CLAMOROSO!
E minha piccola e querida Eslováquia acaba de eliminar os poderosos itálicos no Ellis Park. Como é que pode? Pode. O melhor time italiano, campeão nacional e da Copa dos Campeões da Europa, não tem um italiano sequer entre os titulares. Clubes fortes, seleções fracas. E pior: futebol que perde a identidade, o estilo. De certa forma isso acontece também com a Inglaterra, que tem clubes globalizados e seleção atrapalhada. Tanto que o técnico é italiano. Uma zona completa.
Os eslovacos são como os uruguaios, pequena aldeia gaulesa que deixou de joelhos o Império Romano. Devem pegar a Holanda nas oitavas, não será fácil, mas já fez o que precisava. E o direito de sonhar deve ser dado a todos nessa fase de mata-mata. Seria ótimo, por exemplo, ver uma final entre Uruguai e Eslováquia. Dá? Preciso ver os cruzamentos. Se der, vou torcer para isso.
O técnico Marcelo Lippi, na coletiva, acaba de assumir “inteiramente” a culpa pela eliminação. “Não preparei o time bem o suficiente para um jogo tão importante”, falou. Na coletiva, muita educação de todos os lados, técnico e jornalistas. Sem acusações e cobranças. Civilizadíssimo. Mas triste pacas para o futebol da Bota (veja acima a brilhante manchete do iG). Se bem que eles adoram um drama. Um bom vinho e uma boa pasta, alguma gritaria na mesa e uns impropérios, e estarão todos prontos per domani.
Por fim, uma espetadinha… La bella Itália pode começar a repensar um monte de coisa a partir dessa derrota ludopédica. Inclusive sua esquisita preferência por gente como Berlusconi, ultimamente. Talvez seja a hora de um avanti popolo.





