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quinta-feira, 17 de março de 2011 Estudo, Tendência, Varejo | 19:42

Como a classe C está transformando o mercado brasileiro

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Pela evolução econômica, estabilidade política e distribuição de renda, o Brasil apresenta um cenário econômico positivo e vem se destacando, inclusive dentro dos BRIC, por possuir uma matriz energética adequada, abundância de matéria-prima e ausência de conflitos étnicos e territoriais. Para explicar o atual momento, a Nielsen apresentou o estudo Mudanças no Mercado Brasileiro de 2011 a partir de três alicerces: a inovação, a qualidade no consumo e as estratégias vencedoras dos fabricantes que mais se destacaram no ano passado, além das expectativas para 2011.
Vamos às tendências: o grande impulso para este crescimento são consumidores das classes C2 e baixa (D e E), que vão mais vezes ao ponto-de-venda e que juntos, pelas categorias analisadas, contribuíram com 65% de todo o crescimento do consumo brasileiro, consolidando um novo ciclo de crescimento, no qual as classes da base da pirâmide assumem um papel fundamental no futuro da economia.
“Não por acaso, o varejo, que apresentou um crescimento em 2010 de 5,7% em volume e 5,5% em valor, teve como um de seus grandes propulsores os lares do nível socioeconômico C2 e baixo”, afirma Claudio Czarnobai, analista de mercado da Nielsen.


(Perspectivas do estágio de consumo no Brasil Fonte: Nielsen | Homescan)

Qualidade no consumo e inovação – A grande surpresa vem com a conclusão que estes mesmos consumidores agora acessam categorias de maior valor agregado e marcas com posicionamento de preço acima da média de mercado, passando a fazer parte de suas cestas de compras. Esse fato influenciou o crescimento de várias categorias, por meio de diferentes vetores mapeados em 2010. Além disso, o brasileiro está cada vez mais disposto a experimentar novos produtos, categorias diferentes, que estimulem novos usos e mudem os hábitos dos consumidores.

Razões importantes para a escolha de uma marca:

Os consumidores estão mudando.
“A consolidação da classe média e a maior contribuição do NSE baixo no mercado de consumo se destacaram pela busca por novidade e variedade”, pontua Czarnobai.

Para saber como essa nova demanda será atendida, a Nielsen pesquisou quais as três principais estratégias dos fabricantes que mais se destacaram nos últimos dois anos e descobriu que a oferta de preço, a distribuição assertiva e o sortimento mais efetivo foram os alicerces de crescimento deles. Hoje, entre os top 40 fabricantes, que cresceram 7,4%, os 10 primeiros contribuíram com R$ 9,4 bilhões adicionais em 2010.

“Esse crescimento veio por meio da compreensão da dinâmica do consumo atual, da forte atuação com os vetores do crescimento e do foco em inovação, lançamentos e precisão na execução. Fabricantes atentos a esses movimentos tornaram-se mais assertivos em suas decisões e com produtos mais acessíveis aos NSE médio e baixo”, finaliza Claudio.

Autor: Claudia Penteado Tags: , ,