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segunda-feira, 15 de agosto de 2011 Listas de indicações | 18:14

Comemoração de aniversário: a lista de indicações em Nova York

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O Comidinhas faz hoje 6 anos!!!

Para comemorar, vou atender aos pedidos enviados nos últimos dias com indicações de lugares bacanas em Nova York (semana que vem publico de Buenos Aires).

Antes preciso lembrar que essas são indicações muito pessoais. Tentei pensar em lugares que não são necessariamente muito falados nos guias. Não estão nas listas dos “melhores restaurantes do mundo”. Ok, um deles está. Mas são endereços que, pra mim, são imperdíveis quando vou à cidade:

1) Café Habana, fica no Nolita:  comida cubana incrível, tem um milho adocicado servido com páprica, creme azedo e parmesão, que é dos deuses. Pode ser uma refeição ou então só passar por lá no meio do dia para comer os milhos e tomar uma cerveja.
17 Prince Street at Elizabeth Street. Tel.: (212) 625-2001

2) Oyster Bar dentro da Grand Central: é meio cafona, mas  o passeio vale a pena. Fica dentro da estação de trem, que é linda à noite. A ideia é tomar um drinque e comer ostras ou só uma sopinha. Na última vez em que estive lá,  Chloe Sevigny estava sentada ao meu lado.
Oyster bar: dentro da Grand Central na 42st

3) Pravda: é um bar só de vodcas no Soho. Fica no subsolo de um prédio, lugar diferente e tradicional ao mesmo tempo. Você senta e pede um dry martini. Aí recebe a pergunta: “Com qual vodca?”. O cardápio de vodca tem páginas e páginas… Ideal para um final de tarde, só para um drinque, antes do jantar.

Pravda: 281 Lafayette St. Tel. 212-226-4696.

4) Burger Joint: é o hambúrguer que fica atrás de uma cortina no Hotel Meridien. É como se você puxasse a cortina e entrasse em outro mundo. Do lado de fora, um hotel tradicional, com pé direito super alto e mármore nas paredes. Atrás da cortina de veludo, uma hamburgueria, com posteres de rock nas paredes e mesas de madeira. E o que realmente interessa: o hambúrguer, bem barato e delicioso, com carne alta, ao ponto, e batatas fritas perfeitas.

Burguer Joint: dentro do hotel Le Parker Meridien, na 57 st. entre a 5 e 6 avenidas

5) Momofuku Ssäm Bar: não é o mais caro nem o mais barato dos restaurantes do badalado chef David Chang, mas é o mais gostoso deles (e também aquele que participa da lista dos melhores restaurantes do mundo, organizada pela revista Restaurant). A dica é chegar para um almoço tardio, quando é possível conseguir uma mesa. Chang mistura pratos e técnicas tailandeses, chineses, japoneses… e coloca no meio uma manga, um maracujá. E fica delicioso. Não dá para perder os buns (pães chineses feitos no vapor) recheados com carne de porco, pepino e um molho agridoce.

Momofuku: 207 2nd avenue (esquina com 13st). Tel. 212 254-3500 

  

6) Supper: um italianinho simpático, com comida simples e boa. Sempre nas listas dos mais baratos e muito bons. Bem descolado também. No East Village.  Boa dica para um jantar gostoso antes de assistir a um show ou aproveitar a noite em um bar nesta região da cidade.

Supper: 156 E 2nd St (entre avenidas A e B).Tel.  212-477-2732 . 

Básico: talharine com cogumelos do Supper

7) Prune: outro restaurante no East Village, conhecido como um lugar de comida americana onde os chefs de cozinha da cidade gostam de ir jantar depois de terminado o expediente em seus próprios restaurantes. Um amigo morador da cidade o classificou como “pequeno, mas genial”. Bristrozinho pequeno, com boa comida. É divertido ficar sentada no balcão, acompanhando o movimento da casa.

Prune: 54, East First street, Nova York, EUA. Tel. 212-677-6221

Pato em caldo com favas e espinafre do Prune

8) Mexicana Mama: ótimo restaurante mexicano no Village, pouquíssimo conhecido, só com cinco mesas. Faz uma comida mexicana mais refinada, delicada, mas ainda picante e saborosa. Peça algum prato com “mole”. É o melhor que já provei.

Mexicana Mama: 525 Hudson St

9) Petite Crevette: restaurante croata no Brooklyn, com ótimos frutos do mar. É um achado. Leia mais aqui sobre minha visita lá.

Petite Crevette: 144 Union Street, Brooklyn. Tel.  718 855-2632 

10) Cobble Hill Coffee Shop: um café americano tradicional, com brunch como o dos filmes. Tem vários tipos de ovos (os benedict são no ponto perfeito), panquecas, french toast, muito bacon, mashed potatoes… Ou seja, super light (not!), mas igualmente delicioso. É onde Paul Auster toma café.

Cobble Hill Coffee Shop: 314 Court St, Brooklyn. Tel.  718 852-1162.

11) Ferdinando´s Focacceria: é um restaurante italiano no Brooklyn, bem mafioso, mas é famoso pelo cannoli, considerado o melhor de NY, onde Robert de Niro, Sean Penn e Leonardo di Caprio vão matar a vontade do doce italiano recheado com creme de ricota. Você entra e se sente no “O Poderoso Chefão”.

Ferdinando´s Focacceria: 151 Union St, Cobble Hill, Brooklyn. Tel.  718-855-1545 .

12) Veselka: comida ucraniana, ótima e baratíssima, no East Village. Um clássico. Tem os melhores varenikes. E um hambúrguer vegetariano de respeito, com maionese de abacate e wasabi. Hummm!

Veselka: 144 Second Ave (at 9th St) East Village. Tel. (212) 228-9682.
13) Gray´s Papaya: ah, gente, porque tem que comer um cachorro-quente baratinho em Nova York né? Uma refeição por 2 dólares!
402 Sixth Avenue at 8th Street.
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 Sem categoria | 18:39

Dois dias em Nova York – parte 2

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Segundo dia em Nova York e meu almoço já tinha endereço certo: Momofuku Noodle Bar, um dos quatro endereços do chef David Chang, nova sensação da cidade. Ruth Reichl, editora da revista Gourmet e ex-crítica gastronômica do The New York Times, já disse que é seu restaurante favorito. E isso tem um peso enorme por lá.
A proposta do Noodle Bar, o primeiro restaurante dos Momofuku, é ser uma mistura de comida coreana com noodles. Estranho? Nada. Uma delícia.
Adorei o restaurante logo de cara. O espaço é uma sala comprida. Na frente tem um bar, com um balcão para sentar e ficar bebericando e comendo. Logo depois tem outro balcão, dessa vez em torno da própria cozinha. Você come assistindo ao trabalho dos cozinheiros. Tem também umas quatro mesas, mas essas não têm a menor graça. Legal, de novo, é sentar no banco e ficar vendo o movimento da cozinha.
O ambiente é super “rock and roll”: cara de East Village, com jovens modernos trabalhando (e se divertindo), música bacana rolando o tempo todo, atendimento fofo…
O menu muda todos os dias. Escolhi uma espécie de massinha feita no vapor que tomava formato de pão recheada com cogumelos em um molho agridoce. Divino!

massinhaecogumelos

Depois um noodle, bem simples, vegetariano, que levava salsinha, pepino, gengibre, nabo e couve-flor. E estava muito bom. Fiquei pensando como eles conseguiam dar aquele sabor usando só ingredientes em geral considerados sem graça.

noodlemomofuku

Além do Noodle Bar, David Chang também tem o Momofuku Ssäm Bar (East Village), especializado em um tipo de “Asian Burrito”, o Ssam; o Momofuku Ko, esse de alta gastronomia, com estrelas Michelin e reservas impossíveis de conseguir; e o Momofuku Milk, uma padaria aberta dentro do Ssäm. Nessa última dei uma passadinha, mas não achei nada muito convidativo.

Em todos eles, o chef ficou conhecido por suas combinações exóticas, coisas como camarão com melancia, tapioca com frutos do mar etc. E realmente são o que “acontece de novo” gastronomicamente na cidade.

Momofuku Noodle Bar: 171 First Avenue, Nova York, EUA. Tel. 00xx1 212-777-7773.

Depois da novidade, no jantar fui a mais um clássico, o Prune, conhecido como um restaurante de comida americana onde os chefs de cozinha da cidade gostam de ir jantar depois de terminado o expediente em seus próprios restaurantes. Um amigo morador da cidade o classificou como “pequeno, mas genial”. Além de ser um lindinho bistrô no East Village, perfeito para ir com o namorado.
Estava uma super chuva quando cheguei lá sozinha. Portanto, mais uma vez consegui um lugar no balcão do bar. Pedi o prato especial do dia, um pato servido em um caldo com favas e espinafre.

patoprune
Dá uma olhada nessa foto acima. Não consigo descrever como estava bom. Em geral a carne de pato é servida dura demais ou um pouco crua. Essa coxa aí de cima desmanchava-se a cada garfada. E era perfeita na boca. Não tenho idéia do que tinha nesse caldo escuro. Com certeza foi onde o pato foi cozido. E também tenho certeza de que tinha um tanto de gordura acima do que normalmente me permito comer. Mas, quando provei, assumi o “não estou nem aí, isso é bom de mais e vou comer tudo”. E comi, até “limpei o prato” com um pãozinho. Depois fui para o hotel, feliz. E embora da cidade no dia seguinte.

Prune: 54, East First street, Nova York, EUA. Tel. 00xx1 212-677-6221.

Notas relacionadas:

  1. Dois dias em Nova York – parte 1
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , ,