COPINHA
O Morumbi está fora da Copa de 2014. Que Gominho gostaria que tivesse um logotipo diferente daquela taça das mãozinhas. Foi ele que desenhou essa arara multicolorida, copiou não sei de onde.
Mãozinhas ou araras não foram capazes de impedir essa vendetta ridícula do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que não gosta do São Paulo, porque o São Paulo apoiou para a presidência do Clube dos 13 um candidato que não era o da CBF, e quem apoiou o candidato da CBF foi o presidente do Corinthians, que como prêmio ganhou a chefia da delegação da seleção na África do Sul, ninguém sabe direito o que ele faz, e está na cara que vão fazer um estádio para o Corinthians jogar, e aí vão as consequências:
1) O Pacaembu vai virar um peso morto para a cidade.
2) A “arena”, detesto esse sinônimo para estádio, parece coisa do Império Romano, que será construída em São Paulo, porque é claro que a cidade não ficará fora da Copa, será erguida com dinheiro público. Se não diretamente, indiretamente, com financiamentos camaradas, incentivos fiscais e o escambau a quatro.
3) “Piritubão” já é o horroroso nome desse novo estádio, porque é no bairro de Pirituba que será construído, junto de um novo centro de convenções e de exposições, hotéis e essas coisas.
É claro que São Paulo não precisa de mais um estádio. O Morumbi está bom demais para fazer dois ou três ou quatro jogos de Copa do Mundo. A Fifa faz exigências absurdas para os estádios, quando é óbvio que deveria considerar as condições financeiras e sociais de cada país. É uma entidade autoritária e presunçosa. Está cagando para o endividamento de nações pobres, como Brasil e África do Sul. O mesmo acontece com o COI. A própósito, já perceberam que a marca “Fifa”, que nunca foi usada agregada à expressão “Copa do Mundo”, passou a ser obrigatória nos comerciais dos patrocinadores oficiais e nas chamadas das emissoras que têm direitos de transmissão? Não se fala mais apenas “Copa do Mundo”. Se fala “Copa do Mundo Fifa”.
Chata, essa Fifa.
3 Andre 16/06/2010 18:51
A esmagadora maioria (uns 99%) dos jornalistas que dizem não concordar com o uso de dinheiro público nos estádios destinados à Copa-2014, estão “jogando para a plateia”.
Quase todos não falam a verdade.
Exceto Juca e mais uns dois ou três, os demais jornalistas, que se tornaram repentinamente defensores da arrecadação de impostos, procuram apenas falsear a verdade.
Vejamos o caso do Morumbi.
Quando o estádio do São Paulo foi escolhido para ser a sede paulista da Copa do Mundo, foi dito que a reforma seria feita com dinheiro privado e que a arena estaria em condições de abrir o evento.
A esmagadora maioria dos jornalistas que entraram na campanha pró-Morumbi sabiam que o São Paulo não tinha um tostão; que a reforma seria difícil e cara.
Portanto, todo discurso em defesa do Morumbi sempre se baseou em falsas premissas: do uso exclusivo de recursos privados e de fácil atendimento às exigências da FIFA.
Tudo era, e é, uma grande mentira. O São Paulo sempre soube o que fazia e seu objetivo era, e ainda é, conseguir recursos do governo a fundo perdido. A história de que havia investidores (vez por outra citando nome de uma ou outra empresa) era de todo furada.
Bancos foram apontados como avalistas de operações que nunca existiram, tudo com a intenção de ganhar tempo, empurrando com a barriga e chegar aos cofres públicos.
Esta última lorota divulgada, de que uma das quatro grandes construtoras escolhidas (para fazer a reforma) se encarregaria de obter o empréstimo necessário é de uma falsidade que exige do jornalista um excepcional descompromisso com a verdade.
A mídia tricolor fala em perseguição de Ricardo Teixeira, pressão da FIFA etc, mas a verdade é que, nos últimos meses, os governos do Município e do Estado vêm sendo pressionados para oferecer os recursos ao São Paulo. Campanha que é de se espantar!
São-paulinos que ocupam cargos nas administrações vem demonstrando imensa lealdade ao Tricolor e quase nenhuma fidelidade ao interesse público.
Não estou falando de João Paulo de Jesus, mas de alguns outros, meio escondidos por aí e que pensam que suas ações não são percebidas.
Os problemas de adequação do Morumbi não são da FIFA, nem da CBF, mas da absoluta falta de capacidade do Tricolor em obter recursos próprios para preparar seu estádio para a Copa.
2 André Luiz são jose dos campos sp 16/06/2010 18:51
Flavio….na boa…esse assunto tbm já tá enchendo o saco.
bicho,a questão não é a FIFA ser autoritária,presunçosa e que faz exigencias absurdas não levando em consideração o endividamento de paízes como nosso Brasil-sil-sil…o problema é que tem muita gente adorando o fato de as coisas serem assim,pois,isso significa,esquemas,favores,dinheiro,dinheiro e mais dinheiro.
enfim…onde quer que seja o estadio,teremos muita grana envolvida.
já disse uma vez e repito…na minha opinião,se os caras quizessem mesmo fazer alguma coisa decentemente,refomariam e aumentariam a capacidade do canindé.
ora bolas..tem metrô do lado,tem vias de acesso para dar vazão ao público.
tem varios shoppings do lado e em frente,onde,num simples acordo teríamos estacionamentos suficientes.
além da localização que é simples e é rapida a saída da cidade,o canindé ainda se enquadra no padrão “arena” exigido pela FIFA.
é a minha opinião.
agora..a lusa tem força pra entrar nessa briga?
não.
então…vamos aos esquemas…
1 rossano 16/06/2010 18:41
No Recife também se fala em construir um estádio no meio do nada, distante da cidade, sem vias de acesso etc. Com frequência viajo até lá e percebe-se que o Arruda, Aflitos e Ilha do Retiro são estádios que, com uma boa reforma, poderiam sediar jogos da Copa. Quais jogos seriam disputados no Recife? Eslováquia e Eslovênia? Precisa de estádio novo para isso?