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Posts com a Tag Nova York

segunda-feira, 15 de agosto de 2011 Listas de indicações | 18:14

Comemoração de aniversário: a lista de indicações em Nova York

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O Comidinhas faz hoje 6 anos!!!

Para comemorar, vou atender aos pedidos enviados nos últimos dias com indicações de lugares bacanas em Nova York (semana que vem publico de Buenos Aires).

Antes preciso lembrar que essas são indicações muito pessoais. Tentei pensar em lugares que não são necessariamente muito falados nos guias. Não estão nas listas dos “melhores restaurantes do mundo”. Ok, um deles está. Mas são endereços que, pra mim, são imperdíveis quando vou à cidade:

1) Café Habana, fica no Nolita:  comida cubana incrível, tem um milho adocicado servido com páprica, creme azedo e parmesão, que é dos deuses. Pode ser uma refeição ou então só passar por lá no meio do dia para comer os milhos e tomar uma cerveja.
17 Prince Street at Elizabeth Street. Tel.: (212) 625-2001

2) Oyster Bar dentro da Grand Central: é meio cafona, mas  o passeio vale a pena. Fica dentro da estação de trem, que é linda à noite. A ideia é tomar um drinque e comer ostras ou só uma sopinha. Na última vez em que estive lá,  Chloe Sevigny estava sentada ao meu lado.
Oyster bar: dentro da Grand Central na 42st

3) Pravda: é um bar só de vodcas no Soho. Fica no subsolo de um prédio, lugar diferente e tradicional ao mesmo tempo. Você senta e pede um dry martini. Aí recebe a pergunta: “Com qual vodca?”. O cardápio de vodca tem páginas e páginas… Ideal para um final de tarde, só para um drinque, antes do jantar.

Pravda: 281 Lafayette St. Tel. 212-226-4696.

4) Burger Joint: é o hambúrguer que fica atrás de uma cortina no Hotel Meridien. É como se você puxasse a cortina e entrasse em outro mundo. Do lado de fora, um hotel tradicional, com pé direito super alto e mármore nas paredes. Atrás da cortina de veludo, uma hamburgueria, com posteres de rock nas paredes e mesas de madeira. E o que realmente interessa: o hambúrguer, bem barato e delicioso, com carne alta, ao ponto, e batatas fritas perfeitas.

Burguer Joint: dentro do hotel Le Parker Meridien, na 57 st. entre a 5 e 6 avenidas

5) Momofuku Ssäm Bar: não é o mais caro nem o mais barato dos restaurantes do badalado chef David Chang, mas é o mais gostoso deles (e também aquele que participa da lista dos melhores restaurantes do mundo, organizada pela revista Restaurant). A dica é chegar para um almoço tardio, quando é possível conseguir uma mesa. Chang mistura pratos e técnicas tailandeses, chineses, japoneses… e coloca no meio uma manga, um maracujá. E fica delicioso. Não dá para perder os buns (pães chineses feitos no vapor) recheados com carne de porco, pepino e um molho agridoce.

Momofuku: 207 2nd avenue (esquina com 13st). Tel. 212 254-3500 

  

6) Supper: um italianinho simpático, com comida simples e boa. Sempre nas listas dos mais baratos e muito bons. Bem descolado também. No East Village.  Boa dica para um jantar gostoso antes de assistir a um show ou aproveitar a noite em um bar nesta região da cidade.

Supper: 156 E 2nd St (entre avenidas A e B).Tel.  212-477-2732 . 

Básico: talharine com cogumelos do Supper

7) Prune: outro restaurante no East Village, conhecido como um lugar de comida americana onde os chefs de cozinha da cidade gostam de ir jantar depois de terminado o expediente em seus próprios restaurantes. Um amigo morador da cidade o classificou como “pequeno, mas genial”. Bristrozinho pequeno, com boa comida. É divertido ficar sentada no balcão, acompanhando o movimento da casa.

Prune: 54, East First street, Nova York, EUA. Tel. 212-677-6221

Pato em caldo com favas e espinafre do Prune

8) Mexicana Mama: ótimo restaurante mexicano no Village, pouquíssimo conhecido, só com cinco mesas. Faz uma comida mexicana mais refinada, delicada, mas ainda picante e saborosa. Peça algum prato com “mole”. É o melhor que já provei.

Mexicana Mama: 525 Hudson St

9) Petite Crevette: restaurante croata no Brooklyn, com ótimos frutos do mar. É um achado. Leia mais aqui sobre minha visita lá.

Petite Crevette: 144 Union Street, Brooklyn. Tel.  718 855-2632 

10) Cobble Hill Coffee Shop: um café americano tradicional, com brunch como o dos filmes. Tem vários tipos de ovos (os benedict são no ponto perfeito), panquecas, french toast, muito bacon, mashed potatoes… Ou seja, super light (not!), mas igualmente delicioso. É onde Paul Auster toma café.

Cobble Hill Coffee Shop: 314 Court St, Brooklyn. Tel.  718 852-1162.

11) Ferdinando´s Focacceria: é um restaurante italiano no Brooklyn, bem mafioso, mas é famoso pelo cannoli, considerado o melhor de NY, onde Robert de Niro, Sean Penn e Leonardo di Caprio vão matar a vontade do doce italiano recheado com creme de ricota. Você entra e se sente no “O Poderoso Chefão”.

Ferdinando´s Focacceria: 151 Union St, Cobble Hill, Brooklyn. Tel.  718-855-1545 .

12) Veselka: comida ucraniana, ótima e baratíssima, no East Village. Um clássico. Tem os melhores varenikes. E um hambúrguer vegetariano de respeito, com maionese de abacate e wasabi. Hummm!

Veselka: 144 Second Ave (at 9th St) East Village. Tel. (212) 228-9682.
13) Gray´s Papaya: ah, gente, porque tem que comer um cachorro-quente baratinho em Nova York né? Uma refeição por 2 dólares!
402 Sixth Avenue at 8th Street.
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 5 de julho de 2010 Comidinhas em NY | 16:34

Para os amantes de queijo, em Nova York

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por Paula Tanaka Camara (blogdapy@gmail.com), do blog Cozinhando Sempre

Muita gente quer dicas de restaurantes na região dos teatros da Broadway que não sejam uma cilada aos turistas. Minha recente descoberta foi o Casellula, um restaurante em que você pode ir de jeans, regata e chinelo ou mesmo de vestido chique e será bem recebido.

A filosofia deles é simples: “Nós gostamos de queijo. Muito queijo.” Brian Keyser já fez de tudo um pouco na vida. Trabalhou em grandes nomes como Union Square Café, Blue Hill e era o especialista em queijos do The Modern quando decidiu abrir o seu próprio restaurante.

O lugar não aceita reservas, e a espera pode demorar um pouco. Mas o atendimento sempre é bom. Eu fui duas vezes nessas últimas semanas e, por acaso, fui atendida pela mesma garçonete. Super simpática, ela lembrava que tínhamos ido com dois amigos e onde sentamos!

 Esse não é um lugar indicado para quem não for absolutamente maluco por queijos (como eu sou). Os pratos, digamos, mais “light” no ingrediente são: uma saladinha de endívias com peras e macadâmias, um crostini de ricota com mel de laranjeiras, avelãs e raspas de limão e um mac’n’cheese feito com diversos queijos e fatias de bacon.

Crostini de ricota

Salada de endívias e macadâmia

 

Mac’n’cheese

Já para os apaixonados por queijos, há uma lista de mais de 50 para provar. Cada pedaço custa US$6 e vem com pão e um acompanhamento que valoriza o sabor. Meus acompanhamentos favoritos foram um creme de chocolate branco acompanhando o queijo de cabra e um tuile de gergelim com um queijo semi-cremoso de ovelha. Os franceses dominam o cardápio, mas também há queijos muito gostosos da Itália, Irlanda, Grécia  e de diversas regiões dos Estados Unidos.

Na primeira ida, ficamos sabendo que poderíamos escolher alguns tipos ou então dar um roteiro de queijos, sabores ou regiões do mundo e receber um prato montado em cima das nossas preferências.  Eu resolvi tentar arriscar e apostar na descrição de cada um dos queijos do cardápio. E não me arrependi. Para um grupo de quatro pessoas, pedimos seis fatias de queijos, dividimos o crostini de ricota, a salada e duas sobremesas por US$45 por pessoa.

 Já na minha segunda visita, comentei com a garçonete sobre os queijos de que mais gostei. Ela chamou o especialista em queijos da noite, e ele recomendou alguns outros, com explicações super saborosas. Com muita vontade de comer queijo, pedimos dez para duas pessoas.


 

E, para finalizar a noite, a mousse de chocolate meio amargo tem recheio de creme de maracujá e bolinhas de chocolate com flocos de arroz. Vem acompanhada de um chantilly com maracujá azedinho que dá uma suavizada no sabor forte do chocolate.

 

Já que o restaurante abre às 17h e fecha às 2h, é uma boa pedida para quem está perdido no fuso horário e quer jantar antes do teatro ou para os que gostam de comer um pouco mais tarde.

Casellula : 401 West 52nd St (entre 9th Ave e 10th Ave)

Notas relacionadas:

  1. De NY: Little Giant
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , ,

quarta-feira, 5 de maio de 2010 Comidinhas em NY | 13:38

De NY: Little Giant

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por Paula Tanaka Camara (blogdapy@gmail.com), do blog Cozinhando Sempre

O Little Giant é daqueles restaurantes em que você se sente em casa com os amigos ao fazer o pedido com a garçonete. Os bancos têm almofadinhas coloridas e diferentes, a receptividade é calorosa e amigável, além de estar no meio do burburinho da Orchard Street, no Lower East Side.

Foi aberto em 2004 por Julie Wallach e Tasha Gibson e já tem garantido ótimas críticas pelo mundo. A sua filosofia é conhecida como seasonal comfort American, em que o menu muda de acordo com o que está disponível no mercado e traz o gostinho da comida da avó do interior. Durante o inverno eles vendem linguiças caseiras, e no verão usam e abusam de produtos frescos e frutas.

Cada prato colocado à sua frente é uma surpresa. Na semana passada, já começou com a manteiga que acompanha o pão, temperada com alecrim e sal. Depois, experimentamos quatro pratos, bem feitos e saborosos:

NY Strip Steak: um bife sem hormônios acompanhado de batatas, cebolas caramelizadas e vinagrete com mocotó. Maravilhoso e servido ao ponto.

 

Spaguetti aioli com vegetais, ovo pochê, limão e nozes. Ponto da massa perfeito numa combinação exótica.

 

Stripped Bass com beterraba, abacaxi, horseradish e um molho de limão pra quebrar o doce dos acompanhamentos.

 

Cordeiro com alcachofras e escarola, o prato mais simples e ainda assim muito saboroso.

 

A sobremesa tinha uma cara tão boa que pedimos duas iguais: brownie de chocolate com calda de chocolate amargo e sorvete de menta chocochip, com uma balinha de menta esticada no forno. Simples, caseiro e maravilhoso!

 

O jantar demora pois segue a filosofia do slow food, mas a espera vale a pena e pode ser acompanhada por uma entradinha com vinho ou por um drinque no bar.

 Como o cardápio muda toda semana, os preços variam um pouco, mas eles dão uma estimativa de preços para o jantar: entradas entre US$7-15, pratos principais por US$19-28 e sobremesas custam US$7. Vinhos a partir de US$30 a garrafa.

Little Giant: 85 Orchard Street. Tel. (212) 226-5047

Autor: Alessandra Blanco Tags: ,

segunda-feira, 29 de março de 2010 Sem categoria | 15:34

De Nova York, 4 hambúrgueres que você tem que comer

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Nova colaboradora, direto de Nova York, estreia hoje nas páginas deste Comidinhas. Aproveite:

“Eu sou a Paula Tanaka Camara, formada em engenharia de alimentos e atualmente cursando um programa de culinária na French Culinary Institute aqui em Nova York. A partir de hoje escrevo sobre as minhas experiências gastronômicas nessa cidade que é fantástica para quem gosta de comer bem. E, com tantas opções de cozinhas, chefs e uma gama de preços quase infinita, meu primeiro post tem que ser sobre uma das coisas mais características daqui: os hambúrgueres.


Hambúrguer do Shake-Shack

1. O primeiro e bem conhecido pelos paulistanos é o PJ Clarke’s, e acho que nem preciso falar muito dele. O ambiente do restaurante da Terceira Avenida é para mim o melhor entre todas as lojas da rede, mas também adoro a localização do Lincoln Center, perfeito para comer depois de sair de uma peça, concerto ou cinema. O que há de melhor: o menu variado e o ambiente.

2. Também famoso, o Shake Shack tem um hambúrguer gostoso e famoso por ter um processo quase caseiro de produção. Há hambúrgueres vegetarianos, milkshakes e uma limonada refrescante que valem a espera na longa fila que se forma. O melhor dele: sentar no Madison Square Park num dia de verão e saborear seu hambúrguer com a vista do Empire State Building.

3. A outra opção bem conhecida entre os novaiorquinos e onde sempre levo meus amigos turistas é o Burger Joint. Bem como diz o nome, a “biboca do hamburger” fica dentro do hotel Le Parker Meridien e foge da decoração pomposa e clássica do hotel. Atrás de uma cortina vermelha de veludo fica um balcão de madeira com posters colados na parede e um menu escrito a mão grudado na parede. O melhor: definivamente a carne e os milkshakes.

4. E a última dica é o Five Guys. Lembra um pouco o In ‘n’ Out da Califórnia, quase um fast-food, mas com produtos de melhor qualidade, carnes preparadas de acordo com os pedidos e batatas que sobem e descem das fritadeiras a todo momento. O que há de melhor: várias lojas pela cidade e uma vasta opção de complementos e molhos para o seu hambúrguer. 

Difícil escolher meu favorito! Depende do dia, da vontade e do que cada um espera de um hambúrguer. 

Endereços:

Five Guys: 496 LaGuardia Place e outros endereços
Burger Joint: Le Parker Meridien, 119 West 56th Street
Shake Shack: Madison Square Park, Madison Ave x East 23rd St
PJ Clarke’s: 915 3rd Avenue e 44 West 63rd Street

A Paula Tanaka Camara também tem um blog, o Cozinhando Sempre.

Notas relacionadas:

  1. Dois dias em Nova York – parte 1
  2. Dois dias em Nova York – parte 2
  3. Nova York: brunch e cannoli no Brooklyn
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

sexta-feira, 15 de maio de 2009 Sem categoria | 18:49

9 dicas para curtir Nova York gastronomicamente

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1) Café da manhã ou brunch no Balthazar.
Com amigas ou namorado, não tem nada mais glamouroso (e gostoso) do que começar o dia com um café da manhã no Balthazar, restaurante badalado do chef Keith McNally, que tem cara e comida de bistrô francês e é “super Sex and the City”. O lugar é lindo, está sempre cheio (muitas vezes lotado) de gente bonita, começa cedo e vai até tarde sem fechar, com café da manhã, almoço, jantar ou apenas sanduíches durante o dia. Ou ainda uma travessa enorme de frutos do mar para ficar beliscando por várias horas com champanhe.
Fomos na segunda-feira porque não há sensação melhor do que começar bem esse dia da semana, em férias, quando está todo mundo trabalhando. Pedimos croissants, pain au chocolat, bagel com salmão defumado e cream cheese, ovos Benedict com espinafre e Bellini (às 10h30). Delícia.

bathazar_cardapio
balthazar_painauchocolat
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Balthazar: 80 Spring Street. Tel. 00xx1 212 965-1414.

2) Outra boa (e diferente) opção para café da manhã é começar o dia no Chelsea Market. Você pode pegar um croissant, uma focaccia ou um biscuit no Amy´s Bread e um cappuccino no Ninth Street Espresso, sentar em uma cadeirinha nos corredores do antigo mercado e ficar admirando o lugar.

amys bread
Amy´s Bread

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Ninth Street Espresso

Depois, aproveite para conhecer suas lojinhas gastronômicas:

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Geléias (e mais queijos, chocolatinhos, chás, mel…)

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Mercado (não deixe de comprar o extrato natural de baunilha orgânico, difícil de encontrar no Brasil)

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E um restaurante só de produtos e vinhos orgânicos

Chelsea Market: 9th avenue (entre 15st e 16st)

3) Passar um dia inteiro no MoMa (Museum of Modern Art), andar por cada corredor e depois, quando estiver morrendo de fome, ir almoçar no Cafe 2.
É um salão gigantesco, com mesas comunitárias. O cardápio é feito diariamente com base em produtos da estação. Tem sempre opções de massa, salada, sopa e ainda mesa de queijos e embutidos.

Pedimos:

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Uma salada de rúcula orgânica, com pêra, queijo e nozes caramelizadas

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Um trio de bruschettas com berinjela, tomate e aliche

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Uma polenta com queijo gorgonzola e molho pesto

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Um pequenino minestrone com um pedaço de focaccia

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Um filé de porco com saladinha

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E um delicioso cheesecake com calda de caramelo

Ufa!

O Cafe 2 fica no segundo andar do MoMa, na 11w 53 Street, entre 5ª e 6ª avenidas.

4) Independentemente de almoço ou jantar, quem for para Nova York agora tem obrigação de ir ao Momofuku, a “cadeia” de restaurantes do chef David Chang e a maior novidade gastronômica da cidade nos últimos tempos. Digo cadeia porque são 3 restaurantes e uma padaria/milk bar.
Eu já havia visitado em uma viagem anterior o Momofuku Noodle Bar, o primeiro e mais “simples” dos restaurantes de Chang. Tem também o Ko, que tem meses de fila de espera para uma reserva para jantar. E o Ssäm Bar, considerado recentemente o 31º melhor restaurante do mundo e, mais que isso, avaliado por Ruth Reichl, a diretora da revista Gourmet, como seu endereço favorito em Nova York.
Foi lá que fomos almoçar na tarde de terça-feira. O restaurante não aceita reservas e tem um menu de preço fixo a 25 dólares no almoço, com três opções de entrada, prato principal e sobremesa.
Chegamos às três horas da tarde, almoço tardio, com restaurante quase vazio. Sentamos em um balcão com espaço para quatro pessoas e na janela com vista para a rua. Pedimos uma garrafa de vinho e cada um dos pratos disponíveis no menu fixo do dia. Só entrar no “ambiente Momofuku” já melhora o humor. Lugar legal, garçons divertidos e como a música é boa! Sabe quando você fica com a sensação de que a trilha sonora foi escolhida para você naquele momento?
Bem, o David Chang é conhecido por fazer uma espécie de releitura (odeio essa palavra, mas é isso) da culinária oriental. Mistura pratos e técnicas tailandeses, chineses, japoneses… e coloca no meio uma manga, um maracujá. Mas não torça o nariz! Nesse caso, fica muito, muito interessante.

momofuku_dishes

momofuku_pickles
Comemos como entrada um prato de pickles feitos com legumes da estação

momofuku_buns
Depois os famosos buns (espécie de pãozinho): neste caso recheado com carne de porco. Obrigatório! É a especialidade de Chang, são divinos. E nem gosto tanto assim de carne de porco. No Momofuku Noodle Bar tem com recheio de cogumelos e também fica incrível

momofuku_spicyricecakes
Depois pedimos Spicy Rice Cakes: salsicha de porco, com brócoli chinês e crispy de cebola, bem apimentado e delicioso

momofuku_braisedbeefbrisket
Braised Beef Brisket : noodles feitos de arroz com molho thai

momofuku_squidsalad
Uma salada de lulas com gengibre

As sobremesas foram:

momofuku_blondiepie
Blondie Pie: uma torta de caramelo

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E Thai Iced Tea Parfait: a cara não é boa, mas o sabor é sensacional. E é isso mesmo uma torta de chá gelado tailandês.

Momofuku: 207 2nd avenue (esquina com 13st). Tel. 00xx1 212 254-3500

5) Não importa quantas vezes você já tenha ido a Nova York, uma visitinha ao Metropolitan é sempre fundamental. Dessa vez, recebi de uma amiga a dica para ver a exposição de Roxy Paine no terraço, no último andar do museu. E dei de cara com essa vista:

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Melhor ainda é que tem um café lá em cima, para pegar um copo de cappuccino ou um chá gelado e ficar aproveitando a visão.

6) Não há melhor lugar para estar em Nova York após as 20h que o Lower East Side. Os bares mais bacanas, os shows mais legais, os visuais mais interessantes e também vários restaurantes delicinhas. O favorito da minha amiga moradora do Brooklyn é o Supper, um italianinho que serve uma comida incrível, tem uma carta de vinhos sensacional, bons espaços para namorar ou para curtir com os amigos e com ótimo custo/benefício para a cidade.
Escolhemos o Supper para nosso último jantar das três amigas em Nova York. Havíamos passado o dia inteiro batendo pernas por lojas e museus. Às 20h, estávamos famintas.

supper_entrada
E nada melhor do que o couvert do Supper para iniciar os trabalhos. Eles servem um pão delicioso com feijão fradinho mergulhado em azeite.

supper_bisteca
supper_abobrinha
Depois pedimos uma bisteca Fiorentina com talharim de abobrinha como acompanhamento

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Um talharim com cogumelos selvagens frescos

supper_nhoque
E um nhoque com molho que nem era ao sugo nem rosé, mas um meio-termo entre eles e estava delicioso.

Supper: 156 E 2nd St (entre avenidas A e B).Tel. 00xx1 212-477-2732.

7) Pra mim, não tem como ir a Nova York e não ir ao Cafe Habana comer um “milho cubano”, como batizamos. É uma entrada, com duas espigas de milho, daqueles americanos, doces. Elas são grelhadas. Depois passadas no creme azedo e polvilhadas com páprica e queijo ralado. E eu sonho com isso toda semana. Até faço a receita em casa, mas não fica a mesma coisa…
Dessa vez, passei lá num final de tarde só para comer os milhos e tomar uma cerveja mexicana.

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Cafe Habana: 17 Prince Street @ Elizabeth. Tel. 00xx1 212.625.2001

8) E essa foi também a minha primeira vez no Oyster Bar, famoso endereço dos intelectuais e da boemia nova-iorquina, dentro da Grand Central. Lindo, boêmio, sensacional. Recomendo muito!
Sentamos no balcão e pedimos uma cava espanhola, sopas de caranguejo e sanduíches de caviar com creme azedo e ficamos nos sentido no glamour dos anos 50.
Antes de sair, o garçom veio nos perguntar: “Vocês viram quem está aí, naquela mesa? A Chloë Sevigny”. Depois de dar uma bela olhada, respondemos: “E você ainda fica avisando?”. A resposta dele: “This is New York, darling”.

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Oyster bar: dentro da Grand Central na 42st.

9) Antes de deixarmos a cidade, o último drink: dry martini, no Pravda, o bar russo, com centenas de vodcas para escolher…

pravda

Pravda: 281 Lafayette St. Tel. 00xx1 212-226-4696.

Notas relacionadas:

  1. Dois dias em Nova York – parte 1
  2. Dois dias em Nova York – parte 2
  3. Nova York: brunch e cannoli no Brooklyn
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 12 de maio de 2009 Sem categoria | 11:10

Nova York: brunch e cannoli no Brooklyn

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Começa hoje aqui no Comidinhas uma série de posts resultado de uma viagem de uma semana por Nova York e Boston acompanhada de duas amigas, muita comida e váaarios drinks. Para começar: fomos descobrir o Brooklyn.
Então tá, a Adriana, uma das minhas melhores amigas, mudou-se recentemente para o Brooklyn. E desde que entrou em seu apartamento não parou de me falar sobre as lojinhas, os cafés, os restaurantes italianos da região. Já no dia da mudança, no primeiro jantar local, deu de cara com Paul Auster em um café, o Cobble Hill Coffe Shop. Adivinha por onde começamos nosso “tour” gastronômico do Brooklyn com direito a brunch no sábado pela manhã?…

A premissa básica era a de que jamais nessa viagem nos importaríamos com calorias ou excessos. Afinal, as caminhadas diárias de 12 horas deveriam fazer seu papel. Então, já resolvemos começar o dia sem dramas, já que o “dinner do Paul Auster” serve comida tipicamente americana.
O brunch incluiu ovos poché com bacon, salsicha, panquecas e maple syrup:

ovos bacon salsicha
panquecas

French toast feitas a partir de pão challat (simplesmente divinas):

challat

Ovos benedict com mashed potatoes:

benedict

Com muito café americano e suco de laranja.

É um café da manhã para fazer muito poucas vezes. Mas vocês têm idéia de como é bom ter um brunch desses na manhã chuvosa de sábado no início de uma viagem com duas amigas? Aliás, sempre acho que começar finais de semana com panquecas doces ou rabanadas faz toda a diferença na vida. Se depois você ainda puder passar o dia andando por Williamsburg e Cobble Hill, muito melhor.

Porque, à noite, ainda dá para ter um jantarzinho frugal em casa de queijos, bresaola, pães e proseccos:

frios e queijos

E um vero cannoli siciliano como sobremesa. Comprado no Ferdinando´s Focacceria, considerado “o melhor cannoli de Nova York”, onde Robert de Niro, Sean Penn e Leonardo di Caprio vão matar a vontade do doce italiano recheado com creme de ricota. E onde você entra e tem a certeza absoluta de que está dentro do Poderoso Chefão.

cannoli

ferdinando

ferdinando2

Cobble Hill Coffee Shop: 314 Court St, Brooklyn. Tel. 00xx1 718 852-1162.
Ferdinando´s Focacceria: 151 Union St, Cobble Hill, Brooklyn. Tel. 00xx1 718-855-1545

Nessa semana inteirinha vou fazer posts sobre restaurantes de Nova York e Boston. Então, é só voltar aqui de vez em quando e acompanhar.
Você pode também acompanhar dicas de lojinhas e lugares bacanas que visitamos na viagem e super sacadas de decoração no blog da Chris, do site Casa da Chris (e que foi a outra amiga companheira de aventuras).

Notas relacionadas:

  1. Dois dias em Nova York – parte 1
  2. Dois dias em Nova York – parte 2
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 Sem categoria | 18:39

Dois dias em Nova York – parte 2

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Segundo dia em Nova York e meu almoço já tinha endereço certo: Momofuku Noodle Bar, um dos quatro endereços do chef David Chang, nova sensação da cidade. Ruth Reichl, editora da revista Gourmet e ex-crítica gastronômica do The New York Times, já disse que é seu restaurante favorito. E isso tem um peso enorme por lá.
A proposta do Noodle Bar, o primeiro restaurante dos Momofuku, é ser uma mistura de comida coreana com noodles. Estranho? Nada. Uma delícia.
Adorei o restaurante logo de cara. O espaço é uma sala comprida. Na frente tem um bar, com um balcão para sentar e ficar bebericando e comendo. Logo depois tem outro balcão, dessa vez em torno da própria cozinha. Você come assistindo ao trabalho dos cozinheiros. Tem também umas quatro mesas, mas essas não têm a menor graça. Legal, de novo, é sentar no banco e ficar vendo o movimento da cozinha.
O ambiente é super “rock and roll”: cara de East Village, com jovens modernos trabalhando (e se divertindo), música bacana rolando o tempo todo, atendimento fofo…
O menu muda todos os dias. Escolhi uma espécie de massinha feita no vapor que tomava formato de pão recheada com cogumelos em um molho agridoce. Divino!

massinhaecogumelos

Depois um noodle, bem simples, vegetariano, que levava salsinha, pepino, gengibre, nabo e couve-flor. E estava muito bom. Fiquei pensando como eles conseguiam dar aquele sabor usando só ingredientes em geral considerados sem graça.

noodlemomofuku

Além do Noodle Bar, David Chang também tem o Momofuku Ssäm Bar (East Village), especializado em um tipo de “Asian Burrito”, o Ssam; o Momofuku Ko, esse de alta gastronomia, com estrelas Michelin e reservas impossíveis de conseguir; e o Momofuku Milk, uma padaria aberta dentro do Ssäm. Nessa última dei uma passadinha, mas não achei nada muito convidativo.

Em todos eles, o chef ficou conhecido por suas combinações exóticas, coisas como camarão com melancia, tapioca com frutos do mar etc. E realmente são o que “acontece de novo” gastronomicamente na cidade.

Momofuku Noodle Bar: 171 First Avenue, Nova York, EUA. Tel. 00xx1 212-777-7773.

Depois da novidade, no jantar fui a mais um clássico, o Prune, conhecido como um restaurante de comida americana onde os chefs de cozinha da cidade gostam de ir jantar depois de terminado o expediente em seus próprios restaurantes. Um amigo morador da cidade o classificou como “pequeno, mas genial”. Além de ser um lindinho bistrô no East Village, perfeito para ir com o namorado.
Estava uma super chuva quando cheguei lá sozinha. Portanto, mais uma vez consegui um lugar no balcão do bar. Pedi o prato especial do dia, um pato servido em um caldo com favas e espinafre.

patoprune
Dá uma olhada nessa foto acima. Não consigo descrever como estava bom. Em geral a carne de pato é servida dura demais ou um pouco crua. Essa coxa aí de cima desmanchava-se a cada garfada. E era perfeita na boca. Não tenho idéia do que tinha nesse caldo escuro. Com certeza foi onde o pato foi cozido. E também tenho certeza de que tinha um tanto de gordura acima do que normalmente me permito comer. Mas, quando provei, assumi o “não estou nem aí, isso é bom de mais e vou comer tudo”. E comi, até “limpei o prato” com um pãozinho. Depois fui para o hotel, feliz. E embora da cidade no dia seguinte.

Prune: 54, East First street, Nova York, EUA. Tel. 00xx1 212-677-6221.

Notas relacionadas:

  1. Dois dias em Nova York – parte 1
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , ,

terça-feira, 2 de dezembro de 2008 Sem categoria | 19:43

Dois dias em Nova York – parte 1

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Depois do trabalho, veio a diversão: 2 dias em Nova York. Muita coisa, pouco tempo. Decidi então fazer minhas escolhas gastronômicas baseadas em 2 critérios: os clássicos (que estava morrendo de vontade) e os novos (que estão dando o que falar).
Fiz uma lindíssima viagem de trem Boston – NY, com todas aquelas imagens de cidadezinhas à beira de lagos, com barquinhos estacionados, como a gente via em Dawson´s Creek, lembra? Recomendo muito. Cheguei a Nova York no domingo, 13h. Larguei as malas no hotel e fui ao Balthazar, o primeiro restaurante que Keith McNally abriu na cidade, em 1997, e que é parada obrigatória. Delícia de bistrô francês. Sempre lotado, mas com uma movimentação bacana, gente legal, barulho, ótima comida. No domingo, dia de brunch, impossível de conseguir uma mesa. Esperei mais de meia hora por um lugar no balcão, mas, como disse o maitre, fui premiada com o melhor espaço da casa, com vista para o bar e o salão. Muito divertido, sempre.

bar balthazar

Pedi um coquetel de camarão para começar, com uma taça de champanhe (estava em Nova York, né? Tinha que comemorar). Quando é que as pessoas decidiram parar de servir coquetel de camarão?

coquetel camarao balthazar
Clássico, retrô e divino! Em cima de uma tigela de gelo, quatro ou cinco camarões gigantes, frios, quase crus, só “assustados” pelo cozimento. Com um molho picante como acompanhamento. Ótimo jeito de começar um passeio pela cidade.

torta de queijo e cebola balthazar
Depois ainda pedi uma pequenina torta de queijo de cabra e cebola, servida com saladinha.

milfolhasbalthazar
Um mil-folhas de sobremesa. E fui embora, andar pelas ruas do Soho, mesmo no frio de 0° C.

Antes de partir, dois dias depois, voltei ao Balthazar. Sentei de novo no balcão e pedi um sanduíche de galinha com alface, bacon e maionese. Servido com batata frita. Mais um tradicional pouco visto nos cardápios, mas que deixa saudades.

clubsanduiche

Balthazar: 80 Spring Street, New York, EUA, tel. 00xx1 212 9651414.

À noite, fui jantar com um amigo em um novo e moderno restaurante japonês do Village, o En, que se identifica como uma brasserie japonesa. Faz pratos da alta gastronomia do Japão e é especializado em tofu, produzido três vezes por dia na própria casa. Um lugar lindo, digno de um “Sex and the City”. Sentamos mais uma vez no balcão.

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Para começar, pedimos a especialidade da casa: um tofu frito, servido com um molho agridoce. Em geral, não gosto de tofu, mas esse estava maravilhoso, leve, derretendo-se. No aspecto, ao ser partido, lembrava um requeijão.

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Pedimos então um misto de sashimis.

sashimi

E um sushi de atum com quiabo. Demais! Nunca tinha visto pedacinhos de quiabo em sushi. Fica ótimo, ardidinho.

sushicomquiabo

 

 

 

 

 

 

 

 Pedimos também um tofu crocante recheado com pato. Mais um acerto. Fiquei bem feliz com o En. Moderno, gostoso, boa comida.

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En: 435 Hudson Street, Nova York, EUA. Tel. 00xx1 212 647-9196.

No dia seguinte, fui ao Momofuku, o novo “restaurante-sensação” de Nova York e ao Prune, o clássico preferido dos chefs da cidade. Posto aqui amanhã.

Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , ,