Mil-folhas e muitas gostosuras
Fofura máxima o livro “Mil-Folhas”, que conta a história do doce, recheada de curiosidades, lendas e ilustrações lindinhas. E olha que eu não sou uma pessoa-açúcar. Sou totalmente do sal.
Mas, conforme fui lendo, tive a sensação de ir entrando em um mundo fantástico. É como se estivesse num desenho animado, um mundo da fantasia. Vai, fala sério que a casquinha do sorvete foi inventada porque um dia faltou potinhos para um vendedor de sorvete, na Feira Mundial em Saint Louis (EUA), e aí o doceiro sírio, do estande ao lado, teve a idéia de enrolar um waffle ainda quente em forma de cone?
Ou que o chiclete surgiu da união de um homem velho e meio surdo que procurou um dono de uma vidraçaria de Nova York, que tinha fama de inventar coisas, para propor um negócio utilizando um pedaço de resina. O tal senhor meio surdo era um general mexicano. O vidraceiro-inventor topou o desafio, estudou a resina e um belo dia teve a idéia: usou a goma pura e produziu pequenas tiras, adoçadas com sabor produzido artificialmente. E começou a vendê-las em uma máquina de colocar moedas, que ele mesmo inventou, em 1888, e colocou nas plataformas de metrô de Nova York. O nome dele: Thomas Adams.
E por aí vai: dos primeiros doces portugueses ao bolinho de chuva; de chocolate ao próprio mil-folhas. Tudo tem uma história. Tudo parece ter acontecido meio por acaso, por um passe de mágica. Como o mundo dos doces realmente deve ser.
Ah, não leia sem ter pelo menos um chocolatinho em mãos. O desejo é incontrolável.
Mil-Folhas – História Ilustrada do Doce, de Lucrecia Zappi, R$ 49.



