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	<title>Comidinhas &#187; Cora Coralina</title>
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	<description>Comidinhas por Alessandra Blanco – Restaurantes, receitas e dicas gastronômicas</description>
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		<title>Visita à casa de Cora Coralina, em Goiás Velho</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 20:26:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandra Blanco</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cora Coralina]]></category>
		<category><![CDATA[Goiás Velho]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Minhas mãos doceiras
Jamais ociosas
Fecundas imensas e ocupadas.
Mãos laboriosas
Abertas sempre para dar,
ajudar, unir e abençoar&#8221;
(Cora Coralina)
Estou em Goiás Velho, cidade a 140 km de Goiânia (GO). Terra dos doces de frutas cristalizadas. E onde nasceu Cora Coralina, doceira, antes de ser poeta.
Vim para cá para participar do XI Fica (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Minhas mãos doceiras<br />
Jamais ociosas<br />
Fecundas imensas e ocupadas.<br />
Mãos laboriosas<br />
Abertas sempre para dar,<br />
ajudar, unir e abençoar&#8221;<br />
(Cora Coralina)</p>
<p>Estou em Goiás Velho, cidade a 140 km de Goiânia (GO). Terra dos doces de frutas cristalizadas. E onde nasceu Cora Coralina, doceira, antes de ser poeta.<br />
Vim para cá para participar do XI Fica (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental) e dar duas palestras sobre cinema e comida. Foram 6 horas em 2 dias só falando de filmes e comida. Essa última às vezes como protagonista, como em &#8220;A Festa de Babette&#8221; ou &#8220;Ratatouile&#8221;. Outras apenas como uma parte (sempre importante) da história. E aí os exemplos podem ser infinitos&#8230;. De &#8220;O Poderoso Chefão&#8221; a &#8220;Maria Antonieta&#8221;, de &#8220;Parente é Serpente&#8221; a &#8220;Volver&#8221;.<br />
Mas quem deu mesmo a aula foram os &#8220;meus alunos&#8221;. Quero levar todos pra casa: dona Chiquinha, cozinheira de mão cheia, que contou que conversa com seus pães para eles cresceram fofinhos e gostosos e gosta de inventar na cozinha. &#8220;Quando não tiver nada na geladeira? Faça bolinhos de alface. Ficam uma delícia&#8221;. Fiquei com desejo dos seus quitutes.<br />
Ou a Debora Guerra, banqueteira, descendente de árabes e especializada em comida síria. Disse que na sua casa ou nas suas festas nem dá para contar a quantidade de entradas e pratos servidos. Os almoços duram horas e todo mundo come de tudo. E o Eduardo Neves, químico, que começou a se interessar por comida e agora faz culinária molecular em Brasília! E alguns outros, mais tímidos, que falaram um pouco menos, mas também tornaram as conversas uma delícia.</p>
<p>Saí das aulas eufórica e fui correndo conhecer a casa de Cora Coralina. A visita começa, é claro, pela cozinha. Essa frase acima estava num quadro por lá. Entrei e meus olhos encheram de lágrimas. Era igualzinha à cozinha da minha avó na chácara no interior de São Paulo: o forno à lenha idêntico ao que meu avô construiu, as louças, o fogão, a geladeira&#8230;</p>
<p>A moça que me acompanha conta que Cora Coralina instituiu o dia 20 de agosto como o dia do vizinho (que segundo ela é o parente mais próximo) e do cozinheiro. E todo ano é comemorado na cidade. Ela começou a escrever poesia com 14 anos, mas só publicou pela primeira vez com 76 anos. Neste ano, faria 120 anos e vai ter festança na cidade e lançamento do seu primeiro livro de receitas.<br />
Comprei lá um de poesias e outro infantil que fala de cocadas.</p>
<p>Na saída, a frase:<br />
&#8220;Eu sou aquela mulher&#8230;<br />
que ficou velha, esquecida<br />
nos teus larguinhos<br />
e nos teus becos tristes&#8221;</p>
<p>Escrevia como cozinhava&#8230;</p>
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