
Vejamos… Foram quatro partidas nas quartas-de-final, como costuma acontecer desde a invenção da bola redonda, e até o jogo da tarde, Paraguai x Espanha, não deu para morrer de pena de ninguém. O Brasil caiu do alto de sua arrogância positiva, como definiu o técnico holandês; Gana caiu do alto de sua incompetência, pois não se perde um pênalti aos 15 do segundo tempo da prorrogação; a Argentina caiu diante de um time que vem deixando caídos vários queixos.
Mas o Paraguai… Foi valente, brigador, destemido diante da poderosa e badalada Espanha. Era o menor dos times destas quartas, o menos cotado, a derrota mais anunciada.
E como vendeu caro, essa derrota. Mais uma vez, um roteiro cinematográfico com os dois pênaltis perdidos e o gol chorado, da bola que teimava em não entrar, como se não quisesse fazer parte daquela injustiça histórica.
A Espanha tem um time hábil, talentoso, cheio de estrelas. O Paraguai entrou com sua alma. Não foi o bastante para ganhar, a doce Larissa deve ter chorado bastante, como lamenta muito, a esta altura, toda a América do Sul. Havia a chance de uma semifinal exclusiva de sul-americanos, no fim virou uma míni Eurocopa com as eliminações de Brasil, Argentina e Paraguai.
Mas ficou a imagem da valentia paraguaia. E o choro descontrolado de Cardozo, o que perdeu o pênalti que feriu de morte um pequeno mas, agora, orgulhoso país.