Flavio Gomes | Copa 2010

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domingo, 11 de julho de 2010 Copa 2010 | 21:07

FIM

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Não entendo picas de futebol. Não sei o que são duas linhas de quatro, nem o que é volante de contenção, a diferença entre lateral e ala é um daqueles mistérios da humanidade que jamais desvendarei, como quem construiu as pirâmides, ou se eram os deuses astronautas.

No fundo, acho que minha capacidade de entender de alguma coisa já se esgotou. Meu HD já era. O que entrou, entrou. O que não entrou, não entra mais.

Por isso sempre me assombro quando alguém me chama para escrever ou falar sobre qualquer coisa.

Copa do Mundo? Putz, eu queria era estar lá. Sempre quero estar onde as coisas acontecem, meu projeto de vida, que jamais será cumprido, é ficar viajando atrás das coisas para escrever sobre elas, um vulcão hoje, um papa amanhã, um tsunami depois de amanhã, um terremoto no fim da semana, uma Copa, uma Olimpíada, uma revolução, uma guerra, uma enchente, uma festa popular.

Mas não deu, paciência, e mesmo assim me pediram para escrever, e como gosto de escrever, aceitei. Na faculdade, um professor pediu que a gente ficasse um mês escrevendo todos os dias. Sobre qualquer coisa. O cara era um visionário, provavelmente aquilo ali era um blog. Tenho guardadas as folhas, batidas à máquina, minha velha Olivetti de letras esquisitas. Assim, ficar um mês escrevendo sobre uma Copa do Mundo não seria tão difícil assim. Passa tudo na TV, aparece tudo nos jornais. Bico. Lá vamos nós para mais um embromation remunerado, até que um dia me desmascarem.

E me preparei, que não se cometa nenhuma injustiça neste quesito. Logo no primeiro dia descolei uma tabela dos jogos, que ficava pendurada aqui na parede dos estúdios da rádio, porque também trabalho em rádio e em TV, engano muitos o tempo todo, é incrível esta capacidade inata de fingir que sei alguma coisa. Depois da terceira rodada, valiosa, a única em que eu confiava, passei a levar na mochila, dela não desgrudava nunca, nem sob a mira de um fuzil.

Criei um instituto de pesquisas, o DataGomes, esse aí da foto. Não é impressionante? Foi esse papel aí, na verdade uma folha de papel dobrada no meio, que me forneceu todos os dados estatísticos ridículos que fiquei postando aqui por um mês a fio. Sou um grande ilusionista.

Recusei-me a usar o Google. Quando não sabia de alguma coisa, quase sempre, o tempo todo, perguntava a pessoas. Se me pedirem para escalar o time campeão do mundo agora, receio que vou decepcioná-los. Sei o nome do goleiro, Casillas, do cara que fez o gol, Iniesta, e tem um Xavi e um Xabi, algo assim, além de um Villas e um cabeludo de nome Puyol.  E basta. O técnico é um certo Tabáres, ou Gonzalez, ou Velazques. O da Holanda, então… Van Basten?

Errei todos meus palpites. Queria que o Uruguai fosse campeão, passei a gostar do time da Alemanha, virei um devoto de Maradona, caguei para a seleção brasileira. Não tive nenhuma grande sacada, não descobri Paul, o Polvo, nem Larissa Riquelme, minha deusa inatingível, não notei que a Jabulani era uma bola esquisita, só mesmo quando começaram a falar nisso, porque para mim bola é redonda, chuta e não enche o saco.

Curti a Copa com meus filhos, no fundo queria que eles abastecessem este blog sem reforço na mesada, mas a eles não engano, já faz alguns dias que se mandaram de férias, estão em noviórque, fiquei em último no bolão lá de casa, com quatro participantes, e não foi porque deixei alguém ganhar, é porque eles entendem muito mais do que eu, mesmo.

Foi-se a Copa, vai-se o blog. Desaparece nas vias obscuras da Grande Rede, tudo que aqui foi dito, por mim e por aqueles que cá pingaram suas impressões, jamais será encontrado por um arqueólogo no futuro, porque claro está que no futuro vai haver um pau monstruoso em todos os computadores do planeta e tudo desaparecerá, o planeta inclusive.

Apesar disso, procurei fazer o melhor, como sempre procuro. Mesmo sabendo que quase nunca consigo.

Autor: Flavio Gomes Tags:

Copa 2010 | 20:12

SOUTH AFRICA

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O sorriso franco e aberto de Mandela, a alegria dos sul-africanos, o esforço para fazer bem-feito, os lindos estádios.

O vazio de Jo’burg, o agito de Cape Town, as tribos, os brancos, os negros, as vuvuzelas.

Foi bonita a festa, meninos. A de encerramento, linda. Simples, emocionante, verdadeira.

Será que uma Copa muda um país? Talvez.

Portanto, bafanas, não deixem a peteca cair.

Autor: Flavio Gomes Tags:

Copa 2010 | 20:05

ESPAÑA

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Eu já tinha 25 anos quando consegui juntar um dinheirinho para realizar o sonho de minha breve vida até então, ir para a Europa. Juntamos nossas mochilas e embarcamos num voo da Lan Chile, o mais barato da praça, destino Madri. Seiscentos e sessenta dólares. Não preguei o olho durante a viagem toda, porque queria de qualquer jeito ver a Europa lá de cima assim que o avião entrasse no espaço aéreo do continente ao qual, vá lá, eu, neto de portugueses, bisneto de italianos e alemães, devia minha existência. Vi.

Tudo me pareceu muito marrom claro, ocre, bege, sei lá, o céu azul demais, o sol forte demais quando desembarcamos em Barajas, e aí foi uma sucessão de trens e ônibus até Marselha, outra história, que não vem ao caso, eu achava que na Europa era tudo perto, mas não era bem assim.

E foram horas vendo a paisagem daquele lugar, o Europass liberando todos os vagões e cabines, horas com a testa grudada na janela, os prédios baixos, as varandas com toldos, a cuêca-cuêla, o sanduíche na baguete, os novos sons, sabores e cheiros.

Desde então estive muitas e muitas vezes na Espanha, por causa da Fórmula 1. Jerez, Madri, Barcelona. Durante alguns anos, viajei o mundo todo só de Iberia, e para onde tinha de ir pingava em Barajas para, dali, seguir meu rumo. Barajas, Barajas, Barajas.

Não sei nada de futebol espanhol, nada que qualquer um não saiba. É provável que nunca tenha visto um jogo inteiro sequer do campeonato espanhol, talvez se somar tudo que vi não chegue a 90 minutos. Quem tá jogando, filho?, Getafe e Valladolid, muito obrigado, vou ler o jornal. O futebol internacional não me interessa em particular, na verdade acho um saco, e por isso não me peçam para falar do futebol espanhol, da escola espanhola, dos craques espanhóis.

Mas posso falar da Espanha. Foi meu portão de entrada, onde meti o pé na estrada, onde fiz minhas cagadas, onde usei cartão de crédito brasileiro para pagar um carro alugado depois de uma madrugada inteira atravessando o país para pegar o avião, eu achava que era tudo perto, mas a Espanha é enorme. Onde tomei grandes porres de conhaque bom, onde pedi gazpacho no restaurante vazio achando que estava pedindo carpaccio, onde tomei litros de Tio Pepe, onde me chamavam de señor Gomez no hotel de sempre.

Barcelona foi para mim, por 15 anos a fio, uma cidade familiar, daquelas em que a gente anda sem olhar o mapa, daquelas em que a gente reclama quando mudam a mão de uma rua, daquelas que a gente conhece os atalhos, alguns botecos, alguns restaurantes, algumas lojinhas. Dizem que Barcelona não é a Espanha, é a Catalunha, mas para mim é tudo Espanha, uma Catalunha aqui, umas Astúrias ali, um País Basco acolá, e no fundo é tudo Espanha, ao menos para mim. Acho que para os espanhóis, hoje, também.

Ganhar uma Copa do Mundo e subir aos céus é uma sensação boa para um país, mais ainda para aquele que nunca tinha vencido. A Espanha é hoje a capital mundial do esporte, graças aos seus jogadores de futebol, aos seus tenistas, aos seus pilotos de carros e de motocicletas, aos seus ciclistas, aos seus jogadores de basquete. A Olimpíada de Barcelona transformou o país, antes atirado nas trevas do franquismo. Renovou a cidade, fez dela um exemplo, o esporte veio a reboque, o turismo cresceu, tem lá suas crises, claro, mas para quem está acostumado às próprias sombras, basta ir à Espanha para compreender o real significado da palavra exuberância.

E os caras gostam de futebol. Gostam de verdade, e se orgulham de seus times. Não há ninguém mais orgulhoso no mundo do que os culés, os torcedores do Barça, ou que os madridistas que consideram o Real (“Madrid”, para eles) o maior time de todos os tempos. Eles não ligavam muito para a Fúria, mas agora ligam, e o futebol tem dessas coisas, nem que seja por alguns momentos, une bascos e andaluzes, catalães e asturianos.

Acho que a taça está em boas mãos, os especialistas dizem que ganhou o bom futebol, que a Holanda joga feio, dá muita botinada, e hoje deu mesmo, a final foi violenta e dura, quem sabe os holandeses depois dessa voltem a jogar como jogavam. Dizem que a Espanha tem os melhores jogadores do mundo, que toca a bola, que tem paciência, que é fiel a um estilo, e se dizem, deve ser.

Está em boas mãos, claro que está. A taça vai desfilar agora por aquela terra ensolarada e ocre, com suas varandas e toldos, de céu incrivelmente azul, de gente enfezada que fala de um jeito meio brusco e duro, aquela terra que me espantou quando cheguei lá naquela outra vida, qualquer terra me espantaria naqueles tempos, creio, aquela terra onde se come e se bebe bem. Terra de artistas, de grandes letras, de mulheres de cabelos longos e olhos negros.

A taça é deles, do goleiro que chora e, depois, dá um beijo na boca da repórter, sua linda namorada.

Que a Espanha vá dormir com esse beijo na boca, saboreie sua vitória, viva sua alegria.

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Agenda | 01:50

ONTEM, HOJE, AMANHÃ

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Ontem a Alemanha voltou sorrindo para casa, e o Uruguai também. Hoje alguém vai chorar, nos países baixos que ficam lá no alto da Europa, ou na extensão da jangada de pedra sob o sol vermelho e amarelo. Amanhã este planeta esférico vai completar mais uma volta, e depois mais outra, e cuidem de seu tempo, meninos e meninas. Ele não para, mesmo quando a gente acha que consegue aprisioná-lo em noventa minutos, mais os acréscimos. Sempre há os acréscimos, para o bem ou para o mal.

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sábado, 10 de julho de 2010 Copa 2010 | 19:54

PROPOSTA INDECENTE

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Aldyr Garcia Schlee é gaúcho de Jaguarão, a 200 metros da fronteira com o Uruguai. Mora em Capão do Leão, perto de Pelotas, e torce para o Brasil. O Brasil rubronegro, o Brasil de Pelotas, bravo Xavante. Gosta de futebol, joga botão e em Copas torce para o Uruguai. Não importa que lhe encham o saco, torce para o Uruguai e acabou.

Schlee é jornalista e escritor, tradutor e desenhista, professor universitário e ex-preso político.

Não o conheço, mas deve ser uma figura, e quando for ao Sul em algumas semanas, possivelmente passarei por Pelotas, é rota, e se puder vou tentar encontrá-lo para tomar um café.

Aldyr Garcia Schlee foi o criador do uniforme “canarinho” do Brasil. Até a Copa de 1950, a seleção brasileira usava variações de branco e azul. Neste link aqui tem um histórico bacanérrimo (ui) dos fardamentos usados por nossos bravos rapazes desde a criação do universo.

Depois da derrota de 1950 no Maracanã, um jornal do Rio, o “Correio da Manhã”, criou um concurso nacional para mudar aquele negócio, que pelo jeito dava azar. Era o ano da graça de 1953 e Schlee contava 19 primaveras. Fez lá uns rabiscos, colocou no correio para o “Correio” e ganhou. Isso é liberdade poética minha. Nesta deliciosa entrevista feita pelo Paulo Passos, do iG, no começo do ano, ele conta que só mandou sua proposta para o Rio porque tinha um primo que trabalhava numa companhia aérea.

E ganhou: camisa amarela com gola e punhos verdes, calção azul e meias brancas.

Pois.

A história nem é tão nova, embora para mim tenha sido novidade descobrir, dias antes da Copa, que o criador dessa camisa, símbolo maior do futebol-arte-malemolente-moleque, ainda era vivo, e que torce para o Uruguai e para o Brasil que é outro, o de Pelotas. Também sou xavante, diga-se.

Feito o enorme preâmbulo, a notícia. Chegou-me pelo Twitter, atirando-me ao blog Amigos de Pelotas, editado pelo colega Rubens Filho. Ontem à noite, numa palestra, Schlee contou ao Rubens e a outro jornalista (temos testemunhas, não nos processem!) que recebeu um telefonema de um diretor da Globo propondo a ele que criasse um novo uniforme para a seleção brasileira usar em 2014.

Pode ser que entre para o folclore, pode ser que o cara que ligou não seja nada da Globo, tenha se identificado como tal, mas era trote, só que pode ser que seja, também. Tentei telefonar ao Schlee para obter mais detalhes, e o número só chama e não atende. A esta hora de uma noite de sábado ele deve estar na Mamma Pizza tomando um bom vinho e se divertindo com amigos, sem preocupação nenhuma em desenhar outro uniforme, ideia que considerou descabida e, de certa forma, mercantil. No que faz muito bem.

Mas se for mesmo alguém da Globo, identifique-se, please. E explique pra gente o que é que a Globo tem a ver com uniforme de seleção.

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Copa 2010 | 19:08

3 É BOM

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Jogão, não?

Normalmente uma decisão de terceiro e quarto seria encarada com alguma melancolia, afinal é um encontro de perdedores, pela perversa lógica do esporte. Que é perversa, mas é a única que há.

Só que já tem alguns anos me surpreendo com esses jogos de terceiro-e-quarto. A primeira vez foi em 1978. O Brasil estava invicto, ficou fora da final porque o Peru entregou um jogo para a Argentina (não havia mata-mata, ou pelo menos não houve naquela Copa), e pegou a Itália no terceiro-e-quarto. Acho que era a Itália, este blog “Google-free” me impede de buscar informações mais precisas. Mas sim, era a Itália, disso eu lembro.

E o Brasil ganhou, 2 a 0 ou 2 a 1, e lembro bem de um gol do Nelinho, que era lateral-direito do Cruzeiro e um dia chutou uma bola para fora do Mineirão para o “Fantástico”. Um chute incrível, uma curva inacreditável, quase uma Tamburello para o outro lado, e os jogadores brasileiros comemoraram como se fosse o título, Nelinho de braços abertos, sorriso escancarado, terceiro é bom, uai.

Legal, aquilo.

Depois, me lembro também de 2006, quando a Alemanha, jogando em casa, perdeu uma semifinal e foi disputar terceiro-e-quarto com Portugal, e a torcida alemã, que poderia estar puta da vida porque seu time estava fora da decisão, ficou foi orgulhosa da vida com a vitória e o terceiro lugar, foi às ruas, festejou, agradeceu, orgulhou-se.

Creio que será assim quando os germânicos voltarem para casa ostentando a plaquinha P3 (estou meio automobilístico hoje) e medalhas de bronze no peito. Como será assim com os bravos uruguaios. Ouvi no rádio que são esperadas 500 mil pessoas no aeroporto de Carrasco, que tem um terminal novinho que é uma graça. Acho bem difícil, seria uma façanha para um país de 3,5 milhões de almas, mas que sejam 10 mil, ou 50 mil, não importa, eles merecem a melhor das recepções lutaram até o fim, meteram uma bola no travessão no último minuto, foi bonito ver o Uruguai voltando a ser protagonista, entre os grandes.

Terceiro é bom. Não é como ser campeão, mas é melhor do que ser vice, por exemplo. Em algumas pistas, melhor ainda, porque larga do lado limpo. Estou meio automobilístico hoje. E ficar em quarto também está OK, ainda mais para quem havia tanto tempo estava longe de qualquer disputa, não passava de coadjuvante, de escada para o sucesso dos outros.

Alemães e uruguaios podem voltar contentes, não ganhar uma Copa não é o fim do mundo. O jogadores honraram suas camisas, seus companheiros e seus treinadores, e ninguém ficou no pódio combinando balada no celular, como o Ronaldinho Gaúcho fez em Pequim em 2008. Isso ninguém me contou, eu vi. Quer dizer, vi o cara falando ao celular desinteressadamente enquanto argentinos e nigerianos, acho, recebiam ouros e pratas. Não sei se estava combinando balada, isso já é maldade minha. Mas achei meio desrespeitoso.

Autor: Flavio Gomes Tags: , ,

Copa 2010 | 15:10

VAZEM TUDO!

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A falta de transparência da Fifa na escolha do logotipo da Copa de 2014 deixou designers brasileiros bem irritados. O iG já contava essa história antes mesmo de a Copa da África do Sul começar — aliás, o iG revelou o logo no final de maio, em furo mundial.

Em linhas gerais, a Fifa chamou dez agências especializadas no país através da ADG, a Associação dos Designers Gráficos do Brasil. Cada uma teria de mandar cinco propostas. E aí a Fifa escolheu uma e não explicou mais nada, e acabou. O que gerou certa desconfiança dos participantes: a escolhida seria de uma agência que já tinha trabalhado ou trabalhava com patrocinadores da Fifa e da CBF.

Batata. Era a África, que tem contas como as da Vivo, Seara, Itaú, Ambev…

Eu achei feio esse logotipo, mas em geral eles são, e por isso não fiquei surpreso. A semelhança com Chico Xavier conectado com o Além, que virou brincadeira de internet, estigmatiza o emblema. E parece mesmo. Além do mais, tem a história do “todo mundo mete a mão” etc.

Nesta era de comunicações verdadeiramente rápidas, qualquer logotipo seria zoado na internet e geraria críticas e elogios. Ocorre que este, até agora, não foi elogiado por ninguém. E, por isso, tenho enorme curiosidade para ver as outras propostas.

Só que a Fifa, quando recebe as propostas, avisa que elas passam a pertencer à ela, Fifa, e não podem ser divulgados. Hum, sei… Bem, este blog acaba amanhã. Se alguém das agências preteridas nos lê e quer vazar alguma coisa discretamente, como sugere minha amiga e tuiteira Dri Salles Gomes, é só mandar para flaviog@warmup.com.br. Coloco aqui na hora.

Autor: Flavio Gomes Tags: ,

Agenda | 10:43

ONTEM, HOJE, AMANHÃ

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Dá para acreditar que amanhã esta agendinha boba será publicada pela última vez? E o que vai iluminar nossos dias, pautar nossas ações? Acho que o mundo vai acabar.

- ONTEM: Palmeiras 0 x 2 Boca Juniors, na despedida do Parque Antarctica. Com Jabulani e tudo. Que vexame…

- HOJE, disputa de terceiro e quarto: Uruguai x Alemanha, 15h30 em Porto Elizabeth, terceiro é uma honra, celestes!

- AMANHÃ, final: Holanda x Espanha, 15h30 no Soccer City, em Jo’burg. Precisa acabar mesmo? Não dá pra fazer uma repescagenzinha, aproveitar que os estádios estão todos prontinhos, está todo mundo por perto?

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sexta-feira, 9 de julho de 2010 Frase do dia | 16:45

FRASE DO DIA

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O UNIVERSO ENTRA EM COLAPSO

Ivan Capelli, blogueiro, sobre o que pode acontecer se Paul, o Polvo, indicar um campeão e for o mesmo escolhido pelo Mick Jagger para torcer

Autor: Flavio Gomes Tags:

Copa 2010 | 15:40

É A ESPANHA E PRONTO

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Paul, o Polvo, não erra. Cravou Espanha. A Holanda poderia pedir um novo palpite para Paul, o Polvo, que está num aquário de Oberhausen e é a grande figura da Copa ao lado da Jabulani e da Larissa. Mas Paul, o Polvo, só dá um palpite por jogo. E já deu. Lamento, Holanda. Dizem que, em Madri, faixas e camisetas comemorativas ao título já estão sendo produzidas, uma vez que a confiança em Paul, o Polvo, é maior do que a crença na mística da Fúria, que não tem mística nenhuma, a Fúria em geral só deixa os espanhóis furiosos, exceção feita, talvez, ao título da Euro/2008.

E eu não sabia que Paul era inglês. Pois é. Mas está desde pequenininho na Alemanha, nem fala inglês direito.

Será que a gente pode usar Paul, o Polvo, para ele jogar luz sobre outras questões relevantes da humanidade? Pouparia muitas discussões e tempo. Vidas, talvez. Paul poderia resolver eleições e decidir guerras. Desde que todo o planeta combinasse que suas escolhas são soberanas e inquestionáveis.

Eu entregaria meu destino nas mãos de um polvo. Fácil.

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