Numa mesma semana, dois ícones da minha infância foram notícia por aqui: o time de basquete do Harlem-Globetrotters e os bonequinhos do Playmobil.
Fui ver ontem o show dos Harlem-Globetrotters no Ginásio do Ibirapuera. As condições do Ibirapuera são lastimáveis. Foi quase impossível ouvir as piadas que Special K, o camisa 21, fazia em quadra. O som era péssimo. Além disso, o Ibirapuera está parecendo uma feira. Nunca vi tanto vendedor. Tinha até gente vendendo aqueles crepes suíços e espetinhos de morango ao chocolate. Só que eles não param de vender durante o show, num total desrespeito. Está cada vez mais difícil ir a um espetáculo em São Paulo. É tudo muito caro e o cliente é sempre tratado com pouco caso. Ontem, o ginásio só tinha metade de sua capacidade.

Quer conhecer um pouco da história do time? Ele foi criado pelo empresário Abe Saperstein em 1926, no Estado de Illinois. Abe já tinha sido técnico de um time só com jogadores negros em Chicago, o Savoy Big Five e, depois de brigas com seu sócio no time, resolveu criar sua própria equipe, que no início se chamava New York Globetrotters. As primeiras apresentações aconteciam no Savoy Ballroom, em Chicago e, depois que o lugar virou rinque de patinação, a saída foi colocar o time na estrada. Acredite: todos viajavam a bordo do Ford Modelo T de Saperstein.

Em 1930, o empresário mudou o nome da equipe para Harlem Globetrotters, para enfatizar que todos os jogadores eram negros, já que o Harlem é o nome do bairro negro de Nova York. Já “Globetrotters” quer dizer “viajantes do mundo”, e dava a impressão que eles já tinham estado em muitos lugares.
Todos os jogos dos Globetrotters começam com a música “Sweet Georgia Brown”, usada desde 1947.
Em uma apresentação em Lisboa, os Globetrotters ficaram o tempo todo trocando bola no meio da quadra e divertindo os torcedores – vendiam cachorro-quente e roubavam as bolsas de algumas senhoras. No último segundo, eles fizeram uma cesta e venceram por 2 x 0 – o único 2 x 0 de que se tem notícia no basquete.
Os Globetrotters viraram personagens dos desenhos da dupla Hanna-Barbera em 1970. A primeira série teve apenas 13 episódios. Eles voltaram em 1979, desta vez como os Super Globetrotters.

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A segunda novidade é que o Playmobil volta a ser vendido no Brasil.
Fazer bonecos de plásticos de tamanho reduzido (7,5 centímetros) foi a solução encontrada pela indústria de brinquedos para enfrentar a crise do petróleo deflagrada na década de 1970. Ela ocasionou o aumento do preço de diversos materiais utilizados no setor e obrigou os fabricantes a desenvolver projetos com peças plásticas bem menores.
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No caso da alemã Geobra-Brandstatter, essa tarefa ficou a cargo de Hans Beck, chefe de criação. Ele demorou três anos para criar os personagens da família Playmobil, que foram apresentados ao mercado em uma feira mundial em 1974. A princípio, eles não fizeram sucesso entre a garotada. Mas cerca de um ano depois, estouraram na Europa e passaram a ser exportados para diversos continentes.
O brinquedo chegou ao Brasil entre 1977 e 1978. A Troll foi responsável pela comercialização em uma primeira fase, e depois passou a bola para a Estrela, que interrompeu o negócio em 1996.
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