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Posts com a Tag Sicília

segunda-feira, 22 de setembro de 2008 Sem categoria | 14:02

Sicília: peixes nas ruas de Palermo

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Palermo é uma cidade confusa. É a quinta maior cidade da Itália. Durante os séculos foi construída e destruída por árabes e romanos, que disputavam seu domínio. E intensamente bombardeada na Segunda Guerra Mundial. O resultado de tudo isso é uma mistura, que leva um tempo para se acostumar.
Tem avenidas e praças gigantes, mescladas a becos e ruazinhas minúsculas, com prédios de dois ou três andares cheios de roupas penduradas na janela. No verão, é barulhenta, calorenta e tem um odor forte.
Ao mesmo tempo em que durante o dia é uma cidade gigante. Com um trânsito “estressante”, como informa o guia, com motos correndo, gente atravessando e carros parando pelo meio da rua. À noite, parece que se transforma. Barraquinhas de comida são montadas nas esquinas perto do porto. São os pescadores que limpam ali mesmo vôngoles e mariscos e servem com espaguete. Direto do mar para a mesa. Com direito a mesinhas de plástico e uma televisão ligada em uma bateria portátil e sempre sintonizada no futebol.

barraca de espaguete com vongole
Barraca de pescadores montada durante a noite em uma esquina próxima do porto para servir espaguete com vôngole

De repente, você vira uma esquina e o endereço que era um café durante o dia vira restaurante “ao ar livre” à noite. Mesinhas são colocadas para fora.

restaurante na rua
trattoria da peppucio

Assim como um grelha de ferro com carvão. Ao lado, peixes e frutos do mar frescos aguardam para ser assados. É um churrasco de peixes no meio da rua, na maior cidade da Sicília.

churrasqueiro Palermo

E você pode acompanhar tudo, desde escolher o seu peixe até acompanhar o processo de ser grelhado pelo “dono” do restaurante. Enquanto isso, sua mulher e filha correm de um lado para o outro servindo bebidas, entradas e massas como primeiro prato.

peixes frescos
churrasqueiro2

Escolho a opção de mix de peixes grelhados. E recebo uma travessa com um filé de dourado inteiro, uma fatia de peixe espada (a grande estrela do sul da Itália, geralmente expostos inteiros nas peixarias), dois camarões gigantes, uma lula inteira e fechada. Eles são colocados sobre a grelha sem nada. Minutos depois recebem uma pitada de sal.
Quando são retirados e colocados na travessa para ir à mesa, são “molhados” com uma mistura de azeite e limão siciliano e mais um punhado de salsinha picada. Não há acompanhamentos, nem sobremesa depois. A única intenção ali é servir peixe, fresco, recém-chegado dos barcos de pescadores. E também manipulados e grelhados por eles.

misto peixes grelhados

Nada poderia ser mais simples, saboroso. E tão diferente.

Trattoria Torremuzza da Peppucio (durante o dia Café Avana): via Torremuzza ao lado da igreja.

Receitas

Para todos que estão pedindo receitas dos pratos que provei na Itália, encontrei um livro, em português, que reúne pratos clássicos da Sicília: “Os Sabores da Sicília”, de Maria Montanarini, editora Senac. Vou copiar duas delas aqui abaixo. Quem quiser mais, pode comprar o livro aqui.

Pasta alle Sarde

Ingredientes:
2 talos de erva-doce com os “cabelos”
100 ml de óleo de girassol
2 colheres de sopa de azeite de oliva
4 cebolinhas frescas bem cortadinhas
1 dente de alho cortado em lascas
2 colheres de sopa de pinoli ou nozes cortadas em pedaços pequenos
2 colheres de sopa de uvas passas escuras sem sementes
1 copo de vinho branco seco
1 colher de sopa de açafrão
300 g de sardinhas frescas
2 filés de aliche em azeite
400 g de macarrão tipo espaguete
sal a gosto

Modo de preparo:
Cozinhe as ervas-doces em abundante água salgada, escorra e reserve a água, que servirá para cozinhar o macarrão.
Leve ao fogo uma frigideira antiaderente com a metade de óleo e o azeite de oliva e frite a cebolinha e o alho. Junte os pinoli e as uvas passas e deixe tomar gosto.
Acrescente o vinho branco e deixe evaporar. Junte a erva-doce picada e depois o açafrão desmanchando em 1/2 xícara de água.
Lave e tire as espinhas, a cabeça e a pele das sardinhas com uma faca bem afiada. Frite no restante do óleo quente e acrescente a aliche desmanchada. Junte tudo ao molho de erva-doce e deixe cozinhar mais um pouco, mexendo de vez em quando até as sardinhas desmancharem.
Cozinhe o macarrão al dente na água da erva-doce. Escorra e misture com a metade do molho, deixando o restante para colocar por cima do macarrão na hora de servir.
Tempo de preparo: 30 minutos.
Serve 4 pessoas.

Cannoli Siciliano

Ingredientes da massa:
150 g de farinha de trigo
1 colher de sopa de cacau em pó
1/2 colher de sobremesa de pó de café
1 clara
10 g de açúcar
10 g de margarina
1 pitada de sal
1 colher de sopa de vinho Marsala
1 colher de sopa de conhaque ou pinga
1 colher de sobremesa de canela

Ingredientes do recheio:
250 g de ricota fresca passada na peneira
125 g de açúcar
20 g de frutas cristalizadas cortadas em cubinhos
1/2 cálice de licor de laranja ou casca ralada de 1 laranja
1 colher de sopa de uvas passas amolecidas em água
20 g de chocolate meio amargo cortado em pedacinhos
6 cerejas ao marrasquino
12 pedaços de casca de laranja cristalizada ou em calda
1 xícara de óleo de girassol
canudos de metal ou de bambu para enrolar a massa

Modo de preparo

Massa: Misture a farinha com o cacau, o café, a clara, o açúcar, a margarina, a pitada de sal, o vinho, o conhaque ou a pinga e a canela. Forme uma bola e deixe-a descansar coberta por no mínimo 1 hora.
Recheio: Prepare o recheio misturando a ricota passada pela peneira com o açúcar, as frutas cristalizadas, as uvas passas e o licor.
Abra a massa bem fininha e corte círculos com um pires de chá. Enrole a massa nos canudos besuntados de óleo e passe a clara de ovo na borda para fechar o cone. Frite de dois em dois, em bastante óleo, até que estejam bem corados. Deixe escorrer sobre papel absorvente.
Quando esfriar, retire a massa dos canudos com cuidado. Coloque o recheio em um saco de confeitar e preencha os canudos. Enfeite as pontas com as raspas de laranja e as raspas de chocolate.

Tempo de preparo: 40 minutos
Rede 12 canudos.

Notas relacionadas:

  1. Especial Sicília – parte 1
  2. Especial Sicília – os doces
  3. Especial Sicília – comida de fazenda em Siracusa
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , ,

domingo, 21 de setembro de 2008 Sem categoria | 20:49

Sicília: uma fazenda no alto das montanhas

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Antes de deixar a Sicília, eu precisava ir a mais um agriturismo. Depois de uma pesquisa rápida na internet, escolhi a Masseria Rossella, uma fazenda em Piana Degli Albanese, uma micro cidade a 40 km de Palermo e muito, mas muito no alto das montanhas.
Não foi nada fácil chegar lá. De novo, precipícios com estradas estreitas pedindo cuidado ao extremo para dirigir e depois uma estradinha de terra que quase nos deixou atolados no meio do nada. Mas a
vista…

masseriarossella_vista1

masseria rossella
Fazenda Masseria Rossella

masseriarossella_entrada
Entrada da fazenda

Chegamos atrasados, duas da tarde. E o proprietário esqueceu de deixar os empregados avisados de que estaríamos lá para o almoço. Quando falamos que gostaríamos de comer, ouvíamos da sala os gritos das duas cozinheiras maldizendo o patrão.
Mas meia hora depois estávamos sentados em uma mesa com essa visão:

sala de jantar da masseria rossella

Começamos com um antepasto: linguiça curada, berinjela em conserva, tomate seco e queijo

antipasto

Depois, um espaguete com tomates cereja e berinjela

espaguete com berinjela

E ainda uma carne de vitela com batatas fritas, que esqueci completamente de fotografar…

A sobremesa foi granita de limão

granita de limao

Tudo simples, o que as cozinheiras conseguiram arranjar para aqueles dois hóspedes tão inconvenientes. Mas absolutamente delicioso. A 25 euros por pessoa.

Para saber mais sobre a Masseria Rossella, entre no site.

Notas relacionadas:

  1. Itália
  2. Especial Sicília – comida de fazenda em Siracusa
  3. Sicília – o paraíso em Panarea
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , ,

quinta-feira, 18 de setembro de 2008 Sem categoria | 20:08

Sicília – o paraíso em Panarea

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Se a Sicília é linda, as ilhas Eólicas são deslumbrantes. Vulcano, Lipari, Salina, Alicudi, Filicudi, Stromboli e Panarea. Todas elas são formadas por antigos vulcões. Em Vulcano e Stromboli, eles ainda estão ativos.
Pegamos uma balsa em Milazzo e escolhemos passar um dia em Panarea, a menorzinha de todas as ilhas. Depois de duas horas no mar, chegamos.
Você desce do barco e vê um micro porto com barquinhos estacionados. De frente para eles, várias casinhas brancas que vão subindo por ruas minúsculas. São hotéis, restaurantes, bares, lojinhas, igrejas e algumas casas de pescadores que moram no paraíso.
Havia recebido a indicação de uma amiga para ficar no Hotel Raya. Ela disse que era o lugar mais lindo que já tinha visto. E não mentiu.
O hotel Raya se espalha em camadas pela ilha. Próximo do porto, fica a recepção, o restaurante, a boate, o deck para o mar e o bar. Saindo dalí e andando pelas ruazinhas em direção da montanha tem primeiro a sua lojinha, depois um antiquário, dois tipos diferentes de chalés. Também eles são casinhas brancas, com ramos de flores cor-de-rosa forte saindo pelas varandas e janelas.

Hotel Raya
As casinhas brancas que formam o Hotel Raya

Na última parte do hotel, quatro tipos de piscinas, uma delas com a água do vulcão, que sai a 90 graus Celsius e é resfriada a até 30 graus Celsius para ser suportável na piscina.

Piscina Panarea

Tudo no hotel Raya é orgânico, dos bolos servidos no café da manhã até o xampú.
E o café da manhã….
Tinha uma granola sensacional e iogurte, todos feitos no local. Três tipos de bolos feitos com produtos orgânicos. Eu experimentei o de laranja. E mais pães e biscoitos.

cafedamanha2_raya_panarea

cafedamanha_raya_panarea

granola organica
Granola orgânica

granola e iogurte
Granola e iogurte

Infelizmente o restaurante só funciona em alta temporada _julho e agosto_, então não pudemos experimentar. Mas tivemos o almoço no baretto, o minúsculo bar ao lado das piscinas, onde também é servido o café-da-manhã.

Duas saladas com alfaces e tomates orgânicos, cultivados no local, atum e milho verde. Delícia.

Salada atum

À noite, é preciso andar com lanternas, porque não há luz elétrica nas ruas. E o programa é ver o pôr-do-sol no bar do hotel Raya, tomando uma cerveja Messina (italiana, da região) e comendo arancini (os bolinhos de arroz famosíssimos da Sicília).

Depois, fomos jantar no Da Francesco, de frente para o porto. Comida bem caseira, simples e deliciosa. Pedimos polpettine de berinjela de entrada, diferente, macia, quase uma pasta com casquinha crocante por fora.

Polpettine berinjela

Depois, comi um pennette ao pesto com pedacinhos de abobrinha.

Penne pesto e abobrinha

E o marido pediu o spaghetti Panarea, com tomate, ricota e linguicinhas.

spaghetti panarea

A sobremesa foi sorvete de mandorle (amêndoas) com calda de chocolate.

semifreddo di mandorle

O jantar para duas pessoas com vinho saiu por 50 euros.

Notas relacionadas:

  1. Especial Sicília – parte 1
  2. Especial Sicília – os doces
  3. Especial Sicília – comida de fazenda em Siracusa
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , ,

quarta-feira, 17 de setembro de 2008 Sem categoria | 21:18

Especial Sicília – comida de fazenda em Siracusa

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Sempre tive vontade de conhecer um agriturismo italiano. São fazendas antigas e belíssimas, que foram transformadas em hotéis, com poucos quartos, muita mordomia, programas com visitas a plantações de vinho ou azeitonas. E, ouvia dizer, comida espetacular.
Por falta de conhecimento e organização, nunca consegui arranjar para ficar hospedada em uma delas. Mas, em minha viagem de férias para a Sicília, planejei um dia de passeio até Siracusa já “mal intencionada”. Imagine poder almoçar em uma fazenda no centro do domínio da máfia italiana? Eu tinha que ir…
Cheguei à cidade por volta de 13h30 e encontrei tudo absolutamente fechado. Nada, nada, nada aberto. Inclusive os restaurantes. Reabririam depois das 16 horas. Dei uma volta de carro pelo centro, vi de longe as ruínas do teatro grego e comecei a seguir as placas que indicavam fazendas de agriturismo.
Uma seta marrom que indicava a Case Damma chamou mais a atenção. Ficava a poucos quilômetros da cidade e a casa da fazenda era do século 15. Segui pela estrada. Já passava de 14h30 e achei que não iria encontrar mais nada em qualquer cozinha pela região. Cheguei a parar em uma fazenda antes e perguntar pelo almoço. “Já encerramos, agora só para o jantar”, disse a mulher do outro lado do portão fechado.

agriturismo do seculo 15

Decidi continuar mesmo assim. Três quilômetros depois, cheguei até a Case Damma. Estacionei o carro, dei uma espiada nos hóspedes tomando sol na piscina, outros deitados na grama sob a sombra das árvores.
Uma senhora veio atender. Perguntei se ainda poderia almoçar. Ela deu um sorriso, pediu para esperar meia hora e dar uma volta pela fazenda enquanto isso porque ela iria preparar uma mesa.
Pouco tempo depois, ela veio chamar. A mesa tinha quatro pratos, formando uma pilha, talheres, copos e já um decanter com vinho tinto. Sentamos (eu e o marido) por volta de 15 horas. E nas próximas duas horas iríamos entender por que os franceses na mesa ao lado riam tanto e até tentavam imitar Pavarotti, cantando trechos de canções italianas que eles não conheciam direito.
Primeiro, o antepasto:
- fatias finas de abobrinha marinadas em azeite e vinagre;
- fatias grossas de berinjelas empanadas e fritas, as mais crocantes que já comi;
- omelete cortada em quadrados, como uma pequena torta, com queijo branco no centro e uma fatia fina do ovo mexido por fora;

abobrinha berinjela omelete

- rodelas de lingüiça calabresa curada e apimentada;
- uma tigela com um queijo fresco branco inteiro, o mais saboroso que já provei, cremoso com um profundo sabor do leite;
- enormes e gorduchas azeitonas temperadas, quase doces;
- fatias de pão caseiro.

linguica queijo vinho pao

Quando vi tudo aquilo montado sobre uma toalha xadrez com “cara de vó”, eu não conseguia parar de rir. Eu estava em uma casa de pedras do século 15, que deixava do lado de fora o sol de 38 graus Celsius e se mantinha fresquinha dentro. Sentada em uma mesa, experimentado uma das melhores refeições da minha vida. E ainda só no começo.
O primeiro prato foi uma tradicional “pasta alle sarde”, macarrão com sardinha, tradicional da região. Só que o molho da sardinha… Era doce! Fui provando aos pouquinhos para tentar entender como era feito. Era apenas tomate, sardinha curada e azeite. E não tenho a menor idéia de como aquelas mulheres conseguiam deixá-lo com aquele sabor.

pastaallesarde2_agriturismo
pastaallesarde_agriturismo

Então, quando uma delas veio nos dizer que ainda tinha um outro prato de massa e perguntar se gostaríamos de provar, fizemos que sim rapidamente com as cabeças. Dessa vez, foi ela quem riu.
Veio então o segundo prato: um pequeno pedaço de lasanha recheada com ricota e com molho pesto. Simples e divino. O marido imediatamente falou: “Faz um desse em casa?” E eu respondi com aquele olhar: “Não sei se um dia vou conseguir reproduzir essa lasanha tão simples e deliciosa”.

lasanha_agriturismo

O terceiro prato foi na verdade mais uma ampla opção de escolhas:
- uma travessa com lingüiças envoltas em fatias finíssimas de cebolas cozidas. Eram picantes e doces ao mesmo tempo e tinham um sabor forte de funcho;

linguica_agriturismo

- pedaços de frango feitos com tomate, mas agridoces;

frango_agriturismo

- salada verde com tomate;

salada_agriturismo

- e batatas assadas, também com cebolas, servidas quase murchas, de uma forma parecida com a que a minha avó fazia.

Batata assada

Quando já não podíamos mais, ainda veio a sobremesa, o clássico tiramissu.

Depois o café e um cálice do vinho doce, feito com uvas passito, ali mesmo na fazenda que hoje é da dona Nora Chimirri. Mas desde o século 15 já passou por várias famílias. “Eu comprei da família do meu genro, mas essa fazenda era sempre usada como dote das moças que se casavam. Então, passava de mão em mão, mas sempre para algum parente. Agora está comigo e vou cuidar dela”, diz dona Nora, enquanto nos serve mais um cálice do vinho que ela mesma produziu.
Antes de irmos embora, ela oferece para nos “deitarmos um pouco na grama, sob as árvores e descansarmos do almoço”. Parece realmente a melhor idéia a fazer, mas agradecemos e partimos. Ou não conseguiríamos mais sair de lá.

Todo o almoço, com bebidas, custou 25 euros por pessoa
Azienda Agrituristica Case Damma: 9 km de Siracusa na strada per Canicattini Bagni. Tel. + 39 0931717405. www.casadamma.it.

Notas relacionadas:

  1. Especial Sicília – parte 1
  2. Especial Sicília – os doces
  3. Especial Sicília – os crudos
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , ,

Sem categoria | 08:53

Sicília – a pizza

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Domingo à noite pede pizza. Ainda mais na Itália. Fomos na Vecchia Taormina, uma pizzaria/restaurante divertida e barulhenta em mais um vico que saía do corso Umberto I, a principal rua da cidade.
Só que na Itália, pizza se come inteira. Cada um deve pedir a sua. E não pense que o tamanho é menor do que a nossa. Talvez, só um pouquinho. Mas a idéia é essa mesmo: pedir uma pizza inteira e comê-la sozinha, às vezes, até com as mãos. Se você disser ao garçom que vai dividir uma pizza, ele não entende (ou pelo menos tenta fingir que não entende) e volta à mesa com uma para cada pessoa.
No domingo à noite, também na Sicília, a pizzaria estava “bombando”, lotada de moçada e com fila de espera.
Nossas pizzas “individuais” foram:

pizza aliche
“Vecchia Taormina”: aliche, mozzarella, molho de tomate e azeitonas

pizza mussarela
“Rustica”: mozzarella de búfala, tomate e manjericão

Pizzaria Vecchia Taormina: vico dei Ebrei, 9

Notas relacionadas:

  1. Especial Sicília – parte 1
  2. Especial Sicília – os doces
  3. Especial Sicília – os crudos
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

terça-feira, 16 de setembro de 2008 Sem categoria | 20:10

Especial Sicília – os crudos

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Como toda cidade pequena e turística, Taormina tem uma rua principal, o corso Umberto I. Com todas as lojas, igrejinhas, bares, pasticceria, artesanatos… E várias pequenas ruazinhas que saem dela, becos mesmo, onde estão os restaurantes mais interessantes.
Entrei na via Spuches mais pelo cansaço e pelo adiantado da hora. Passava das 22h30, havia andado o dia todo. Uma plaquinha indicava o restaurante Nero D´Avola, nome da considerada mais importante uva de vinhos tintos da Sicília.
A rua era um vico, um beco mesmo, com um largo no final, onde o restaurante colocava suas mesinhas com toalha xadrez e servia o jantar. O proprietário estava sentado sobre uma delas, conversando com um casal. Quando nos viu, levantou e deu a mesma mesa para nos sentarmos.
Trouxe o cardápio e avisou que “hoje tinha alguns pratos especiais”. Sugeriu lula e a “leccia”.
“Pesquei essa manhã, estão fresquíssimos. E, se me permitir, sugiro que você coma cru, cortado como carpaccio, só com sal, azeite e limão. Essa é a melhor maneira de comer um peixe que foi trazido do mar hoje pela manhã”, disse.
Escolhi a tal leccia e crua, como sugeria “Tore” (de Siligato Salvatore). “Você vai gostar, mas é um peixe de sabor forte, que luta muito a ser capturado”, avisou.
Veio o meu prato: fatias finas de um peixe branco, que não consegui descobrir direito qual é, com sabor realmente intenso, de personalidade. Servido com bastante azeite e limão. É a maneira tão interessante de os italianos prepararem o seu “crudo”.

Peixe cru

Tore volta à mesa para checar se eu gostei. E diz que eu deveria experimentar a lula. “Eu mesmo pesquei. Estava tão fresca que, quando chegamos com os barcos, comemos ali mesmo, só com um pouquinho de limão, fechada, sem nem limpar. É como camarão, quando é muito fresco e bom, você come com cabeça e tudo.”

A outra entrada que pedimos foram polpettinis de ricota. É a versão siciliana de uma receita que está naquele livro do Jamie Oliver na Itália. Já fiz várias vezes em casa. Mas o prato que comi o Nero D´Avola era completamente diferente. É como aquele feijão que você faz cansada, depois de chegar do trabalho, comparado ao feijão da sua mãe, sabe? Estava crocante e deliciosa.

Polpettini de ricota

Meu segundo prato foi um pennette ao dente com camarões, vôngoles, cubinhos de abobrinha e pequeninos tomates-cereja frescos (e doces).

Penne com frutos do mar

O marido escolheu polpetas de carne, que tinha um saborzinho de limão siciliano bem lá no fundo. Divinas.

Polpetas de carne

Encerramos o jantar com cannoli siciliano e vinhos doces de Pantelleria de sobremesa. Foi nosso jantar favorito em Taormina.

Nero D´Avola di Siligato Salvatore: via Spuches, 8, Taormina, Sicília, Itália. Tel. + 39 0942628874.

Notas relacionadas:

  1. Especial Sicília – parte 1
  2. Especial Sicília – os doces
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

Sem categoria | 08:53

Especial Sicília – os doces

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A Sicília é também a região italiana mais famosa pelos seus doces. Tem uma pasticceria em cada esquina, literalmente.
O cannoli siciliano é o mais famoso deles: um canudo de massa crocante recheada com ricotta e creme muito leves. Delicioso e gigantesco.

cannoli siciliano

Mas a pasta de mandorle é a grande vedete dos doces sicilianos, tem em todos os lugares. É feito com mandorle (amêndoas) e tem vários tipos de recheios. Esse da foto é de figo. Também experimentei limão, laranja e pistache. Todos deliciosos
Pasta de mandorle

vitrine pasta de mandorle

Pasticceria em Taormina
Foram comprados nessa pasticceria.

Tem também:

Baba ao rum
Baba ao rum, com muito rum

pasticceria taormina
Comprado nessa pasticceria…

pasticceriataormina
que também tem um monte de frutas de marzipan, geléias, compotas….

Além dos doces, não consigo resistir aos alimentari (mercadinhos) italianos. Dá vontade de comprar tudo:

Alimentari Taormina
Alimentari com temperos e tomate seco

Banca de frutas e legumes
Banca de frutas e legumes

tomates
Os lindinhos tomates

Todos eles estão na corso Umberto I, a principal rua de Taormina, na Sicília.

Notas relacionadas:

  1. Especial Sicília – parte 1
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , ,

segunda-feira, 15 de setembro de 2008 Sem categoria | 23:50

Especial Sicília – parte 1

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Já era noite quando chegamos à Sicília. Nosso primeiro destino foi Taormina, uma das cidades mais bonitas da Itália. A sacada do nosso quarto dava “de cara” com o Etna, o maior vulcão ainda ativo da Europa.
Deixamos as malas e fomos procurar algo para comer. Paramos na Trattoria Siciliana di Giovanni Scavo.
Um lugar simpático, um restaurante montado na varanda de uma casa, com mesinhas de toalhas xadrezes.
Quase 100% da comida na Sicília tem como base peixes e frutos do mar. Então, era isso que eu pretendia comer em todas as refeições.
Nesse primeiro jantar escolhi sardinhas empanadas e fritas. Eram bem pequeninas, foram empanadas em uma farofa de pão e levadas ao forno com tomates.

sardinhas

Depois pedi peixe espada com “molho de menta”. O peixe espada é a grande estrela do sul da Itália. Nas peixarias são expostos inteiros e são impressionantes.

peixe espada

No prato, veio com um molho bem leve e pedacinhos minúsculos de abobrinhas. O acompanhamento era vagem no alho e óleo.

peixe espada com molho de menta

O marido comeu uma “triplo parmiggiana”: carne, berinjela e queijo, com molho de tomates.

Carne e berinjela parmiggiana

A sobremesa foi um tiramissu e passito de Pantelleria, vinho doce da região.

tiramissu e passito de pantelleria

Trattoria Siciliana di Giovanni Scavo: salita Ospedale, 9 (Porta Catania). Tel. 0942 24780.

Notas relacionadas:

  1. Itália
  2. Passando pela Calábria
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