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29/10/2009 - 11:59

As cartas não mentem

Lourenço Mutarelli saiu definitivamente do gueto. Autor maldito dos quadrinhos, não é de hoje que ganhou o respeito dos críticos literários com seus livros e agora, veja só, cristaliza sua carreira como ator. Começou com um papel pequeno em “O Cheiro do Ralo”, adaptação de seu romance de estreia estrelada por Selton Mello, e chega ao ápice em “Natimorto”, incluído na programação da Mostra de São Paulo, com direção de Paulo Machline.

A história, disfuncional como sempre, é puro Mutarelli. O autor interpreta um agente musical que vê em uma cantora recém-chegada a São Paulo (a belíssima Simone Spoladore) um talento incrível. Afirmando que o mundo não está pronto para entendê-la, o agente propõe que os dois passem o resto de seus dias confinados em um quarto de hotel – ela, cantando, e ele, contando as histórias fantásticas de sua vida.

A estranheza do personagem de Mutarelli, que fascina a garota, ganha ares místicos com um jogo engenhoso criado por ele, fumante inveterado: vislumbrar o futuro através de um paralelo entre as cartas do tarô e as imagens chocantes impressas nos maços de cigarro. Ao invés de estimular a relação, no entanto, o mau agouro que o baralho pode ou não mostrar acaba desestabilizando a frágil empatia do casal, que discorda dos termos de seu “exílio” da sociedade.

Aí é que Mutarelli deslancha. Se os leitores já enxergavam nele os personagens problemáticos de seus livros, na tela, então, ele faz jus à suspeita e se entrega de forma assustadora aos fantasmas do empresário – levando a reclusão no hotel às últimas consequências, ele mergulha numa espiral doentia de insegurança e delírio. A coisa ganha contornos ainda mais devastadores se levarmos em conta que Mutarelli de fato passou por algo parecido, quando sofria de ataques de pânico. Aqui, ficção e realidade dividem uma linha muito tênue.

Mas é justamente na derrocada do protagonista que “Natimorto” perde a força. Indicado ao Oscar pelo curta-metragem “Uma História de Futebol” (2001), Machline investe em uma direção afetada, conduzindo a trama por meio de ângulos inusitados, montagem em flashes, cores berrantes e barulhinhos estranhos. A opção acaba chamando a atenção para os detalhes, e não para história.

O que não invalida o filme, é bom ressaltar. Mesmo que os diálogos eventualmente soem literários demais, são neles que “Natimorto” se sustenta, assim como na química de Mutarelli e Spoladore. Apesar de não compartilhar o humor que tornou cult “O Cheiro do Ralo”, a estranheza presente em ambos deve garantir sua parcela de fãs.

“Natimorto” na Mostra Internacional de São Paulo. Última exibição nesta quinta-feira (29), no Unibanco Arteplex 4, às 15h30.

Autor: Marco T - Categoria(s): Mostra de São Paulo Tags: , , ,
28/10/2009 - 08:00

Mamãe coragem

Depois de “O Hospedeiro”, o diretor Bong Joon-Ho virou uma celebridade. O filme levou 13 milhões de pessoas aos cinemas da Coreia do Sul, um recorde no país, e impulsionou a publicidade do longa por todo o mundo. O fato da estrela ser um monstro arrasa quarteirão só ajudou. Em seu trabalho seguinte, “Mother”, exibido este ano na mostra “Um Certo Olhar” do Festival de Cannes, Joon-Ho toma um caminho diferente, mas não menos pop e divertido.

Em uma cidadezinha do interior sul-coreano, uma mãe (a estrela de tevê Kim Hye-ja) trabalha de uma loja de ervas medicinais e pratica acupuntura ilegalmente. Enquanto isso, tenta manter seu filho de 27 anos, Do-joon, longe de confusões – desempregado, o rapaz sofre de algo próximo a um retardo mental, mais ou menos como o protagonista de “O Hospedeiro”, só que muito pior. A situação rende situações hilárias, graças ao humor peculiar de Joon-Ho, mas também o conflito da história: Do-joon é preso, acusado de assassinar uma garota da região.

Obstinada pela liberdade do filho, a mãe faz de tudo para inocentá-lo, desafiando a polícia incompetente, os moradores do bairro e a incredulidade dos advogados, nem que para isso tenha que assumir ela mesma a investigação do caso, sem medir as consequências. Com esses ingredientes, “Mother” segue a cartilha dos filmes de mistério, catando pistas ao longo do caminho, apostando nas reviravoltas e na trilha sonora de suspense, da mesma forma que o segundo filme do diretor, “Memories of Murder” (2003), inédito no Brasil.

Mas aqui Joon-Ho já desfruta de plena maturidade, perceptível nos planos fechados, tensos, para revelar os sentimentos dos personagens, no ritmo alucinante e na riqueza do roteiro impecável, que consegue se manter de pé, equilibrado entre o thriller e a comédia. Isso sem contar o questionamento da maternidade, colocada em cheque: até onde uma mãe iria para salvar sua filho? Será que às vezes o lado negro pode vir à tona em nome do amor incondicional?

Sem deixar nenhum nó para trás, “Mother” confirma o talento de Joon-Ho como um dos grandes nomes do cinema asiático atual e deve mantê-lo no panteão dos aficionados por cultura pop. E fica a dica: o diretor assina um do três episódios de “Tokyo!”, também em cartaz na programação da 33ª Mostra.

“Mother” na Mostra Internacional de São Paulo. Quarta-feira (28), às 21h, no Cinemark Shopping Cidade Jardim. Sexta-feira (30), às 15h50, no Reserva Cultural 1.

Autor: Marco T - Categoria(s): Mostra de São Paulo Tags: , ,
27/10/2009 - 16:43

François Ozon voa alto com “Ricky”

François Ozon não para de surpreender. Com uma personalidade mutante, o diretor francês tem em pouco mais de uma década de carreira dez longa-metragens no currículo, obras tão díspares quanto sua estreia, “Sitcom – Nossa Linda Família”, passando pelo musical “8 Mulheres” (em cartaz nesta 33ª Mostra, na homenagem a Fanny Ardant) até “Swimming Pool – À Beira da Piscina” e “O Tempo que Resta”. A mudança de tom surge mais uma vez em “Ricky”, exibido na competição do Festival de Berlim, que ainda tem três sessões na Mostra de São Paulo.

A princípio, Ozon tece um retrato quase naturalista da periferia de Paris. Mãe solteira, Katie trabalha em uma fábrica de produtos de limpeza e mora sozinha em um subúrbio com a filha de 7 anos, a pequena Lisa, tão independente que até assusta. A rotina solitária das duas sofre um baque com a chegada de Paco (Sergi López, de “Harry Chegou Para Ajudar”), imigrante espanhol que Katie conhece no trabalho e logo se torna seu namorado.

Aquele núcleo familiar tão bem resolvido, principalmente para Lisa, vira do avesso com a chegada de um novo “pai”, que de fato se transforma em um quando Katie engravida. Nasce Ricky, uma linda criança loira, saudável, mas que por alguma razão chora insistentemente. Paco não parece ser lá um pai exemplar e aí as coisas mudam de rumo. Sem domar a imaginação, o filme abraça as asas do realismo fantástico e gira em torno do próprio eixo.

O espectador, que até então se mantinha atento a uma história tradicional, se vê sentado na beira da poltrona com a direção que as coisas tomam, embora pistas estivessem sendo soltas aqui e ali. A reviravolta acende um clima de mistério e deslumbramento que tem como único pecado uma introdução que parece longa demais. Parece porque, no fim das contas, “Ricky” é justamente aquilo a que se propunha, uma reflexão sobre a família, e a justaposição entre as duas partes só acentua esse aspecto, guiando os personagens para o desfecho.

Com total consciência de que está conduzindo uma espécie de conto de fadas moderno, Ozon repassa esse didatismo para a narrativa, linear e sem arroubos nos enquadramentos. A direção de fotografia segue o mesmo preceito: cinza e fria no início, ensolarada no final, em sintonia com o termômetro da trama. Um prato cheio para qualquer tipo público, que o brasileiro deve conferir no final de janeiro, quando a estreia de “Ricky” está prevista no País.

“Ricky” na Mostra Internacional de São Paulo. Terça-feira (27), às 22h, Cinemark Shopping Eldorado. Sexta-feira (30), às 22h10, no HSBC Belas Artes 2. Domingo (01/11), às 17h40, no Cinesesc.

Autor: Marco T - Categoria(s): Mostra de São Paulo Tags: , ,
10/10/2009 - 11:30

Coelhinha animada

A essas alturas, não é mais nenhuma novidade, mas ainda vale o registro: Marge Simpson vai estampar a capa da edição de novembro da Playboy norte-americana. Depois de mais 50 anos, a revista elegeu pela primeira vez um personagem animada como sua playmate. Isso significa que a esposa de Homer Simpson vai ganhar uma entrevista, ensaio fotográfico e, inclusive, o pôster central da revista.

Ninguém sabe ao certo o que Marge mostrará de fato, mas os editores adiantam que será algo “muito, muito picante”. Além de homenagear os 20 anos da série, que estreou há pouco sua 21ª temporada nos Estados Unidos, a Playboy resolveu inovar de olho nos leitores mais jovens – como as vendas da revista vêm caindo nos últimos anos, a publicação quer atrair também pessoas da faixa dos 20 anos, fãs de “Os Simpsons”.

A Playboy com Marge chega às bancas dos EUA no dia 16 de outubro em uma “edição de colecionador”, com a mãe de Bart e Lisa sentada em uma cadeira com o formato do coelhinho da revista. Os assinantes, por outro lado, vão receber outra capa, mais tradicional. Se eu fosse um deles, reclamaria.

Autor: Marco T - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
08/09/2009 - 14:34

Para os jornalistas, o chão

O 66º Festival de Veneza está maltratando os jornalistas com a correria absurda do dia-a-dia. São 25 longas-metragens em competição, mais vários importantes fora de concurso, como “O Desinformante!”, “The Men Who Stare at Goats” e “South of Border”. Para os brasileiros, a carga foi ainda maior porque havia dois filmes nacionais na mostra paralela Horizontes.

Fora isso, Veneza promove coletivas de todos os filmes em competição, fora de competição e da mostra Horizontes, emendando sete, oito entrevistas. O resultado é que sobra muito pouco tempo para ver e para escrever.  As sessões para imprensa às 22h também não ajudam em nada, já que a primeira sessão do dia acontece às 8h30 ou às 9h da manhã.

Para piorar, a sala de wireless foi ocupada pelos sempre truculentos fotógrafos de agências e jornais, que ocupam todos os espaços e ainda forram a mesa de garrafas de água, e a brigada chinesa, que parece se multiplicar a cada ano. Sobra para os jornalistas de texto que escrevem em seu próprio computador o saguão da sala de imprensa, desprovido de mesas.

Mas hoje uma nova regra entrou em vigor. Agora, os jornalistas obrigados a se sentar no chão – como esta que escreve – podem usar as almofadas que jaziam sem uso em cima dos estranhos pufes gigantes instalados no salão. Mas, ainda assim, o fiscal das almofadas esclarece: só podem ser utilizadas para encostar nas paredes onde estão as preciosas tomadas – elas são artigo mais raro do que tapioca aqui em Veneza. Esta repórter burlou a norma e está sentada sobre uma modernosa almofada de vinil.

O salão do Palazzo Del Casinò também é equipado com dois tablados inúteis com degraus de diferentes alturas, que provocaram duas quedas feias hoje.

Autor: Mariane Murosawa - Categoria(s): Festival de Veneza Tags:
02/09/2009 - 13:00

Clima de obra em Veneza

Equipe estende o tapete vermelho na véspera do festival

Equipe estende o tapete vermelho no Palácio do Cinema na véspera do início do festival / Getty

No Palazzo del Cinema e no Palazzo del Casinò, que abrigam há décadas o Festival de Veneza, parecia que não ia dar tempo, pelo que se via ontem: caminhões, tapumes e muita gente de furadeira na mão para conseguir terminar os preparativos para a 66ª edição, que começou nesta quarta. Mas até que deu.

Ainda assim, o clima é de obra, porque um novo Palazzo está sendo construído, mais moderno e adequado que o prédio de ares mussolinianos que abriga o festival hoje.

A imprensa está tendo certo trabalho para se localizar, porque as entradas e saídas foram modificadas, e algumas salas mudaram de nome. Mas a sala de imprensa continua a mesma, com seu saguão de pé direito altíssimo, agora adornado por grandes painéis com Woody, Buzz e companhia – a Pixar é a grande homenageada deste ano com o Leão de Ouro pelo conjunto da obra. E a falta de lugares para todos permanece igual, com gente caçando tomadas e se espalhando pelo chão – no ano passado, a atriz Alice Braga ficou passada com o que viu.

Desta vez, todos receberam um comunicado sobre a segurança, dizendo que não seriam permitidas mochilas grandes dentro das salas. Pode até ser que tenham barrado alguém, mas o que se viu neste primeiro dia foram vários seguranças com detectores de metal nas mãos que mais pareciam enfeites, de tanto que não eram usados. Tudo bem. As coisas em Veneza costumam ser mais relaxadas mesmo que em Cannes, onde todas as pessoas são revistadas. O ritmo aqui é bem mais sossegado – ontem, vários restaurantes fecharam para se preparar para a maratona. E as lojas, para desespero dos profissionais que vêm cobrir o festival, continuaram respeitando sua sesta, normalmente das 12h30 às 16h.

Ainda falta uma hora e meia para a primeira sessão oficial do festival, mas o bando de fotógrafos e curiosos já se aglomera debaixo do sol escaldante, na frente da Sala Grande. O tapete vermelho aqui não é comprido como o de Cannes, tem apenas alguns poucos degraus e por volta de cinco metros de comprimento.

Autor: Mariane Murosawa - Categoria(s): Festival de Veneza Tags:
15/08/2009 - 16:16

Quem deve ganhar o Kikito

A noite de premiação do Festival de Gramado começa às 21h deste sábado sem francos favoritos entre os longas brasileiros, em uma das seleções mais fracas das últimas edições e que só deixou evidente a qualidade dos candidatos latinos, numa balança bastante desigual.

Se a personalidade almejada pela curadoria fosse respeitada, “Canção de Baal“, de Helena Ignez, ganharia os prêmios de melhor filme e direção, já que é de longe o mais inventivo dos concorrentes. Também têm chances “Corumbiara“, documentário engajado de Vincent Carelli, e “Em Teu Nome” e “Corpos Celestes“, pela forte acolhida popular. Nos prêmios de interpretação, Leonardo Machado (”Em Teu Nome”) e Carlos Careqa (”Baal”) tomam a dianteira, enquanto o vácuo na ala feminina abre espaço para os quatro personagens de Vivianne Pasmanter (”Quase Um Tango…“).

Na competição latina, a disputa é muito mais equilibrada. Tanto o peruano “A Teta Assustada“, ganhador de Berlim, quanto o uruguaio “Gigante” e o documentário argentino “La Próxima Estación“, de Fernando Solamas, tem chances reais de vencer no quesito filme e direção. O ator “gigante” Horacio Camandulle lidera as apostas para o Kikito, enquanto Magaly Solier vai à frente por “A Teta Assustada”, seguida de perto pela argentina Valeria Bertuccelli (”Lluvia“).

As escolhas do júri e crítica devem tomar essa linha, mas o interessante ia ser ver como o prêmio do público – atualmente concedido por um grupo de pessoas sorteadas por jornais do país – seria distribuído se fosse decidido pelo voto dos espectadores, num ano em que as exibições surpreenderam pelo grande número de poltronas vazias. Conheça os concorrentes e veja como foi a cobertura no especial do iG.

Autor: Marco T - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/08/2009 - 15:16

No tapete vermelho

A passagem de Xuxa pelo Festival de Gramado e a proximidade do final de semana fizeram com que a noite de quinta-feira fosse a mais concorrida até agora. Filmado pouco depois da passagem da apresentadora, o vídeo abaixo mostra a gritaria das fãs pela entrada dos ex-BBB’s Max e Flávio e flagra um repórter do CQC em ação, mas o que importa é o trajeto pelo tapete vermelho até o Palácio dos Festivais, restrito à imprensa, convidados ou a quem se dispõe a pagar até R$ 100 pelo ingresso. Assista:

Autor: Marco T - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/08/2009 - 16:52

Xuxa blindada

O sol, enfim, deu as caras e, com a proximidade do final de semana, grupos de turistas começam a chegar aos bandos em Gramado. A situação deve complicar ainda mais com a grande estrela deste ano no festival: Xuxa, que desembarca amanhã na cidade para receber uma homenagem especial.

Um forte esquema de segurança foi montado pela organização, algo, pelos comentários nos corredores da Expogramado, sem precedentes. A apresentadora vem escoltada por oito seguranças pessoais e outros 30 destacados pelo próprio festival.

Acompanhada de Luciano Szafir, Xuxa aterrissa no Rio Grande do Sul em seu jato particular e ninguém sabe quando ela deixará o estado. Fotógrafos e cinegrafistas estão proibidos de pisar no tapete vermelho enquanto a estrela estiver passando e entrevistas estão totalmente proibidas.

E não para por aí: para evitar aglomeramentos e confusões, a cerimônia, prevista para ocorrer no intervalo entre os dois filmes da mostra competitiva, acontecerá antes, no final da tarde. Xuxa vai descerrar uma placa no hall do Palácio dos Festivais e na sequência irá ao palco para receber uma homenagem. Depois disso, mistério.

Autor: Marco T - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/08/2009 - 12:19

O mago do Palácio

Há quase três décadas, Nelson Herrmann está à frente (ou atrás?) dos projetores do Festival de Gramado. Anônimo para o público e os famosos que assistem às sessões no Palácio dos Festivais, o técnico sabe que dificilmente vai ficar sob os holofotes. “A gente nunca é lembrado, a não ser quando erra, que nem juiz de futebol.”

Natural do interior do município, Herrmann, 47 anos, começou a trabalhar na sala em 1981, em uma história parecida com o garoto do filme “Cinema Paradiso”. A princípio responsável pelo som, não demorou muito para ele ir parar na cabine do projecionista, onde está até hoje – inclusive durante o ano, já que o Palácio mantém normalmente uma programação noturna fora do festival.

Adaptado à era digital, ele lamenta que tanto o mercado quanto novos diretores optem por deixar a película de lado. “Não se pode ir contra a tecnologia, mas em 35mm é outro filme. Pra mim, como funcionário e espectador, prefiro a película, que representa a verdadeira magia do cinema.”

Disse que nunca se preocupou em descer até o tapete vermelho e falar com as celebridades. Para ele, o importante é deixar tudo na “ponta da agulha” e fugir das zebras. “Não tenho uma foto com os convidados. Nada contra os artistas, mas sou um profissional. O que me interessa é que saia bem a projeção.”

Autor: Marco T - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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