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18/05/2009 - 17:33

Boston: a cidade das lagostas e do cheesecake

Final da viagem, hora de trabalhar e de comer lagostas gigantes e fresquíssimas e o melhor cheesecake do mundo.

lagosta
No meu primeiro jantar na cidade fui correndo para o Legal Sea Foods e pedi uma lagosta, a menor disponível, com brócolis e purê de batatas como acompanhamento. A casa é conhecida pelos seus frutos do mar fresquíssimos, com preços de mercado.
A menor lagosta da casa era essa pequenina aí em cima, com cerca de 1,5 kg. A maior, me contou o garçom, é cinco vezes esse tamanho. E ele teve que me ajudar a ir quebrando a carcaça e tirando toda a carne disponível. Levei uma hora para conseguir fazer todo o processo. Enquanto assistia a um jogo da NBA sentada no balcão do restaurante. Tudo muito americano.
A lagosta era deliciosa, completamente rústica, cozida apenas em água com sal, bem macia. Os acompanhamentos não tinham gosto…
Com uma taça de vinho, saiu por 40 dólares.

Legal Sea Foods: 5 Cambridge Center, Kendall Square. tel. 00xx1 617-864-3400.

Mas a coisa mais sensacional de Boston é o cheesecake da Cheesecake Factory, aquela do seriado “The Big Bang Theory”, sabe?

cheesecakefactory

Fiquei dois dias na cidade e comi duas delas, na versão original, sem qualquer geléia ou cobertura, só a massa com sabor de queijo e baunilha. E ainda estou sonhando com ela….

cheesecake

The Cheesecake Factory: Prudential Center. Tel. 00xx1 617 399-7777.

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
01/12/2008 - 19:40

A casa do açogueiro

Toda vez que vou viajar, gosto de dar uma pesquisada sobre o que o jornal The New York Times já publicou sobre aquele lugar. Em geral, eles têm boas dicas e “sacadinhas” bacanas. Imagine então em Boston, que fica tão pertinho de Nova York.
Encontrei dentro do canal de Turismo uma reportagem sobre a região conhecida como South Boston: lojinhas, cafés e restaurantes bacanas. E aí falava especificamente de um lugar, que servia um cachorro-quente sensacional, com uma mostarda que o repórter dizia jamais ter esquecido do sabor. E o nome: The Butcher Shop. Sim, um “açougue”, orgânico, especializado em embutidos, que faz a própria salsicha e onde as pessoas vão também se abastecer de carne para a semana. A reportagem dizia que o lugar era um achado, ainda pouco conhecido inclusive pelos moradores. Ou seja, o meu tipo de lugar.
Corri para lá no almoço de sábado. Esperava encontrar uma portinha, um lugar modesto, meio sujinho, com poucos lugares para comer o sanduba no canto, sabe?
O lugar realmente não é grande. E até tem poucos lugares. Mas é um delicioso e moderninho restaurante em uma esquina de uma das ruas mais bacanas de Boston. No fundo, tem uma geladeira de vidro com as carnes e embutidos expostos. E, melhor ainda, também uma área que vende pães. Porque eles também produzem seus próprios pães orgânicos. Demais!
Sentei no balcão. Falei para o garçom que queria o hot dog da casa e pedi um vinho (?!) para acompanhar. Sim, eles sugerem vinho com o cachorro-quente. A coisa bacana de viajar sozinha e ir a restaurantes sozinha é sentar no balcão. As mesas estão sempre cheias e, em geral, a equipe do restô não quer ocupar uma mesa inteirinha com uma só pessoa. Eu adoro, porque sentar no balcão é muito mais divertido. Você consegue acompanhar todo o preparo dos drinques, recebe muito mais atenção e dá para fazer várias perguntas sobre o seu prato e os outros que estão saindo.
Fiquei bebericando meu vinho (Rosso di Montalcino) e beliscando o que achei uma idéia genial: pão, manteiga com flor de sal por cima e mel não filtrado orgânico. A idéia é passar no pão uma camada da manteiga com o sal e depois outra de mel. Fica uma delícia. Ótima mistura de doce e salgado. Fiquei me perguntando por que eu não tinha visto ainda aquilo antes.

manteigaemel

Alguns minutos depois vem o garçom com o meu hot dog, rindo. Colocou o prato à minha frente e desafiou: “Quero ver você comer tudo isso”. O “cachorro-quente da casa” daria fácil para umas três pessoas. É uma baguete, super crocante, com uma salsicha branca feita no local, queijo ementhal derretido por cima dela e uma mostarda também local e orgânica, com gosto bem forte. Como acompanhamento batatas chips, finíssimas, crocantes, com sabor de alho e alecrim. As melhores que já comi. Mas tudo gigantesco!

hotdog

Comi o meu um terço do sanduíche, enquanto acompanhava a fila de moradores que chegavam para comprar o peru para o almoço de Thanksgiving. O repórter do New York Times tem razão, amei o Butcher Shop.

The Butcher Shop: 552 Tremont Street, Boston, Estados Unidos. Tel. 00xx1 617-423-4800.

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
28/11/2008 - 17:17

As lagostas de Boston

Boston é conhecida pelos frutos do mar, vindos de suas águas frias, principalmente lagostas. Então, em toda oportunidade que tive, lá fui eu atrás das lagostas.
A primeira experiência foi no Legal Sea Foods, que tem mais de dez endereços entre Boston e Cambridge. O slogan do restaurante é “Se não for fresco, não é Legal”. E o cardápio é feito em cima do que há disponível no mercado de peixes (até os preços dos pratos com lagosta são feitos a partir do peso de cada lagosta e seu valor no mercado).
Em Cambridge, o jantar é entre 18h30 e 19h. Nesse horário, os restaurantes ficam lotados. Cheguei ao Legal Sea Foods às 21h e já estava quase vazio. Quando saí do restaurante (às 23h), já não tinha mais ninguém.
A entrada foi uma enorme porção de lulas, todas empanadas e fritas, mas com “acompanhamentos” diferentes, formados basicamente por molhos mais adocicados ou apimentados. Infelizmente, o lugar estava escuro demais e a foto ficou péssima. Mas, para quem tiver a oportunidade de visitar a cidade, recomendo muito.
Meu prato foi uma lagosta, simplesmente cozida. Aliás, para que precisa de mais alguma coisa? Fresquíssima, macia, só com sal, derretia na boca. Os acompanhamentos, brócolis e purê de batatas, ficaram esquecidos de lado. Pedi a menor delas, mas foi o suficiente para uma diversão de prato cheio:

lagosta_legal
E quem precisa de mais?

Legal Sea Foods: 5 Cambridge Center, Kendall Square, Cambridge, Estados Unidos. Tel. 00xx1 617 8643400.

Na noite seguinte, fui jantar no Clio, que é considerado o melhor restaurante de Boston. Seu chef Ken Oringer, que tem outros 2 restaurantes na cidade, também é visto como um dos melhores nos Estados Unidos. Ele é conhecido pelo uso bastante interessante que faz na sua cozinha de produtos locais, principalmente peixes e frutos do mar misturados a legumes e sabores típicos da região.

Pedi de novo a lagosta, dessa vez cozida e puxada na manteiga e servida com favas, cogumelos chanterelle e Vin Jaune d’Arbois. A mistura resultou em um caldo amarelo, adocicado, com sabor mais pronunciado da lagosta, e tendo os cogumelos e as favas como um complemento leve e saboroso. Um prato perfeito!

lagosta_clio
Quando fiz o pedido, o garçom avisou que levaria 30 minutos para ficar pronto. Acho que levei bem mais do que isso depois para comê-lo. Queria aproveitar cada garfada. Nunca havia comido uma lagosta como aquela: carne branca, macia, quase adocicada, desmanchando-se na boca, parecia que tinha saído direto do mar para alguns minutos no fogo e direto pro meu prato.

Pedi como sobremesa um creme de chocolate servido com sorbet de peras. Maravilhoso!

cremechocolate

Clio: 370, Commonwealth Avenue, Boston, Estados Unidos. Tel. 00xx1 617 536-7200.

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
27/11/2008 - 22:26

Nos refeitórios do MIT

Oi, dei uma sumida na última semana para fazer uma viagenzinha rápida até Boston (para trabalhar) e Nova York (para me divertir). Três dias em cada uma delas e um frio que variou entre -10°C na primeira e uma máxima de 5°C na segunda. Ai…
Fui a Boston para assistir a uma conferência no MIT e descobri o que alunos e professores comem nas cafeterias de uma das melhores universidades do mundo: falafel, kebabs, comida indiana, árabe, pizza, sanduíches e muffins. Nos 3 dias por lá, não vi nada além disso.
Logo que cheguei fui dar uma volta pela cidade, ver as casinhas fofas de estudantes em Harvard, algumas ainda enfeitadas para Halloween e com árvores de cranberry na porta. Estava andando pelo MIT na hora do almoço e decidi apenas seguir o fluxo. Acabei dentro de um prédio. Logo na entrada, mesas com estudantes recolhendo assinaturas para diversas causas. No andar superior, uma espécie de refeitório/praça de alimentação. O jeitão era dos refeitórios que a gente vê em seriados na TV: as garotas loiras sentadas em uma mesa, outra só com asiáticos, várias mesas com apenas um estudante, de óculos, lendo e comendo. Uma parte da sala era tomada por três ou quatro “lojas” que vendiam tipos diferentes de comida: indiana, árabe, pizza… Bem com cara de praça de alimentação de shopping. Escolhi aquela que tinha maior fila e o melhor cheiro. Pedi um sanduíche de falafel assado vegetariano (falafel, iogurte, alface) no pão pitta. Esse aqui abaixo.

falafel

Estava bem bom. Acho que melhor se fosse frito, mas tentei me controlar um pouco no quesito “trash”.
Bom, porque à noite fui a um jantar, também dentro da universidade, onde o cardápio incluía falafel frito e samosas fritos. No dia seguinte, no almoço: falafel frito, homus, charutinho de uva…

Nos dois últimos dias, consegui dar uma “fugidinha” do trabalho para conhecer dois dos melhores restaurantes de Boston e mais um “achado”. Coloco aqui amanhã.

Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
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