Gerard Mulot | Comidinhas

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011 Listas de indicações | 08:02

A lista de indicações em Paris

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Atendendo aos pedidos, aí vai abaixo a lista de indicações de Paris que a Tanya Volpe (leia post abaixo) me enviou em julho de 2008 :

Paris para Alê Blanco, por Tanya Volpe
Julho 2008

RESTÔS:

 La Regalade:
49, avenue Jean-Moulin             14eme
Tel. 01 45 45 68 58
Melhor qualidade/preço de Paris
Reservar com antecedência
Embora sem o chef Camdeborde, que está no Comptoir, continua valendo muito a pena. Por isso continuo mantendo este título de melhor qualidade/preço de Paris.

 Le Comptoir de Relais:
(hotel/restaurante do Yves Camdeborde ex-Regalade)
9, Carrefour de L’Odeon   
Tel : 01 43 29 12 05
Vale chegar lá para almoçar, sem reserva, na brasserie, até 17h. Tudo é MUITO bom. Tem também café da manhã, já que ele abriu ali um hotel.

 

Leia aqui 2 posts que fiz sobre o Comptoir:
Le Comptoir 
E o L´Avant Comptoir

 L’ ami Jean:        
27, rue Malar  7 eme
Tel. 01 47 05 86 89
Foie gras para 2 pessoas incrível.
Leia aqui o post sobre minha visita ao L´Ami Jean

Le Baratin:
3, rue Jouye-Rouve      20eme
Tel. 01 43 49 39 70
Chef Raquel Carena (argentina)
Maravilhoso!!!! Bom e barato mesmo! Ótimos vinhos.
Leia o Post sobre o Le Baratin

Le Chateaubriand:
129, avenue Parmentier     11 eme
Tel. 01 43 57 45 95
(chef basco Inaki Aizpitarte)
É o queridinho do momento, talvez seja muito moderno para o meu gosto… Um pouco da nova Espanha em Paris.

Les Papilles      
(Bertrand Bluy)
30, rue Gay-Lussac       5 eme
Tel. 01 43 25 20 79
Menu do dia mesmo. Restaurante, bar e armazém.

Ribouldingue          
(Chef Clavel)
10,rue Saint-Julien-le-Pauvre       5eme
Tel. 01 46 33 98 80
Só de vísceras

Les Vivres (Filho do Le Pétrelle)     
34, rue Pétrelle   9 eme  
Tel. 01 42 82 11 02     20 E
Tenho ótimas indicações. Não consegui ir ainda. Ele tem uma quitanda do lado com legumes especiais e diferentes. É vegetariano

Restaurantes de Christian Constant (todos na mesma rua):

Les Fables de la Fontaine          
131, rue Saint-Dominique  7 eme    
Tel. 01 44 18 37 55             45 E
O principal e, portanto, mais caro

Café Constant
139, rue Saint-Dominique         7eme
Tel. 01 47 53 73 34

Les Cocottes
135, rue Saint-Dominique        7eme
Tel. 01 45 50 10 31      30E

Outros ‘bistrots’:

 L’Atelier de Maître Albert:   
De Guy Savoy
1,rue Maître Albert         5eme
Tel. 01 56 81 30 01
‘Grelhados’= rôties (assados numa grelha especial) inesquecíveis. O ‘ponto’ mais correto que eu comi na vida.

Mon Vieil Ami :
(chef Antoine Westermann, de Strasbourg)
69, rue Saint-Louis en l’Ile
Tél. :  01 40 46 01 35

 Gosto de novidades mas adoro os clássicos eternos….

 Chez René:
14, boulevard Saint-Germain      5eme
Tel. 01 43 54 30 23
Bistrô clássico, ali desde sempre.

Chez Pauline  :         
 5, rue Villedo  1eme    
Tel. 01 42 96 20
Meu velhinho de toujours. Bourguignon inacreditável

Benoit:
 20, rue Saint-Martin       4eme
Tél. :  01 42 72 25 76
Bistrot classicão e caro, mas bom.

Bofinger:
5, rue de la Bastille
Tel. 01 42 72 87 82
Comer umas ostras com champanhe e de sobremesa Nougat Glacé. Ele é do começo do século passado e fica ao lado da Place de la Bastille. Melhor reservar, no dia mesmo, ou chegar em um horário mais cedo, antes que encha.

Livrarias

 Librairie Gourmande:
90, rue Montmartre    12 eme
Tel. 01 43 54 37 27

Lojas de Especiarias do mundo

 Izrael- L’épicerie du monde:
30,rue François Miron  4eme
Tel. 01 42 72 66 23

Goumanyat & son Royaume:
3 rue Charles-Francois Dupuis, 75003 Paris
Tél. : 1 44  78 9 6 74

La Grande Epicerie de Paris (do Bon Marché):
38, Rue Sèvres        7 eme

Marché d’Aligre:
Entre le faubourg St Antoine et la rue de Charenton na Bastille

Lojas de chocolate e doceiras

 Richart Chocolates
258, bd St Germain
(IMPERDÍVEL – provar os petits richart, 7  séries de chocolates com sugestão de ordem de degustação simplesmente inacreditável! Provar ‘La tablette composée’. E chocolate ao leite com café.

Le chocolat Neuville:
Rede de lojas de chocolate, meio com cara de chocolate de Campos do Jordão, sem nenhum interesse em particular. Mas lá dentro tem uma coisa inacreditável: passas de uvas Sauternes cobertas de chocolate. Atenção, INACREDITÁVEIS. Presente simpático para todos os amigos gourmands. Aqui coloco 2 endereços mais ‘próximos’ de nossos caminhos. Tem vários outros. Fique atenta:

70 bd Saint-Germain
Tel 01 43 54 23 39

ou
123 rue de Sèvres
Tel 01 43 06 37 29 

Pâtisseries

 Gerard Mulot
76, rue de Seine   6 eme
Tel. 01 40 46 99 34

Leia post sobre o Gerard Mulot

Ladurée
75, avenue des Champs-Elysées      8eme
Tel. 01 40 75 08 75
16, rue Royale             8eme
Tel. 01 42 60 21 79
21 rue Bonaparte     6eme
Tel. 01 44 07 64 87
Comer os Macarons

Pierre Hermé
72, rue Bonaparte           6 eme
Tel. 0143544777
O patissier mais famoso do mundo. Seus chocolates, que são o que eu gosto, são maravilhosos também

 

Leia os posts sobre o Pierre Hermé

Coisas de cozinha

E. Dehillerin:
18-20 rue Coquillère   1eme (do lado do Pied du Couchon)
Tel. 0142365313
 Para profissionais, tem tudo, atendimento ríspido, você tem que conhecer.

 Aliás o Pied de Cochon é um clássico, tipo 100 anos, que para mim ainda continua valendo a pena, apesar de ‘turístico’. Adoro sentar do lado de fora, onde os passarinhos (os pardais gorduchos de lá) vêm comer migalhas de pão da mesa, e pedir uma salada chèvre chaud no verão ou a soupe à l’oignon no inverno. Foi lá que ela nasceu, você sabe, né? Por conta do Halles ali na frente, o antigo mercado de Paris que virou o shopping . Bom e raro na cidade, é que o Pied continua aberto a noite toda.

 Leia sobre Au Pied de Couchon e também aqui

Comida de rua

L’As du Falafel (IMPERDÍVEL e que você já conhece)
34, rue des Rosiers    4eme (Marais)
Tel. 01 48 87 63 60
Gosto de sentar e pedir o falafel no prato que é mais fácil de comer. Sempre arrisco um rosé vagabundérrimo, mas que vale ser tomado aí. Arnaldo prefere pedir o suco de cenoura genial da centrífuga. Se não, pedir o sanduíche mesmo, e sair andando, porque passear/se perder pelo Marais é uma das gostosuras de Paris. Funciona das 11h30 às 23h30, inclusive no domingo, que pode ser a salvação, porque tudo fecha no domingo em Paris. Fechado na sábado, como quase tudo no Marais, bairro judeu.”

Leia os posts que fiz sobre o L´As du Falafel:
Falafel
Sanduíches de Falafel: eu quero! 

Quer mais listas com indicações de restaurantes e lojas de comida dentro e fora do Brasil? Pede aqui pelos comentários que vou publicando no Comidinhas.

 

Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 31 de agosto de 2008 Comidinhas na França | 20:47

Comidinhas de férias em Paris

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Desculpem o sumiço da última semana. Foi tudo tão corrido que nem deu tempo de avisar aqui que saí de férias. Em compensação, hoje vou postar tudo de uma vez (ou quase) sobre os últimos cinco dias que passei em Paris. Delícia. Final de verão na cidade, calor durante o dia, sol e ventinho gostoso à noite.

Chegamos na cidade (eu e o marido) na quarta-feira, dia 28, e, depois de tomar banho e descansar uma horinha, a primeira coisa que fizemos foi parar na primeira boulangerie (padaria) e rachar um pão de chocolate. Depois, no primeiro bar, para tomar uma cerveja. Ufa, estamos de férias.
Parti para Paris com uma lista de bistrôs incríveis e lojinhas gourmands que deveria experimentar, feita pela Tanya Volpe Spindel, que morou na cidade, sempre que tem uma chance corre para cá e conhece muito bem seus restaurantes. Além de ter um paladar de super confiança. Mas acontece que vim para cá bem na última semana de agosto, também a última das férias dos franceses. E isso significa que boa parte dos restaurantes que eu queria conhecer estavam fechados.
Na primeira noite, conseguimos reserva no L´Ami Jean, um bistrô bem clássico, com influência de comida basca, que havia reaberto havia apenas dois dias. O lugar é pequenino, com mesinhas muito coladas umas às outras, estava cheio e barulhento. Tudo o que se imagina de um bistrô parisiense. Fomos levados ao fundo do salão, sorte nossa, porque dava para assistir todo o movimento da minúscula cozinha. E também a performance do chef Stephane Jego, que ficava na bancada finalizando cada prato. Cada vez que um garçom demorava mais do que dois segundos para ir pegar o prato e levar à mesa, ele os chamava batendo palmas, depois acompanhadas de uma bela “bronca”, sem vergonha de ninguém que estivesse por ali assistindo.

Nos sentamos, pedimos um vinho tinto e recebemos pães e um paté de foie gras, divino.
Pedimos ao garçom uma sugestão para a entrada, ele trouxe uma linda travessa cheia de vieiras, na concha, que foram preparadas com vinho branco, cebola picada bem fininha e ciboulette. Estava divina, macia, adocicada até. O marido que não come frutos do mar resolveu experimentar e até repetiu!

Vieiras

Tanya havia sugerido o foie gras para dois, mas acabamos pedindo um gigantesco filé a la plancha ao ponto. Quando a carne veio para a mesa, tinha uma crosta torrada e o interior completamente vermelho. Achei que não iria dar certo. Gosto de carne mal passada, mas nem tanto. Mas quando parti o primeiro pedaço, vi que não saiu nada de sangue no prato. Ela estava brilhante e parecia macia no toque. Coloquei na boca e experimentei. Até agora, foi o ponto de carne mais perfeito que já provei. Macia, saborosa, apenas um pouquinho de sal e só. Um amigo que mora em Paris e trabalha em restaurante me disse que o grande segredo é que eles grelham a carne, para deixá-la crocante e depois a deixam descansar um pouco. E isso a deixa tão macia e perfeita. Será? Achei tão simples…
A carne era acompanhada de cogumelos e legumes e alguns (poucos, infelizmente) nhoques. Eles tinham um tamanho maior que o normal e, quando você mordia, a primeira sensação era de que estava cru, porque era mais durinho e a massa grudava mais nos dentes. Depois, percebemos que não era isso. Perguntei para o chef e ele disse que era assim porque leva na massa um tipo de castanha. E fica demais! Disputamos a garfos cada um deles.

File Ami Jean

E vem a sobremesa: um creme inglês com baunilha e uma bola de sorvete de creme no meio, que é servido junto com um baldinho de madeleines. Sim, a idéia é molhar a madeleine no creme e no sorvete e ir comendo. Sério?!?!

Sobremesa L Ami Jean

Nem preciso dizer o quão feliz saímos dessa primeira noite em Paris…
Para melhorar, só encerrar no La Perle, o bar mais legal da cidade, no Marais, tomando cerveja com os amigos.

L´Ami Jean: 27, rue Malar. Tel. 01 47058689
La Perle: esquina das rue Vielle du Temple e La Perle, no Marais.

********
No segundo dia, acordei cedo e fui ao Bon Marché, um dos melhores mercados do mundo, que tem alas de produtos da Itália, do Oriente Médio, do México… Já falei sobre ele aqui antes. Dá uma olhada nos mini macarrons “aperitivos” que encontrei lá:

Mini macarrons

Depois fomos bater pernas pelos jardins do Palais Royal, que é um lugar lindo, cheio de margaridas e dálias no centro, com cadeirinhas em volta para tomar sol e ler um livro e rodeado de galerias onde tem alguns dos brechós mais bacanas da cidade. Quando bateu a fominha, entramos em um café para comer um cuscuz marroquino com kafta. E nos sentamos nas mesinhas do lado de fora da galeria. Dá uma olhada no visual do lugar.

Palais Royal

Difícil foi manter os passarinhos, que estavam loucos pelo nosso cuscuz, longe da mesa.

cuscuz palais royal

Estava com tanta fome que esqueci de anotar o nome do café, mas fica entre o brechó Didier Ludot e a loja Marc Jacobs.

Depois do almoço, saí para dar uma volta por Saint Germain e fui conhecer a loja do Pierre Hermé. A Alline já havia escrito sobre ela aqui. E eu tinha lido no blog da Chez Pim sobre uma de suas experiências na loja. Ela começava falando que gostaria de ser de novo uma “virgem do Pierre Hermé”. Ou seja, ter a chance de provar de novo, pela primeira vez, um de seus doces ou chocolates. E desde então achei que era a hora de eu ter essa experiência. Fui sozinha, para manter a concentração.
A loja da rue Bonaparte é linda, parece mais uma joalheria do que uma “doceria”. Abri a porta e dei de cara: do lado esquerdo, uma fileira de macarrons coloridos, tarte tatin e diversos doces cor-de-rosa e vermelhos; do lado direito, chocolates, geléias, biscoitos e pães.

Doces Pierre Herme
Doces Pierre Hermé
Geléias Hermé

Assim que abri a porta o moço atrás do balcão começou a se divertir comigo. Sim, eu tinha aquela cara “é a minha primeira vez aqui, eu quero comer tudo e não consigo escolher”.
Pedi então primeiro uma caixinha com dez tipos de chocolates diferentes, entre pralinés e amargos. Não dá para explicar o que eles são, exceto dizer que são tipo a coisa mais maravilhosa que já comi no “ramo dos chocolates” na vida. Enquanto estou escrevendo, estou provando um de chocolate amargo recheado com uma espécie de mousse de chocolate amargo e leve sabor de limão. Noooosssaaaa!

chocolates pierre herme

Depois da caixinha, pedi um ispahan, aquele doce que é um tipo de “sanduíche” de macarrons recheado com creme com sabor de pétalas de rosas e frutas vermelhas. Maravilhoso.

E, claro, não deu para sair de lá sem pedir um pain au chocolat, que nesse caso leva chocolate amargo E nutela. Socorro!

Como estava nas redondezas e não satisfeita, ainda passei pela Gerard Mulot, que tem os melhores macarrons de Paris (sim, acho melhores que os da Ladurée). Comprei dois: coco e limão. Levei para o hotel para provar mais tarde. Vocês não acreditam a felicidade que fiquei quando cheguei tarde da noite, depois de um show de rock, e eles estavam lá me esperando, antes de dormir…

Fachada Gerard Mulot

Pierre Hermé: 72, rue Bonaparte. Tel. 01 43544777.
Gerard Mulot: 76, rue de Seine. Tel. 01 40469934.

************
No dia seguinte, acordei cedo, tomei chá Marriage Frères de earl grey no hotel e já saí para a rua. Fomos almoçar no Le Comptoir de Relais, do chef Yves Camdeborde, ex-chef do Regalade. Estava louca para conhecer o lugar. Camdeborde faz lá uma cozinha da chamada “bistronomie”. “Comida de bistrô com requintes de gastronomia”, como me falou a Tanya. E preços de bistrô. O que é portanto a melhor pedida da cidade hoje em dia. E foi Camdeborde quem inventou esse conceito. No serviço do jantar, ele nem tem menu fixo. Prepara o menu do dia a partir dos produtos disponíveis e de sua inspiração. E é difícil conseguir reserva.

Le Comptoir

Durante o dia, tem um menu que parece ser tradicional de bistrô, mas com uma comida que não tem nada de comum. Comemos torradas com mel e foie gras de entrada, com vinho rosé acompanhando.

Foie gras

Como prato principal, pedi porco e recebi esse aqui:

Porco Le Comptoir

Parece um gigange bacon né? E é mesmo uma mistura em tiras da carne do porco com gordura. Não tenho idéia de como ele consegue fazer isso, mas a verdade é que a carne estava demais de saborosa. E, separando a parte branca da gordura, nem dava para perceber que ela esteve ali. Foi servida com purê de batata e cogumelos.

O prato do marido era uma fatia de “carne de panela” ao molho rôti, que desmanchava na boca, servida com brócolis.

File Le Comptoir

De novo, saímos mais do que felizes de lá.

Le Comptoir de Relais: 9, Carrefour de L´Odeon. Tel. 01 43291205

Ainda faltam aqui o jantar no sábado com os amigos no Chez Janou e o almoço no La Table, do Joel Robuchon. Os dois últimos de Paris. Estou indo para a Itália. Nos próximos dias, se tudo der certo, vou fazer posts de Positano, na Costa Amalfitana.

Notas relacionadas:

  1. Comidinhas Paris
  2. Paris: os azeites são apenas um detalhe
Autor: Alessandra Blanco Tags: , , , , , ,