Grandes Craques | Copa 2010

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Arquivo da Categoria Grandes Craques

segunda-feira, 5 de julho de 2010 Grandes Craques | 10:56

5 DE JULHO

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Barcelona, 5 de julho de 1982

Era isso que estava escrito sob esta foto de Reginaldo Manente na capa do “Jornal da Tarde” no dia seguinte à derrota do Brasil para a Itália no Sarriá.

É a melhor capa de jornal de todos os tempos. A foto, local e data, nada mais. Importa muito pouco o que estava escrito lá dentro, nas páginas do jornal que eu lia, e que não é mais o mesmo faz tempo. O “JT” foi um sopro de inovação na imprensa brasileira no final dos anos 60, e curiosamente nascido numa tumba do conservadorismo como é o grupo “O Estado de S.Paulo” com seu jornalão reaça e quatrocentão. Conservadorismo assumido, pelo menos. E, apesar disso, vítima do que de pior o conservadorismo deixou no Brasil, a censura tacanha, a invasão de suas redações por alcaguetes do regime militar. Não deixa de ser irônico. O mais conservador dos jornais teve no conservadorismo seu maior algoz. E foi uma de suas mais vibrantes peças de resistência.

Mas este não é um blog sobre jornalismo, e sim sobre futebol. Ou deveria ser.

O Brasil perdeu da Itália no dia 5 de julho de 1982 e Manente flagrou o menino na arquibancada do Sarriá. Nada expressa melhor aquela derrota de exatos 28 anos atrás. O fim do sonho de criança de ver a bola bem jogada levantando uma taça. Nem o Sarriá existe mais. Virou condomínio de luxo em Barcelona.

Valdir Perez; Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior; Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico; Serginho e Éder. Telê no banco. Todos, exceto Falcão, jogavam no Brasil. Já falei dessa Copa e desse time dias atrás, aqui mesmo. Mas hoje faz 28 anos, e é data que não deve passar em branco quando, mais uma vez, está na boca do povo o eterno duelo futebol-arte x futebol-de-resultados. Discussão eterna que nunca vai ter fim. Mas se a gente olhar para a foto do moleque (quem será ele, por onde anda?), dá pelo menos para entender um pouco por qual tipo de time se chora no futebol.

Outros não merecem uma lágrima sequer.

Autor: Flavio Gomes Tags: , , , ,

quarta-feira, 30 de junho de 2010 Grandes Craques | 21:33

OLHA O DENTUÇO CHEGANDO

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Este não é um blog de notícias sobre futebol. Mas o Guilherme Barros, do iG, é muito bem informado. Muito mesmo. E ele diz que o Ronaldinho Gaúcho vai para o Palmeiras. Ou quase isso. Como Ronaldinho é um daqueles que muita gente gostaria de ver nesta Copa, acho que vale o registro. O esquema seria via empresários, algo parecido com o que fizeram com o Ronaldo no Corinthians. E com Felipão chegando, as coisas ficariam mais fáceis.

A ver.

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sábado, 26 de junho de 2010 Grandes Craques | 19:32

GRANDES CRAQUES (11)

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México x Argentina amanhã. Na lista de maiores craques da Argentina tem muita gente, então deixa pra lá por enquanto. Na do México, não. Na nossa minissérie outsider, que tal lembrar mais um dos anos 80?

O eleito de hoje é Hugo Sánchez, para muitos o maior jogador da história do futebol mexicano, e para os mexicanos o melhor do mundo em todos os tempos, o cara dos gols bonitos (um Dodô, entendem?), que em Copas, porém, nunca fez muita coisa.

Como o México nunca faz, aliás. O México sempre se classifica para as Copas, porque joga as eliminatórias contra países muito fracos, da América Central e do Norte. E nos Mundiais raramente avança. Na última Copa, caiu diante da Argentina. Coincidências.

Sánchez viveu seu auge na Europa, nos dois grandes de Madri, o Atlético e o Real. Nos Pumas também fez muito sucesso, e eu lembro bem dessa época porque, se não me equivoco (“Google-free”), chegou a fazer dupla com o Cabinho, da Portuguesa, o maior centroavante da história do Brasil.

Divirtam-se com alguns dos maiores tentos, como diria Silvio Lancellotti, de “Hugol”.

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sexta-feira, 25 de junho de 2010 Grandes Craques | 15:55

GRANDES CRAQUES (10)

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A Bélgica não tem só Spa e batatas fritas. Nos anos 80 e 90, sua seleção era boa, técnica, charmosa. Os “Diabos Vermelhos” tinham como ídolo maior Enzo Scifo, de família italiana, apaixonado pelo Anderlecht, que nunca se deu muito bem jogando fora da Bélgica. Chutava bem com as duas, era ótimo cabeceador, sabia armar e passar. Na Bélgica, chamavam-no de Petit Pelé. Jogou quatro Copas, de 1986 a 1998. Mais um para nossa galeria outsider.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010 Grandes Craques | 01:17

GRANDES CRAQUES (9)

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Algum blogueiro de boa alma lembrou, e ainda bem que lembrou, porque jamais poderíamos esquecer de Oleg Salenko nesta nossa minissérie de craques que nem todos guardam nas galerias de suas memórias. Na Copa de 1994, nos EUA, ele fez cinco gols num único jogo, na goleada da Rússia contra Camarões. Deve ser alguma espécie de recorde. Acredito até que seja, mas neste blog “Google-free”, quem descobre essas coisas são vocês, não eu. Nâo sei também que fim levou Salenko. Sei que tinha uma rede de postos de gasolina no Brasil que se chamava Salemco, mas era outra coisa. Chegou a patrocinar a Portuguesa. Sumiu, também. Como o Salenko.

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terça-feira, 22 de junho de 2010 Grandes Craques | 00:44

GRANDES CRAQUES (8)

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Com a gloriosa camisa da Celeste, Enzo Francescoli ganhou três Copas América. Foi um dos maiores ídolos da história do River Plate argentino (sim, há um uruguaio, também, mas é pequenino) nos anos 80 e 90, jogou na França, na Itália e quando alguém pergunta a Zidane quem é o cara em quem se inspirou, seu maior ídolo, ouvirá como resposta o nome de “El Príncipe”.

Francescoli, assim, é nosso eleito de hoje, embora o Uruguai não tenha brilhado tanto assim nas Copas das quais participou, longe disso. Mas ele era um atacante clássico, completo, habilidoso, raçudo, apaixonado. Raro, hoje em dia. Merece estar na nossa pequena galeria.

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segunda-feira, 21 de junho de 2010 Grandes Craques | 16:34

70, 40

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Hoje faz 40 anos que o Brasil conquistou o tricampeonato no México. Eu tinha cinco anos, quase seis.

Minhas lembranças.

Morava em Moema, na rua Divino Salvador. Tínhamos um tio bem de grana que morava perto, numa casa enorme. Lá no fundo tinha uma espécie de salão de festas onde colocavam a TV para ver os jogos da seleção. Em preto & branco. A gente tem uma falsa ideia daquela Copa, porque as imagens que são vistas hoje são coloridas. Mas não havia TV colorida no Brasil em 1970.

Como estava perto do meu aniversário, ganhei uma camiseta amarela com a gola verde. O escudo da CBD era pregado com colchetes. O número se comprava em lojas de esportes, e era costurado nas costas. A minha era a 7. A 10 custaria mais caro, seria preciso comprar dois números para costurar nas costas.

Lembro de uma cadelinha pequinesa de uma tia, irmã do meu tio bem de grana, que na verdade era tio-avô, se chamava Suzy a cachorrinha, e era uma pentelha, latia sem parar, ninguém aguentava. Meu pai e meus tios viviam dando bicos nela, sai, Suzy pentelha do caralho. No dia da final, meu avô deixou cair o cigarro no chão, Continental sem filtro, e ele caiu de pé. O espantoso acontecido foi tomado como sinal de sorte, o cigarro teria de ficar de pé até o fim do jogo. Quando a Suzy chegava perto do cigarro, levava mais bicos dos meus tios e do meu pai. Porque se ela derrubasse o cigarro e o Brasil perdesse, seria da Suzy a culpa pela derrota canarinha.

Lembro que o Brasil ganhou e todos ficaram muito felizes. Meu pai tinha uma Variant, que eu beijava o capô quando ia dormir. Quando a seleção chegou ao Brasil, desfilou pela 23 de Maio em carro de bombeiros, com a Jules Rimet na mão. Lembro que fomos para cima do viaduto Indianópolis ver a seleção passar com a Jules Rimet na mão. Isso pode ser que seja fantasia minha, que fomos para cima do viaduto ver a seleção passar.

Lembro, porém, que a Variant tinha um portamalas grande, e que quando ficava aberto, a molecada podia se sentar lá para dar voltas pela cidade agitando bandeiras do Brasil. Foi por isso que comprei uma Variant. Quando olho para ela, tenho certeza que carregou alguns moleques no portamalas para ver a seleção passar.

Minha Variant sabe das coisas, ela que não me conta nada, mas sei que sabe.

Autor: Flavio Gomes Tags: , , ,

sábado, 19 de junho de 2010 Grandes Craques | 19:14

GRANDES CRAQUES (7)

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Era mesmo uma máquina a Dinamarca da Copa de 1986, liderada por um jovem loirinho de 22 anos de nome Michael Laudrup. Entubaram Escócia, Alemanha Ocidental e Uruguai na primeira fase, mas aí empacaram na Espanha de Butragueño, uma desgraça comparável à derrota da Holanda para os alemães em 1974 e para os argentinos em 1978, ou à Hungria de 1954, ou à Portuguesa de 1996. A Dinamáquina só voltaria a uma Copa em 1998, e foi bem, com Laudrup já veterano, caindo apenas nas quartas diante do Brasil zagállico.

Laudrup foi ídolo da Juve, do Barça e do Madrid. E quando a Dinamarca ganhou alguma coisa, a Euro de 1992, ele tinha brigado com o técnico… Mesmo assim, foram 104 jogos com a gloriosa camisola danesa e 37 gols. É nosso boleiro de hoje. Camisola que em 1986 só vestiu o time porque os jogadores montaram uma empresa de nome Hummel, porque ninguém apareceu para patrocinar a seleção, e depois esse nome foi ridiculamente copiado no Brasil e virou Rhumell, e foi fornecedor até daquele time de leiteiros do Parque Antarctica (brincadeira, gosto de nossos co-irmãos da Zona Oeste).

Autor: Flavio Gomes Tags: ,

sexta-feira, 18 de junho de 2010 Grandes Craques | 00:53

DOIS REIS

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Desconfio que a maioria aqui sabe que estou “emprestado” pelo automobilismo ao futebol nestes tempos de Copa. Mas isso não me impede de misturar as coisas. O blogueiro Humberto Corradi encontrou esta preciosidade. Capa da “Manchete”, Emerson Fittipaldi vestido de Santos, Pelé de piloto da Lotus. No Brasil dos anos 70, eram os caras, ao lado do Mequinho e do Thomaz Koch.

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quarta-feira, 16 de junho de 2010 Grandes Craques | 15:08

GRANDES CRAQUES (6)

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Hoje ele é o mandachuva da Uefa. E foi o cara que comandou o comitê organizador da linda Copa da França. Craque, inteligente, competente, espirituoso. Michel Platini é o escolhido de hoje. Porque a França joga amanhã e esse time dá uma saudade dele…

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