Uma xicará de chá, e um Nintendo
Recentemente assisti a uma palestra interessante de um especialista-aficcionado-obcecado por games, o inglês Jonny Shaw, fundador da NakedPlay Japan, empresa especializada em games. A apresentação de uma dimensão série a real aos jogos, posicionando-os como o maior recurso natural da economia criativa. Shaw disse que os jogos eletrônicos são mais poderosos do que as redes sociais e que é neles que está a verdadeira revolução na comunicação das marcas no futuro e também o futuro do negócio da comunicação em geral.
“Games representam entretenimento interativo. Precisamos parar de falar sobre mídia e começar a falar de comportamento. Os games são o futuro do nosso negócio. No marketing tradicional, visto como uma guerra, sempre bombardeamos o consumidor para a submissão. O game promove uma nova era de construção de relações verdadeiras, resignificadas”, disse Shaw.
Para ele, jogar, brincar, está no coração da nossa cultura. É fundamental nas nossas vidas e, por isso mesmo, poderoso como ferramenta de negócios. E para provar que somos os mais “brincalhões” de todos os seres vivos, Shaw mostrou um vídeo da Nintendo que mostra uma jogadora veterana. Aos 100 anos, mostra seu DS, com o maior orgulho. Assista:
Isso casa com a pesquisa do laboratório Gains Through Gaming, da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, recém-divugada, que prova que jogar games de computador pode fazer bem à saúde das pessoas mais velhas. A pesquisa testou o efeito dos games nas funções cognitivas de 39 pessoas entre 60 e 77 anos. Elas jogaram games durante 14 horas ao longo de duas semanas. Comparadas a um grupo de idosos que não jogaram, os que jogaram o RPG online World of Warcraft, por exemplo, apresentaram melhora em suas funções cognitivas e estavam mais bem dispostos. Os jogadores aprimoraram índices de concentração e percepção espacial, por exemplo, embora a memória não tenha apresentado nenhuma mudança.









