04/11/2009 - 15:32
Parte da viagem pelo mundo do Relais & Chateau Don Alfonso 1890 foi tentar entender seus conceitos e filosofias. Para isso, três visitas foram fundamentais: a “cantina” (adega), a fazenda e a fábrica de mussarela de búfala.




Essas fotos acima são da “cantina”, onde fica a adega com 25 mil rótulos de vinhos e queijos provolones. Você entra por uma sala e, logo de cara, se impressiona com as primeiras garrafas de vinhos e várias de grappas e conhaques. Depois começa a descer por escadas de pedra, como se fosse um porão. E descobre que essa parte da casa tem 2750 anos. A cada nova sala, mais abaixo no solo, mais descobertas e algumas raridades. Petrus, Lafite, Chateau Margaux, Barolo… A primeira reação ao entrar nas salas é segurar bem braços e mãos para baixo, para não correr o risco de bater em nada. Qualquer vinho importante que você já tenha ouvido falar tem um representante na adega. Com safras inclusive do século 19, como obra de um museu.
Na última sala, a mais abaixo do solo, o teto é aberto e chove dentro. É onde ficam os queijos provolones para serem curados. Você percebe o cheiro de longe e uma crosta de mofo envolve cada peça pendurada no teto.
A outra visita foi à fazenda da família Iaccarino, que produz todos os legumes, frutas, verduras, frango, azeite, leite e derivados, todos orgânicos, que são servidos no restaurante. Primeiro que o lugar fica em Punta Campanella e tem essa vista abaixo:

Tá vendo aquela ilha ao fundo? É Capri. E o mar é de um azul tão incrível que só de olhar para ele você entende perfeitamente o sabor adocicado de cada legume que cresce nesta terra:


Berinjela e uma fruta cujo sabor é uma mistura de pêra com pêssego

O adocicado tomate

“Olivas” (azeitonas) para o azeite orgânico

Figo (comi uns dez diretamente do pé, sem nem lavar…)

Limão siciliano
E, finalmente, a visita à Tenuta Vannulo, produtora artesanal de mussarela, iogurte e sorvetes, todos orgânicos e feitos com leite de búfalas

Essa é a área onde as búfalas ficam. Eles têm um sistema inteligente em que as búfalas, duas vezes por dia, se dirigem sozinhas às máquinas para retirar leite, sem necessidade de serem conduzidas.

Essa é a casa da fazenda onde fomos degustar as mussarelas e iogurtes. Sabe quanto de gordura tem o leite de búfala? 10%. E a mussarela, 25%. Ai…

Iogurte de mirtilo


Ricota de búfala: o melhor produto da casa, leve, cremoso, fresco e saboroso

E o almoço por lá: pão caseiro, tomatinhos cereja, rúcula, mussarela de búfala, azeite e vinho. Para que mais?
fotos de Andrea Maia/Studio Agnus
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Comidinhas na Itália
Tags: adega, iogurte, mussarela de búfala, vinhos
27/10/2009 - 17:37
“Me senti muito honrada e cheia de responsabilidade quando fui convidada pela Ale para ser repórter do Comidinhas na degustação do novo menu do Kaá, aquele restaurante do Itaim com salão enorme e, mesmo assim, gostoso, criado por Arthur de Mattos Casas e que tem uma parede que “reproduz” a Mata Atlântica com milhares de plantas.
Os chefs Pascal Valero e Paulo Barroso de Barros (Due Cuochi) criaram novos pratos para a estação com sabores cítricos e opções leves. E foram algumas dessas novidades que fomos experimentar, harmonizadas com vinhos especialmente escolhidos para nós.
Como não tenho a deliciosa habilidade da Ale em descrever os pratos que come, espero que as fotos ajudem a passar o clima do nosso jantar.
Na entrada fomos recebidos com uma taça do Espumante Alma Negra Brut Chardonnay – Viña Tikal argentino, gelado na medida.

( na silhueta Marcelo Katsuki , um dos outros blogueiros convidados)
Começamos com a cesta de pães, onde conviviam harmoniosamente ciabatas, focacias e baguetes, especialidades franco-italianas, uma característica dos menus da casa. Pastinhas, azeite delicioso e manteiga eram os acompanhamentos.

De entrada, chegaram camarões cozidos no ponto ideal acompanhados de aspargos frescos grelhados e um molho suave de tangerina com um toque de balsâmico. Seguimos com o espumante.

Em seguida, pescada amarela grelhada, fresquíssima acompanhada de fundos de alcachofra (daqueles bem gordinhos, que eu adoro!) deliciosos, com um molho “puxado” no vôngole. O conjunto era de total delicadeza. Para acompanhar, um vinho da Nova Zelândia, Saint Clair Vicar’s Choice, 2007, Sauvignon Blanc. Todos os perfumes da primavera na taça e na boca!

As taças foram trocadas e entrou em cena o Montes Alpha Pinot Noir 2007, Viña Montes do Chile. Foi servido na temperatura perfeita! (Mas aqui as promessas da taça não se cumpriram na boca!)

Acompanhava a costela de vitela grelhada, super macia e saborosa, rosada como tem que ser. Adorei os mini legumes servidos junto, especialmente o bulbo de erva doce, bem firme e docinho, raramente servido cozido nos restaurantes daqui. O toque final era uma farofinha cítrica com raspas de limão siciliano e cristais de “sal de limão”.

Chegamos felizes na sobremesa. Mil-folhas com recheio de creme patissière aromatizado de baunilha, acompanhado de frutas vermelhas e uma calda com um quase nada de açúcar. Casamento perfeito! Ainda mais com o vinho escolhido para a harmonização: um colheita tardia, quer dizer, um vinho doce especial para sobremesas, aqui, o português da Real Companhia Velha, Grandjó Late Harvest 2005.

Finalizei com um chá de hortelã natural, que acabou de embalar minha alma para o caminho de casa. (que, pena, eu esqueci de fotografar…)”
Por Tanya Volpe , blogueira convidada, “emprestada “do Fifties
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Restaurantinhos
Tags: Due Cuochi, harmonização, Kaá, Pascal Valero, Paulo Barroso de Barros, vinhos