04/08/2009 - 17:01
Olá! Aqui escreve Marcela, do Trecos, e faz muito tempo que devo pra Ale posts sobre lugares que ainda não pude levá-la em Salvador, aqui vai o primeiro deles. “Boca de galinha” inicialmente não parece ser um nome muito apetitoso para um restaurante, mas o apelido do dono acabou dando um certo charme ao simples lugar que serve moquecas e ensopados deliciosos. Foi lá que eu decidi começar a comer camarão quando me deparei com uma moqueca linda, borbulhante.
O restaurante fica em Plataforma, bem distante do centro e meio difícil de explicar, mas na minha última viagem descobri um jeito mais fácil e mais legal de chegar lá: pegando um barquinho na Ribeira.

É simples: um barquinho sai praticamente da frente da Sorveteria da Ribeira (a melhor da cidade, no final eu conto mais sobre ela) e leva 10 minutos pra chegar em Plataforma. Suba as escadas, passe por umas quatro casas e pronto, você chegou em Boca de Galinha. O cadápio é escrito diariamente em um caderno e varia de acordo com os produtos da cozinha, que são comprados por Boca de Galinha e preparados por sua mulher.

O restaurante é bem simples mesmo, mas quem vai ficar olhando pra essas coisas com essa vista?


Pedimos agulhinha como entrada. Eles chegaram sequinhos, deliciosamente temperados. O peixe parece magrelinho, mas tem bastante carne e é ótimo pra abrir o apetite.

O calor estava forte, então pedimos ensopado de camarão em vez de moqueca (ensopados levam menos azeite de dendê, são mais levinhos). Ele é servido com caruru, arroz, vatapá e feijão fradinho.

Na volta, impossível não dar um pulo na Sorveteria da Ribeira. São dezenas de sabores, mas recomendo sempre os de frutas: mangaba, cajá, graviola, tamarindo… Melhor ainda se você pedir um dusty miller: três bolas de sorvete, cobertura e MUITO leite ninho. Escolha os sorvetes de frutas azedinhas. O contraste com o leite em pó é um escândalo!

Autor: Capitu - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Bahia, moqueca de camarao, ribeira, salvador, sorvete
14/04/2009 - 12:00
Dei uma sumida nos últimos dias, mas foi por um bom motivo. Dá só uma olhada:

Fui com um grupo de amigos para Interlagos, praia ao norte de Salvador, na estrada do Coco. Fiquei hospedada na casa de uma amiga baiana, com família grande, divertida, cheia de “tradições” para a Semana Santa. O que significou que comemos muuiiito bem.
A principal refeição foi o almoço da sexta-feira, que começa com uma oração puxada pela avó, que pede proteção aos seus e a todos os agregados. Quando a oração termina, com a turma emocionada, a mesa com as comidas típicas já está colocada:

Formada por:

Caruru, prato com quiabo, camarão seco e amendoim e obrigatório na Sexta-Feira da Paixão e no dia de São Cosme e Damião.

Um ensopado de postas de peixe com dendê e leite de coco

Feijão fradinho, também com dendê, camarão seco moído e leite de coco

Farofa, claro.

Efó, uma espécie de primo do caruru, que leva duas folhas: taioba e língua-de-vaca. Nunca tinha comido e achei divino, o melhor prato da mesa

Vatapá

E lagostas com molho de manteiga
Tudo regado a muita caipirinha de cajá, siriguela e umbu…
À noite, ainda tivemos fôlego para ir até a Praia do Forte comer no Terreiro da Bahia, o restaurante de Tereza Paim, uma das principais chefs de cozinha baianas.
Verdade, eu já não conseguia comer mais nada, mas não resisti aos bolinhos de moqueca, crocantes por fora e com muito recheio:

A Tereza é conhecida por seu dendê, produzido pelo próprio restaurante. É feito com uma prensagem do fruto a temperaturas mais baixas, de 60 a 80 graus, que não queima o óleo e é mais saudável (e saboroso também).
Depois da moqueca, provamos o polvo salteado na frigideira e servido com torradinhas.

Na mesa, ainda foram servidos uma moqueca e um filé com purê de batata doce. Estavam lindos, mas consegui só dar uma garfada para provar (e estavam bons também)


Encerramos a noite com cocada

E quindim

Os demais dias na praia foram mais ou menos assim: sol, mar, caipirinhas e…

beijus de tapioca,

acarajé (poucas coisas na vida são tão boas quanto mini acarajés crocantes e quentinhos com uma boa pimenta),

casquinha de siri,

patola de siri ao vinagrete,

e o próprio siri frito….
Agora, de volta à realidade (e a uma boa dieta).
Terreiro da Bahia: tel. 71 3676-1754, Praia do Forte
Autor: Alessandra Blanco - Categoria(s): Sem categoria
Tags: acarajé, Bahia, caruru, comidas baianas, efó, vatapá