Kinoshita | Comidinhas

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terça-feira, 26 de março de 2013 Sem categoria | 11:33

As vieiras e os novos cardápios do Fasano e do Kinoshita

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Ando obcecada por vieiras. Acho essa combinação de vieiras com limão e flor de sal, que virou “modinha” nos restaurantes japoneses, das melhores que existem. E aí que na última semana fui provar novos pratos de dois restaurantes ícones da cidade _ o Fasano e o Kinoshita_ e não consigo esquecer de suas vieiras. O Fasano mudou o cardápio há pouco mais de um mês e tem um novo “menu gastronômico pesce”, assinado pelo chef  Luca Gozzani, que veio do Fasano Al Mare, do Rio. São quatro pratos e uma sobremesa a R$ 290. Uma das entradas é a vieira: Medalhões de vieira, com lardo (fatias finíssimas de toucinho toscano) e creme de grão de bico e alecrim. A melhor coisa que provei nos últimos tempos. Só ele já vale a visita ao restaurante. Também gostei muito de outra entrada do menu “pesce”: tartare de atum e bottarga  (ovas de tainha processadas e curadas), com uma bolinha de iogurte. Fasano: Rua Vitório Fasano, 88, Hotel Fasano, Jardins. Tel.  (11) 3062 4000 ou (11) 3896 4000 No Kinoshita, provei vieiras em duas versões. Como entrada (foto acima), grelhada, com manteiga e cebolinha (R$ 41) E também no sushi (à direita), com limão e flor de sal (R$ 25).  Os outros sushis na foto são, à esq., de atum com foie gras (R$ 38) e salmão trufado (R$ 35). Também do novo cardápio do Kinoshita, muito boa a morcilla caseira com misso japonês e gengibre (R$ 42) Kinoshita: rua Jacques Félix, 405, Vila Nova Conceição. Tel.: (11) 3849 6940

Notas relacionadas:

  1. Comida japonesa com uísque Blue Label no Kinoshita
  2. A comida dos zen budistas
Autor: Alessandra Blanco Tags: , ,

quinta-feira, 30 de junho de 2011 Restaurantinhos | 12:11

O novo cardápio e o temaki “desejo” do Kinoshita

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O Kinoshita inaugurou semana passada um novo cardápio com pratos mais “comfort food” ou com comidas que o chef Tsuyoshi Murakami diz que comia em casa, na infância. Engraçado é que muitos deles têm gominhas, cremes puxa-puxa feitos com ingredientes como o cará ralado, que formam uma “babinha”.  Como sempre no restaurante, levam ingredientes sofisticados com uma técnica perfeita. Mas parecem ser mais simples e leves.

Tamago Dofu: tofu à base de ovo orgânico com camarão e edamame (preparado feito com grãos de soja dentro da vagem) no caldo de Dashi natural (caldo de peixe e algas) R$ 24

Pupunha Umê: coração de pupunha servido com umeboshi, tipo de ameixa salgada, de sabor forte, batida com saquê doce e bonito seco (R$ 29)

Berinjela japonesa grelhada e servida fria com gengibre e katsuobushi (flocos secos de peixe bonito fermentado e defumado)  (R$ 24) 

Os tradicionais sashimis. Esse mais branco é arenque defumado, pirei! R$ 30

Sushis selecionados do dia (R$ 53)

Maguro Tororo: arroz Koishihikari, servido com atum e tororo (o cará ralado que forma a “babinha” que falei acima) R$ 36

Kappo Suzuki Kinoko: robalo cozido e servido com cogumelos no papel alumínio (R$ 30)

Kaki Fry: ostra empanada em farinha japonesa (R$ 38)

E a sobremesa: Azuki Moti, massa de arroz recheada com Azuki e servida com sorvete de Azuki (R$ 23)

Na verdade, esses são alguns exemplos de novos pratos que foram apresentados para jornalistas na semana passada. Mas 80% do cardápio foi alterado. Ainda bem que algumas coisas permanecem:

Como o temaki de atum, pequenininho e perfeito, com a alga mais crocante que já provei (R$ 18). Eu poderia ir ao Kinoshita só para comer esse temaki. Aliás, uma meia dúzia deles vai…

Kinoshita: rua Jacques Félix, 405, Vila Nova Conceição, São Paulo. Tel: (11) 3849-6940.

Notas relacionadas:

  1. Saquês artesanais e banquete japonês no Kinoshita
Autor: Alessandra Blanco Tags:

domingo, 28 de março de 2010 Sem categoria | 13:43

A comida dos zen budistas

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Fui uma das sortudas da semana que conseguiu provar da comida do chef Toshio Tanahashi, japonês que pratica a Shôjin Ryôri. Shôjin é a prática budista de desenvolvimento espiritual. Shôjin Ryôri é a tradicional culinária vegetariana que foi introduzida no Japão com o budismo no século VI.

O budismo orienta a não matar. Portanto, nada de carne, aves ou peixes. Só legumes e verduras. E também nada da ajuda de máquinas, tudo é feito manualmente. O preparo começa no dia anterior e é retomado às 7h para que a comida possa ser servida por volta de 13h. Enquanto comíamos, outro preparo já começava a ser feito para ser servido no jantar. E a imagem era de cozinheiros com pilões triturando gengibre trazido do Japão, que depois permearia boa parte do menu.

“Mesmo sem a carne, a comida pode ser gostosa e satisfazer. As verduras normalmente são consideradas coadjuvantes, mas elas são protagonistas. Só que para torná-las protagonistas é preciso tempo e trabalho”, disse o chef Tanahashi. “Só com essa experiência é que me tornei um japonês.”

Perguntado sobre o que significa “ser um japonês”, disse: “Trabalhar muito e estar sempre praticando com dedicação esse trabalho”.

Tanahashi foi aprendiz no templo zen budista Gesshinji, na província de Shiga, entre 1987 e 1989. Depois, manteve um restaurante em Tóquio, o Gesshinkyo, entre 1992 e 2007. Hoje dá aulas em uma universidade de arte, onde divulga a culinária Shôjin. Ele veio ao Brasil para realizar algumas palestras na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e faz daqui a pouco, às 14h30, uma palestra no Pavilhão Japonês do parque do Ibirapuera. Fez também dois jantares e um almoço no restaurante Kinoshita.

Participei do almoço a seguir:

Mokouzuke: flan de gergelim aromatizado com wasabi. Esse é um dos pratos que começa a ser preparado no dia anterior, com a trituração do gergelim.

Wan Mono: creme de tomate e abóbora kabocha em duas cores, com quiabo, tougan e raiz de lótus frito. Sabe a “baba” do quiabo? Pois ela está bem presente no prato e se mistura ao creme de tomate e abóbora. Dá uma sensação estranha, mas o sabor é ótimo.

Meshi: milho verde grelhado (adocicado e delicioso), com cogumelo eringi, goya (molhinho verde por cima do prato), ervilha torta e creme de cará sobre arroz

Aemono: mix de legumes grelhados temperados com gergelim agridoce

Aguemono: berinjela grelhada e harusame frito ao molho de missô-dengaku com tempurá de manga com pasta de gergelim, mandioquinha e akamiso

Kashi: gelatina de figo roxo e maracujá, bolinho de mochi com palmito e doce de ervilha

O chef Tanahashi (à direita) com os cozinheiros do Kinoshita

O menu foi criado pelo chef após chegar ao Brasil e fazer uma visita do mercado central de São Paulo, onde disse ter ficado encantado com a variedade de frutas, legumes e verduras. Em cada menu que ele prepara, usa, em média, 40 tipos diferentes de legumes e verduras. “Nem sempre orgânicos, infelizmente, porque não consigo encontrar tanta variedade”, disse.

Foi gostoso? Diria mais interessante do que gostoso. Alguns pratos eram muito bons: adorei o millho do meshi, o aemono estava bem gostoso, o tempurá de manga também. Não gostei da sobremesa. Todos os pratos tinham um tanto de amargo. O chef explicou que era o gergelim ou o tougan. Interessante para quem gosta de amargos. Eu sou uma dessas pessoas. Como disse o chef Murakami, do restaurante Kinoshita, a culinária Shôjin lembra um pouco a macrobiótica.

Mas será que a gente comeria esse tipo de refeição todos os dias? E fazer todos os dias com um preparo que leva horas? “Pelo menos uma vez por semana, por que não?”, perguntou o chef. “Dá para reunir a família. É possível encontrar legumes e verduras em qualquer lugar. E é uma refeição em que o corpo fica feliz. Vocês vão notar a diferença amanhã. Vão ficar mais bonitos.” Confesso que achei que fiquei com uma energia extra. Será?

Mas o mais legal de tudo é que o chef Tanahashi disse que cozinhar é a sua “própria prática espiritual budista”. É o seu trabalho, a sua dedicação, onde ele se concentra e aproveita aquele ato. Faz sentido.

Notas relacionadas:

  1. Comida japonesa com uísque Blue Label no Kinoshita
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , ,

segunda-feira, 8 de março de 2010 Sem categoria | 18:57

Comida japonesa com uísque Blue Label no Kinoshita

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O  restaurante Kinoshita vai começar na próxima semana uma série de jantares (limitados a 50 casais) que vão harmonizar um cardápio de alta gastronomia japonesa com uísque Johnnie Walker Blue Label.

A idéia é, segundo o chef Murakami: um gole de água gelada, um gole de uísque super premium e um bocado de pratos que variam de peixe cru a foie gras. Fiz um “test drive” desse menu em um almoço na semana passada. A cada gole de água e uísque, foram desfilando:

 
Karasumi daikon:  ovas de tainha (bottarga) ao saquê com lâminas crocantes de nabo

 
Usuzukuri: fatias finíssimas de robalo ao molho ponzu, yuzu  (espécie de mixirica japonesa) e azeite extra-virgem. Pra mim, a melhor combinação com o uísque entre todos os pratos. A boca gelada da água, seguida do uísque “quente” e depois o peixe fresco com um molho ácido criou não só um frescor na boca, mas uma espécie de “queimação”, um efeito “halls”, uma “dancinha” de sabor, que abriu ainda mais o apetite para os próximos pratos.

 
Sushi de Tarako: dupla de sushi de ovas de bacalhau e gema de ovo de codorna orgânico. Mistura muito interessante do sabor forte das ovas com a gema


Shake no Saikyo Yaki: salmão marinado no missô e levemente grelhado


Ebi Fry: camarão crocante ao molho tonkatsu (que vai maçã verde, saquê, gengibre, molho inglês e shoyu)


Teriyaki Foie Gras Steak Roll: filé mignon empanado na farinha panko, servido com terrine de foie gras e molho teriyaki. Esse aqui uma harmonização mais “usual” com o uísque, mas com resultado irresistível


Omatsuri: bolo de chocolate Valrhona e castanha-do-pará, com lichia recheada de ganache de chocolate e morango

Posso dizer que, depois desse almoço, segui meu dia mais feliz.

Esse jantar será servido de 15 de março a 20 de abril. O valor é de R$ 520 para duas pessoas, incluindo uma garrafinha de Blue Label 200 ml.


Antes de ir embora, ainda pedi para provar o moti recheado com ganache de chocolate Valrhona. É de chorar de emoção…

Kinoshita: rua Jacques Félix, 405, Vila Nova Conceição, São Paulo. Tel. 11 3849-6940.

Autor: Alessandra Blanco Tags: ,

quarta-feira, 26 de agosto de 2009 Restaurantinhos | 20:11

Saquês artesanais e banquete japonês no Kinoshita

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O restaurante Kinoshita fez nos dois últimos dias um festival com menu especial criado pelo chef Tsuyoshi Murakami para combinar com saquês premiuns, que começam agora a ser importados para o Brasil.

São dois produtores de saquês, produzidos artesanalmente, por meio de um demorado processo de fermentação. Um deles, Nanbubijin, é uma empresa familiar fundada em 1902, que produz saquês do tipo Ginjo, que se diferenciam dos demais porque usam grãos de arroz polidos. Em algumas bebidas, chegam a ser polidos 55% do grão de arroz. O resultado disso são saquês de sabor delicado, suave e aromáticos. A outra empresa produz os saquês Oze e tem até um tipo de licor levemente doce.

lichia
A degustação começou com lichias recheadas de gelatinas de drinques com saquê. Só para aperitivo.

cará com ouriço e foie gras
Depois, três pratos em um: cará ralado cru com ouriço (no potinho), foie gras marinado no missô e favas. Servido com o saquê Nanbubijin Nigori, um saquê turvo, não filtrado, com perfume de pêra.

sopadealgaevieira
Próximo prato foi sopa de algas e vieiras. Divina. Servida com o saquê Nanbubijin Junmai Ginjo, que eu achei bem leve e feminino

sushi e sashimi
Aí um misto de sushis e sashimis de atum, salmão e peixe branco. Com o saquê Nanbubijin Junmai Ginjo Shinpaku, mais encorpado, bem refrescante.

sushi wagyu
Um sushi feito de carne de wagyu (aquela carne especial em que o boi recebe até massagem).

camarão e polvo
Camarão e polvo grelhado com flor de sal (foto de Orlando Mourão)

tempura mistos de cogumelos
Atum selado com tempura misto de limão e cogumelos. Os dois servidos com o saquê Oze no Yukidoke Daiginjo. Bem suave.

enguia e pepino e wagyu
Aí o Unazaku (enguia e pepino com olho ponzu) e o steak de wagyu selado com garlic sauce… (foto de Orlando Mourão)

soba gelado
E o soba gelado. Servidos com o Oze no Yukidoke Junmai Ginjo. (foto de Orlando Mourão)

sorvete cha e feijao
Para terminar, sorvete de chá japonês com feijão azuki e Oze no Yukidoke Licor de Yuzu. (foto de Orlando Mourão)

O menu de harmonização completo só foi servido dias 24 e 25 de agosto. Mas quem for ao Kinoshita ainda pode pedir por cada prato e pelos saquês também. Mas prepare o bolso… O menu completo com os saquês custava R$ 780 por casal.

Kinoshita: rua Jaques Félix, 405, Vila Nova Conceição. Tel. 11 3849-6940

Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , ,