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10/11/2008 - 12:21
por Alline Cury
Pouquíssimos restaurantes ficam abertos até a meia-noite em Paris. De madrugada então é quase impossível encontrar algum estabelecimento que funcione. Por isso, hoje vou falar de um lugar que além de atender 24 horas por dia nunca fechou suas portas desde o ano 1947.
O Au Pied de Cochon, em português Ao Pé de Porco, é conhecido por servir a melhor sopa de cebola gratinada da cidade. O segredo de sua preparação é a base com caldo de galinha e o preparo lento das cebolas caramelizadas.

São selecionadas apenas as cebolas brancas e doces que são cozidas por pelo menos meia hora. O diferencial também são as rodelas de baguete que dão “sustância” para a sopa. Na minha opinião, já é uma bela refeição e que custa apenas 7 euros.
Para quem tem mais fome, o restaurante também serve diversos pratos à base de carne de porco e frutos do mar que são muito bem servidos.
Au Pied de Cochon: 6 rue Coquillière – Metro Les Halles
Tel.: 01 4013 7700
Enviado por: Alessandra Blanco - Categoria(s): Comidinhas na França
Tags relacionadas: 24 horas, Au Pied de Cochon, paris, sopa de cebola
31/10/2008 - 09:16
Por Alline Cury:
Começou a 12ª edição do Salão do Chocolate em Paris e é claro que o Comidinhas não podia ficar fora dessa. O evento está acontecendo no espaço Porte de Versailles que fica um pouco afastado do centro cidade. Para chegar até o salão percorri 22 estações de metrô e para me distrair fui lendo os jornaizinhos que são distribuídos gratuitamente nos transportes públicos de Paris. Tanto o Direct Matin como o A Nous Paris publicaram pelo menos duas matérias falando sobre o salão, o chocolate e seus benefícios.
Acho que eu estava tão animada pra chegar logo ao Salon du Chocolat que já sentia o cheirinho de chocolate dentro do metrô. Assim que coloquei os pés lá tive a impressão de que estava no paraíso. O que era aquele cheiro?
O ponto alto do primeiro dia, e talvez de todo o evento, foi a aula de macarrons by Pierre Hermés. Que é uma das pâtisseries mais famosas de Paris. Agora vou mostrar tudo o que eu provei por lá:

Le Mole Poblano é um clássico da cozinha mexicana que normalmente é feito em épocas comemorativas. O prato é uma mistura de frango, muita pimenta, outros temperinhos e chocolate, é claro!

Quiosque da La Route des Indes , com todos os temperos e chás possíveis

O que eu mais gostei foram esses botões de rosa que servem para perfumar e decorar as comidinhas. Segundo a expositora, eles ficam ótimos na salada de frutas e também no cuscuz.

Baguete com foie gras com chutney de figo ao chocolate. Essa misturinha diferente é preparada na hora em uma chapa bem quente

Aperitivo artesanal feito com peras Poire Williams, pimenta e chocolate. Perfeito para tomar antes ou depois das refeições!

Ankle boots feitas de chocolate. Um luxo!

Aula de tortinhas de chocolate e frutas cítricas com o chef Eric Vergne

Os chocolates fofos da Virginie Duroc Danner: são todos pintados à mão como se fossem uma jóia

12 fichas de poker feitas de chocolate por 16 euros

Caixinha de jóias feita com couro de crocodilo por 145 euros

Chocolates da Madame Setsuko

Preparação do bombom. Todo momento, o mocinho controlava a temperatura do chocolate com a água nas bacias que estavam ao lado

Muita paciência, calma e cuidado na hora da decoração

Os bombons Madame Setsuko são reconhecidos por suas flores

Acredita que essa roupa é feita de chocolate?

Mocinha da Lindt fazendo a felicidade da criançada

Pilhas e mais pilhas de chocolate

Barrinhas de chocolate com diferentes sabores da pâtisserie Sadaharu Aoki, minha preferida de Paris. Provei a barra com wasabi, deeeeliciosa!

Pra finalizar com chave de ouro, os macarrons Pierre Hermé que foram servidos durante a aula. Fiquem tranqüilos que logo mais vai ter videozinho, receita e dicas dessa delícia francesa.
Enviado por: Alessandra Blanco - Categoria(s): Comidinhas na França
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21/10/2008 - 19:27
por Alline Cury
“Em Paris existem algumas lojas que são obrigatórias para quem é um grande chef ou simplesmente gosta de se arriscar na cozinha. Uma delas é a Mora que fica no centro comercial da cidade, mais conhecido como Les Halles.

A Mora foi inaugurada em 1814 e tem um catálogo com mais de 5000 utensílios para cozinha e cia. Lá é possível encontrar uma simples forminha de brigadeiro ou até as tradicionais panelas Mauviel, que são fabricadas desde 1830. O preço é um tanto alto, mas a sua combinação de cobre e aço inoxidável promete fazer maravilhas com qualquer comida.

Também faz a festa na loja quem procura por utensílios mais requintados como um aquecedor para trabalhar o açúcar, facas que cortam até papel ou um termômetro de carnes, que é o segredo para um entrecôte suculento e perfeito.
Para os iniciantes ou quem quiser levar apenas uma lembrancinha, sugiro as forminhas de madeleines ou os chaveiros em forma de batedor de ovos que são uma fofura.”
Mora
13, Rue Montmartre - 75001
Metrô Les Halles
Tel.: 00 33 1 45 08 19 24
Enviado por: Alessandra Blanco - Categoria(s): Comidinhas na França
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08/09/2008 - 04:24
Domingo é dia de acordar cedo e ir para a maior feira livre de Paris. Dá uma olhadinha no vídeo para ver o que tem por lá:
Se não conseguir assistir no player acima, “>clique aqui para ver.
Enviado por: Alessandra Blanco - Categoria(s): Comidinhas na França
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05/09/2008 - 12:55
Nossa mesa estava reservada para 13 horas e estávamos em seis pessoas. Fomos recebidos com uma taça de champanhe.

O La Table é, digamos, o restaurante mais “sério” do chef Joel Robuchon em Paris. Enquanto o L´ Atelier du Joel Robuchon é mais “moderninho”. O primeiro tem uma sala tradicional, com mesas, decoração em dourado, ambiente silencioso e tranquilo, ar-condicionado perfeito para um dia quente na cidade… Já o L´Atelier serve todas as refeições em um grande e único balcão.

No almoço, o La Table tem um menu fixo com couvert, amuse-bouche, entrada, prato principal, queijo, sobremesa e vinho. Tudo isso a 55 euros. Preço bastante razoável para um 2 estrelas na Europa.
Começamos então com uma mousse de foie gras com espuma de parmesão e vinho do Porto branco, realmente para agradar o paladar:

Depois, eu pedi um peixe marinado, que passou um tantinho do ponto no vinagre ou aceto e estava muito ácido.

Parte da mesa também pediu a terrine de foie gras:

Mas a melhor entrada foi a terrine de coelho:

E vamos aos pratos principais.
Eu e as outras duas meninas da mesa escolhemos o dourado grelhado e servido com vagem e purê de batata, macio, leve e saboroso.

O marido escolheu, claro, um belo e gigante filé grelhado, no ponto perfeito, servido com purê e mostarda.

Mas o prato de maior sucesso na mesa foi do nosso amigo Rafael Urenha, um peixe grelhado, que entendemos ser uma merluza, servido inteiro, numa linda pose, dá uma olhada:

Pausa para duas fatias de camembert com um pão maravilhoso de castanhas:

E, atenção, agora vem a parte principal: as sobremesas. Já falei das sobremesas feitas pelo Rafael Protti aqui antes e realmente são sensacionais. Doces, mas não enjoativas, exatamente como eu gosto.
Começamos com uma taça que tinha framboesas, sorbet de menta e zabaione de chartreuse.


Depois, o clafoutis, um bolinho com um creme de baunilha e uma bola de sorvete, que foi a coisa mais sensacional que comemos no almoço.


No final, ainda ganhamos balinhas de caramelo e chocolate.

E fomos visitar a cozinha, a minha “primeira vez” em uma cozinha 2 estrelas:

E o chef patissier Rafael Protti.:

Olha o estado da nossa mesa no final:

Todas as fotos são da Fernanda Pires.
La Table de Joel Robuchon: 16, Bugeaud, Paris.
Enviado por: Alessandra Blanco - Categoria(s): Comidinhas na França
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05/09/2008 - 12:10
Domingo passado foi meu aniversário. E, como as comemorações seriam em Paris, passei semanas escolhendo o lugar e o programa certo para isso. Começamos já no sábado à noite, com direito a champanhe na casa da Alline (que faz o Comidinhas Paris), jantarzinho no Chez Janou, novo e delicioso bistrô no Marais, seguidas de bebidinhas em um bar lá pelo bairro boêmio. No domingo, grande dia, tivemos um loongo almoço no La Table de Joel Robuchon, duas estrelas no Michelin, com entrada, pratos, queijos e as deliciosas sobremesas do chef brasileiro Rafael Protti. Segue a “saga gastronômica de aniversário”.
Reservamos uma mesa para quatro no Chez Janou para 20h. E chegamos atrasados. Uma pequena discussão em francês na porta e fomos levados a uma minúscula mesa, colada a outras duas, dentro do restaurante. O lugar estava completamente lotado e era até difícil de se mover.
Pelo que entendi, o Chez Janou é o bistrô da modinha no Marais e é conhecido por servir 80 tipos diferentes de drinques com pastis. Pulamos essa parte e fomos direto para nosso vinho rosé.

Pedi como entrada mexilhões gratinhados, feitos no vinho branco com farofinha de pão torrado. Estava sensacional.

Como prato principal, escolhi o mignon de porco com polenta cremosa e cogumelos morilles. Em geral, é bem difícil escolher um prato de porco no menu, mas no Chez Janou me pareceu a escolha certa. A carne estava bem macia e sem gordura, a polenta derretia na boca e os cogumelos eram tipo a “cereja no topo do bolo”. Amei o prato.

A sobremesa foi mousse de chocolate, que veio à mesa em uma travessa enorme. Cada um se servia do necessário e a travessa seguia para outra mesa.

Chez Janou: 2, rue Roger Verlomme. Tel. 01 42722841. O jantar com vinho saiu por 50 euros por pessoa.
O almoço no La Table vem no post a seguir.
Enviado por: Alessandra Blanco - Categoria(s): Comidinhas na França
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31/08/2008 - 20:47
Desculpem o sumiço da última semana. Foi tudo tão corrido que nem deu tempo de avisar aqui que saí de férias. Em compensação, hoje vou postar tudo de uma vez (ou quase) sobre os últimos cinco dias que passei em Paris. Delícia. Final de verão na cidade, calor durante o dia, sol e ventinho gostoso à noite.
Chegamos na cidade (eu e o marido) na quarta-feira, dia 28, e, depois de tomar banho e descansar uma horinha, a primeira coisa que fizemos foi parar na primeira boulangerie (padaria) e rachar um pão de chocolate. Depois, no primeiro bar, para tomar uma cerveja. Ufa, estamos de férias.
Parti para Paris com uma lista de bistrôs incríveis e lojinhas gourmands que deveria experimentar, feita pela Tanya Volpe Spindel, que morou na cidade, sempre que tem uma chance corre para cá e conhece muito bem seus restaurantes. Além de ter um paladar de super confiança. Mas acontece que vim para cá bem na última semana de agosto, também a última das férias dos franceses. E isso significa que boa parte dos restaurantes que eu queria conhecer estavam fechados.
Na primeira noite, conseguimos reserva no L´Ami Jean, um bistrô bem clássico, com influência de comida basca, que havia reaberto havia apenas dois dias. O lugar é pequenino, com mesinhas muito coladas umas às outras, estava cheio e barulhento. Tudo o que se imagina de um bistrô parisiense. Fomos levados ao fundo do salão, sorte nossa, porque dava para assistir todo o movimento da minúscula cozinha. E também a performance do chef Stephane Jego, que ficava na bancada finalizando cada prato. Cada vez que um garçom demorava mais do que dois segundos para ir pegar o prato e levar à mesa, ele os chamava batendo palmas, depois acompanhadas de uma bela “bronca”, sem vergonha de ninguém que estivesse por ali assistindo.
Nos sentamos, pedimos um vinho tinto e recebemos pães e um paté de foie gras, divino.
Pedimos ao garçom uma sugestão para a entrada, ele trouxe uma linda travessa cheia de vieiras, na concha, que foram preparadas com vinho branco, cebola picada bem fininha e ciboulette. Estava divina, macia, adocicada até. O marido que não come frutos do mar resolveu experimentar e até repetiu!

Tanya havia sugerido o foie gras para dois, mas acabamos pedindo um gigantesco filé a la plancha ao ponto. Quando a carne veio para a mesa, tinha uma crosta torrada e o interior completamente vermelho. Achei que não iria dar certo. Gosto de carne mal passada, mas nem tanto. Mas quando parti o primeiro pedaço, vi que não saiu nada de sangue no prato. Ela estava brilhante e parecia macia no toque. Coloquei na boca e experimentei. Até agora, foi o ponto de carne mais perfeito que já provei. Macia, saborosa, apenas um pouquinho de sal e só. Um amigo que mora em Paris e trabalha em restaurante me disse que o grande segredo é que eles grelham a carne, para deixá-la crocante e depois a deixam descansar um pouco. E isso a deixa tão macia e perfeita. Será? Achei tão simples…
A carne era acompanhada de cogumelos e legumes e alguns (poucos, infelizmente) nhoques. Eles tinham um tamanho maior que o normal e, quando você mordia, a primeira sensação era de que estava cru, porque era mais durinho e a massa grudava mais nos dentes. Depois, percebemos que não era isso. Perguntei para o chef e ele disse que era assim porque leva na massa um tipo de castanha. E fica demais! Disputamos a garfos cada um deles.

E vem a sobremesa: um creme inglês com baunilha e uma bola de sorvete de creme no meio, que é servido junto com um baldinho de madeleines. Sim, a idéia é molhar a madeleine no creme e no sorvete e ir comendo. Sério?!?!

Nem preciso dizer o quão feliz saímos dessa primeira noite em Paris…
Para melhorar, só encerrar no La Perle, o bar mais legal da cidade, no Marais, tomando cerveja com os amigos.
L´Ami Jean: 27, rue Malar. Tel. 01 47058689
La Perle: esquina das rue Vielle du Temple e La Perle, no Marais.
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No segundo dia, acordei cedo e fui ao Bon Marché, um dos melhores mercados do mundo, que tem alas de produtos da Itália, do Oriente Médio, do México… Já falei sobre ele aqui antes. Dá uma olhada nos mini macarrons “aperitivos” que encontrei lá:

Depois fomos bater pernas pelos jardins do Palais Royal, que é um lugar lindo, cheio de margaridas e dálias no centro, com cadeirinhas em volta para tomar sol e ler um livro e rodeado de galerias onde tem alguns dos brechós mais bacanas da cidade. Quando bateu a fominha, entramos em um café para comer um cuscuz marroquino com kafta. E nos sentamos nas mesinhas do lado de fora da galeria. Dá uma olhada no visual do lugar.

Difícil foi manter os passarinhos, que estavam loucos pelo nosso cuscuz, longe da mesa.

Estava com tanta fome que esqueci de anotar o nome do café, mas fica entre o brechó Didier Ludot e a loja Marc Jacobs.
Depois do almoço, saí para dar uma volta por Saint Germain e fui conhecer a loja do Pierre Hermé. A Alline já havia escrito sobre ela aqui. E eu tinha lido no blog da Chez Pim sobre uma de suas experiências na loja. Ela começava falando que gostaria de ser de novo uma “virgem do Pierre Hermé”. Ou seja, ter a chance de provar de novo, pela primeira vez, um de seus doces ou chocolates. E desde então achei que era a hora de eu ter essa experiência. Fui sozinha, para manter a concentração.
A loja da rue Bonaparte é linda, parece mais uma joalheria do que uma “doceria”. Abri a porta e dei de cara: do lado esquerdo, uma fileira de macarrons coloridos, tarte tatin e diversos doces cor-de-rosa e vermelhos; do lado direito, chocolates, geléias, biscoitos e pães.



Assim que abri a porta o moço atrás do balcão começou a se divertir comigo. Sim, eu tinha aquela cara “é a minha primeira vez aqui, eu quero comer tudo e não consigo escolher”.
Pedi então primeiro uma caixinha com dez tipos de chocolates diferentes, entre pralinés e amargos. Não dá para explicar o que eles são, exceto dizer que são tipo a coisa mais maravilhosa que já comi no “ramo dos chocolates” na vida. Enquanto estou escrevendo, estou provando um de chocolate amargo recheado com uma espécie de mousse de chocolate amargo e leve sabor de limão. Noooosssaaaa!

Depois da caixinha, pedi um ispahan, aquele doce que é um tipo de “sanduíche” de macarrons recheado com creme com sabor de pétalas de rosas e frutas vermelhas. Maravilhoso.
E, claro, não deu para sair de lá sem pedir um pain au chocolat, que nesse caso leva chocolate amargo E nutela. Socorro!
Como estava nas redondezas e não satisfeita, ainda passei pela Gerard Mulot, que tem os melhores macarrons de Paris (sim, acho melhores que os da Ladurée). Comprei dois: coco e limão. Levei para o hotel para provar mais tarde. Vocês não acreditam a felicidade que fiquei quando cheguei tarde da noite, depois de um show de rock, e eles estavam lá me esperando, antes de dormir…

Pierre Hermé: 72, rue Bonaparte. Tel. 01 43544777.
Gerard Mulot: 76, rue de Seine. Tel. 01 40469934.
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No dia seguinte, acordei cedo, tomei chá Marriage Frères de earl grey no hotel e já saí para a rua. Fomos almoçar no Le Comptoir de Relais, do chef Yves Camdeborde, ex-chef do Regalade. Estava louca para conhecer o lugar. Camdeborde faz lá uma cozinha da chamada “bistronomie”. “Comida de bistrô com requintes de gastronomia”, como me falou a Tanya. E preços de bistrô. O que é portanto a melhor pedida da cidade hoje em dia. E foi Camdeborde quem inventou esse conceito. No serviço do jantar, ele nem tem menu fixo. Prepara o menu do dia a partir dos produtos disponíveis e de sua inspiração. E é difícil conseguir reserva.

Durante o dia, tem um menu que parece ser tradicional de bistrô, mas com uma comida que não tem nada de comum. Comemos torradas com mel e foie gras de entrada, com vinho rosé acompanhando.

Como prato principal, pedi porco e recebi esse aqui:

Parece um gigange bacon né? E é mesmo uma mistura em tiras da carne do porco com gordura. Não tenho idéia de como ele consegue fazer isso, mas a verdade é que a carne estava demais de saborosa. E, separando a parte branca da gordura, nem dava para perceber que ela esteve ali. Foi servida com purê de batata e cogumelos.
O prato do marido era uma fatia de “carne de panela” ao molho rôti, que desmanchava na boca, servida com brócolis.

De novo, saímos mais do que felizes de lá.
Le Comptoir de Relais: 9, Carrefour de L´Odeon. Tel. 01 43291205
Ainda faltam aqui o jantar no sábado com os amigos no Chez Janou e o almoço no La Table, do Joel Robuchon. Os dois últimos de Paris. Estou indo para a Itália. Nos próximos dias, se tudo der certo, vou fazer posts de Positano, na Costa Amalfitana.
Enviado por: Alessandra Blanco - Categoria(s): Comidinhas na França
Tags relacionadas: bistrôs, Bon Marché, Gerard Mulot, Le Comptoir de Relais, L´Ami Jean, paris, pierre hermé
19/08/2008 - 19:27
“Essa semana fui na Olivier & Co. aqui em Paris para comprar um azeite gostoso e diferente para minha casa. Como eu adoro saladas e frutos do mar já fui logo perguntando qual dos azeites combinava mais com esses pratos.

As opções são muitas, mas os atendentes são super solícitos e entendem muito bem do assunto. Dizem qual é a origem, comparam uns com os outros, enfim, uma aula de azeites.

No final das contas fiquei com o Olives & Citron Pressé, em que limões frescos são colocados junto com as azeitonas na hora de prensar. O suco que sai, portanto, é do sumo da azeitona e do limão. Realmente perfeito para peixes e frutos do mar. Esse azeite que escolhi é feito na região da Puglia, no sul da Itália. Além dos italianos a O&Co. também tem uma variedade de azeites produzidos em Portugal, Espanha, Marrocos, França, Grécia, Turquia e Croácia.
Como eu disse no título desse post, os azeites são apenas um detalhe. A Olivier & Co. também vende petiscos, pastas, biscoitos, temperos, condimentos, massas, chocolates e até cosméticos. Tudo isso sempre com uma pitada, ou várias, de azeite.

A loja existe no mundo inteiro. Em Paris são mais de dez endereços. Pra quem mora em São Paulo ou no Rio de Janeiro também pode se deliciar em uma boutique Olivier & Co. Para mais informações, endereços e até receitas vale a pena entrar no site francês da Olivier & Co. ”
Por Alline Cury, do blog Bombom
Enviado por: Alessandra Blanco - Categoria(s): Comidinhas na França
Tags relacionadas: azeite, olivier & Co, paris
12/08/2008 - 18:36
Como prometi no post abaixo, essa semana é de festa aqui! E eu já não aguentava mais esperar, então resolvi estrear logo. Gostaram da cara nova? Eu adorei. E o mais legal é que agora dá para navegar por categorias. Então, todas as dicas de restaurantes para o final de semana vão ficar reunidas em um lugar só. É só clicar em “Restaurantinhos” no link aqui no lado direito da página. O Comidinhas TV e o Paris também vão entrar aí logo mais.
Enviado por: Alessandra Blanco - Categoria(s): Sem categoria
Tags relacionadas: paris, Restaurantinhos, TV