Julie e Julia e a salada de feijão com atum
Fui assistir a “Julie e Julia”. Nesta semana, recebi uns 15 telefonemas/mensagens de amigos dizendo: “Foi ver o filme? Lembrei tanto de você…” Para quem ainda não viu ou não leu sobre o assunto, “Julie e Julia”, filme de Norah Ephron, conta duas histórias reais: a de Julia Child, americana vivendo em Paris nos anos 40, antes de se tornar talvez a maior estrela da culinária dos EUA; e Julie Powell, jornalista, escritora “fracassada”, que procura um rumo na vida e acaba escrevendo um blog em que se coloca um desafio _ fazer em 365 dias todas as 524 receitas do livro “Mastering the Art of French Cooking”, de Julia Child, e narrar seus progressos e fracassos diários.
Duas mulheres apaixonadas por cozinha, que começam o filme com vidas meio sem graça e sem saber nada de comida e terminam felizes cozinheiras de mão cheia. Claro que, para apaixonados por gastronomia, o filme é uma fofura. Apesar de não ter me identificado tanto assim com a personagem blogueira… Mas o fato é que saí de lá morrendo de fome. Cheguei em casa e fui correndo pegar o meu livro de receitas da Julia Child. Tenho o “The Way to Cook”, que é uma espécie de versão revisada daquele mostrado no filme, enorme, cheio de receitas e de diquinhas.
Logo na introdução, dou de cara com esse trecho: “Jantar em meia hora? Mesmo que você tenha trabalhado o dia todo, por que comprar comida chinesa ou congelada ou comer algum fast food quando você pode preparar algo fresco, uma comida caseira informal, mesmo em uma cozinha minúscula _ e aí você vai saber exatamente o que está comendo. Pegue uma taça de vinho e, enquanto você comenta os acontecimentos do dia e limpa alguns filés de peixe, uma grande panela de água pode ser colocada no fogo para despelar tomates e branquear feijões verdes. Talvez, você consiga alguma ajuda para limpar os feijões e preparar uma salada verde, também. Enquanto o peixe passa por uma curta peregrinação pelo forno, todos estarão prontos para o jantar, relaxados e felizes.”
Fui correndo lá na página referente à tal receita de salada verde. Eram feijões verdes, com temperos, tomate, cebola roxa, servida com algum tipo de peixe. Ela sugeria sardinha ou atum.
Ok, corta. Eu agora dei para sonhar com receitas, talvez porque hoje é meu último dia do curso de chef de cozinha. No meu último sonho, fazia uma salada de feijão branco, com cubos de atum e salsão. Claro que achei que o sonho + o filme + o livro da Julia Child eram algum tipo de aviso e fui correndo para a cozinha. Essa é a minha salada (ainda mais rápida e prática, melhor dizer preguiçosa, que a da Julia Child) e a receita segue abaixo:

Ingredientes:
1 lata de feijão branco em conserva (de preferência do italiano)
2 tomates picados sem pele e sem semente
1 talo de salsão picado em cubos bem pequenos
3 postas pequenas de atum ou 1 posta grande
2 colheres de shoyo
Azeite
sal e pimenta a gosto
Modo de fazer
Regue o fundo de um prato com um fio espesso de azeite. Passe as postas de atum no azeite, dos dois lados. Em seguida, moa pimenta do reino preta sobre um lado da posta de atum.
Leve ao fogo uma frigideira antiaderente e deixe esquentar. Coloque as postas de atum sobre a frigideira (primeiro o lado temperado com a pimenta), deixe uns 40 segundos e vire de lado, deixe mais 40 segundos. Retire do fogo. O centro da posta de atum deve estar cru
Corte o atum em cubos pequenos. Alguns cubos estarão crus, outros levemente cozidos. Reserve.
Retire os feijões brancos, transfira-os para uma uma peneira e lave em água corrente.
Em uma vasilha, misture os feijões, os cubinhos de atum, de tomate e de salsão. Tempere com sal, pimenta, shoyo e azeite e sirva.
Notas relacionadas:
Autor: Alessandra Blanco Tags: atum, feijão, Julia Child, Julie e Julia



