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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 Pesquisa, Propaganda, Prêmio, TV | 13:30

Os mais premiados de 2012

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Saiu a nova edição do Gunn Report, o tradicional levantamento de trabalhos, empresas, anunciantes e profissionais mais premiados na propaganda mundial em 2012. A brasileira AlmapBBDO foi a segunda mais premiada no mundo digital e quinta agência do mundo mais premiada, segundo o estudo. Os anunciantes mais premiados em 2012 foram Volkswagen – que liderou o ranking 11 vezes em 14 anos de Gunn Report –, Google, Nike, Coca-Cola e Mercedes-Benz.

Confira os cinco comerciais mais premiados, nessa ordem:

1. O Urso, da agência BETC de Paris para o Canal+:

2. Pais de cuecas, da agência argentina Del Campo Nazca S&S para a marca de ar-condicionado BGH Silent Air:

3. Dip Desperado, da AMV BBDO de Londres para Doritos Dips:

4. De volta ao começo, da Creative Artists Agency de Los Angeles para Chipotle:

5. A longa espera, da Adam&EveDDB de Londres para John Lewis:

Confira também os trabalhos digitais mais premiados no ano passado:

1. Projeto “Museu de mim mesmo”, da Projector de Tóquio, para a Intel:

2. OkGo, All is not lost, da Hakuhodo de Tóquio para Google Chrome:

3. Obcecado por som, da Tribal DDB, Amsterdam para Philips:

4. Pegadas de Escravidão, da Muh-Tay-Zik/Hof-fer de São Francisco (EUA) para o Departamento de Estado norte-americano:

5. Pequenos negócios ganham seu dia oficial, da CP+B, Boulder/Digitas de NY para American Express:

6. De volta ao começo, da Creative Artists Agency de Los Angeles para Chipotle:

7. A ECO esfera CNN da Heimat, de Berlin, para CNN:

8. Toque o arco-íris, da BBDO de Toronto (Canadá), para Skittles:

Autor: Claudia Penteado Tags:

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 Estudo, Marcas, Pesquisa, Tendência, Web | 12:01

As marcas mais populares no Twitter

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A JWT Brasil está lançando o “The Most Tweeted Brands” (ou “MTB”, “As marcas mais tweetadas”), um site que rastreia a popularidade das marcas mais valiosas no Twitter – de acordo com o ranking anual BrandZ, da Millward Brown – considerando todas as menções feitas em mais de 200 países. Muitas empresas monitoram o que é dito sobre elas na internet, e essa análise oferece relatórios diários e em tempo real, de forma mais precisa e interessante.
Ao todo são 149 marcas, incluindo nesse número as 100 mais valiosas do mundo e as 49 mais valiosas do Brasil. A Petrobras é a única marca brasileira que está presente em ambos os rankings da BrandZ. Sua posição, aliás, 75ª na lista das mais valiosas, é superada no ranking das mais comentadas no Twitter. No dia 23 de novembro, por exemplo, a Petrobras era a 59ª e chegou a ser a marca mais mencionada de seu setor no mundo. O Facebook apresenta uma liderança absoluta no ranking do MTB com uma média de 35% do total de tuítes. Em um único dia, durante o último mês, o Facebook atingiu um milhão de tuítes em todo o mundo. Chama atenção também o fato do Brasil ser o país onde mais se fala sobre Facebook, com 13% do total de tuítes. Isso quando o país tem 61 milhões de usuários na rede social – um número bem distante ainda dos Estados Unidos, que tem 168 milhões. As marcas que se destacam constantemente na briga pelo segundo lugar são Apple, Google, Amazon, Samsung e Disney. Geralmente, as posições seguintes são disputadas de forma intensa por McDonalds, Walmart, Starbucks, Nike e Coca-Cola. Também é interessante constatar na avaliação do MTB, que a IBM – número 2 no BrandZ – não costuma ficar entre as 20 mais comentadas do Twitter. Mas como o MTB é uma plataforma capaz de levantar dados pontuais, foi observado também que a Microsoft, por exemplo, alcançou o 3º lugar no ranking geral quando lançou o Windows 8. Já a Disney, ao anunciar a aquisição da LucasFilm, aproximou-se consideravelmente do Facebook, ameaçando inclusive a sua liderança. Em outro exemplo recente, o Walmart chegou ao 2º lugar durante o Black Friday.

Alguns números do MTB:
- O Facebook é marca que mais bomba no Twitter com quase 1 milhão de tweets por dia e uma média de 35% de share!
- O Brasil é o lugar do mundo onde mais se fala sobre o Facebook com 13% do total de tweets.
- São 149 marcas monitoradas – 100 mais valiosas do mundo no ranking Brandz e as top 50 Brasil no mesmo ranking. Petrobrás é a única que aparece em ambos.
- Diariamente o sistema processa mais de 2,5 milhões de tweets e tudo é atualizado em tempo real
- Microsoft atingiu o terceiro lugar no momento do lançamento do Windows 8. Na média de Novembro ocupa o 11º lugar.

Autor: Claudia Penteado Tags:

terça-feira, 28 de agosto de 2012 Pesquisa, Tendência | 17:00

Notívagos: produtivos ou obsessivos?

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Pessoas de QI mais alto tendem a dormir tarde – é o que garante um estudo da London School od Economics and Political Science. Curiosamente, o levantamente descobriu que as pessoas que gostam de ficar acordadas noite adentro realizando projetos costumam ter níveis mais altos de “complexidade cognitiva”. Pesquisadores belgas e suíços descobriram que pessoas que acordam cedo em geral precisam de mais tempo de descanso do que as pessoas que têm hábitos mais noturnos, digamos assim.
Tendo em mãos estas valiosas informações, a revista Fast Company procurou alguns executivos estilo coruja e lhes perguntou o que costumam fazer depois da meia noite. O indiano Keval Desai, sócio da InterWest Partners e ex-executivo do Google, disse que só vê o sol nascer se virar a noite. Sua produtividade vara a madrugada e não é raro responder e-mails às 2h30 da manhã. Ele disse à Fast Company que varar a madrugada é um hábido que adquiriu ainda adolescente, quando tinha privacidade e possibilidade de concentrar-se nos estudos no apartamento apertado em que morava com sua família em Bombaim. Hoje ele muitas vezes prefere dedicar as horas da madrugada a pensar produtivamente. A cada noite, escolhe um projeto apenas. E trabalha nele entre goles de chá verde – descafeinado.
Outra coruja, Laurie Tucker, vice presidente de marketing senior da Fedex, costuma ir dormir lá pelas 2 da manhã – mas acorda às 6h para malhar. Jura que não precisa de mais horas de sono. Confessa que adorava ficar acordada até tarde depois que os filhos iam dormir, numa época em que este tempo lhe era precioso. A sensação se manteve. Ela usa a noite para limpar a mente dos excessos e relaxar.
“A noite é para regenerar-se. Ter paz, alimentar a alma, deixar o corpo descansar”, disse.
Há quem pense diferente e tome um bocado de café para manter-se em pé e conseguir aquele famoso dia com o dobro de horas que se gostaria.
A editora da revista Cosmopolitan hoje dorme mais cedo que antes, algo em torno de 1h30, porque acorda às 5h30 para correr. Ela trabalha um bocado à noite – editando ou escrevendo. Usa um truque para não adormecer: trabalha em pé na bancada da cozinha, tomando vários expressos.
Patrick Allen, CEO da plataforma de encontros Groopt, costuma dormir em torno de 3:30. Ele diz que para que valha a pena ficar acordado à noite, é preciso ter certeza de que a atividade à qual dedica estas horas preciosas vai render frutos – especialmente em relação à concorrência, que provavelmente encontra-se adormecida. Café ou erva mate são, claro, os melhores companheiros das madrugadas. E você? Como escolhe passar as horas que antecedem seu sono?

Autor: Claudia Penteado Tags:

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 Estudo, Marcas, Pesquisa, Web | 18:09

Guaraná Antarctica lidera audiência na web

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Guaraná Antarctica está no topo do indexSocial em dezembro de 2011, ranking de audiência criado pela Espalhe Marketing de Guerrilha que leva em consideração a soma ponderada de fãs, seguidores e assinantes nas redes sociais (Facebook, Twitter e Youtube respectivamente). Antarctica se consolida na liderança pelo segundo mês consecutivo, seguido pelo perfil de Brahma Futebol, marca que apresentou um crescimento mais acelerado na audiência, ultrapassando Skol e Claro Brasil. Em segundo lugar no mês de novembro, a audiência de Skol caiu 74 pontos, enquanto o perfil de Claro apresentou uma queda de 205 pontos, deixando de ser uma das três marcas de maior audiência desde o lançamento do índice.

“O interessante é que pela primeira vez desde a criação do indexSocial, a nossa régua de comparação (escala que vai de 0 a 1000 pontos) está sendo puxada por uma marca de crescimento agressivo (Guaraná Antarctica). Desta forma, muitas marcas apresentam uma variação de pontos negativa no período. Isso quer dizer que não adianta ficar satisfeito com o crescimento em números absolutos. Todo mundo está crescendo. Se na pontuação relativa há outros crescendo mais do que você, o indexSocial indica que você está perdendo terreno e que talvez o seu trabalho possa melhorar”, analisa Wagner Martins, sócio-diretor da Espalhe.

Com crescimento de 11,2 pontos, Brahma Futebol foi a marca que melhor engajou em dezembro, seguida de Habibs e ALE, respectivamente com 7,3 e 6,8. Guaraná Antarctica aparece em 4º lugar na lista de engajamento, posicionando-se à frente de Hotel Urbano, que aparece pela primeira vez, com 5,4 pontos de engajamento. Lacta, Devassa, Kactoos Brasil, Subway Brasil e Halls completam a lista das dez marcas brasileiras com melhor qualidade de interação com seus fãs e seguidores nas redes sociais.
Em share de engajamento, foram contabilizados 5 milhões de interações entre todas as marcas que fazem parte do índice. Brahma Futebol apresentou a maior participação em share no mês de dezembro, sendo responsável por 23,7% do total de interações, seguido por Guaraná Antarctica com 10,8% de interações.

E as cervejas, como vão?
Se falarmos só de cervejas, desde novembro a audiência da marca Skol foi a que mais avançou no período, chegando à segunda posição de novembro, depois de estar na 30ª em outubro. Em dezembro, a marca ocupou o terceiro lugar. Pelo segundo mês consecutivo, a marca se manteve entre as top 10 em share de engajamento. Já o perfil de Brahma Futebol – que concentra os seis perfis da Brahma associados a Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Galo e Cruzeiro – está entre os top 10 na audiência do IndexSocial desde setembro (mês em que a ferramenta foi lançada). Brahma Futebol, pelo quarto mês consecutivo, foi a marca que mais engajou no período no Facebook e Twitter – ou seja, teve maior quantidade de curtirs, comentários, mentions e RTs.

Em tempo – O indexSocial unificou a análise de audiência e engajamento no Facebook, Twitter e Youtube e segue a lógica dos índices das bolsas de valores, que elencam as ações mais negociadas. Levando esta premissa para as redes sociais, a ferramenta monitora cerca de 470 marcas e, para calcular o índice, leva em conta as que detêm 80% da audiência nas três plataformas a cada dia.

Autor: Claudia Penteado Tags:

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 Pesquisa, Web | 11:33

65% das empresas aumentarão ações nas redes sociais em 2012

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Um levantamento da Amcham junto a executivos de marketing de empresas associadas indicou que 96% reconhecem as redes sociais como importante canal fomentador de negócios e que 65% planejam aumentar as ações e verbas destinadas à ferramenta em 2012. Outros 31% dizem que manterão investimentos no nível deste ano.
Apesar da visão positiva em relação às vantagens do uso das redes sociais nos negócios, 47% dos consultados informaram que essa ferramenta ainda responde por menos de 5% do orçamento de marketing. Um grupo de 21% investe até 10% e outros 13% dedicam até 20% da verba. Somente 3% afirmaram que esse tipo de investimento chega a 40% do total gasto em marketing.
Os participantes da pesquisa da Amcham listaram os objetivos principais do trabalho de comunicação via mídias sociais que pretendem desenvolver em 2012. São eles: relacionamento com o cliente (74%); reforço de marca (63%); promoção e divulgação de produtos ou serviços (53%); monitoramento de marca (46%); e e-commerce (18%).
A rede de relacionamento Facebook deve concentrar o maior esforço de marketing das empresas em 2012, com 76% das menções. Twitter (56%), Google+ (32%), Foursquare (10%) e Orkut (8%) também estão nos planos.
Para a sondagem, a Amcham ouviu 72 empresários, gestores e executivos de marketing que participaram de comitê da área em São Paulo no dia 29/11. Na amostra consultada, 78% já contam com perfis oficiais corporativos em pelo menos uma rede social e 14% planejam desenvolver num futuro próximo.

Autor: Claudia Penteado Tags:

quinta-feira, 15 de setembro de 2011 Campanha, Marcas, Marketing, Mídia, Pesquisa, Propaganda, Sustentabilidade, Web | 23:55

Os 40 anos do Greenpeace

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O Greenpeace acaba de completar 40 anos. O comercial acima comemora a data e foi criado pela DDB de Paris. Ao longo do tempo, a ONG mudou um bocado e hoje tem as redes sociais como ferramenta importante em suas estratégias de mobilização, que sempre miram em grandes empresas para servir de exemplo globalmente. Sobre esse e outros assuntos conversei com Dave Walsh, Andrew Davies e Ben Stewart, respectivamente responsável pela área de comunicação, o líder da área de mobilização digital do Greenpeace International, e o diretor da área de Media do Greenpeace na Inglaterra.

Acompanhe o papo:

As ações do Greenpeace se transformaram ao longo do tempo. Parece que hoje não só a ONG realiza mais pesquisas, como também obtém melhores resultado de suas ações. Confere?

Dave Walsh – O Greenpece está comemorando 40 anos esta semana e, durante esse tempo, claro que houve uma evolução nas ferramentas e métodos que usamos para conquistar nossos objetivos. Mas na essência, nossos princípios se mantiveram os mesmos. Usamos pesquisas, lobby e diplomacia silenciosa para conquistar nossos objetivos, assim como a provocação de conflitos não violentos para aumentar o nível e a qualidade do debate público. Enquanto houve várias vitórias ao longo desses 40 anos, é muito mais importante medir o impacto de nossas vitórias diárias. Pode-se acessar esta informação no link (http://www.greenpeace.org/international/en/about/victories/).

Como a força das redes sociais passou a ajudar, além do fato de que a sociedade em geral está se engajando mais em assuntos voltados para a preservação do planeta de maneira geral?

Andrew Davies – Para o Greenpeace, as redes sociais são apenas mais uma maneira de comunicar, organizar e compartilhar. Elas cumprem o papel de mobilizar pessoas ao redor de uma causa de maneira fácil. Algumas pesquisas indicam que as redes sociais encorajam uma participação e engajamento civil maior das pessoas (http://www.readwriteweb.com/archives/study_finds_the_internet_makes_youth_more_engaged.php). Outro efeito das redes sociais é que os clientes esperam que as empresas ouçam mais e se manifestem mais sobre tudo o que eles consideram importante, inclusive assuntos que afetarão o futuro do nosso planeta.
Soma-se a isso o fato de que as redes sociais são baratas ou de graça (algo muito importante para permitir que organizações sem fins lucrativos se comuniquem com o público), e é muito bom ter uma ferramenta como esta quando se vai contra empresas com imensos orçamentos em Relações Publicas e Propaganda. É claro que as notícias nem sempre são positivas. Existem empresas que ao invés de usar essas novas ferramentas para melhorar e ouvir seus consumidores, ainda insistem em um discurso desonesto, como nesses exemplos:

http://arstechnica.com/tech-policy/news/2011/02/black-ops-how-hbgary-wrote-backdoors-and-rootkits-for-the-government.ars/4

http://www.guardian.co.uk/media/2009/sep/07/astroturfing-energy-citizens-us?FORM=ZZNR2

Por que tão frequentemente vocês se utilizam das campanhas publicitárias das empresas em suas ações?

Dave Wash – Na verdade não usamos a propaganda e sim o branding deles para comunicar questões importantes, tanto para as empresas como para seus consumidores. Frequentemente focamos em grandes empresas, ícones da indústria, porque elas têm potencial para tornar-se líderes em questões ambientais em seus mercados. Por isso procuramos empresas como Nike e Adidas para que elas concordassem em cortar de sua linha de produção fornecedores que poluem o meio ambiente, ou a Nestle para mudar seu processo de produção de óleo de palma e a Apple para tornar seus computadores mais ecológicos. Fazemos isso para expor a diferença entre o que a marca promete para seus consumidores e aquilo em que ela de fato está envolvida.

É quase impossível para uma empresa ser verdadeiramente sustentável e ecologicamente correta. Como não se tornar um alvo do Greenpeace?

Andrew Davies – As empresas podem pelo menos não ser demoníacas, este é um começo. Não fazer promessas sobre uma marca que não tenham condições de manter. Se sua empresa for criticada por seu comportamento em relação ao meio ambiente, faça disso uma oportunidade para melhorar. As pessoas respeitarão uma empresa que se mostrar ágil o suficiente para enfrentar novos desafios e consertar seus erros. Algumas empresas parecem pensar que ao pagar uma boa assessoria de Relações Publicas, farão seus problemas irem embora. Os problemas profundos permanecerão.

Que empresas não são target para o Greenpeace?

Dave Walsh – Aquelas que se comportam de maneira correta em relação ao meio ambiente. O Greenpeace não tem inimigos ou aliados permanentes, e não consideramos nenhuma empresa intrinsicamente “legal”. Empresas que estabelecem que em sua busca por lucros não destruirão a natureza e o clima ficam em paz conosco. Empresas como Nike, Puma, Adidas e Nestle, que rapidamente aproveitaram uma oportunidade para modificar suas políticas destrutivas tornaram-se bem mais legais do que eram antes. Mas há sempre como evoluir.

O que você acha que acontecerá no caso da Volkswagen? Qual o objetivo de vocês ao criar um concurso de vídeos que falem mal da marca?

Ben Stewart – Esperamos que nossa campanha convença a Volkswagen de parar de usar seu poder de lobby para se opor às leis relativas ao clima. A empresa se auto-intitula “verde”, mas se opõe a medidas vitais para preservar o meio ambiente, como cumprir metas mais ambiciosas de redução de emissão de carbono e leis para obrigar automóveis a utilizarem menos combustível. Também queremos que a Volkswagen coloque sua eficiente tecnologia em todos os seus carros. Hoje, apenas 6% de sua frota tem a tecnologia Blue Motion, que reduz a queima de combustíveis.

Quem decide que estratégia será usada para atingir uma empresa e por que vocês se utilizaram do comercial “A força”, da VW?

Ben Stewart – A estratégia é decidida por um grupo de pessoas de vários países, onde a campanha será realizada. Neste caso específico, era importante utilizar uma mensagem que funcionaria em todos os mercados onde a VW está presente. Escolhemos o comercial “The Force” porque a empresa obteve muito sucesso com o tema. O comercial foi visto por mais de 40 milhões de pessoas e é claro que o tema Star Wars atinge um imenso percentual de homens de meia idade talvez interessados em tecnologia, muito provavelmente o público alvo que a Volkswagen queria atingir com sua mensagem. O mesmo se aplica ao Greenpeace, também procuramos uma maneira eficiente de atingir as pessoas com a nossa própria história a respeito do tipo de empresa que é a VW. E tem sido um enorme sucesso, com milhares de pessoas se cadastrando e ingressando na campanha. E o que é interessante, é que há um imenso número de consumidores da marca VW. Eles sabem que a campanha não é sobre eles, e sim sobre a empresa.

Autor: Claudia Penteado Tags:

segunda-feira, 22 de agosto de 2011 Evento, Pesquisa, Tendência, inovação | 14:16

Inovação em pauta

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Na semana passada a BrainJuicer, empresa focada em pesquisa de Mercado, em parceria com a B+G, promoveu um evento chamado ‘Brand Nova Bossa’ – edição brasileira do consagrado FEST, encontro que a multinacional já realizou em mais de oito países onde mantém operações. A intenção foi a troca de idéias inovadoras e vanguardistas nas áreas de Comunicação, Inteligência de Mercado, Inovação e Branding.
No Brasil, a BrainJuicer abriu suas operações ano passado, sob a batuta do executivo de marketing Gabriel Aleixo, que já passou pelo marketing da Beiesdorf no Brasil, França e Alemanha e, mais recentemente, foi diretor de Serviços de Marketing da Phillips do Brasil.
Veja algumas imagens do evento, que trouxe ao país Alex Batchelor , Chief Operating Office da BrainJuicer, Kevin McFarthing, fundador da Innovation Fixer, Dan Southern, da Contagious Magazine, e Nick Fenn, da Creative Creatures.

Autor: Claudia Penteado Tags:

terça-feira, 26 de julho de 2011 Marcas, Pesquisa, Produto/lançamento | 17:18

Paper Mate e Liquid Paper de volta

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Após oito anos fora do país, a Newell Rubbermaid, uma das maiores empresas de produtos de consumo do mundo, traz de volta ao mercado nacional as marcas Paper Mate e Liquid Paper. A empresa aproveita ainda o bom momento econômico para lançar por aqui a Sharpie, marca líder mundial em marcadores, já tradicional nos Estados Unidos.
De acordo com pesquisas realizadas na preparação do relançamento, a lembrança da marca Paper Mate ainda é forte: 36% dos consumidores ainda se lembram da marca e 53% se lembram da tradicional caneta Kilométrica. O mesmo ocorre com a marca Liquid Paper, o primeiro corretivo do mercado, com 50% de lembrança de marca.
A agência que atende a Newell por aqui é a Giovanni+Draftfcb.

Autor: Claudia Penteado Tags:

sexta-feira, 10 de junho de 2011 Estudo, Marcas, Pesquisa | 14:26

As 25 marcas mais valiosas do Brasil

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A Interbrand divulgou seu Ranking das 25 Marcas Brasileiras Mais Valiosas de 2011, com um valor consolidado de quase R$ 92 bilhões. Pela primeira vez, as cinco primeiras marcas colocadas são exatamente as mesmas do ano passado. Itaú, Bradesco, Petrobras, Banco do Brasil e Skol representam quase 75% do valor total das 25 marcas mais valiosas do Brasil.
“Essa concentração é um sinal de maturidade destas marcas. Sempre fomos um país com muitas empresas valiosas, mas poucas marcas valiosas. Aos poucos, este cenário vem mudando e as marcas brasileiras começam a atingir valores expressivos. Ainda assim lhes faltam consistência, visibilidade, reconhecimento e presença internacional para que possam figurar entre as marcas globais mais importantes”, disse Alejandro Pinedo, Diretor Geral da Interbrand no Brasil.

A maioria das marcas se valorizaram. Em 2010, a “nota de corte” do ranking foi R$ 87 milhões. Este ano, a vigésima quinta colocada vale R$ 209 milhões.
Como em 2010, os setores de commodities permanecem impactados fortemente pela crise mundial, porém empresas que apostaram em suas marcas recuperaram valor mais facilmente. É o caso da Vale, que volta a figurar com força entre as 25.
Para chegar a esses resultados a Interbrand examina as marcas sob a lente do desempenho financeiro, medindo a capacidade de capturar a preferência dos consumidores e a probabilidade de geração de receitas futuras. Para entrar no ranking, as marcas devem atender alguns critérios básicos: ser originária do Brasil, ser listada em Bolsa de Valores ou publicar informações contábeis e financeiras, fornecer informações suficientes para a identificação da receita individual de suas marcas, gerar EVA positivo (geração de valor do negócio uma vez que a empresa remunera todo o capital investido na operação) e ser amplamente reconhecida nos seus principais mercados. Outro ponto fundamental para a edição 2011 do ranking é a consolidação da metodologia de determinação da Força da Marca, levando em conta mudanças significativas de mercado nos 10 fatores que influenciam a marca: Autenticidade, Clareza, Comprometimento, Proteção, Capacidade de Resposta, Consistência, Diferenciação, Relevância, Presença, Entendimento.

Ranking Interbrand das Marcas Brasileiras mais Valiosas 2010
(valores em milhões de reais):


Marcas/valor/crescimento

1. Itaú / 24.296 / ↑ 18 %

2. Bradesco / 13.633 / ↑ 10 %

3. Petrobras / 11.608 / ↑ 7 %

4. Banco do Brasil / 11.309 / ↑ 8 %

5. Skol / 7.277 / ↑ 10 %

6. Natura / 5.666 / ↑ 22 %

7. Brahma / 4.351 / ↑ 21 %

8. Vale / 2.656 / Não estava no ranking anterior

9. Antarctica / 2.013 / ↑ 15%

10. Vivo /1.700 / ↑ 16 %

11. Lojas Renner / 835 / ↑ 7 %

12. Lojas Americanas / 703 / ↑ 17 %

13. Embratel / 619 / ↓ 15%

14. Cielo / 604 / Estréia no ranking

15. Cyrela / 587 / ↑ 8 %

16. Caixa Econômica Federal / 563 / Estréia no ranking

17. Oi / 514 / ↑ 9 %

18. Banrisul/ 501 / ↓ 22%

19. Extra / 496 / Estréia no ranking

20. Casas Bahia / 447 / Estréia no ranking

21. Braskem / 422 / ↓ 6 %

22. Pão de Açúcar / 389 /Estréia no ranking

23. NET / 323 / ↑ 10 %

24. Ponto Frio / 232 / Estréia no ranking

25. Hering / 209 / ↑ 45 %

Autor: Claudia Penteado Tags:

quarta-feira, 1 de junho de 2011 Estudo, Marcas, Marketing, Pesquisa, Propaganda | 13:02

Que celebridade combina com a sua marca?

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Os publicitário Otávio Freire e Diego Senise criaram um método para analisar a relação entre celebridades e marcas na propaganda. Sua nova empresa, iLumeo, baseada em São Paulo, focará, entre outras coisas, nesta expertise. Eles dedicaram um bocado de tempo ao assunto e chegaram a alguns levantamentos interessantes. Por exemplo: Grazi Massafera foi a recordista em campanhas publicitárias no período (18), seguida de Luciano Huck (16), Gisele Bündchen (14), Ivete Sangalo (14) e o ator Wagner Moura (12). Depois deles vêm Ana Maria Braga (9), Rodrigo Santoro (8), o jogador de vôlei Giba (8) , Malu Mader (7) e Pelé (7), Robinho (7), Claudia Leitte (7), Fernanda Lima (6), Thaís Araújo (6), Ana Hickmann (6), Isabeli Fontana (5), Maria Fernanda Cândido (5), Bernardinho (5), Ronaldo (5) e Aline Moraes (5).

O estudo da Ilumeo também apontou as marcas que mais utilizaram celebridades em suas campanhas publicitárias entre 2008 e 2010: C&A, Marisa, Grendene, Brahma e CEF encabeçam o ranking.

Otávio e Diego acreditam que muitas marcas cometem erros grosseiros ao escolher as celebridades que estrelarão suas campanhas publicitárias, principalmente pela falta de critério. Para eles, o “jogo de xadrez” da escolha da melhor celebridade – ou até mesmo a decisão de utilizar ou não uma celebridade – só é bem jogado quando os responsáveis por essa decisão baseiam-se em estudos desenvolvidos com métodos especificamente criados para isso. Como o que eles acabaram de criar.
Conversei com ambos sobre o assunto, acompanhe a entrevista:

Otávio Freire

Diego Senise

Por que as marcas usam celebridades em campanhas?
Existem vários motivos. Em primeiro lugar, as empresas partem do princípio de que uma personalidade com expressão na mídia é admirada socialmente. Em alguns casos, trata-se modelos a serem copiados e seguidos; são referências para um bom contingente das pessoas no mundo inteiro, seja porque obtiveram sucesso e o público se projeta nelas para também alcançar seu próprio sucesso (profissional, financeiro, social etc.), seja porque tenham histórias interessantes a serem contadas (de conquistas, de dificuldades ultrapassadas, de momentos marcantes etc.). Além disso, como dizem, ‘em time que está ganhando não se mexe’. Há uma infinidade de casos em que uma decisão mal pensada e sem critérios na retirada de uma celebridade das campanhas resultou em quedas expressivas de vendas e, após voltar atrás na decisão, as vendas voltaram a crescer. Outro motivo que talvez seja pertinente é o fato de as celebridades já terem se tornado uma estratégia consagrada para determinadas empresas, nos mais variados ramos de negócios.

Quando se comete um erro na escolha de uma celebridade?
Comete-se erros sempre que as empresas não dedicam tempo para entender e enxergar todas as implicações do uso das celebridades. Ela influencia no nível de atenção que as pessoas dão à mensagem, na percepção de preço do produto (mais alto ou mais baixo), na percepção de qualidade, na disposição para experimentar um produto, na percepção de atributos e valores da marca. Temos que levar em consideração o que a marca quer transmitir, o que a celebridade por emprestar à marca e, principalmente, como o público percebe a celebridade e a mensagem que está sendo passada. É praticamente um jogo de xadrez, mas, em boa parte dos casos, isso não é considerado. São muitos aspectos para serem analisados. Desprezar esses fatores e escolher só porque a celebridade casa bem com a linha criativa pode ser arriscado. Então, o que estamos fazendo é dar mais subsídios para que essa decisão seja tomada com o máximo de critério em relação aos objetivos que a empresa e a agência de propaganda têm em mente.

Por que vocês acreditam que as marcas se utilizam de critérios pouco consistentes para escolher as celebridades que estrelam suas campanhas?
Antes de entrarmos no mercado, pesquisamos e conversamos com vários diretores e gerentes em agências e anunciantes que são efetivamente responsáveis por esse tipo de decisão e queríamos entender como isso era feito. As respostas foram muito parecidas: pouco estudo, pouca pesquisa, decisão a partir da opinião dos dirigentes na maior parte das vezes, maior ou menor empatia da equipe envolvida com as celebridades escolhidas ou descartadas. Certamente, a opinião de profissionais experientes tem valor. Porém, na maioria das vezes, ela se distancia bastante da percepção dos consumidores sobre as celebridades.

O que as marcas que mais utilizam celebridades em sua propaganda têm em comum?
Essa é uma questão complexa, mas na maior parte dos casos, o que elas esperam é que a lembrança, a mensagem e as respostas em vendas sejam mais rápidas. Claro que há setores da economia que fazem maior uso, como é o caso de moda e produtos de beleza, mas, há também casos em que os concorrentes motivam o uso, pelo simples fato de estarem fazendo campanhas com celebridades estampadas nas peças publicitárias.

Vocês publicarão um estudo trimestral sobre as celebridades, para avaliar sua força e empatia com públicos e marcas. Como isso será feito?
Como dissemos, esse ‘jogo de xadrez’ da escolha da melhor celebridade – ou até mesmo a decisão de utilizar ou não uma celebridade – só é bem jogado quando os responsáveis por essa decisão baseiam-se em estudos desenvolvidos com métodos especificamente criados para isso, como é o nosso caso. Há estudos que fazem a análise somente de dois em dois anos, mas pense como a vida da maior parte das celebridades muda e como a percepção das pessoas é diretamente afetada por isso. Sabemos de um caso em que uma empresa comprou o estudo, escolheu a celebridade e quando foi contratar, ela tinha tido filhos e queria ter outra postura de vida, que não combinava mais com a marca. Por isso, monitoramos continuamente como os acontecimentos da vida pessoal e profissional da celebridade estão sendo publicados na mídia e como isso está repercutindo nas redes sociais. Acontece que as pessoas podem conhecer e gostar de uma determinada celebridade, mas isso ainda fica longe de saber se ela pode, de fato, carregar a mensagem de uma determinada marca, ou seja, se vai ser algo em que as pessoas vão acreditar. Fazemos o monitoramento de uma série de atributos ligados às marcas em geral e como as celebridades são analisadas em relação a eles. Também medimos quanto cada celebridade é conhecida e admirada pela população, além do quanto sua imagem está atrelada a uma marca para quem ela já fez propaganda. Tudo isso é coletado em pesquisas quantitativas trimestrais e pode ser filtrado de acordo com alguns critérios (sexo, idade, classe econômica, cidade, perfil de consumo).

Como foi elaborado o método – Persona – e como ele será disponibilizado?
Procuramos entender o contexto contemporâneo do mundo das celebridades, que é muito amplo e variado, como já dissemos, e, a partir daí, selecionamos inicialmente 80-100 celebridades para serem analisadas, levando em conta o seu grau de exposição na mídia, o volume de campanhas estreladas, o potencial de utilização por parte das empresas/marcas e mais uma série de variáveis. Em seguida, fazemos as pesquisas junto à população sobre os atributos já mencionados. A partir daí, elaboramos um relatório trimestral, com uma série de resultados gerais e específicos, em função das necessidades de informação das empresas que contratarem o serviço. Além disso, mantemos uma base de dados a respeito das celebridades (não somente as pesquisadas junto à população) que podem ser cruzadas com as resultados que vão sendo coletados praticamente todos os dias a respeito do mundo das celebridades e do impacto na sociedade brasileira. Os relatórios serão sindicalizados, ou seja, um determinado grupo de empresas e agências receberá o mesmo tipo de informação, ao mesmo tempo. Como é um levantamento de fôlego acerca das celebridades, é claro que temos que gerar uma estrutura adequada para fazer a pesquisa e, principalmente, para analisa-la com profundidade e robustez.

Como vocês avaliarão, por exemplo, o “momento” de cada celebridade?
Fora o que já mencionamos anteriormente, avaliamos as flutuações na percepção dos atributos e buscamos entender os motivos das mudanças. Há casos, por exemplo, em que a celebridade não mudou praticamente nada em sua postura, mas a sociedade mudou, a dinâmica em relação a ela e o que ela representa mudou para a sociedade brasileira, então, as pessoas passaram a ter outra percepção dela… isso só pra mostrar o quão complexo é o processo de escolha e manutenção de uma celebridade endossando/representando uma marca! Precisamos lembrar que o Persona é somente um de nossos produtos, que tem forte sinergia com pelo menos outros dois: Match e WDF – Wave Data Formation. O primeiro possibilita, por meio da sobreposição dos atributos da marca e das celebridades, analisar o conjunto total dos atributos e traçar as estratégias mais adequadas. O segundo parte de problemas lançados pelas empresas e acrescenta às informações, opiniões de especialistas, testes de mercado e mais uma série de ferramentas de pesquisa de mercado para solucionar os problemas relativos à escolha ou manutenção de uma celebridade. Por exemplo, temos certeza que a Nextel avalia o risco de suas escolhas, mas, para cada uma delas, será que a sequência se manteria, caso estivéssemos fazendo o acompanhamento dessa sequência. Afirmamos tranquilamente que podemos auxiliar a minimizar o risco de cada escolha.

Vocês analisaram a lembrança de propagandas de shopping centers de São Paulo que fizeram uso de celebridades recentemente. A que conclusão importante chegaram?
Acho que o aspecto principal é o fato da lembrança de propagandas de shopping center ser muito baixa, e comparação com outras categorias de produtos/serviços, como automóveis, por exemplo. Além disso, quase metade dessa lembrança está espontaneamente atrelada à celebridade que fez a campanha. Portanto, uma pergunta que fica é: “será que eu posso me dar ao luxo de não fazer uso de celebridades nessa categoria de consumo para o brasileiro?!” Há, também, um ponto importante e bastante pertinente sobre as celebridades estrangeiras utilizadas em propagandas de shopping de luxo.
O Shopping Cidade Jardim (SP) foi lançado com campanha da Sarah Jessica Parker e, posteriormente, utilizou a Kate Moss na campanha. O Shopping Village Mall (RJ) fez campanha com a Nicole Kidman. ‘Clusterizando’ – ou seja, analisando especificamente os jovens paulistanos com renda acima de R$ 8.100,00 (potenciais consumidores do shopping), descobrimos que só 23% das pessoas conhecem a Kate Moss. Ou seja, 77% do público pode ter sido impactado pela campanha sem saber que ela é uma pessoa famosa. Isso sem falar nos atributos que ela carrega e que pode ter emprestado para o shopping. Isso é um ponto cego na maioria das campanhas com celebridades.
Já Nicole Kidman tem resultados quantitativos de lembrança muito melhores junto a esse público, mas uma grande ressalva qualitativa. Ao ver sua foto, muitos respondentes escreviam em campo impressões bastante negativas para a categoria, em boa medida por conta do seu papel no filme Moulin Rouge, e do episódio de sua separação do Tom Cruise.
Essas são informações que certamente ajudam os shopping centers e suas agências planejarem melhor suas campanhas. Não se trata, portanto, de engessar o processo de criação das estratégias e das marcas; ao contrário, estamos chegando para engrossar esse time e ser parceiro tanto das agências quanto das empresas para fazer um bom trabalho junto aos seus consumidores.

Qual é, na opinião de vocês, a campanha com celebridade mais acertada dos últimos tempos?
Sem o estudo Persona para ajudar na análise, só podemos dar opinião como consumidores. Assim, gostamos muito do Zeca Pagodinho para Brahma. Achamos que eles acertaram a mão com a campanha Zeca na Rede. Dá pra falar também da escolha do Herbert Viana pela Nextel, que expressa muito bem a vitória, apesar de todas as dificuldades. Internacionalmente, mas pensando no resultado no Brasil, talvez a escolha do Kaká para a Gillette também tenha sido acertada. Mas, com certeza, todos os casos poderiam ter sido mais aproveitados se o persona já estivesse em andamento e as empresas e agências com as nossas informações em mãos…

Autor: Claudia Penteado Tags:

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