Cadbury recria Paraíso dos chocólatras
A marca de chocolates Cadbury criou um curioso e criativo projeto no shopping center Westfield, em Londres, parte de uma grande campanha publicitária criada pela Fallon e cujo conceito é “Joyville” (algo como a cidade da alegria). Trata-se de uma fonte musical de chocolate, que seria o pedacinho de uma cidade fantástica e mitológica com chocolate para todos os lados onde moram chocólatras e onde as principais cores são, além da cor do chocolate, o roxo da marca Cadbury. O tema se repetirá em comerciais de TV, outdoors, ações de RP, de experiência de marca e em pontos de vendas e na comunicação digital. A fonte – desenhada pela Made in Fallon e produzida pela Amplify – circulará pela Inglaterra.
Assista à versão completa do projeto:
A propaganda em 2062
A revista Stratégies convidou jovens criativos de vários países e agências – como DDB Paris, W+K Amsterdam e Muir Howard, da Inglaterra – para criar peças futurísticas para exposição “2062, back and forth to the future”, que acaba de ser inaugurada na galeria de arte La Gaîte Lyrique, em Paris. Raphael Franzini, criativo da Loducca, é o único brasileiro participante, com um anúncio de comida imaginado para 2062. Para criar a sua peça fictícia, Franzini supôs que no futuro, microchips embutidos no corpo humano e telas instaladas abaixo da pele serão uma realidade. Assim, celulares como o “iSkin” podem ser usados na mão do usuário e serão capazes de medir em tempo real pressão sanguínea, colesterol, glicemia etc. A partir desta tecnologia, o criativo desenvolveu o aplicativo fictício “Subway My Way”, para a rede de fast food SubWay, que usa os dados de nossa saúde para oferecer um sanduíche sob medida para a necessidade naquele momento. Além disso, com apenas um estalo de dedos, pode-se fazer um pedido de delivery que será entregue onde o usuário estiver, mesmo que esteja em movimento. Veja a peça:
A exposição conta também com trabalhos de artistas, pensadores, arquitetos e engenheiros que desenvolveram, cada um em sua área de atuação, exposições, peças de teatro, concertos e exibições de vídeos. A exposição vai até 25 de março.
Futuros consumidores
Desde a mais tenra infância boa parte de nós já está exposto a centenas de marcas – várias bem impressas na mente. Assista a essa experiência do designer Adam Ladd, com as impressões de sua filha de cinco anos:
Rio in Bondi
A fotógrafa franco-brasileira Emmanuelle Bernard apresenta a partir de 9 de fevereiro parte das fotografias que compõem o seu livro “Carioca”, numa exposição individual em Bondi Beach (Sydney), na Austrália. A mostra acontece na Galeria do Bondi Pavilion, até 26 de fevereiro. Para esta mostra o curador Clay Paula selecionou 50 das 150 fotos que compõem o livro “Carioca” com o conceito de paralelos. ‘Rio In Bondi’ tem como objetivo traçar paralelos entre Sydney e Rio, despertar e revelar similaridades como a cultura da praia, a abordagem descontraída da vida, o amor aos esportes.
Emmanuelle Bernard viajou para a Austrália a convite do Bondi Pavilion e da two levels exhibitions, produtora de arte que organiza mostras na Austrália e Brasil. Rio In Bondi tem patrocínio do governo australiano, Waverley Council, Consulado Geral do Brasil em Sydney, Destination Travel, Braza, Mormaii, Real Transfer, Gary D. Mares & Associates e LAN.
A difícil sobrevivência na propaganda na era digital
Se existe uma profissão cruel com a idade, na era digital, é a publicidade. A inovação tecnológica e as transformações dos hábitos de consumo de mídia são, muitas vezes, implacáveis com alguns profissionais – especialmente aqueles menos afeitos à tecnologia. Quem gosta de falar mal das redes sociais e adquire um ar blasè em relação a novas ferramentas que vão surgindo num ritmo frenético, deve ficar atento: é forte candidato à obsolescência no curtíssimo prazo. Entender as ferramentas não significa, naturalmente, amá-las. Mas não utilizá-las e tentar provar, com discursos conservadores e intelectualóides, que é possível sobreviver sem elas, no ramo da publicidade pode ser um tiro no próprio pé. Não tem jeito. O consumidor jovem – esse com quem as marcas, para garantirem sua sobrevivência, precisam se comunicar – não pára. Está cada dia mais conectado, goste-se ou não. Entender seus hábitos torna-se cada vez mais complexo. Uma reportagem no Advertising Age desta semana conta a história de Dave Shea, um profissional de publicidade de 56 anos, portanto senior, que se pergunta porque tantas empresas o rejeitaram quando esteve desempregado em 2010, com toda a bagagem que possui.
Na matéria, uma profissional de RH da TBWA, Nancee Martin, dá dicas aos profissionais seniors que estão em busca de emprego:
- Abrace seu histórico profissional - se você tem algo no seu currículo de que não se orgulha, muito provavelmente isso será percebido por quem o ler. E por que alguém iria se interessar pelo que você tem a oferecer se nem mesmo você se orgulha da sua história?
- Valorize suas habilidades - Todos temos áreas em que não somos brilhantes. A revolução digital deixou até mesmo jovens em situação complicada. Os clientes esperam que estejamos ligados no que há de novo no negócio, na tecnologia, na cultura de consumo. Matricule-se em cursos e seminários, acelere e mantenha-se ligado.
- Compreenda seu real valor – Talvez você tenha dirigido um departamento inteiro um até mesmo uma área global na empresa em que trabalhou anteriormente. E talvez chegue a fazê-lo novamente. No entanto, esteja aberto a oportunidades que pareçam menores, até para voltar ao jogo e provar que você continua atualizado.
- Expanda sua network - Quanto mais pessoas souberem que você procura uma oportunidade, melhor. Busque ex-chefes, colegas, mas não fique nisso. Busque pessoas que você contratou, treinou. Não acesse apenas quem está acima, mas também abaixo.
- Reconheça os novos tempos - Estamos na era eletrônica. Use a tecnologia a seu favor. Se não tem presença no mundo digital, faça isso rapidamente. Tenha perfis no Facebook, no LinkedIn, no Twitter. Deixe seu currículo acessível online. A tecnologia permite que vc esteja acessível 24h. Comunique-se via e-mail e sempre inclua seu telefone celular nas mensagens.
- Pesquise - Procure saber o máximo possível a respeito da empresa em que gostaria de trabalhar. Saiba quem são os clientes, os players do segmento. Veja onde e em que pode contribuir. Se você passou sua vida criando anúncios para bancos e sabe que uma agência acaba de conquistar a conta de um banco, por que não se candidatar?
Stalimir Vieira, 58 anos, diretor de criação da CMC, agência de Santa Catarina, diz que não vive de diplomas, troféus e glórias passadas – que são muitas, em agências como DPZ, W/Brasil e DDB Argentina – e hoje supervisiona de perto duas dezenas de jovens profissionais. Ele pensa que, nesta idade, continuar trabalhando vinculado a uma equipe só vale a pena se você for percebido como alguém capaz de acrescentar alguma coisa que complemente e potencialize o talento do grupo. Ele confessa que, ao ser incorporado ao projeto CMC, já vivia a “aceitação do caminho convencional da consultoria”.
“É necessário que todos percebam na sua presença um recurso verdadeiramente necessário, senão você cai na velha condição do sujeito dessincronizado do coletivo, uma figura à parte, incorporada à agência por motivos que fogem à compreensão da equipe. Para isso, não basta ter conhecimento, é preciso ter habilidade para lidar com gente bem mais jovem. O pior caminho será sempre o da competição ou o exercício puro e simples do poder, atitudes que eles têm muito claras ser sempre produto da insegurança do mais velho. É preciso ser confiável profissional e pessoalmente.”, diz Stalimir.
Ronaldo Conde, 61 anos, que acaba de retomar sua atividade profissional como diretor Associado da Casa da Criação, decidiu deixar, no ano passado, a sociedade na 11:21, que mantinha com Gustavo Bastos. 
” Fizemos um acordo e vendi minhas ações. Por experiência, por anos de mercado publicitário, sabia que essa importante decisão de vida teria o seu lado bom e o seu lado ruim. O lado bom é que precisava de um tempo para repensar uma porção de coisas, a começar se eu queria continuar um empresário, um executivo ou trabalhar por conta própria mesmo, tocando projetos, sem empregados, sem fim do mês, sem mordomias – home office. O lado ruim é administrar a cabeça, levando em conta que comecei a trabalhar aos 18 anos, ainda no meu primeiro ano de Faculdade de Comunicação, na PUC/RJ. Administrar, também, o desaparecimento de telefonemas, de retornos, de e-mails ou, simplesmente, o não atendimento às minhas chamadas.”, conta Conde.
Conde diz ter aproveitado bem o ócio e vivido situações engraçadas, como casos em que pessoas chegaram a dizer que estava fechada uma relação de trabalho e nunca mais retornaram ou atenderam ligações.
“Na maioria das vezes, encarei esse comportamento com bom humor. Se ter facebook, twitter, linkedIn, entre outros, é ser antenado também, segundo reza a cartilha dos head hunters, pode me colocar nesse escaninho. Se confiar nas minha habilidades e compreender o meu real valor é importante, pode crer, eu tenho esses requisitos e vivo deles, até hoje. Se ter, e expandir network valer, contem comigo. Sou bom nisso. Por fim, esse depoimento pode ser o começo de um livro que pretendo escrever em breve sobre isso tudo: o mercado, as pessoas, o valor, a ética, a amizade, o momentos pelos quais passa um profissional. Onde poderei confessar um problema: gosto sempre de estar cercado de amigos e de profissionais que admiro. Porque eu mesmo não me aguento sozinho. Sou um chato, na solidão.”, conclui.
Outro veterano, Carlos Pedrosa, 73 anos, considerado um dos melhores textos da propaganda carioca, acha que as dicas de Dona Nancee não deixam de ser úteis, de certo modo.
“Acho que o profissional veterano deve tomar cuidado para que a natural vaidade pessoal não o faça entrar em competições inglórias. Ele deve saber mais do que diz que sabe e guardar surpresas para seus futuros companheiros. Principalmente resistir à tentação de procurar usar termos da moda,coisa que o fará ficar parecido com certas senhoras entradas em anos que não abrem mão de usar o fio dental. O bonito depois de muitos anos de carreira é saber mesclar os novos conhecimentos que ele tem obrigação de adquirir com o orgulho das conquistas e do aprendizado do passado, coisa que ninguém lhe tira. Se essa postura vai lhe trazer oportunidades melhores?Acho que sim, mas não posso garantir. De qualquer forma, dormirá e acordará melhor. E se conselho fosse uma coisa boa de se dar, eu diria o seguinte.: nunca fale, nem para o seu melhor amigo, mesmo que seja depois de cinco doses de uisque, as três palavras fatais ‘No meu tempo’…”, aconselha o criativo.
Campari traz de volta Camparino, em Milão

A Campari relança em Milão, na belíssima galeria Vittorio Emanuele II, o bar Camparino, berço do “aperitivo”, nascido em 1915. O bar foi repaginado pelo designer Ugo Nespolo. Andrea Conzonato, diretor de marketing do Gruppo Campari, diz neste bate-papo que a ação é uma atitude de marketing global importante, uma vez que o espaço fica em um local de grande circulação de turistas do mundo inteiro. “É uma boa oportunidade de ação de branding”, define.

Claudia Penteado – No Brasil, DPZ e FBiz cuidam da comunicação de Campari. A marca tem uma estratégia de comunicação global?
Andrea Conzonato – Consumidores no mundo inteiro reconhecem Campari pela mesma personalidade forte e única. Isso nos permite ter um mesmo posicionamento internacional, baseado na sensação que as pessoas têm quando sabem que algo bom vai acontecer. Ao mesmo tempo, para respeitar as diferenças locais entre consumidores e aproximar-se ao máximo deles, criamos campanhas publicitárias locais em nossos principais mercados, como o Brasil.
CP – Como a bebida se manteve cool e atrativa ao longo dos anos?
AC – No Brasil, nosso segundo maior mercado depois da Itália, a bebida manteve um forte laço com os consumidores, devido a fortes investimentos em comunicação ao longo dos anos e a capilaridade da nossa distribuição em um país tão grande. Ele é considerado sedutor e romântico e tem grande força junto aos consumidores.
CP – A marca investe nas redes sociais?
AC – Os brasileiros estão entre os consumidores mais ativos nas redes sociais, mundialmente. Por isso, procuramos nos manter ativos no Facebook e no Twitter. No Facebook estamos constantemente criando novos conteúdos para comunicar o posicionamento da marca, sua estratégia e o que acontece à marca localmente e globalmente. Com essa estratégia, a marca iniciou 2011 com 4 mil fãs e já chegou a 170 mil.
CP – Haverá alguma campanha publicitária específica para divulgar a abertura do Camparino?
AC – Não exatamente. Nosso acordo é que a marca terá visibilidade tanto dentro quanto fora do bar. A aparência geral do bar permanecerá igual, mas várias soluções tecnológicas novas serão incorporadas, como uma maneira de evoluir.
CP – Há a intenção de criar outros bares semelhantes em outros países?
AC – Não. O Camparino é único. Com este projeto, a marca retoma a posse da localização simbólica da sua origem. Um local que testemunhou o nascimento da lenda que estabeleceu o aperitivo como um momento único de convivência e boa companhia. O Camparino é o local onde o aperitivo se transforma em lenda. O principal objetivo do projeto é tornar Camparino um local simbólico que expressa os valores-chave da marca e todo o charme da experiência de consumo de Campari. De fato, será um espaço para consumidores italianos e estrangeiros, onde eles poderão mergulhar na experiência de marca – com o olhar para o futuro mas uma mão firme nas suas origens. Tudo em uma região única, no distrito high end da moda de Milão, para lembrar ao mundo o significado da cidade e do culto ao aperitivo italiano.
Assista a um video da marca:
Huggies traduz linguagem dos bebês
A marca de fraldas e produtos para bebês Huggies criou, na Coréia, uma maneira divertida de engajar pais em uma criativa ação para a marca: um tradutor da linguagem dos bebês. Os pais foram convidados a gravar o blablabla de seus bebês, enviar para a Huggies e recebiam a tradução do que seu bebê dizia. A ação – da agência PostVisual – começou no Natal de 2011. Veja alguns dos vídeos:
Coca-Cola lança Powerade turbinado
Entra no ar o filme que divulga a nova fórmula do PowerAde, isotônico da Coca-Cola. O novo Powerade ION4 repõe quatro dos eletrólitos que o corpo perde durante a transpiração – Sódio, Potássio, Cálcio e Magnésio. A nova fórmula ION4 acompanha a evolução dos requisitos da categoria isotônica, além de manter as vitaminas do Complexo B. O filme de lançamento foi criado pela Madre argentina e adaptado aqui pela NBS e Fulano Filmes:
A campanha também está na internet e em pontos de venda. Este ano a marca dará continuidade às parcerias com os circuitos de corridas de rua — Circuito das Estações Adidas, Fila Night Run, Brasken Eco Run, dentre outras — e com academias.
Tropicana cria seu próprio sol
A marca de sucos Tropicana acendeu a Trafalgar Square em Londres na manhã de segunda-feira (23) com um sol artificial formado por 60 mil lampadas. O sol foi “criado” pelos artistas da Greyworld, que garantem que o sol tinha potência para ser visto do espaço. O projeto “Brighter Mornings” (Manhãs mais iluminadas) é da DDB Paris.





