Brasil | Copa 2010

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sábado, 10 de julho de 2010 Copa 2010 | 19:54

PROPOSTA INDECENTE

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Aldyr Garcia Schlee é gaúcho de Jaguarão, a 200 metros da fronteira com o Uruguai. Mora em Capão do Leão, perto de Pelotas, e torce para o Brasil. O Brasil rubronegro, o Brasil de Pelotas, bravo Xavante. Gosta de futebol, joga botão e em Copas torce para o Uruguai. Não importa que lhe encham o saco, torce para o Uruguai e acabou.

Schlee é jornalista e escritor, tradutor e desenhista, professor universitário e ex-preso político.

Não o conheço, mas deve ser uma figura, e quando for ao Sul em algumas semanas, possivelmente passarei por Pelotas, é rota, e se puder vou tentar encontrá-lo para tomar um café.

Aldyr Garcia Schlee foi o criador do uniforme “canarinho” do Brasil. Até a Copa de 1950, a seleção brasileira usava variações de branco e azul. Neste link aqui tem um histórico bacanérrimo (ui) dos fardamentos usados por nossos bravos rapazes desde a criação do universo.

Depois da derrota de 1950 no Maracanã, um jornal do Rio, o “Correio da Manhã”, criou um concurso nacional para mudar aquele negócio, que pelo jeito dava azar. Era o ano da graça de 1953 e Schlee contava 19 primaveras. Fez lá uns rabiscos, colocou no correio para o “Correio” e ganhou. Isso é liberdade poética minha. Nesta deliciosa entrevista feita pelo Paulo Passos, do iG, no começo do ano, ele conta que só mandou sua proposta para o Rio porque tinha um primo que trabalhava numa companhia aérea.

E ganhou: camisa amarela com gola e punhos verdes, calção azul e meias brancas.

Pois.

A história nem é tão nova, embora para mim tenha sido novidade descobrir, dias antes da Copa, que o criador dessa camisa, símbolo maior do futebol-arte-malemolente-moleque, ainda era vivo, e que torce para o Uruguai e para o Brasil que é outro, o de Pelotas. Também sou xavante, diga-se.

Feito o enorme preâmbulo, a notícia. Chegou-me pelo Twitter, atirando-me ao blog Amigos de Pelotas, editado pelo colega Rubens Filho. Ontem à noite, numa palestra, Schlee contou ao Rubens e a outro jornalista (temos testemunhas, não nos processem!) que recebeu um telefonema de um diretor da Globo propondo a ele que criasse um novo uniforme para a seleção brasileira usar em 2014.

Pode ser que entre para o folclore, pode ser que o cara que ligou não seja nada da Globo, tenha se identificado como tal, mas era trote, só que pode ser que seja, também. Tentei telefonar ao Schlee para obter mais detalhes, e o número só chama e não atende. A esta hora de uma noite de sábado ele deve estar na Mamma Pizza tomando um bom vinho e se divertindo com amigos, sem preocupação nenhuma em desenhar outro uniforme, ideia que considerou descabida e, de certa forma, mercantil. No que faz muito bem.

Mas se for mesmo alguém da Globo, identifique-se, please. E explique pra gente o que é que a Globo tem a ver com uniforme de seleção.

Autor: Flavio Gomes Tags: , , ,

quarta-feira, 7 de julho de 2010 Copa 2010 | 15:20

PIADINHA DO DIA (2)

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Essa veio do José Simão, colunista da “Folha”. Diz que aquela frase pintada no ônibus do Brasil, “Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro!” mudou para “Cuidado! O Felipe Melo está aqui dentro!”.

Autor: Flavio Gomes Tags: ,

terça-feira, 6 de julho de 2010 Copa 2010 | 11:46

ASSIM SOMOS

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Imagens de São Paulo durante o intervalo de Brasil x Holanda, sexta-feira passada. Achei no blog do Alec Duarte com o título “190 milhões sem ação”.

Autor: Flavio Gomes Tags:

segunda-feira, 5 de julho de 2010 Copa 2010 | 16:56

DERRUBEM O PRESIDENTE

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Ricardo Teixeira é presidente da CBF há 21 anos. Não foi eleito por ninguém a quem devamos alguma consideração. Foi eleito pelos patetas dos presidentes das federações estaduais. São 20 e poucos, que podem ser comprados com jogos de camisas e bolas. É bem fácil ser eleito presidente da CBF quando se tem dinheiro para comprar jogos de camisas e bolas.

Ricardo Teixeira é um mau elemento. Não precisa me processar, presidente. Mau é antônimo de bom, e elemento é apenas um substantivo, como abacaxi ou jarra. Mau porque não é um bom presidente, porque na Copa de 1994 a Receita Federal o pegou no pulo trazendo muamba, não sou eu que acuso, não precisa me processar, presidente. Mau porque escolheu Lazaroni e Dunga, porque foi sacana com Falcão e Leão.

Mau porque preside uma confederação de um esporte, o futebol, e aqui quer realizar uma Copa do Mundo de futebol, e o país cuja confederação ele preside não tem um estádio decente onde se possa jogar futebol. Não precisa me processar, presidente, digo isso baseado no fato de que todos os estádios da Copa de 2014 estão por ser construídos ou reformados.

Em 21 anos como presidente da confederação de futebol, portanto, Ricardo Teixeira não conseguiu que seu esporte tivesse um palco sequer apropriado para a prática do esporte cuja confederação ele preside.

Não se trata, aqui, de tabular resultados. Foram seis Copas das quais o Brasil participou sob sua gestão, ganhou duas, chegou a uma final, em outras três se deu mal. Isso tudo é normal, no esporte ganha-se e perde-se, não importa. Mas foi sob sua gestão que o futebol do interior do Estado de São Paulo morreu, e isso me parece preocupante, foi na sua gestão que a Fonte Nova desabou, foi na sua gestão que o Campeonato Brasileiro virou Copa João Havelange porque os clubes estavam brigando com não sei quem, foi na sua gestão que as torcidas uniformizadas viraram gangues de criminosos, foi na sua gestão que as bandeiras foram proibidas nos estádios paulistas, foi na sua gestão que se viu o maior êxodo da história de jogadores para a Europa, para a Ásia, para o Oriente Médio, foi na sua gestão que desapareceu o futebol do Norte e do Centro-Oeste, foi na sua gestão que pegaram juízes vendendo resultados, foi na sua gestão que os empresários-urubus invadiram os clubes para tomar deles os garotos em começo de carreira.

Assim, sinto-me à vontade para dizer que Ricardo Teixeira é um mau elemento, ou um mau presidente, ou um mau dirigente, como queiram, e sinto-me mais à vontade ainda para não gostar dele e, portanto, de nada do que sai de sua cabeça, porque o futebol brasileiro, resumindo, é uma merda: não tem estádios, os melhores jogadores não ficam aqui, a violência das torcidas é uma mazela, os horários dos jogos são o fim da picada e mais um monte de coisas.

Para mim, está na cara que tudo é culpa do Ricardo Teixeira. É ele o presidente da confederação que cuida do futebol. Se o futebol está uma merda, dou-me o direito de achá-lo um m… um mau elemento que não cuida do futebol.

Ele cuida de contratos. Com a Nike, com a Globo, com o Itaú, com a Brahma, com a Seara, com a TAM, com a Gillette, com a puta que o pariu. Não me interesso por contratos. A CBF virou uma empresa que administra contratos e que tem um produto, a seleção brasileira. Não passa disso. Caga para o futebol. Agora há pouco, aliás, a CBF acabou de devolver o comando da gestão midiática de sua seleção à TV Globo, numa melosa entrevista no canal Sportv, conduzida por Galvão Bueno, Renato Maurício Prado, Paulo César Vasconcelos e Arnaldo César Coelho, que passaram uma hora lambendo Ricardo Teixeira, depositando toda a culpa da má Copa em Dunga (que, se bem me lembro, foi escolhido por Ricardo Teixeira), que só virou vilão na Globo porque não deu privilégios à Globo, a única coisa que prestou em sua gestão.

Por isso, enquanto Ricardo Teixeira for o presidente da CBF, nada vai acontecer. E ele será, enquanto quiser. A não ser que…

A não ser que as pesoas de bem que militam no futebol reajam.

É preciso que as pessoas de bem que militam no futebol se manifestem. Assim: Felipão é chamado para a seleção; não aceita, e diz porquê. Leonardo, o do Milan, idem: convoca uma coletiva e diz que não quer, porque não pode servir a alguém como Ricardo Teixeira. Mano Menezes é convocado: responde que não pelo Twitter, para todo mundo saber que não tem a menor intenção de ser funcionário de uma empresa que administra contratos e não liga para futebol.

E jogadores poderiam recusar convocações, e torcedores poderiam se recusar a comprar camisetas amarelas, e as emissoras de TV poderiam se recusar a transmitir os jogos do time da CBF, e aí o Ricardo Teixeira iria à falência, ou entregaria o cargo.

E aí o governo federal poderia baixar uma norma através de seu Ministério de Esportes proibindo qualquer confederação esportiva de ter presidentes que permaneçam no cargo por mais de duas gestões, algo fácil de se fazer, para que o futebol, quem sabe, caia nas mãos de gente boa, honesta, respeitada.

Para que um dia, quem sabe, a CBF possa ser presidida pelo Zico, ou pelo Sócrates, ou pelo Raí, ou pelo Rogério Ceni, ou pelo Marcos, ou pelo Paulo Autuori, ou pelo Mano Menezes, ou pelo Tostão, ou pelo Xico Sá, por gente que vive ou viveu do e no futebol, e não por alguém como Ricardo Teixeira, que só está lá há 21 anos porque era genro de João Havelange, outro elemento que adora o poder eterno, para que a seleção brasileira volte a ser formada por jogadores do Flamengo, do Corinthians, do Palmeiras, do Galo, do Inter, do São Paulo, do Santos, do Fluminense, para que a seleção brasileira use camisetas da Penalty ou da Lupo, jogue no Maracanã, no Morumbi, no Beira-Rio, no Couto Pereira, no Mineirão, e não em Londres, para onde não posso ir com tanta frequência assim.

Autor: Flavio Gomes Tags: , , ,

sexta-feira, 2 de julho de 2010 Copa 2010 | 13:55

PESADELO AMARELO

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Sem querer tripudiar sobre o cadáver de ninguém, haverá quem o faça, na verdade há fila, é só pegar a senha, Dunga é uma figura quase épica para o futebol brasileiro. Teve duas eras batizadas com seu nome. Símbolo do mau futebol da Copa de 90, é, agora como técnico, o símbolo da intransigência, da intolerância, da teimosia e… do mau futebol.

Que no fundo é o que importa, personalidade do treinador à parte, a ela voltaremos daqui a pouco. Mau futebol porque seu conceito do jogo de bola é um pouco diferente daquele que leva a um bom futebol. Ele montou um time eficiente, sem dúvida, com números impressionantes, títulos, mas… mau futebol.

Mau futebol porque ele insistiu em formar um batalhão de soldados em vez de um time de futebol. O futebol, no Brasil, não encantava ninguém fazia muito tempo até aparecerem os meninos do Santos no começo deste ano, e eis que a luz se fez, e eis que as trevas seguiram no batalhão comandado pelo sargento.

É uma questão de gosto. Eu gostaria de ver o futebol dos meninos do Santos na África do Sul, esse é o futebol que, afinal, está sendo jogado no meu país.

Mas Dunga tem outras ideias, e tem todo o direito de tê-las. E não levou ninguém. Levou seus cabos e soldados, que lhe foram leais por anos a fio. Ocorre que futebol não é uma guerra e não carece de rechear um time de cabos e soldados armados com espingardas e trabucos. É preferível usar jogadores de futebol, bons, se possível.

O discurso da coerência, da lealdade, do patriotismo, do orgulho de vestir a camisa amarela, tudo isso pode ser muito bonito para consumo externo, e funciona, basta ver os índices de aprovação do técnico até ontem, 69% — amanhã caem a zero. Porque discurso não ganha jogo. É preciso bola. O time do Brasil jogou bola na Copa, de verdade, contra o Chile, uma seleção fraca, e no primeiro tempo contra a Holanda. No segundo tempo, foi engolida por um time melhor. De jogadores bons.

Dunga é um cara sem grande imaginação. Honesto nos princípios, aparentemente, mas limitado na criatividade e no trato com as pessoas. E um time de futebol é, via de regra, um reflexo daquilo que seu técnico pensa e de como age. Quando vi, no segundo tempo, o Dunga esmurrando o banco de reservas, pensei cá com meus botões o que estaria passando pela cabeça dos jogadores, que olham para o técnico atrás de respostas e só percebem cacetadas e descontrole.

Aí o time perdeu a cabeça, o Felipe Melo foi expulso e, claro, será o Roberto Carlos desta Copa. O cara que não abaixou para arrumar as meias, mas rasgou a do adversário. É fácil eleger vilões, no futebol.

Não há, porém. Futebol é um jogo, um jogo de bola encantador, que resume em 90 minutos tudo que uma vida inteira nos oferece, com seus erros e acertos, alegrias e tristezas, esperanças e frustrações.

Pausa para um textinho antigo, que escrevi no ano passado, numa das muitas eliminações da minha Portuguesa. Se quiserem pular, podem, não altera em nada o produto final. É que lembrei e não saberia escrever nada melhor. O título foi “O dono do tempo”.

O futebol tem o poder de aprisionar o tempo. Só um jogo de futebol, e somente ele, nos dá a noção quase imediata do que é passado, presente e futuro. Porque o passado a gente costuma esquecer, o presente nunca parece o suficiente, o futuro é algo tão distante e incerto que quando ele chega, a gente não percebe.

No futebol, não. Quando começa um jogo, aqueles minutos em que você ficou na arquibancada esperando começar passam imediatamente a fazer parte do passado, e você sabe disso. A bola na trave é passado, e você sabe disso no chute seguinte, aquele que o goleiro pegou. Esse é o presente, o goleiro pegou. E será passado de novo no próximo gol perdido, no impedimento mal marcado, na falta que não foi.

O jogo está zero a zero, e você sabe que dali a uma hora, 30 minutos, 15, o futuro terá chegado, e não será zero a zero, talvez até seja, mas você saberá que ele, o futuro, chegou, e não é um futuro distante, longínquo e imprevisível, não haverá incerteza alguma quando o juiz apitar, num jogo de futebol o futuro tem hora para chegar, e você pode, então, abraçar todas as dimensões do tempo que são incompreensíveis fora de um estádio.

Futebol não tem outra importância que não seja essa, a chance de viver uma alegria instantânea que dali a alguns minutos pode ser a maior das tristezas, esse jogo de passado-presente-futuro que se resolve em 90 minutos, com um intervalo para respirar.

Ontem fui o mais feliz dos seres humanos a cada gol do meu time, a cada gol do outro, e o pior dos miseráveis quando tudo acabou, quando o futuro chegou. É só um campeonato, uma bola e um gramado, já passou, é passado, mas na hora em que vi esse menino chorando no jornal, a dor voltou para o presente, porque a graça está aí: sorrir, chorar, sorrir, sofrer, e depois esquecer.

Porque a gente sempre esquece, daqui a pouco começa outro campeonato, o sorriso volta, as lágrimas ficam para trás, não há nada, mesmo, mais parecido com a vida do que um jogo de futebol. O menino da foto, os meus meninos que estavam do lado dele debaixo de chuva, todos os meninos do mundo aprendem a viver assim.

Seguindo…

Um time de jogadores não muito bons, com algumas exceções, dirigido por um técnico sem imaginação e em permanente estado de tensão e belicismo até poderia ir bem longe, porque o futebol brasileiro é forte e o time tinha lá suas qualidades defensivas e sua eficiência no ataque. E numa Copa, às vezes, isso é o suficiente, são apenas sete partidas.

Mas ainda bem que não foi. Seria a vitória da mediocridade. Do sem-graça, do que não nos cativa, do que não nos encanta.

É o fim da segunda era Dunga. Um sujeito que, sinceramente, não me é alvo de admiração. Não admiro quem levanta uma taça de campeão e xinga o mundo à sua volta. Não admiro quem adota como norma de comportamento a afronta, a agressão verbal, a militarização de um esporte. E tampouco admiro as pessoas que nos últimos anos se apossaram do futebol brasileiro através de sua entidade oficial, um balcão de negócios milionários que nada têm a ver comigo, com o futebolzinho que vejo todas as semanas nas arquibancadas duras do meu Canindé sem vuvuzelas, mas com bolinhos de bacalhau e tremoços.

Autor: Flavio Gomes Tags: ,

Agenda | 09:20

ONTEM, HOJE, AMANHÃ

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Podemos todos parar de tremer. Tem jogo hoje.

- ONTEM: torneio de tranca em Mogi das Cruzes, jogadores deixaram a comissão técnica ganhar.

- HOJE, quartas-de-final: Holanda x Brasil, 11h em Porto Elizabeth, canário come laranja?; Uruguai x Gana, 15h30 em Joanesburgo, o céu hoje está incrivelmente azul.

- AMANHÃ, quartas de novo e fim: Alemanha x Argentina, 11h na Cidade do Cabo, é o grande jogo da Copa, acho que os maradônicos, com sangue, suor e lágrimas, passam nos pênaltis; Paraguai x Espanha, 15h30 em Joanesburgo, somos todos Larissa F.C.

Autor: Flavio Gomes Tags: , , ,

quinta-feira, 1 de julho de 2010 Agenda | 13:41

ONTEM, HOJE, AMANHÃ

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E esses dias sem a vuvuzela soando são tão esquisitos que quase esqueço da agenda diária e suas bobeiras. A ela:

- ONTEM: Big Wade comandou coletivo-apronto em Mogi das Cruzes e de noite Athyrson ganhou o campeonato de truco em dupla com Hewerton.

- HOJE: polichinelo, flexões de braço, alongamento, duchas e massagens.

- AMANHÃ: ufa, Brasil x Holanda, 11h em Porto Elizabeth, dá laranja ou maracujá?; Uruguai x Gana, 15h30 em Joanesburgo, este blog é Celeste desde o início, não vai ser agora que mudará.

Autor: Flavio Gomes Tags: , , ,

terça-feira, 29 de junho de 2010 Copa 2010 | 17:54

OS OITO

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Os moderníssimos computadores 286 do DataGomes acabam de fazer um espetacular levantamento segundos depois de concluídas as oitavas-de-final do torneio mundial da África do Sul.

Feitos os cálculos tridimensionais e perpétuos, concluiu-se que:

- Das oito seleções classificadas, quatro são da América do Sul.
- Isso significa que 50% das seleções classificadas são sul-americanas.
- Assim, coube aos outros continentes o miserê dos outros 50%.
- Três classificadas são europeias. E uma é africana.
- As semifinais poderão ser disputadas apenas entre sul-americanos se der Brasil contra a Holanda, Uruguai contra Gana, Argentina contra a Alemanha e Paraguai contra a Espanha.
- Apenas um jogo dos mata-matas foi para os pênaltis, Japão x Paraguai. Um foi resolvido na prorrogação, EUA x Gana.
- Nas oitavas, foram 22 gols em 8 jogos, média de 2,75 por partida.
- Na primeira fase, 101 gols em 48 jogos, média de 2,10 por partida.
- No total, 123 gols em 56 jogos, média de 2,19 por partida.

No Mundial das Marcas, teremos, nas quartas-de-final:

- Duelo Nike entre Holanda e Brasil, ambas abastecidas pela marca americana do Forrest Gump.
- Duelo Puma entre Uruguai e Gana, ambas abastecidas pela marca alemã do irmão do dono da adidas.
- Duelo adidas entre Alemanha x Argentina, ambas abastecidas pela marca alemã do irmão do dono da Puma.
- Duelo adidas entre Paraguai x Espanha, idem.
- Desta forma, teremos nas semifinais, obrigatoriamente, Nike x Puma num jogo e adidas x adidas no outro.

No Mundial de Continentes, depois de 56 jogos, temos:

- AMÉRICA DO SUL: 13 vitórias, 5 empates, 2 derrotas (as duas do Chile)
- AMÉRICA DO NORTE/CENTRAL: 2 vitórias, 4 empates, 5 derrotas
- EUROPA: 18 vitórias, 10 empates, 17 derrotas
- ÁSIA/OCEANIA: 4 vitórias, 6 empates, 7 derrotas
- ÁFRICA: 4 vitórias, 5 empates, 10 derrotas

Para efeito estatístico, Paraguai x Japão conta como empate.

Na foto, nosso diretor de estatísticas on-line e real time deixa-se fotografar orgulhosamente no momento em que os primeiros relatórios deixavam nossos processadores de dados.

Autor: Flavio Gomes Tags: , , , , , , , ,

Copa 2010 | 12:00

EXTRA! EXTRA!

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Quem notou primeiro foi o Maurício Teixeira, o @mautex no Twitter, grande jornalista com quem dividi a cobertura dos Jogos de Pequim em 2008 no iG. O Extra, patrocinador oficial da seleção, aparentemente mandou o anúncio errado para a “Folha”. Ou a “Folha” publicou o errado…

Cabeças vão rolar. Em algum lugar. Enquanto isso, rolamos de rir.

Autor: Flavio Gomes Tags: ,

segunda-feira, 28 de junho de 2010 Copa 2010 | 18:46

SONHO AMARELO

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Quando Dunga foi para Natal andar nas dunas, o cara do buggy perguntou: com emoção ou sem emoção? Sem emoção, tchê, claro.

E é assim. Essa seleção não é emocionante, e verdade seja dita: ninguém exigiu muito dela até agora. O jogo de hoje foi o mais fácil do Brasil em Copas desde 1930. O que não é culpa de Dunga, nem de nenhum dos jogadores. Se todos têm medo de atacar o Brasil, azar de todo mundo.

Aliás, falando daqueles que passaram às quartas-de-final, a Holanda também passeou até agora. Não precisou suar muito, nenhum esforço extra foi necessário. E assim, descansadas, as duas se enfrentam sexta-feira que vem.

Jogo do Brasil sem nenhuma polêmica é coisa rara, e a vitória sobre o Chile foi assim. Sem lances duvidosos, faltas duras, expulsões. Bobeada foi a do Ramires, que é bem melhor que o caneludo do Felipe Melo, mas tomou cartão e não joga contra os laranjas. Desconfio que seria titular, não fosse a suspensão.

O Chile foi o responsável, até agora, pelas duas únicas derrotas sul-americanas na Copa. É um time muito fraco. Se a Lusa pegasse esses caras no Canindé, Bielsa seria demitido no intervalo.

Para Brasil e Holanda, a Copa começa para valer no jogo de sexta. Será o primeiro teste sério para o Brasil e o primeiro teste sério para a Holanda.

Faltam dois jogos para o fim das oitavas. DataGomes informa que a primeira fase teve 101 gols em 48 jogos, média de 2,1 por partida. As oitavas tiveram 21 gols em seis jogos, média de 3,5. No geral, 122 gols em 54 jogos, média de 2,25 por partida.

O que isso quer dizer? Nada. Em geral, esses números apenas vão surgindo. E quem quiser que teorize sobre eles. As oitavas deveriam ser mais apertadas, estão sendo mais folgadas. Uruguai e Gana foram as únicas seleções que sofreram para eliminar seus adversários, Coreia do Sul e EUA. Alemanha, Argentina, Holanda e Brasil não passaram por dificuldade alguma. As duas partidas de amanhã, Portugal x Espanha e Paraguai x Japão, devem ser mais equilibradas.

Assisti ao jogo numa padaria. Pouca gente, duas TVs, pouca vibração nos gols do Brasil. Era meio que cumprir tabela, despachar um rival local que nunca vence, mesmo. Depois, passei pela avenida Paulista. Vi dois carros buzinando e com bandeiras. Nenhuma grande comoção. A TV mostrou algumas multidões reunidas em praias e praças, em eventos oficiais montados justamente para juntar multidões e gerar boas imagens. “O povo brasileiro foi às ruas para comemorar”, vai informar hoje o apresentador do jornal nacional da Inglaterra.

Eu não diria que é a mais pura expressão da verdade. Mas as pessoas estão felizes, o time vai ganhando, vai passando, e pode muito bem espetar uma sexta estrela na camisa. Todos que chegam entre os oito melhores do mundo podem, não?

Autor: Flavio Gomes Tags: ,

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