9 dicas para curtir Nova York gastronomicamente
1) Café da manhã ou brunch no Balthazar.
Com amigas ou namorado, não tem nada mais glamouroso (e gostoso) do que começar o dia com um café da manhã no Balthazar, restaurante badalado do chef Keith McNally, que tem cara e comida de bistrô francês e é “super Sex and the City”. O lugar é lindo, está sempre cheio (muitas vezes lotado) de gente bonita, começa cedo e vai até tarde sem fechar, com café da manhã, almoço, jantar ou apenas sanduíches durante o dia. Ou ainda uma travessa enorme de frutos do mar para ficar beliscando por várias horas com champanhe.
Fomos na segunda-feira porque não há sensação melhor do que começar bem esse dia da semana, em férias, quando está todo mundo trabalhando. Pedimos croissants, pain au chocolat, bagel com salmão defumado e cream cheese, ovos Benedict com espinafre e Bellini (às 10h30). Delícia.
Balthazar: 80 Spring Street. Tel. 00xx1 212 965-1414.
2) Outra boa (e diferente) opção para café da manhã é começar o dia no Chelsea Market. Você pode pegar um croissant, uma focaccia ou um biscuit no Amy´s Bread e um cappuccino no Ninth Street Espresso, sentar em uma cadeirinha nos corredores do antigo mercado e ficar admirando o lugar.
Depois, aproveite para conhecer suas lojinhas gastronômicas:

Geléias (e mais queijos, chocolatinhos, chás, mel…)

Mercado (não deixe de comprar o extrato natural de baunilha orgânico, difícil de encontrar no Brasil)

E um restaurante só de produtos e vinhos orgânicos
Chelsea Market: 9th avenue (entre 15st e 16st)
3) Passar um dia inteiro no MoMa (Museum of Modern Art), andar por cada corredor e depois, quando estiver morrendo de fome, ir almoçar no Cafe 2.
É um salão gigantesco, com mesas comunitárias. O cardápio é feito diariamente com base em produtos da estação. Tem sempre opções de massa, salada, sopa e ainda mesa de queijos e embutidos.
Pedimos:

Uma salada de rúcula orgânica, com pêra, queijo e nozes caramelizadas

Um trio de bruschettas com berinjela, tomate e aliche

Uma polenta com queijo gorgonzola e molho pesto

Um pequenino minestrone com um pedaço de focaccia

Um filé de porco com saladinha

E um delicioso cheesecake com calda de caramelo
Ufa!
O Cafe 2 fica no segundo andar do MoMa, na 11w 53 Street, entre 5ª e 6ª avenidas.
4) Independentemente de almoço ou jantar, quem for para Nova York agora tem obrigação de ir ao Momofuku, a “cadeia” de restaurantes do chef David Chang e a maior novidade gastronômica da cidade nos últimos tempos. Digo cadeia porque são 3 restaurantes e uma padaria/milk bar.
Eu já havia visitado em uma viagem anterior o Momofuku Noodle Bar, o primeiro e mais “simples” dos restaurantes de Chang. Tem também o Ko, que tem meses de fila de espera para uma reserva para jantar. E o Ssäm Bar, considerado recentemente o 31º melhor restaurante do mundo e, mais que isso, avaliado por Ruth Reichl, a diretora da revista Gourmet, como seu endereço favorito em Nova York.
Foi lá que fomos almoçar na tarde de terça-feira. O restaurante não aceita reservas e tem um menu de preço fixo a 25 dólares no almoço, com três opções de entrada, prato principal e sobremesa.
Chegamos às três horas da tarde, almoço tardio, com restaurante quase vazio. Sentamos em um balcão com espaço para quatro pessoas e na janela com vista para a rua. Pedimos uma garrafa de vinho e cada um dos pratos disponíveis no menu fixo do dia. Só entrar no “ambiente Momofuku” já melhora o humor. Lugar legal, garçons divertidos e como a música é boa! Sabe quando você fica com a sensação de que a trilha sonora foi escolhida para você naquele momento?
Bem, o David Chang é conhecido por fazer uma espécie de releitura (odeio essa palavra, mas é isso) da culinária oriental. Mistura pratos e técnicas tailandeses, chineses, japoneses… e coloca no meio uma manga, um maracujá. Mas não torça o nariz! Nesse caso, fica muito, muito interessante.

Comemos como entrada um prato de pickles feitos com legumes da estação

Depois os famosos buns (espécie de pãozinho): neste caso recheado com carne de porco. Obrigatório! É a especialidade de Chang, são divinos. E nem gosto tanto assim de carne de porco. No Momofuku Noodle Bar tem com recheio de cogumelos e também fica incrível

Depois pedimos Spicy Rice Cakes: salsicha de porco, com brócoli chinês e crispy de cebola, bem apimentado e delicioso

Braised Beef Brisket : noodles feitos de arroz com molho thai

Uma salada de lulas com gengibre
As sobremesas foram:

Blondie Pie: uma torta de caramelo

E Thai Iced Tea Parfait: a cara não é boa, mas o sabor é sensacional. E é isso mesmo uma torta de chá gelado tailandês.
Momofuku: 207 2nd avenue (esquina com 13st). Tel. 00xx1 212 254-3500
5) Não importa quantas vezes você já tenha ido a Nova York, uma visitinha ao Metropolitan é sempre fundamental. Dessa vez, recebi de uma amiga a dica para ver a exposição de Roxy Paine no terraço, no último andar do museu. E dei de cara com essa vista:
Melhor ainda é que tem um café lá em cima, para pegar um copo de cappuccino ou um chá gelado e ficar aproveitando a visão.
6) Não há melhor lugar para estar em Nova York após as 20h que o Lower East Side. Os bares mais bacanas, os shows mais legais, os visuais mais interessantes e também vários restaurantes delicinhas. O favorito da minha amiga moradora do Brooklyn é o Supper, um italianinho que serve uma comida incrível, tem uma carta de vinhos sensacional, bons espaços para namorar ou para curtir com os amigos e com ótimo custo/benefício para a cidade.
Escolhemos o Supper para nosso último jantar das três amigas em Nova York. Havíamos passado o dia inteiro batendo pernas por lojas e museus. Às 20h, estávamos famintas.

E nada melhor do que o couvert do Supper para iniciar os trabalhos. Eles servem um pão delicioso com feijão fradinho mergulhado em azeite.


Depois pedimos uma bisteca Fiorentina com talharim de abobrinha como acompanhamento

Um talharim com cogumelos selvagens frescos

E um nhoque com molho que nem era ao sugo nem rosé, mas um meio-termo entre eles e estava delicioso.
Supper: 156 E 2nd St (entre avenidas A e B).Tel. 00xx1 212-477-2732.
7) Pra mim, não tem como ir a Nova York e não ir ao Cafe Habana comer um “milho cubano”, como batizamos. É uma entrada, com duas espigas de milho, daqueles americanos, doces. Elas são grelhadas. Depois passadas no creme azedo e polvilhadas com páprica e queijo ralado. E eu sonho com isso toda semana. Até faço a receita em casa, mas não fica a mesma coisa…
Dessa vez, passei lá num final de tarde só para comer os milhos e tomar uma cerveja mexicana.
Cafe Habana: 17 Prince Street @ Elizabeth. Tel. 00xx1 212.625.2001
E essa foi também a minha primeira vez no Oyster Bar, famoso endereço dos intelectuais e da boemia nova-iorquina, dentro da Grand Central. Lindo, boêmio, sensacional. Recomendo muito!
Sentamos no balcão e pedimos uma cava espanhola, sopas de caranguejo e sanduíches de caviar com creme azedo e ficamos nos sentido no glamour dos anos 50.
Antes de sair, o garçom veio nos perguntar: “Vocês viram quem está aí, naquela mesa? A Chloë Sevigny”. Depois de dar uma bela olhada, respondemos: “E você ainda fica avisando?”. A resposta dele: “This is New York, darling”.
Oyster bar: dentro da Grand Central na 42st.
9) Antes de deixarmos a cidade, o último drink: dry martini, no Pravda, o bar russo, com centenas de vodcas para escolher…
Pravda: 281 Lafayette St. Tel. 00xx1 212-226-4696.
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Sem categoria Tags: Balthazar, Cafe Habana, Chelsea Market, Metropolitan, MoMa, Momofuku, New York, Nova York, Oyster Bar, Pravda, Supper












