação Desportiva Perilima, de Campina Grande (PB), que teve o nome inspirado nas sílabas iniciais do nome de uma pessoa: Pedro Ribeiro Lima. Nunca ouviu falar? Pedro Ribeiro Lima é presidente do próprio Perilima.
Você sabia que praticamente todos os chamados times grandes do Brasil já jogaram com um uniforme diferente do tradicional? O exemplo mais recente é a camisa roxa que o Corinthians lançou no ano passado. Agora o Palmeiras anuncia que seu terceiro uniforme para 2009 será azul.
No livro “A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil”, que será lançado hoje, na Livraria Cultura, do Shopping Market Place, em São Paulo, os autores Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues trazem os 2.000 modelos diferentes que os clubes usaram desde que foram fundados. Eles mostram também as trocas de patrocinadores e de fornecedores de material. Nenhum detalhe foi esquecido.
Em 2000, o Atlético Mineiro reeditou pela primeira vez em 60 anos uma camisa totalmente preta. Ela foi feita para ser usada nos jogos internacionais da Libertadores. O sucesso entre os torcedores foi tanto que até hoje o Galo tem uma camisa totalmente preta.
Jogando contra o time do Engenho de Dentro, em 7 de maio de 1933, o Botafogo usou uma camisa vermelha com a gola branca. Isso aconteceu porque o time adversário usava um uniforme listrado azul e branco, que poderia ser confundido com a vestimenta tradicional do Fogão. Em outras três ocasiões, pelo mesmo motivo, o Botafogo foi obrigado a usar camisas de cores diferentes: em 1923, uma verde, emprestada pelo time do Andaraí; em 1968, uma azul emprestada pela Adeg, administradora do Maracanã; e em 1975, de amarelo, camisa emprestada pelo time da Suderj.
Para homenagear o Torino, da Itália, que havia acabado de perder todos os jogadores e comissão técnica em um acidente aéreo, o Corinthians vestiu a camisa do clube. Foi contra a Portuguesa, no Pacaembu, no dia 8 de maio de 1949.
Feita especialmente para a Libertadores de 2004, a camisa azul-celeste do Cruzeiro faz parte da primeira geração de camisas com uma coroa acima do escudo do clube. A chamada tríplice coroa faz referência à temporada de 2003, em que o Cruzeiro foi campeão mineiro, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro.
Ano passado, depois de uma briga judicial com a fornecedora de materiais esportivos, o Flamengo fez suspense e entrou em campo no Campeonato Brasileiro usando uma camisa com três interrogações no lugar da logomarca. Derrotado na Justiça, o time voltou a usar a camisa anterior poucas partidas depois.
A camisa laranja do Fluminense foi lançada no centenário da equipe, em 2002, e não agradou os torcedores. O Tricolor usou a camisa apenas no segundo tempo de um amistoso. Atualmente, uma das camisas de treino do Flu é dessa cor.
E o Grêmio, que, acredite, já jogou de vermelho? Na verdade, a cor era o havana, um parente do vermelho. Foi a primeira camisa do time, em 1903. Depois, o havana foi substituído pelo preto porque os tecidos eram caros demais, e até raros. Em compensação, em 1987, a Coca-Cola teve que colocar sua logomarca em preto na camisa do Grêmio, e não no tradicional vermelho, cor do maior rival. Foi a primeira vez que isso aconteceu.
A exemplo dos argentinos do River Plate, o Internacional já jogou de branco com uma faixa diagonal vermelha. Durante boa parte da década de 1950, uma das camisas do time tinha essa composição. Em 1995, o segundo uniforme também era assim.
Na final do Paulistão de 1954, que aconteceu em fevereiro do ano seguinte, o Palmeiras enfrentou seu maior rival, o Corinthians, usando uma camisa azul. A escolha teria acontecido por conselho de um pai-de-santo — que errou o prognóstico. O empate de 1 x 1 deu o título ao Corinthians.
“Paz” foi a primeira inscrição que apareceu na frente da camisa do Santos. A palavra não era parte de um patrocínio, foi escrita em apoio a uma campanha que acontecia na cidade de São Paulo em 1983. Um patrocínio curioso que apareceu na camisa do Santos foi o do Lenços de Papel Kleenex, em 1986.
O marketing esportivo ainda estava engatinhando em 1997. Talvez por isso a camisa do São Paulo, que tinha escrito “Bom…???”, tenha causado tanta surpresa. Ela foi usada em apenas um jogo, contra o Cruzeiro, e deu sorte: 5 x 0, cinco gols de Dodô. A brincadeira serviu para anunciar o futuro patrocinador do time: a esponja de aço Bombril.
Muitos clubes não tiveram a chance de homenagear seus maiores ídolos enquanto eles ainda estavam jogando. Não foi o caso do Vasco, que entrou em campo no dia 24 de março de 1983 com a frase “Valeu Roberto!” estampada na camisa. Até Zico, maior jogador da história do Flamengo, atuou no onze cruz-maltino naquela partida contra o La Coruña, da Espanha. Mesmo assim, os europeus venceram por 2 x 0.
O lançamento do livro será hoje, a partir da 19h, na Livraria Cultura, do Shopping Market Place, que fica na avenida Chucri Zaidan, 902, em São Paulo. Além de autografar os livros, os autores — que colecionam camisas de futebol — levarão algumas raridades que poderão ser conferidas para ficarem expostas.
O friozinho antecipado que motivou muita gente a tirar os casacos de lã do armário não é nada se comparado ao frio que os competidores da “Maratona do Polo Norte” precisaram enfrentar.
Considerada a “Corrida Mais Fria do Mundo”, a Maratona do Polo Norte acontece desde 2002 em uma ilha chamada Spitsbergen, localizada na costa da Noruega. Nela, os competidores enfrentam neve, vento e frio, muito frio – em 2009, 36 corredores encararam uma temperatura de 28º negativos.
O grande vencedor de 2009 foi o atleta russo Evgeniy Gorkov, que completou o trajeto em 4 horas, 27 minutos e 5 segundos. O segundo lugar ficou com o francês Renaud Michel e o terceiro com o neozelandês Willy Roberts.
Os organizadores garantem que qualquer corredor com condicionamento físico apropriado é capaz de completar o circuito da Maratona do Polo Norte. Na última competição, dois brasileiros conseguiram chegar ao final da prova. Tem mais: Stefanie Pettersson, de 16 anos, tornou-se a mais jovem competidora a completar o circuito.
Esta é para você que sempre sonhou em ver as jogadoras de futebol feminino trocando de camisa depois dos jogos… Imagine toda a ação do futebol americano somado à presença de dezenas de beldades vestidas em trajes sensuais – sim, o uniforme que elas usam é formado por capacete, ombreira, top e calcinha. Bem-vindo ao Lingerie Football League!
O programa foi criado em 2005, como um especial exibido durante o “Superbowl”, o campeonato nacional de futebol americano. A ideia deu tão certo que o Lingerie Football League virou um campeonato de verdade. No site oficial, uma loira de lingerie faz um convite virtualmente irrecusável: assistir ao “jogo de futebol americano mais quente do pedaço”.
Em 2009, as moçoilas jogarão em 10 times diferentes, donos de nomes sugestivos como “Philadelphia Passion” (”Paixão de Filadélfia”), “Miami Caliente”, “Dallas Desire” (”Desejo de Dallas”) e “Los Angeles Temptation” (”Tentação de Los Angeles”).
É jornalista e autor da série de livros “O Guia dos Curiosos”. É um dos “Loucos por Futebol” da ESPN-Brasil, apresenta o “Você é Curioso?” na Rádio Bandeirantes e escreve no Jornal da Tarde. Na internet, atualiza diariamente o site www.guiadoscuriosos.com.br e comanda o programa “TV Curioso”. Leia mais »